Posts Tagged ‘música sertaneja’

  • 11º Arraial & Festa do Milho da Paróquia Imaculada Conceição do Parque Estoril de Rio Preto – SP – Brasil

    Date: 2014.07.05 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Boa tarde amig@s do mundo rural! Tudo bem?

    A Paróquia Imaculada Conceição do Parque Estoril de Rio Preto, realizará entre os dias 29/06 a 06/07 o 11º Arraial  & Festa do Milho.

    Durante todos os dias da festa, acontecerá apresentações musicais com duplas sertanejas locais e  a tradicional quadrilha. A partir das 10h, haverá barracas de produtos derivados do milho como: pamonha, curau, bolo de milho, etc.

    De acordo com o padre Aparecido, no domingo dia 29/06, está prevista uma celebração sertaneja, às 10h. Logo após será realizado o almoço às 12h. Os convites para o almoço estão à venda na secretaria do evento. Local: Praça Lisboa, Av. Pedro Àlvares Cabral, s/n.

    A paróquia Imaculada Conceição fica na Rua Januário Cunha Barbosa, 230, no bairro Parque Estoril. Mais informações pelo fone (17) 3216-1776.

    Um grande abraço a tod@s, Prof. Fábio Fernandes Villela.

  • Seminário Preparatório para o 6° Encontro Nacional dos Violeiros e Violeiras

    Date: 2013.12.11 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Bom dia Amig@s do Mundo Rural! Tudo bem?

    Segue abaixo notícia sobre o Seminário Preparatório para o 6° Encontro Nacional dos Violeiros e Violeiras. Saudações, Prof. Fábio Fernandes Villela.

    Neste final de semana, diversos violeiros de todo o Brasil se reuniram na cidade de São Paulo em torno do Seminário Preparatório para o 6° Encontro Nacional dos Violeiros e Violeiras.

    O objetivo da atividade foi debater a realização de uma semana temática da cultura caipira e camponesa na cidade de São Paulo, em abril de 2014. Nos períodos da tarde, os músicos realizaram apresentações gratuitas no Teatro Décio de Almeida Prado.

    Segundo o violeiro Minerin, do setor de cultura do MST, é a primeira vez que a Associação Nacional dos Violeiros realiza um seminário preparatório em que diversas forças do país constroem e organizam comumente algo desse tipo.

    “O mais importante é a retomada dessa articulação nacional dos violeiros, debater o papel e a importância da cultura da viola caipira no Brasil, fazendo um trabalho de defesa e de resistência, num momento em que a música caipira sofre tantos reveses”, acredita.

    A idéia é que a semana temática da cultura caipira e camponesa conte, além do 6° Encontro Nacional dos Violeiros e Violeiras, com oficinas, debates, palestras, feira da Reforma Agrária e agricultura familiar, entre outras atividades que remete a vida no campo.

    Símbolo da cultura popular brasileira

    Para Pereira da Viola, a viola é um instrumento símbolo de toda cultura popular brasileira, por isso “essa cena precisa chegar mais ao povo brasileiro, com a visibilidade real e coerente da importância que ela tem para a nossa identidade cultural”.

    Esse momento, como destaca Jade Percassi, do setor de cultura do MST, é semelhante ao que já tem acontecido em São Paulo, em torno de atividades que contemplam as diversas culturas que compõem a cidade, como a cultura da periferia, o hip hop, a cultura nordestina e de diversos outros povos e etnias presentes.

    “Também é trazer a presença da cultura caipira que compõem esse cenário da cidade, com um evento de caráter nacional”, observa.

    No caso, seria evidenciar um elemento que está presente na cultura de muitas pessoas da cidade de São Paulo, que tem na sua raiz a cultura do campo.

    “Quando falamos de fazer uma roda de viola ou comida típica que lembra a infância ou o passado recente das pessoas, em todo lugar que ventilamos essa idéia a adesão é muito grande, porque pouco se fala dessa presença, mas ela existe e é muito maior do que podemos imaginar”, pontua.

    Informações retiradas da seguinte notícia: Violeiros organizam semana da cultura caipira e camponesa em São Paulo, por Luiz Felipe Albuquerque, da página do MST (http://www.mst.org.br/node/15528).

  • O Maior Professor de Viola Caipira do Brasil: Enúbio Queiroz

    Date: 2012.09.08 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Bom Dia Amig@s do Mundo Rural!

    Deixamos aqui nossa homenagem ao grande professor de viola caipira Enúbio Divino Queiroz. Saudações, Prof. Fábio Fernandes Villela. Enúbio nasceu no primeiro dia de outubro do ano de 1953, numa fazenda perto das “Duas Vendas”, no município mineiro de Iturama. Seu contato com a musica começou cedo. Seu pai, Rodolfo Ferreira de Queiroz, e seu avo, João Martins de Queiroz, eram catireiros e cantadores muito queridos na região. Sua avó Gerônima, que tinha ouvido apuradíssimo, costumava cantar as canções da época, em bocca chiusa, todas as noites, para o menino Enúbio dormir e, talvez, sonhar com seu futuro de violeiro. Seu primeiro instrumento foi um cavaquinho, tocado com garra no conjunto de forro que animava as festas e bailes da região. Foi nessa época que Otaviano Francisco da Silva, o “Baiano”, parceiro do moço Enúbio nas modas e cantorias, deu-lhe as primeiras lições de violão.

    Mas a teoria veio mesmo com Sebastião Pandolfi, maestro da banda municipal de Iturama. Em seguida, sempre buscando o aperfeiçoamento, Enúbio instala-se em Uberaba, iniciando os estudos de violão clássico no Conservatório Renato Frateschi, com o professor Olegário Bandeira. Tempos depois, Enúbio embarca para Goiânia, ocasião em que toma aulas com Eurípides Fontenelli. O tempo passa e o musico Enúbio continua suas viagens, sempre em busca de oportunidades e mais conhecimento musical. Transfere-se para São José do Rio Preto, próspera cidade do noroeste paulista, e matricula-se no Conservatório Musical Carlos Gomes. Estuda violão com a professora Lela e canto com a professora Mirtes. Os estudos clássicos encerram-se em São Paulo, com aulas do professor Paulo Barreiro. Porém as raízes mineiras falam mais alto e Enúbio, já professor de violão, busca inspiração nas cordas harmoniosas e tristes do mais brasileiro dos instrumentos musicais: a viola. Participa com João Roberto Costa da dupla Economista & Contador e lança dois discos. Um terceiro vinil e gravado com outro parceiro, Abssoir José Correia. A viola fica cada vez mais enxuta e criativa. Os solos choram cristalinos, quer nas criações próprias, quer na releitura de clássicos da musica popular brasileira e mundial. E vem os CDs Viola Refinada I e Viola Refinada II, lançados pela Movieplay. Mas o lado “professor de musica” permanece vivo, ainda mais forte agora, com o oportuno lançamento deste “Repertório de Ouro para Viola Caipira”. (Texto retirado de: http://www.enubioviola.com.br/index.html).

    O que é a Viola Caipira? Para quem não conheçe, vejam o texto abaixo retirado da Wikipedia.

    Viola Caipira

    Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
    Viola caipira
    Viola caipira com belo trabalho de marchetaria.
    Classificação
    Hornbostel-Sachs
    * Instrumento de cordas

    • Cordofone

    Viola caipira, também conhecida como viola sertaneja, viola nordestina, viola cabocla e viola brasileira, é um instrumento musical de cordas. Com suas variações, é popular principalmente no interior do Brasil, sendo um dos simbolos da música popular brasileira.

    Origem

    Tem sua origem nas violas portuguesas, oriundas de instrumentos árabes como o alaúde. As violas são descendentes diretas da guitarra latina, que, por sua vez, tem uma origem arábico-persa.[1] As violas portuguesas chegaram ao Brasil trazida por colonos portugueses de diversas regiões do país e passou a ser usada pelos jesuítas na catequese de indígenas.[1]Mais tarde, os primeiros caboclos começaram a construir violas com madeiras toscas da terra. Era o início da viola caipira.

    Tipos de viola

    Viola caipira em exposição.

    Existem várias denominações diferentes para Viola, utilizadas principalmente em cidades do interior: viola de pinho, viola caipira, viola sertaneja, viola de arame, viola nordestina, viola cabocla, viola cantadeira, viola de dez cordas, viola chorosa, viola de queluz, viola serena, viola brasileira, entre outras.

    O instrumento

    A viola caipira tem características muito semelhantes ao violão. Tanto no formato quanto na disposição das cordas e acústica, porém é um pouco menor.

    Existem diversos tipos de afinações para este instrumento, sendo utilizados de acordo com a preferência do violeiro. As mais conhecidas são Cebolão, Rio Abaixo, Boiadeira e Natural.

    A disposição das cordas da viola é bem específica: 10 cordas, dispostas em 5 pares. Os dois pares mais agudos são afinados na mesma nota e mesma altura, enquanto os demais pares são afinados na mesma nota, mas com diferença de alturas de uma oitava. Estes pares de cordas são tocados sempre juntos, como se fossem uma só corda.

    Uma característica que destaca a viola dos demais instrumentos é que o ponteio da viola utiliza muito as cordas soltas, o que resulta um som forte e sem distorções, se bem afinada. As notas ficam com timbre ainda mais forte pois este é um instrumento que exige o uso de palheta, dedeira ou principalmente unhas compridas, já que todas as cordas são feitas de aço e algumas são muito finas e duras.

    Símbolo nacional

    A viola é o símbolo da original música sertaneja, conhecida popularmente como moda de viola ou música raiz.

    No Brasil, é um instrumento tradicional, musicas entoadas em suas cordas atravessaram décadas e gerações e até hoje estão presente no nosso dia a dia da cultura brasileira.

    Em Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul dentre outros, a viola tem destaque na musica, onde a tradição da moda de viola é passada de geração em geração.

    Lendas e histórias

    Existem diversas lendas e histórias acerca da tradição dos violeiros.

    Há diversas lendas e histórias a respeito das afinações da viola. O nome da afinação Cebolão seria do fato de as mulheres chorarem, emocionadas ao ouvir a música, como quem corta cebola.

    A afinação Rio Abaixo seria originada na lenda de que o Diabo costumava descer os rios tocando viola nessa afinação e, com ela, seduzindo as moças e as carregando rio abaixo. Do violeiro que utiliza esta afinação diz-se, eventualmente, que pode estar enfeitiçado ou ter feito pacto com o demônio.

    Acredita-se que a arte de tocar viola seja um dom de Deus, e quem não o recebeu ao nascer nunca será um violeiro de destaque. Porém, a lenda diz que mesmo a pessoa não contemplada com este dom pode adquirir habilidade de um bom violeiro. Uma das opções seria uma magia envolvendo uma cobra-coral venenosa e é conhecida como simpatia da cobra-coral. Outro modo seria fazer rezas no túmulo de algum antigo violeiro na sexta-feira da paixão. Há ainda a possibilidade de o violeiro firmar um pacto com o Diabo para aprender a tocar viola.

    O pesquisador Antônio Candido conta que na região da Serra do Caparaó, assim como em outras, o Diabo é considerado o maior violeiro de todos. Tal mito explica a quantidade de histórias, em todo o Brasil, de violeiros que teriam feito pacto com o Diabo para tocarem bem. Porém, o violeiro que faz este tipo de pacto não vai para o inferno já que todos no “céu” querem violeiros por lá.

    Uma característica dos violeiros típico do nordeste são os duelos de tocadores. Todo bom violeiro se auto-afirma o melhor da região. Se outro violeiro o contraria, o duelo está começado.

    Em certas regiões, por tradição, as violas carregam pequenos chocalhos feitos de guizo de cascavel, pois segundo a lenda, tem poder de proteção para a viola e para o violeiro. Segundo contam os violeiros de antigamente, o poder do guizo chega a quebrar as cordas e até mesmo o instrumento do violeiro adversário.

    Folclore brasileiro

    A viola está presente em diversas manifestações brasileiras, como Catira, Fandango, Folia de Reis, e outras, pelo Brasil afora.

    O Rei da Viola

    José Dias Nunes, conhecido como Tião Carreiro, ficou conhecido na história como o Rei da Viola, devido a seu gênero musical, conhecido como pagode caipira ou pagode sertanejo.

    Grandes duplas e conjuntos de violeiros

    Viola caipira.

    Grandes violeiros

    Referências

    1. a b Ivan Vilela. O caipira e a Viola em: Sonoridades luso-afro-brasileiras: Brasileira. Lisboa: ICS, 2003. 173-189 pg.

    Bibliografia

    • Araújo, Rui Torneze de. Viola Caipira: Estudo Dirigido. São Paulo: Irmãos Vitale S/A, 1998. 64 pg. CDD 787.3
    • Corrêa, Roberto. A Arte de Pontear Viola. Brasília/Curitiba: Edição do Autor, 2000. 259 pg. ISBN 85-901603-1-9
    • Moura, Reis. Descomplicando a Viola: Método Básico de Viola Caipira. Brasília: Edição do autor, 2000. 62 pg. 2 vol. vol. 1. ISBN 85-901637-1-7
    • Queiroz, Eusébio Divino de. Repertório de Ouro para Viola Caipira. São José do Rio Preto: Ricordi, 2000. 76 pg.
    • Viola, Braz da. A Viola Caipira. São Paulo: Ricordi, 1992. 47 pg.
    • Viola, Braz da. Manual do Violeiro. São Paulo: Ricordi, 1999. 74 pg.
    • Viola, Braz da. Um Toque de Viola. São Paulo: Edição do autor, 2001.
    • Viola, Braz da. 10 peças para tocar. São Paulo: Edição do autor, 2001.
    • Viola, Braz da. Pagode de Cabo a Rabo. São Paulo: Edição do autor, 2003.
    • Viola, Braz da. Viola-de-Cocho: método prático. São Paulo: Edição do autor, 2004.
    • Viola, Braz da. Ponteios, O Pulo do Gato. São Paulo: Edição do autor, 2004.

    Ligações externas

  • V Simpósio sobre Reforma Agrária e Questões Rurais: Políticas Públicas e Caminhos para o Desenvolvimento

    Date: 2012.05.29 | Category: CECMundoRural | Response: 0


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  • O Milagre de Santa Luzia: uma Viagem pelo Brasil que toca Sanfona

    Date: 2012.03.14 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Boa Noite Amigos do Mundo Rural! Tudo bem?

    Existe uma música de Aldir Blanc e Maurício Tapajós, “Querelas do Brasil”, que ficou famosa na voz de Elis Regina, que poderia muito bem estar no documentário “O Milagre de Santa Luzia”. “O Brazil não conhece o Brasil”, diz um dos versos da canção.

    O filme “Milagre de Santa Luzia”  revela um Brasil pouco conhecido pelo restante do país. Dirigido por Sergio Roizenblit, “O Milagre de Santa Luzia” aborda a cultura popular brasileira por meio da sanfona que, por incrível que pareça, une o Brasil de norte a sul, com os ritmos mais variados, do baião ao jazz. O cicerone dessa viagem é o músico Dominguinhos, atualmente, o sanfoneiro mais conhecido do país.

    A saga ao som da sanfona começa em Exu, no Estado de Pernambuco, onde Dominguinhos interpreta “Lamento Sertanejo”, que compôs com Gilberto Gil. Mas, ao longo dos pouco mais de 100 minutos de filme, “O Milagre de Santa Luzia” muda o conceito que temos do instrumento ao mostrar um Brasil diversificado, no qual cada região o reinventa de acordo com suas tradições.

    O trabalho excepcional de Roizenblit revela as cores das culturas locais dando espaço para seus personagens e Dominguinhos, com sua simpatia, conduz entrevistas que são verdadeiras conversas, despojadas e divertidas, e faz parcerias com outros músicos, como Mario Zan e Sivuca, ambos mortos em 2006.

    Se, por um lado, a tradição da sanfona no Nordeste já é bem conhecida – embora “O Milagre de Santa Luzia” mostre algumas novidades -, o Sudeste e o Sul surpreendem, com paulistas que combinam as tradições rurais com a urbanidade ou gaúchos que adaptam a sanfona para as cores locais combinando com o som da gaita. Em meio à visão geral, destacam-se alguns músicos, como o pernambucano Arlindo dos Oito Baixos, que conta como a sanfona o ajudou a lidar com a perda da visão.

    A gênese de “O Milagre de Santa Luzia” começou em 2001, quando Roizenblit participou do Projeto Memória Brasileira, de Myrian Taubkin, para o qual dirigiu vídeo-cenários da série de shows O Brasil da Sanfona, que posteriormente foram transformados em DVD. Desde então, o documentarista trabalha no projeto. Em 2006, foram colhidos os depoimentos – exceto o de Patativa do Assaré. O poeta morreu em 2002, por isso o documentário aproveita cenas filmadas em 2001, nas quais ele homenageia o músico Luiz Gonzaga com um poema.

    É obvio que o som em “O Milagre de Santa Luzia” é o que mais se destaca. Pedro Noizyman, João Godoy, René Brasil e Thiago Bittencourt fizeram um trabalho impressionante, captando todas as nuances dos instrumentos musicais. Na primeira cena, Dominguinhos toca sanfona andando numa estrada – é possível ouvir com clareza cada acorde de sua música.

    Mas, nem por isso, Roizenblit e Rinaldo Martinucci, que assinam a fotografia, sabem como explorar as belezas tanto naturais como metropolitanas das cidades visitadas. Uma das cenas mais bonitas, tanto no visual quanto no som, acontece por acaso. É aquele famoso acaso do momento que tanto enriquece documentários quando bem explorados.

    A cena acontece em Custódia (PB), onde Dominguinhos se encontra na estrada com um grupo de músicos vindos de uma vaquejada. Todos vestidos a caráter, cantam à capela, ao ar livre. Nesse momento, o filme mostra claramente a comunhão entre a música e o ambiente. Exibido no Festival de Brasília, em novembro do ano passado, “O Milagre de Santa Luzia” levou os prêmios de melhor trilha sonora e o Vagalume de melhor filme, concedido por um júri de deficientes visuais.

    Em sua participação em “O Milagre de Santa Luzia”, Sivuca diz que “a nossa missão é tratar bem quem nos trata bem, que é a sanfona”. Roizenblit e seu filme estão cientes disso e tratam bem não apenas o instrumento, mas também seus músicos e, especialmente, o público que sai do cinema certo de ter feito uma bela viagem por um Brasil que o Brasil pouco, ou nada, conhece. (Texto reelaborado a partir de Alysson Oliveira, do Cineweb, da Uol).

    O site do filme pode ser acessado em: http://www.omilagredesantaluzia.com.br/

  • É Hoje: Festa de Santos Reis de Potirendaba – SP – Brasil

    Date: 2012.01.07 | Category: CECMundoRural | Response: 1

    Folia de Reis de Poloni – SP – Brasil (Fotógrafo: Muhammad Bakr)

    Bom Dia Amigos do Mundo Rural!

    Seis toneladas de carne bovina, 800 quilos de lingüiça, 15 mil pães e um caminhão de sorvetes vão ser servidos na tradicional Festa de Reis no bairro rural de Guajuvira, em Potirendaba. A expectativa dos organizadores é de público entre 12 e 15 mil pessoas. A comemoração é hoje, a partir das 14 horas, no km 14 da vicinal José Aguiar, que liga Potirendaba a Mendonça. A entrada e os alimentos são gratuitos. Os participantes pagam apenas pelas bebidas.

    A festa ocorre há 75 anos e pessoas de toda a região prestigiam. O empresário José Alberto Hischiavam, 39, de Rio Preto, há seis anos comparece religiosamente à Guajuvira. E leva toda a família. “Eu vou com minha esposa, meus dois filhos, minha mãe, cunhados”, diz. Além da presença, o empresário sempre recebe a bandeira de Reis em casa e colabora com a festa. Esse ano doou uma novilha. “Sou muito devoto e sempre que preciso peço ajuda a eles”.

    O aposentado Brás de Siqueira, 70, carrega a tradição familiar e participa desde os 8 anos de idade da festa. “Começou com o meu bisavô, passou para o meu avô e eu dou sequência”. Para não perder o costume, o aposentado leva toda a família. E ele não vai apenas para agradecer as graças alcançadas. Além de colaborar na organização do evento, Siqueira participa das apresentações. Hoje, ele vai ajudar nos cânticos.

    De acordo com o presidente da comissão organizadora, João Antonio Laureiro, foram abatidos 34 novilhas e seis porcos. O caminhão de sorvetes deve distribuir 15 mil picolés. Tudo adquirido através de doações da população. “Nós começamos a passar a bandeira pelas casas em setembro e reunimos as doações”. Na tarde de ontem, cerca de 200 pessoas ajudaram, voluntariamente, na organização do local.

    O lucro obtido com a venda das bebidas também vai ficar para a comunidade. “Para ajudar na manutenção da capela durante todo o ano”, disse. Durante o período de arrecadação, Laureiro exalta a hospitalidade e devoção demonstrada pelos moradores. “A maioria nos recebe de portas abertas e a gente não faz diferença entre quem doa mais ou menos. O tratamento é igual”.

    Desde 1992 na presidência da comissão, Laureiro só tem uma explicação para a continuidade da festa: devoção. Em todo ano, é nomeado um festeiro – pessoa que oferece a comemoração como forma de agradecer a bençãos alcançadas. Esse ano, o festeiro é o operador de máquinas Ede Carlos Borges, 40 anos. Ele ajudou durante toda a campanha de arrecadação e na organização da festa. Tudo devido à ajuda que recebeu.

    “Meu pai sofreu um acidente em 1998 e os médicos disseram que ele só tinha 6% de chances de sobreviver. A primeira coisa que me veio à cabeça foi pedir para os Santos Reis”, disse. O pai ficou por 17 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e recebeu alta após 26 dias no quarto. “Hoje em dia ele trabalha normalmente e está curado”.

    Além das comidas, a festa conta com a apresentação da Companhia de Reis da Guajuvira. O ritual da companhia é composto por três passagens, cada uma delas simbolizada por um arco de bambu enfeitado. A trupe deve atravessar cada arco. Quem conduz a todos é o Rei, responsável também por levar a bandeira. Painéis com fotos vão lembrar as festas do passado. Um presépio, de seis metros por três, também foi montado.

     Reelaborado a partir de: http://www.diariodaregiaodigital.com.br/php/index.php

  • Michel Teló, da Banda Tradição à Carreira Internacional: Orgulho Caipira!

    Date: 2012.01.04 | Category: CECMundoRural | Response: 0

     

     Bom Dia Amigos do Mundo Rural!

    Michel Teló (Medianeira, 21 de janeiro de 1981) é um cantor e compositor brasileiro. Fez parte de dois grupos musicais mas foi no Grupo Tradição que sua carreira como vocalista decolou. Os maiores sucessos do grupo, como “Barquinho”, “O Caldeirão”, “Pra Sempre Minha Vida”, “A Brasileira” e “Eu Quero Você”, são de sua autoria. Além de cantor e compositor é dançarino e instrumentista de sanfona e gaita. Ao longo de 2011. Michel fez mais de 240 shows, o mês mais intenso foi em Junho, ele se apresentou todos os dias pelo Norte e Nordeste nas festas juninas.

    Seu single Ai Se Eu Te Pego chegou a primeira posição em Portugal, Espanha e Itália deixando para trás grandes nomes da música mundial como Adele, Rihanna, Lady Gaga, David Guetta e Usher. Também bateu o record da ao ter a canção brasileira com maior número de visualizações do Youtube, com quase 80 milhões acessos. Ainda em 2011 foi a décima pessoa mais acessada da Google Brasil. O cachê de Michel está em cerca de 150 mil por show e ao lado de Jorge & Mateus, Luan Santana e Paula Fernandes, Gusttavo Lima foram os maiores cachês do país. De acordo com a Revista Forbes a turnê Fugidinha Tour foi vista por 17 milhões de pessoas, e arrecadou cerca de 18 milhões em 2011.

    Na última semana, o cantor Michel Teló lançou a versão em inglês de seu hit “Ai Se Eu Te Pego“. O primeiro single do single em inglês do sertanejo recebeu o título com a tradução literal “Oh, If I Catch You“.

    Poucos dias após o lançamento oficial da música, o cantor já ocupa o topo das paradas do iTunes em vários países europeus, como Itália, Portugal e Espanha, e já ultrapassou artistas como Coldplay e Adele, que antes ocupavam o primeiro lugar em quase todos os países na loja virtual.

    O hit “Ai Se Eu Te Pego” se popularizou na Europa depois que jogadores de futebol começaram a imitar a coreografia de Michel depois de fazerem gols em competições. Com o sucesso internacional, o cantor decidiu investir na carreira no exterior e planeja gravar um dueto com o rapper Pitbull.

    Confira a versão em inglês de “Ai Se Eu Te Pego”, na íntegra:

     http://www.youtube.com/watch?v=qs1ZGyJr8Hk

    Reelaborado a partir da Wikipédia e Cifra Club News.

  • 14º Encontro de Companhias de Reis de São José do Rio Preto – SP – Brasil

    Date: 2011.11.25 | Category: CECMundoRural | Response: 3

    (Festa de Reis em Poloni – SP – Brasil – Fotógrafo: Muhammad Bakr)

    A Prefeitura de São José do Rio Preto informa, por intermédio da Secretaria de Cultura, que realiza no próximo domingo (27/11), na Praça Dagoberto Nogueira, no Jardim Caparroz, o 14º Encontro de Companhias de Reis. A festa tem início às 9h30 com uma missa e em seguida, às 11 horas, começa a apresentação das companhias participantes. Até o momento, 10 companhias confirmaram presença, sendo duas de Araçatuba, duas de Barretos, duas de Andradina, duas de Birigui, uma de Suzanópolis e uma de Auriflama. O tradicional Encontro de Folia de Reis é uma festa de cunho religioso, realizado próximo a data em que se comemora o Natal. Um grupo de cantores e instrumentistas percorre a cidade entoando versos sobre a visita dos três reis magos ao menino Jesus. A bandeira do grupo é carregada durante a caminhada. Um estandarte de madeira, enfeitado com motivos religiosos, é levado por integrantes do grupo por todo o caminho. (Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura de São José do Rio Preto – SP – Brasil)

    Folia de Reis

    A Folia de Reis é uma festa religiosa de origem portuguesa, que chegou ao Brasil no século XVIII. Em Portugal, em meados do século XVII, tinha a principal finalidade de divertir o povo, enquanto aqui no Brasil passou a ter um caráter mais religioso do que de diversão. No período de 24 de dezembro, véspera de Natal, a 6 de janeiro, Dia de Reis, um grupo de cantadores e instrumentistas percorre a cidade entoando versos relativos à visita dos reis magos ao Menino Jesus. Passam de porta em porta em busca de oferendas, que podem variar de um prato de comida a uma simples xícara de café. A Folia de Reis, herdada dos colonizadores portugueses e desenvolvida aqui com características próprias, é manifestação de rara beleza.Os preciosos versos são preservados de geração em geração por tradição oral.

    INSTRUMENTOS: Os instrumentos utilizados são: viola, violão, sanfona, reco-reco, chocalho, cavaquinho, triângulo, pandeiro e outros instrumentos.

    PERSONAGENS: Os personagens somam doze pessoas, todos os integrantes do grupo, trajam roupas bastante coloridas.sendo eles: mestre, contra-mestre, 3 Reis Magos, palhaço, foliões.

    1. O Mestre e Contra-mestre: dono de conhecimentos sobre a manifestação, é quem comanda os foliões.

    2. O Palhaço: com seu jeito cínico e dissimulado, deve proteger o Menino Jesus, confundindo os soldados de Herodes. O seu jeito alegre e suas vestimentas coloridas são responsáveis pela distração e divertimento de quem assiste à performance.Representando o mal,usa geralmente máscara confeccionada com pele de animal e vai sempre afastado um pouco da formação normal da Folia, nunca adiantando-se à “bandeira”. Apesar de seu simbolismo é personagem alegre que dança e improvisa versos, criando momentos de grande descontração.

    3. Os Foliões :Composta de homens simples, geralmente de origem rural, são os participantes da festa, dão exemplo grandioso através de sua cantoria de fé.

    4. Reis Magos: São 3 Reis Magos,fazem viagem de esperança, certos de encontrarem sua estrela.

    A FESTA: Até há pouco, podia-se ouvir ao longe ou, com sorte, encontrar, vindo de bairro distante,um grupo especial de músicos e cantadores trajando fardamento colorido, entoando versos que anunciam o nascimento do menino Jesus e homenageiam os Reis Magos. Trata-se, naturalmente, da Folia de Reis que no período de 24 de dezembro a 6 de janeiro, dia de Reis, peregrina por ruas à procura de acolhida ou em direção a algum presépio. Com sanfona, reco-reco, caixa, pandeiro, chocalho, violão e outros instrumentos seguem os foliões pela noite adentro em longas caminhadas, levam a “bandeira” ( estandarte de madeira ornado com motivos religiosos ) a qual tributam especial respeito. Vão liderados por mestre e contra-mestre, figuras de relevância dentro da Folia por conhecerem os versos – São os puxadores do canto.ex:

    Ó di casa, ó di fora/Qui hora tão excelente/É o glorioso santo Reis/Que é vem do oriente/Ó de casa, ó de casa/Alegra esse moradô/Que o glorioso santo Reis/Na sua porta chegô/Aqui está santo Reis

    Meia-noite foras dóra/Procurou vossa morada/Pedino sua ismola/Santo Reis e Nossa Senhora/Foi passeá em Belém/São José pediu esmola/Santo Reis pede também.

    Os foliões cumprem promessa de por sete anos consecutivos saírem com a Folia e arrecadam em suas andanças donativos para realizarem anualmente no dia 20 de janeiro, dia de São Sebastião, festa com cantorias e ladainhas. Durante a caminhada é carregada a “bandeira” do grupo, um estandarte de madeira enfeitado com motivos religiosos. O ponto alto da festa se dá quando dois grupos se encontram. Juntos, eles caminham em direção ao presépio da festa, o ponto final da caminhada. (Fonte: Site Cia de Danças Folclóricas Aruanda).

  • Dia Nacional da Consciência Negra: Nossa Homenagem ao Caipira Negro Aristides dos Santos

    Date: 2011.11.19 | Category: CECMundoRural | Response: 2

    (Aristides dos Santos)

    Boa Tarde Amigos do Mundo Rural!

    No Dia Nacional da Consciência Negra que é celebrado em 20 de novembro no Brasil e é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira deixamos nossa homenagem ao Sr. Aristides dos Santos (Presidente de Honra do Conselho Afro Brasileiro de São José do Rio Preto – SP).  A semana dentro da qual está esse dia recebe o nome de Semana da Consciência Negra. A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. O Dia da Consciência Negra procura ser uma data para se lembrar a resistência do negro à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte de africanos para o solo brasileiro (1594).

    Algumas entidades como o Movimento Negro (o maior do gênero no país) organizam palestras e eventos educativos, visando principalmente crianças negras. Procura-se evitar o desenvolvimento do auto-preconceito, ou seja, da inferiorização perante a sociedade. Outros temas debatidos pela comunidade negra e que ganham evidência neste dia são: inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias, se há discriminação por parte da polícia, identificação de etnias, moda e beleza negra, etc. O dia é celebrado desde a década de 1960, embora só tenha ampliado seus eventos nos últimos anos.

    Caipira Negro

    O caipira negro é descendente de escravos, na época de Cornélio Pires chamado de Caipira Preto. Foi imortalizado pelas figuras folclóricas da mãe-preta e do preto-velho que é homenageado por Tião Carreiro e Pardinho nas músicas “Preto Inocente” e “Preto Velho”. É, em geral, pobre. Sofre, até hoje, as consequências da escravidão; Cornélio Pires diz dele: “É batuqueiro, sambador, e “bate” dez léguas a pé para cantar um desafio num fandango ou “chacuaiá” o corpo num baile da roça”. Segue abaixo as duas músicas de Tião Carreiro e Pardinho.

    Preto Velho (Tião Carreiro e Pardinho)

    Perguntei ao preto velho / Porque chora meu heroi? / Preto velho respondeu / É meu coração que dói / Eu já fui bom candeeiro, / Fui carreiro e fui peão / Já derrubei muito mato, / e ja lavrei muito chão / Com carinho carreguei… / Os filhos do meu patrão / Em troca do que eu fiz, / só recebi ingratidão / Perguntei ao preto velho / Porque chora meu heroi? / Preto velho respondeu / É meu coração que dói / Sempre chamei de senhor / Quem me trato a chicote / Livrei meu patrão de cobra / Na hora de dar o bote / Eu sempre fui a Madeira / E o patrão foi o serrote / Sofri mais do que boi velho / Com a canga no cangote / Perguntei ao preto velho / Porque chora meu heroi? / Preto velho respondeu / É meu coração que dói / Da terra tirei o ouro / Meu patrão fez seu anel / Mas agora estou velho / E meu patrão mais cruel / Está me mandando embora / Vou viver de del em del / O que me resta é esperar… / A recompensa do céu.

    Música e Vídeo no Youtube:  

    http://www.youtube.com/watch?v=ILauiLTPQk0

    Preto Inocente (Tião Carreiro e Pardinho)

    Quando eu soube desse fato pelo radio anunciado / Que um tal preto fugido morreu por haver roubado / As façanhas que ele fez me deixou muito amolado / Por alembrar que os pretos sempre são os mais visados / Mas diante da verdade eu vi que estava enganado / Vou contar o causo direito do modo que se passou / Porque o pai de Suzana num criminoso virou / Na hora que deu o tiro foi que a Suzana gritou / Oh papai porque fez isso o senhor nem me consultou / Se eu ainda estou com vida é o preto que me salvou / No mato eu tava lenhando logo pegou escurecer / O caminho que eu voltava eu não podia mais ver / Naquilo avistei o preto de susto peguei tremer / Mocinha não tenha medo escutei ele dizer / Eu sou preto só na cor mal nenhum vou lhe fazer / Eu tava muito cansada o meu corpo não agüentou / Fui sentar debaixo dum toco uma cobra me picou / O preto rancou da faca o meu pé ele sangrou / O veneno da serpente com a boca ele tirou / Pra salvar a minha vida com a morte ele brincou / e aqui nessa cabana ele trouxe eu carregando / E que nem um sentinela na porta ficou vigiando / Lá fora na mata escura as feras tava uivando / Abatido pelo sono coitado foi cochilando / Veio o senhor de surpresa e a vida foi lhe tirando / Com as palavras de Suzana o seu pai pegou chorar / Fosse coisa que eu pudesse de novo a vida eu lhe dar / Com o sangue desse inocente minha honra eu fui manchar / Este chão que ele pisava eu não mereço pisar / Sei que vou ser condenado só Deus pode me livrar.

    Música e Vídeo:  http://letras.terra.com.br/tiao-carreiro-e-pardinho/560741/

    Quem é Aristides dos Santos? 

    Conselho Afro Brasileiro de Rio Preto – SP

    Presidente: Cecília Nunes

    Endereço: Rua Lafaiete Spínola de Castro, 1463

    CEP: 15025-510 Bairro – Boa Vista  – São José do Rio Preto – SP

    Horário de funcionamento: Segunda a sexta-feira, das 7h30min. às 15h30min.

    Telefone: (17) 3231 5226 (17) 3013 2048

    E-mail: conselhoafro@riopreto.sp.gov.br

  • Brasil – Imenso Portugal: Cavalhadas

    Date: 2011.11.12 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Cavalhadas: Cavaleiros ricamente vestidos em azul, os cristãos, e em vermelho, os mouros, reproduzem uma peleja medieval em pleno calor goiano. Ao lado, os mascotes dos dois "exércitos"

    Cavalhadas é uma celebração portuguesa tradicional que teve origem nos torneios medievais, onde os aristocratas exibiam em espetáculos públicos a sua destreza e valentia, e frequentemente envolvia temas do período da Reconquista. Era um “torneio que servia como exercício militar nos intervalos das guerras e onde nobres e guerreiros cultivavam a praxe da galantaria;[…]”.[1] Nas cavalhadas as alcanzias, bolas de barro ocas cheias de flores e cinzas, eram jogadas no campo de batalha.

    As cavalhadas recriam os torneios medievais e as batalhas entre cristãos e mouros, algumas vezes com enredo baseado no livro Carlos Magno e Os Doze Pares da França, uma coletânea de histórias fantásticas sobre esse rei. No Brasil, registam-se desde o século XVII e as cavalhadas acontecem durante a festa do Divino, nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil.

    O folguedo

    Os personagens principais são os cavaleiros, vestidos de azul (cristãos) ou vermelho (mouros) e armados de lanças e espadas. A corte é representada por personagens como o rei, o general, príncipes, princesas, embaixadores e lacaios, todos vestidos com ricas fantasias.

    Cavalhadas pelo Brasil

    As Cavalhadas de Pirenópolis do município de Pirenópolis, em Goiás, onde a festa inclui também personagens Mascarados (folclore) que representam o povo. Vestindo roupas coloridas e montando cavalos enfeitados, eles saem pelas ruas a galope, fazendo algazarra. A encenação dura três dias, cada um deles com uma batalha. Ao final, os cristãos vencem os mouros, que se acabam convertendo ao cristianismo.

    A cavalhada de Poconé e realizada no municipio de Poconé no mes de junho e uma das maiores manifestação artitiscas e cultural do Estado de Mato Grosso,e é uma batalha entre mouros e cristãos,uma encenação cheia de provas e um colorido exuberante.

    Realizadas em Guarapuava no Paraná, as cavalhadas dramatizam a luta entre cristãos e mouros e os torneios medievais. Os cavaleiros dividem-se em dois grupos montados, vestidos com bonitos trajes azuis ou vermelhos. Após vários diálogos (encontro das embaixadas), simulam lutas mostrando sua perícia, portando revólveres, espadas e lanças. De lados opostos do campo estão os redutos dos reis cristãos e mouros. No final há paz, com a conversão dos mouros. Os cavaleiros se entregam a uma série de competições eqüestres (sortes), oferecendo os troféus às suas “damas”. Duas bandas de música acompanham o espetáculo: a de “pancadaria” ou “infernal” apupa os faltosos e a outra toca em louvor dos vencedores. Apesar de tudo as cavalhadas são apenas festas folclóricas conhecidas por sua magia.

    No Rio Grande do Sul são conhecidas as cavalhadas realizadas principalmente em Cazuza Ferreira, distrito de São Francisco de Paula, Vacaria, Mostardas, Santo Antonio da Patrulha e Caçapava, festejos que já foram o objeto de estudos históricos do conhecido folclorista e pesquisador gaúcho João Carlos D’Ávila Paixão Côrtes.

    São Paulo

    Há hoje em São Paulo duas modalidades de cavalhadas. Aquelas que reelaboram os relatos das lutas de Carlos Magno e os Pares de França contra os Mouros (lutas de Mouros e Cristãos) estruturando-se simbolicamente a rivalidade em dois campos que se opõem, nas investidas que cada grupo faz ao campo adversário e na oposição das cores: – azul para os Cristãos e vermelho a dos Mouros. O conflito é acirrado com mortes, raptos, prisões, embaixadas e resgates.

    Os cavaleiros (12 representando Mouros e 12 representando Cristãos) sempre muito hábeis nas manobras com seus animais, esforçam-se em campo para dar conta do entrecho dramático através de carreiras e evoluções, em duplas ou grupais, de manejos de espadas, lanças e tiros de festim, e com a participação de coadjuvantes mascarados, sempre em números variáveis. A luta termina com a vitória dos Cristãos e a conversão dos Mouros.

    A outra modalidade de Cavalhada, registrada no Brasil já no século XVI, sem entrechos dramáticos, estrutura-se em uma série variável de jogos montados:- das argolinhas, das canas (lanças), as alcancias. São muitas as notícias destes jogos eqüestres dentro da cidade de São Paulo no século XIX, o que sugere que os paulistas já possuíam um gosto especial pelo divertimento. Ocorrência: Franca, Guararema e São Luís do Paraitinga (Mouros e Cristãos), Igaratá e Santa Isabel (de Jogos).

    Reelaborado a partir da Wikipédia e O Portal da Festa do Divino Espírito Santo:

    http://www.portaldodivino.com/index_nova.htm

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