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  • Orgulho Caipira 2015: 30 Anos do LP Instrumental de Almir Sater

    Date: 2015.06.26 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    (Paulo Simões, Almir Sater e Zé Gomes durante a viagem Comitiva Pantaneira nos anos 80).

    Bom dia Amig@s do Mundo Rural! Tudo bem?

    Neste ano comemora-se 30 anos do LP Instrumental de Almir Sater. Para mim existe um mundo antes e depois de Instrumental. Instrumental é o primeiro álbum totalmente “instrumental” de Almir Sater originalmente lançado em 1985 e contando com a participação de vários músicos (Veja a listagem abaixo). Esse álbum é muito peculiar onde Almir Sater recria um clássico de Tião Carreiro (Rio de Lágrimas) e usa instrumentos não tão comuns na música sertaneja como o berimbau e a cítara. Saudações, com enorme orgulho caipira, Fábio Villela.

    Escute! https://www.youtube.com/watch?v=f2OTxTLGeLk

    Faixas

    1. Corumbá (Guilherme Rondon – Almir Sater)

    Almir Sater : Viola

    Guilherme Rondon : Violão

    2. Minas Gerais (Almir Sater)

    Almir Sater : Viola

    Alzira Espíndola : Violão 12 Cordas

    3. Vinheta do Capeta (Carlão de Souza – Almir Sater)

    Almir Sater : Viola

    Carlão de Souza : Violão 12 Cordas

    4. Luzeiro (Almir Sater)

    Almir Sater : Viola

    Papete (José de Ribamar Viana) : Bateria Simmons, Percussão

    5. Benzinho (Almir Sater)

    Almir Sater : Violinha

    Alzira Espíndola : Violão 12 Cordas, Efeitos de Voz

    6. O Rio de Piracicaba (Tião Carrero – Piraci – Lorival dos Santos)

    Almir Sater : Viola

    Carlão de Souza : Violão 12 Cordas

    7. Na Piratininga: De Jeep (Tavinho Moura)

    Almir Sater : Viola

    Tavinho Moura : Violão

    8. Doma (Zé Gomes – Almir Sater)

    Almir Sater : Viola

    Zé Gomes : Violino

    9. Viola de Buriti (Almir Sater)

    Almir Sater : Viola

    10. …E de Minas pra Riba (Zé Gomes-André Gomes-Almir Sater)

    Almir Sater : Viola

    André Gomes : Cítara

    Zé Gomes : Violino

    Arranjos: Almir Sater

    ***

    Biografia

    Almir Eduardo Melke Sater nasceu em Campo Grande, MS, em 14 de novembro de 1956. Desde os 12 anos tocava violão. Com 20 anos, saiu da cidade natal e foi estudar direito no Rio de Janeiro. Pouco habituado com a vida da cidade grande, passava horas sozinho, tocando violão. Um dia, no largo do Machado, encantou-se com o som de uma viola tocada por uma dupla mineira. Desistiu da carreira de advogado e logo descobriu Tião Carreiro, violeiro que foi seu mestre.

    Voltou para Campo Grande e formou com um amigo a dupla Lupe e Lampião, em que era o Lupe. Em 1979 resolveu tentar a sorte em São Paulo SP, onde conheceu a conterrânea Tetê Espíndola, na época líder do grupo Lírio Selvagem. Fez alguns shows com o grupo, depois passou a acompanhar a cantora Diana Pequeno. Mais tarde, com o projeto Vozes & Violão, apresentou-se em teatros paulistanos, mostrando suas composições. Convidado pela gravadora Continental, gravou seu primeiro disco, Almir Sater, em 1981, álbum que contou com a participação de Tião Carreiro. Seu segundo disco, Doma (1982, RGE), marcou seu encontro com o parceiro Paulo Simões. Em 1984 formou a Comitiva Esperança, que durante três meses percorreu mais de mil quilômetros da região do Pantanal, pesquisando os costumes e a musica do povo mato-grossense. O trabalho teve como resultados um filme de média-metragem, lançado em 1985, e o elogiado Almir Sater instrumental (1985, Som da Gente), que misturava gêneros regionais – cururus, maxixes, chamamés, arrasta-pés – com sonoridades urbanas, num trabalho eclético e inovador. Em 1986 lançou Cria, pela gravadora 3M, inaugurando parceria com Renato Teixeira, com quem compôs, entre outras, Trem de lata e Missões naturais. Em 1989 abriu o Free Jazz Festival, no Rio de Janeiro, depois viajou para Nashville, nos EUA, onde gravou o disco Rasta bonito (1989, Continental), encontro da viola caipira com o banjo norte-americano.

    Convidado para trabalhar na novela Pantanal, da TV Manchete, projetou-se nacionalmente no papel de Trindade, enquanto composições suas como Comitiva Esperança (cantada em dupla com Sérgio Reis) e Um violeiro (gravada por Renato Teixeira) estouravam nas paradas de sucesso. Em 1990-1991 participou da novela A historia de Ana Raio e Zé Trovão, também da TV Manchete, mas em seguida se afastou da televisão, pois as gravações não lhe deixavam tempo para a música. Gravou ainda Instrumental II (1990, Eldorado), Almir Sater ao vivo (1992, Sony), Terra dos sonhos (1994, Velas) e Caminhos me levem (1997, Som Livre), além de diversas coletâneas. Voltou a TV em 1996, obtendo grande êxito como o Pirilampo da novela O Rei do Gado, da TV Globo.

    Referências

    Biografia: Enciclopédia da Música Brasileira

    Art Editora e PubliFolha

    Wikipédia, a enciclopédia livre

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