Posts Tagged ‘música caipira’

  • Seleção de Bolsistas para o Projeto de Extensão: Cultura Ambiental, Território Caipira e Educação do Campo

    Date: 2017.04.03 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Imagem relacionada

    ( Banda O Terço, 1968)

    Bom dia car@s alun@s da Pedagogia / Ibilce/ Unesp! Tudo bem?

    Se você gosta de “rock rural”, tipo Sá, Rodrix & Guarabyra, O Terço, Renato Teixeira, Zé Geraldo, Almir Sater, etc.,  toca um instrumento (violão, viola, guitarra, baixo, bateria, teclado, etc.) e gosta de cantar, venha participar do projeto com adolescentes em situação de vulnerabilidade social intitulado: “Cultura Ambiental no Território Caipira”, vinculado aos Núcleos de Ensino da Unesp. (O interessado deve ter duas tardes disponíveis ).

    O Prof. Dr. Fábio Fernandes Villela seleciona bolsistas para atuar no projeto de extensão: “Cultura Ambiental, Território Caipira e Educação do Campo: Trabalhando com a Juventude Rural do Noroeste Paulista na Escola“.

    • Este projeto tem por objetivo desenvolver tópicos da área de Geografia, em interface com Música, para alunos do Ensino Fundamental, regularmente matriculados em uma escola de meio rural de São José do Rio Preto – SP, através de projeto de trabalho voltado para a inclusão produtiva da juventude e a consolidação de redes socioeconômicas da agricultura familiar. Será utilizada como metodologia o blog de aula Centro Virtual de Estudos e Culturas do Mundo Rural. Essa ferramenta foi desenvolvida como recurso didático e ferramenta no ensino para os alunos do curso de pedagogia da Unesp de São José do Rio Preto (SP), e estendido, posteriormente, para escolas que manifestaram interesse em desenvolver tópicos da área de Ciências Humanas e suas Tecnologias. O projeto pretende difundir o conhecimento gerado na universidade através do desenvolvimento de tópicos da área de Geografia e da publicação digital de conteúdo, propiciando uma interação com outras instituições públicas de ensino, tendo uma relevância social na medida em que os alunos beneficiários da proposta, em geral, tem pouco acesso ao conhecimento gerado na universidade pública.

    Para se inscrever o aluno deve entregar na Secretaria do Departamento de Educação:

    • Formulário de solicitação de bolsa preenchido, disponível em:

    http://www.ibilce.unesp.br/#!/administracao/secao-tecnica-academica/projetos-de-extensao/bolsas-de-extensao/

    • Xerox do RG e CPF

    • Histórico escolar e Lattes atualizado

    OBSERVAÇÕES:

    1. Período de Inscrição: 03 de abril a 14 de abril 2017.

    2. A bolsa concedida é de Apoio Acadêmico e Extensão II (BAAE-II).

    3. O bolsista deve, necessariamente, possuir/abrir conta bancária no Banco do Brasil

    4. A vigência da bolsa será de abril a dezembro de 2017.

    5. Início das atividades: Abril de 2017.

    6. O aluno deve ter disponibilidade de horário no período da tarde (duas tardes).

    Ω – Veja o documentário sobre o projeto de extensão no Youtube:

    https://www.youtube.com/watch?v=a3eYOhobHD8&t=20s

  • Educação do campo: educar a cidade! Alvarenga e Ranchinho: Rê Rê!

    Date: 2015.07.05 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Bom dia Amig@s do Mundo Rural! Tudo bem?

    Hoje é dia de relembrar Alvarenga e Ranchinho, compositores, cantores e humoristas (Murilo Alvarenga, Alvarenga – 1912 – 1978 e Diésis dos Anjos Gaia, Ranchinho – Jacareí, SP – 1913 – 1991).  Veja e reveja Alvarenga e Ranchinho no Ensaio da TV Cultura de 1973 (https://www.youtube.com/watch?v=dHBm961kxGY). Educação do campo: educar a cidade!

    Saudações, Prof. Fábio Fernandes Villela.

    ***

    Em 1928, o trapezista e cantor de tangos Murilo Alvarenga conheceu Diésis dos Anjos Gaia em uma serenata no litoral paulista. Começam a cantar juntos em circos interpretando músicas sertanejas, o que era uma novidade na época. A dupla iniciou-se em 1933, trabalhando no Circo Pinheiro em Santos. Devido às paródias baseadas no governo de Getúlio Vargas, a dupla sofreu algumas perseguições.

    Contavam histórias, faziam sketches cômicas e cantavam suas músicas e logo depois eram, muitas vezes, presos. No mesmo ano, apresentaram-se na Companhia Bataclã em São Paulo.

    Em 1934, a convite do maestro Breno Rossi começaram a trabalhar na Rádio São Paulo. Em 1935, formam com Silvino Neto o trio Os Mosqueteiros da Garoa, que teve curta duração. Ainda naquele ano, venceram o concurso de músicas carnavalescas de São Paulo com a marcha “Sai feia”, de Alvarenga. Trabalharam no filme “Fazendo fita” de Vittorio Capellaro, a convite do Capitão Furtado. Em 1936, dirigiram-se para o Rio de Janeiro indo se apresentar na Casa de Caboclo.

    Começaram a se apresentar na Rádio Tupi no programa “Hora do Guri”. Naquele mesmo ano, gravaram o primeiro disco pela Odeon “Itália e Abissínia”, uma moda de viola com o Capitão Furtado e o cateretê “Liga das Nações”. Em 1936, seguiram para Buenos Aires, onde se apresentaram no Teatro Smart.

    Em 1937, já no auge do sucesso, passaram a fazer parte do elenco do Cassino da Urca, onde apresentavam sátiras políticas além de outros gêneros. Em 1938, obtiveram seu maior sucesso carnavalesco com a marcha “Seu condutor”, em parceria com Herivelto Martins. Ainda naquele ano, a dupla separou-se pela primeira vez.

    Alvarenga fez gravações com Bentinho e também com o grupo chamado “Alvarenga e sua gente”. A dupla se separaria outras vezes ao longo dos 27 anos de carreira.

    Em 1939, a dupla se recompôs gravando novos discos pela Odeon. Ainda no mesmo ano, a dupla foi convidada por Alzira Vargas para apresentar-se para o Presidente Vargas no Palácio do Catete. Getúlio Vargas gostou das músicas da dupla e mandou suspender a perseguição a suas composições políticas.

    Também em 1939, excursionaram pelo Rio Grande Sul e passaram a se apresentar na Rádio Mayrink Veiga. Receberam o título de “Os milionários do riso”, graças aos cada vez mais sucedidos sketches cômicos. Em 1940, gravaram pela Odeon um de seus maiores sucessos, “Romance de uma caveira”, de Alvarenga, Ranchinho e Chiquinho Sales. Em 1946, Alvarenga abriu uma boate em Copacabana, no Posto Seis, ali se apresentando por dois anos. Em 1949, gravaram “Drama da Angélica” intitulada de canto tétrico. Em 1950, fizeram uma excursão de um mês por Portugal apresentando-se no Cassino Estoril em Lisboa. Em 1955, participaram do filme “Carnaval em lá maior”, de Ademar Gonzaga.

    Fizeram campanhas políticas para Juscelino Kubitscheck e Ademar de Barros. Fizeram célebres paródias de músicas conhecidas como “Nervos de aço”, de Lupicínio Rodrigues, “Adios muchacho”, de Júlio Sanders e César Vendani, e “Disparada”, de Geraldo Vandré e Téo de Barros.

    A partir de 1959, a dupla deixou de trabalhar no rádio passando a trabalhar apenas na televisão. Em 1965, Diésis dos Anjos abandonou a dupla e foi substituído por Homero de Souza, que passou a ser o novo Ranchinho.

    A partir dos anos 70 passaram a se apresentar quase exclusivamente no interior do país, até a morte de Alvarenga em 1978.

    Discografia

    (1999) Alvarenga e Ranchinho • EMI • CD

    (1997) Os milionários do riso • BMG • CD

    (1977) Alvarenga e Ranchinho • EMI/Odeon • LP

    (1973) Os milionários do riso • RCA • LP

    (1941) Ó minha mãe/Pode sê ou tá difício? • Odeon • 78

    (1941) Ó que coisa horrível/Caveira • Odeon • 78

    (1941) Tragédia de uma careca/Pega o pitp • Odeon • 78

    (1941) Moda dos cantores/Minha toada • Odeon • 78

    (1941) Bandeira do Brasil/A mulher e a carta • Odeon • 78

    (1941) Solta busca-pé/A fogueira tá queimando • Odeon • 78

    (1940) Lá vem o trem/Marcha dos bairros • Odeon • 78

    (1940) Cai fora pato/Intão, inté • Odeon • 78

    (1940) Romance de uma caveira/Muié pra cada um • Odeon • 78

    (1940) Seresta/Gaúcho de lei • Odeon • 78

    (1940) Minas Gerais/Dona felicidade • Odeon • 78

    (1940) Não posso deixar de te amar, oh Guiomar/Arta do algodão • Odeon • 78

    (1940) Sindicato das galinhas/Moda dos poetas • Odeon • 78

    (1940) Desafio de São João/Tempinho bão • Odeon • 78

    (1940) Carta da namorada/Tenderê • Odeon • 78

    (1940) Brasileiro apaixonado/Leonor • Odeon • 78

    (1940) Quem inventô o trabaio/A muié e o cinema • Odeon • 78

    (1940) Bala-lá-i-cá/Dinheiro novo • Odeon • 78

    (1940) Moda dos ispique/Lencinho paulista • Odeon • 78

    (1940) Suzana/Melhorou muito • Odeon • 78

    (1939) É de colher/Quando a saudade vem • Odeon • 78

    (1939) O mundo é das muié/Superstição • Odeon • 78

    (1939) Saudades de Ouro Preto/Adeus paioça • Odeon • 78

    (1939) Os presidentes/Chapéu de paia • Odeon • 78

    (1939) Psicologia dos nomes/Caboclo triste • Odeon • 78

    (1939) O divórcio vem aí/Nois e Buenos Aires • Odeon • 78

    (1939) Morena, minha morena/Despertar de minha vida • Odeon • 78

    (1939) A mulher e o rádio/Casamento de Miquelina • Odeon • 78

    (1939) Moda de guerra/Alegria do carreiro • Odeon • 78

    (1939) Musga estrangeira/Nois no Rio • Odeon • 78

    (1939) Quem quer meu papagaio?/Ferdinando • Odeon • 78

    (1938) Que horas são?/Linda Veneza • Odeon • 78

    (1938) Mandamentos de caboclo/Carnaval carioca • Odeon • 78

    (1938) Moda da moeda/Moda da carta • Odeon • 78

    (1938) Loja americana/Tudo em “p” • Odeon • 78

    (1938) Numa noite de luar/Paquetá • Odeon • 78

    (1938) Bombeiro/Oh! Bela! • Odeon • 78

    (1937) Vida de um condenado/Chalé furtado • Victor • 78

    (1937) Boi amarelinho/Moda dos meses • Victor • 78

    (1937) Italianinha/Violeiro triste • Victor • 78

    (1937) Devo e não nego • Victor • 78

    (1937) Semana de caboclo/A mulher e o telefone • Victor • 78

    (1937) Caboclo viajado/Adoração • Odeon • 78

    (1937) Balão/Roda na fogueira • Odeon • 78

    (1937) Moda do solteirão./Desafio • Odeon • 78

    (1937) Papagaiada/Seu Macário • Odeon • 78

    (1937) Calango/Rancho abandonado • Odeon • 78

    (1937) Seu condutor/Sereia • Odeon • 78

    (1936) Itália e Abissínia/Liga das nações • Odeon • 78

    (1936) Lição de geografia/A moda do beijo • Odeon • 78

    (1936) Você não é o meu tipo/Você não era assim • Odeon • 78

    (1936) Repartindo um boi/A baixa do café • Odeon • 78

    (1936) Circuito da Gávea/Liga dos bichos • Victor • 78

    Referência

    Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira

    http://www.dicionariompb.com.br/alvarenga-e-ranchinho/dados-artisticos

  • 11º Arraial & Festa do Milho da Paróquia Imaculada Conceição do Parque Estoril de Rio Preto – SP – Brasil

    Date: 2014.07.05 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Boa tarde amig@s do mundo rural! Tudo bem?

    A Paróquia Imaculada Conceição do Parque Estoril de Rio Preto, realizará entre os dias 29/06 a 06/07 o 11º Arraial  & Festa do Milho.

    Durante todos os dias da festa, acontecerá apresentações musicais com duplas sertanejas locais e  a tradicional quadrilha. A partir das 10h, haverá barracas de produtos derivados do milho como: pamonha, curau, bolo de milho, etc.

    De acordo com o padre Aparecido, no domingo dia 29/06, está prevista uma celebração sertaneja, às 10h. Logo após será realizado o almoço às 12h. Os convites para o almoço estão à venda na secretaria do evento. Local: Praça Lisboa, Av. Pedro Àlvares Cabral, s/n.

    A paróquia Imaculada Conceição fica na Rua Januário Cunha Barbosa, 230, no bairro Parque Estoril. Mais informações pelo fone (17) 3216-1776.

    Um grande abraço a tod@s, Prof. Fábio Fernandes Villela.

  • Seminário Preparatório para o 6° Encontro Nacional dos Violeiros e Violeiras

    Date: 2013.12.11 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Bom dia Amig@s do Mundo Rural! Tudo bem?

    Segue abaixo notícia sobre o Seminário Preparatório para o 6° Encontro Nacional dos Violeiros e Violeiras. Saudações, Prof. Fábio Fernandes Villela.

    Neste final de semana, diversos violeiros de todo o Brasil se reuniram na cidade de São Paulo em torno do Seminário Preparatório para o 6° Encontro Nacional dos Violeiros e Violeiras.

    O objetivo da atividade foi debater a realização de uma semana temática da cultura caipira e camponesa na cidade de São Paulo, em abril de 2014. Nos períodos da tarde, os músicos realizaram apresentações gratuitas no Teatro Décio de Almeida Prado.

    Segundo o violeiro Minerin, do setor de cultura do MST, é a primeira vez que a Associação Nacional dos Violeiros realiza um seminário preparatório em que diversas forças do país constroem e organizam comumente algo desse tipo.

    “O mais importante é a retomada dessa articulação nacional dos violeiros, debater o papel e a importância da cultura da viola caipira no Brasil, fazendo um trabalho de defesa e de resistência, num momento em que a música caipira sofre tantos reveses”, acredita.

    A idéia é que a semana temática da cultura caipira e camponesa conte, além do 6° Encontro Nacional dos Violeiros e Violeiras, com oficinas, debates, palestras, feira da Reforma Agrária e agricultura familiar, entre outras atividades que remete a vida no campo.

    Símbolo da cultura popular brasileira

    Para Pereira da Viola, a viola é um instrumento símbolo de toda cultura popular brasileira, por isso “essa cena precisa chegar mais ao povo brasileiro, com a visibilidade real e coerente da importância que ela tem para a nossa identidade cultural”.

    Esse momento, como destaca Jade Percassi, do setor de cultura do MST, é semelhante ao que já tem acontecido em São Paulo, em torno de atividades que contemplam as diversas culturas que compõem a cidade, como a cultura da periferia, o hip hop, a cultura nordestina e de diversos outros povos e etnias presentes.

    “Também é trazer a presença da cultura caipira que compõem esse cenário da cidade, com um evento de caráter nacional”, observa.

    No caso, seria evidenciar um elemento que está presente na cultura de muitas pessoas da cidade de São Paulo, que tem na sua raiz a cultura do campo.

    “Quando falamos de fazer uma roda de viola ou comida típica que lembra a infância ou o passado recente das pessoas, em todo lugar que ventilamos essa idéia a adesão é muito grande, porque pouco se fala dessa presença, mas ela existe e é muito maior do que podemos imaginar”, pontua.

    Informações retiradas da seguinte notícia: Violeiros organizam semana da cultura caipira e camponesa em São Paulo, por Luiz Felipe Albuquerque, da página do MST (http://www.mst.org.br/node/15528).

  • O Maior Professor de Viola Caipira do Brasil: Enúbio Queiroz

    Date: 2012.09.08 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Bom Dia Amig@s do Mundo Rural!

    Deixamos aqui nossa homenagem ao grande professor de viola caipira Enúbio Divino Queiroz. Saudações, Prof. Fábio Fernandes Villela. Enúbio nasceu no primeiro dia de outubro do ano de 1953, numa fazenda perto das “Duas Vendas”, no município mineiro de Iturama. Seu contato com a musica começou cedo. Seu pai, Rodolfo Ferreira de Queiroz, e seu avo, João Martins de Queiroz, eram catireiros e cantadores muito queridos na região. Sua avó Gerônima, que tinha ouvido apuradíssimo, costumava cantar as canções da época, em bocca chiusa, todas as noites, para o menino Enúbio dormir e, talvez, sonhar com seu futuro de violeiro. Seu primeiro instrumento foi um cavaquinho, tocado com garra no conjunto de forro que animava as festas e bailes da região. Foi nessa época que Otaviano Francisco da Silva, o “Baiano”, parceiro do moço Enúbio nas modas e cantorias, deu-lhe as primeiras lições de violão.

    Mas a teoria veio mesmo com Sebastião Pandolfi, maestro da banda municipal de Iturama. Em seguida, sempre buscando o aperfeiçoamento, Enúbio instala-se em Uberaba, iniciando os estudos de violão clássico no Conservatório Renato Frateschi, com o professor Olegário Bandeira. Tempos depois, Enúbio embarca para Goiânia, ocasião em que toma aulas com Eurípides Fontenelli. O tempo passa e o musico Enúbio continua suas viagens, sempre em busca de oportunidades e mais conhecimento musical. Transfere-se para São José do Rio Preto, próspera cidade do noroeste paulista, e matricula-se no Conservatório Musical Carlos Gomes. Estuda violão com a professora Lela e canto com a professora Mirtes. Os estudos clássicos encerram-se em São Paulo, com aulas do professor Paulo Barreiro. Porém as raízes mineiras falam mais alto e Enúbio, já professor de violão, busca inspiração nas cordas harmoniosas e tristes do mais brasileiro dos instrumentos musicais: a viola. Participa com João Roberto Costa da dupla Economista & Contador e lança dois discos. Um terceiro vinil e gravado com outro parceiro, Abssoir José Correia. A viola fica cada vez mais enxuta e criativa. Os solos choram cristalinos, quer nas criações próprias, quer na releitura de clássicos da musica popular brasileira e mundial. E vem os CDs Viola Refinada I e Viola Refinada II, lançados pela Movieplay. Mas o lado “professor de musica” permanece vivo, ainda mais forte agora, com o oportuno lançamento deste “Repertório de Ouro para Viola Caipira”. (Texto retirado de: http://www.enubioviola.com.br/index.html).

    O que é a Viola Caipira? Para quem não conheçe, vejam o texto abaixo retirado da Wikipedia.

    Viola Caipira

    Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
    Viola caipira
    Viola caipira com belo trabalho de marchetaria.
    Classificação
    Hornbostel-Sachs
    * Instrumento de cordas

    • Cordofone

    Viola caipira, também conhecida como viola sertaneja, viola nordestina, viola cabocla e viola brasileira, é um instrumento musical de cordas. Com suas variações, é popular principalmente no interior do Brasil, sendo um dos simbolos da música popular brasileira.

    Origem

    Tem sua origem nas violas portuguesas, oriundas de instrumentos árabes como o alaúde. As violas são descendentes diretas da guitarra latina, que, por sua vez, tem uma origem arábico-persa.[1] As violas portuguesas chegaram ao Brasil trazida por colonos portugueses de diversas regiões do país e passou a ser usada pelos jesuítas na catequese de indígenas.[1]Mais tarde, os primeiros caboclos começaram a construir violas com madeiras toscas da terra. Era o início da viola caipira.

    Tipos de viola

    Viola caipira em exposição.

    Existem várias denominações diferentes para Viola, utilizadas principalmente em cidades do interior: viola de pinho, viola caipira, viola sertaneja, viola de arame, viola nordestina, viola cabocla, viola cantadeira, viola de dez cordas, viola chorosa, viola de queluz, viola serena, viola brasileira, entre outras.

    O instrumento

    A viola caipira tem características muito semelhantes ao violão. Tanto no formato quanto na disposição das cordas e acústica, porém é um pouco menor.

    Existem diversos tipos de afinações para este instrumento, sendo utilizados de acordo com a preferência do violeiro. As mais conhecidas são Cebolão, Rio Abaixo, Boiadeira e Natural.

    A disposição das cordas da viola é bem específica: 10 cordas, dispostas em 5 pares. Os dois pares mais agudos são afinados na mesma nota e mesma altura, enquanto os demais pares são afinados na mesma nota, mas com diferença de alturas de uma oitava. Estes pares de cordas são tocados sempre juntos, como se fossem uma só corda.

    Uma característica que destaca a viola dos demais instrumentos é que o ponteio da viola utiliza muito as cordas soltas, o que resulta um som forte e sem distorções, se bem afinada. As notas ficam com timbre ainda mais forte pois este é um instrumento que exige o uso de palheta, dedeira ou principalmente unhas compridas, já que todas as cordas são feitas de aço e algumas são muito finas e duras.

    Símbolo nacional

    A viola é o símbolo da original música sertaneja, conhecida popularmente como moda de viola ou música raiz.

    No Brasil, é um instrumento tradicional, musicas entoadas em suas cordas atravessaram décadas e gerações e até hoje estão presente no nosso dia a dia da cultura brasileira.

    Em Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul dentre outros, a viola tem destaque na musica, onde a tradição da moda de viola é passada de geração em geração.

    Lendas e histórias

    Existem diversas lendas e histórias acerca da tradição dos violeiros.

    Há diversas lendas e histórias a respeito das afinações da viola. O nome da afinação Cebolão seria do fato de as mulheres chorarem, emocionadas ao ouvir a música, como quem corta cebola.

    A afinação Rio Abaixo seria originada na lenda de que o Diabo costumava descer os rios tocando viola nessa afinação e, com ela, seduzindo as moças e as carregando rio abaixo. Do violeiro que utiliza esta afinação diz-se, eventualmente, que pode estar enfeitiçado ou ter feito pacto com o demônio.

    Acredita-se que a arte de tocar viola seja um dom de Deus, e quem não o recebeu ao nascer nunca será um violeiro de destaque. Porém, a lenda diz que mesmo a pessoa não contemplada com este dom pode adquirir habilidade de um bom violeiro. Uma das opções seria uma magia envolvendo uma cobra-coral venenosa e é conhecida como simpatia da cobra-coral. Outro modo seria fazer rezas no túmulo de algum antigo violeiro na sexta-feira da paixão. Há ainda a possibilidade de o violeiro firmar um pacto com o Diabo para aprender a tocar viola.

    O pesquisador Antônio Candido conta que na região da Serra do Caparaó, assim como em outras, o Diabo é considerado o maior violeiro de todos. Tal mito explica a quantidade de histórias, em todo o Brasil, de violeiros que teriam feito pacto com o Diabo para tocarem bem. Porém, o violeiro que faz este tipo de pacto não vai para o inferno já que todos no “céu” querem violeiros por lá.

    Uma característica dos violeiros típico do nordeste são os duelos de tocadores. Todo bom violeiro se auto-afirma o melhor da região. Se outro violeiro o contraria, o duelo está começado.

    Em certas regiões, por tradição, as violas carregam pequenos chocalhos feitos de guizo de cascavel, pois segundo a lenda, tem poder de proteção para a viola e para o violeiro. Segundo contam os violeiros de antigamente, o poder do guizo chega a quebrar as cordas e até mesmo o instrumento do violeiro adversário.

    Folclore brasileiro

    A viola está presente em diversas manifestações brasileiras, como Catira, Fandango, Folia de Reis, e outras, pelo Brasil afora.

    O Rei da Viola

    José Dias Nunes, conhecido como Tião Carreiro, ficou conhecido na história como o Rei da Viola, devido a seu gênero musical, conhecido como pagode caipira ou pagode sertanejo.

    Grandes duplas e conjuntos de violeiros

    Viola caipira.

    Grandes violeiros

    Referências

    1. a b Ivan Vilela. O caipira e a Viola em: Sonoridades luso-afro-brasileiras: Brasileira. Lisboa: ICS, 2003. 173-189 pg.

    Bibliografia

    • Araújo, Rui Torneze de. Viola Caipira: Estudo Dirigido. São Paulo: Irmãos Vitale S/A, 1998. 64 pg. CDD 787.3
    • Corrêa, Roberto. A Arte de Pontear Viola. Brasília/Curitiba: Edição do Autor, 2000. 259 pg. ISBN 85-901603-1-9
    • Moura, Reis. Descomplicando a Viola: Método Básico de Viola Caipira. Brasília: Edição do autor, 2000. 62 pg. 2 vol. vol. 1. ISBN 85-901637-1-7
    • Queiroz, Eusébio Divino de. Repertório de Ouro para Viola Caipira. São José do Rio Preto: Ricordi, 2000. 76 pg.
    • Viola, Braz da. A Viola Caipira. São Paulo: Ricordi, 1992. 47 pg.
    • Viola, Braz da. Manual do Violeiro. São Paulo: Ricordi, 1999. 74 pg.
    • Viola, Braz da. Um Toque de Viola. São Paulo: Edição do autor, 2001.
    • Viola, Braz da. 10 peças para tocar. São Paulo: Edição do autor, 2001.
    • Viola, Braz da. Pagode de Cabo a Rabo. São Paulo: Edição do autor, 2003.
    • Viola, Braz da. Viola-de-Cocho: método prático. São Paulo: Edição do autor, 2004.
    • Viola, Braz da. Ponteios, O Pulo do Gato. São Paulo: Edição do autor, 2004.

    Ligações externas

  • V Simpósio sobre Reforma Agrária e Questões Rurais: Políticas Públicas e Caminhos para o Desenvolvimento

    Date: 2012.05.29 | Category: CECMundoRural | Response: 0


    Warning: count(): Parameter must be an array or an object that implements Countable in /home/cecmundorural/www/wp-includes/formatting.php on line 3403
  • Dicionário da Educação do Campo

    Date: 2012.05.09 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Bom Dia Amigos do Mundo Rural! Tudo bem?

    Será lançado oficialmente na quinta-feira (10-05), na Unesp de Presidente Prudente – SP, o Dicionário da Educação do Campo. A publicação, fruto de uma parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e a Via Campesina Brasil, visa contribuir para a educação nas escolas rurais.

    A produção do dicionário foi feita de forma voluntária e coletiva por pesquisadores e especialistas em diversos temas, além de militantes de movimentos sociais. Os principais temas e assuntos que preocupam os professores em salas de aula nas escolas do meio rural foram reunidos na publicação, seguidos de explicações e cometários de especialistas. Além disso, ao final de cada tema há referências bibliográficas para pesquisas. O trabalho de produção do dicionário envolveu 107 autores.

    O primeiro volume do Dicionário da Educação do Campo, que possui 113 verbetes distribuídos em 800 páginas, já está disponível nos sites da Fiocruz (http://www.epsjv.fiocruz.br/) e da Editora Expressão Popular (www.expressaopopular.com.br). Na publicação podem ser encontrados temas como: questão agrária, agrotóxicos, soberania alimentar, segurança alimentar, renda da terra, educação do campo, pensamento de Paulo Freire, movimentos sociais no campo, educação bancária, agricultura, agroecologia, entre outros.

    A previsão é de que o coletivo de pesquisadores, especialistas e militantes continue trabalhando para que até o final deste ano seja lançado o segundo volume do dicionário.

    Informações:

    Dicionário da Educação do Campo

    800 páginas / ISBN: 978-85-7743-193-9 / Formato 16×23 / Preço de capa: R$ 50,00

    Organização: Roseli Salete Caldart, Isabel Brasil Pereira, Paulo Alentejano e Gaudêncio Frigotto.

    Publicação: Editora Expressão Popular, Escola Politécnica Joaquim Venâncio e Fiocruz – Fundação Oswaldo Cruz

  • O Nosso Silva: José Antônio da Silva

    Date: 2012.04.11 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    José Antônio da Silva São Jorge e o Dragão , 1949 óleo sobre tela, c.i.e.  45 x 60 cm Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (SP) Reprodução Fotográfica Gerson Zanini

    José Antônio da Silva (Sales de Oliveira SP 1909 – São Paulo SP 1996). Pintor, desenhista, escritor, escultor, repentista. Trabalhador rural, de pouca formação escolar, é autodidata. Em 1931, muda-se para São José do Rio Preto, São Paulo. Participa da exposição de inauguração da Casa de Cultura da cidade, em 1946, quando suas pinturas chamam atenção dos críticos Lourival Gomes Machado (1917-1967), Paulo Mendes de Almeida (1905-1986) e do filósofo João Cruz e Costa. Dois anos depois, realiza mostra individual na Galeria Domus, em São Paulo. Nessa ocasião Pietro Maria Bardi (1900-1999), diretor do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), adquire seus quadros e deposita parte deles no acervo do museu. O Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP) edita seu primeiro livro, Romance de Minha Vida, em 1949. Na 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, recebe prêmio aquisição do Museum of Modern Art (MoMA) [Museu de Arte Moderna] de Nova York. Em 1966, Silva cria o Museu Municipal de Arte Contemporânea de São José do Rio Preto e grava dois LPs, ambos chamados Registro do Folclore Mais Autêntico do Brasil, com composições de sua autoria. No mesmo ano, ganha Sala Especial na 33ª Bienal de Veneza. Publica ainda os livros Maria Clara, 1970, com prefácio do crítico literário Antônio Candido (1918); Alice, 1972; Sou Pintor, Sou Poeta, 1982; e Fazenda da Boa Esperança, 1987. Transfere-se de São José do Rio Preto para São Paulo, em 1973. Em 1980, é fundado o Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva (MAP), em São José do Rio Preto, com obras do artista e peças do antigo Museu Municipal de Arte Contemporânea.

    Comentário Crítico

    Autodidata de formação, José Antônio da Silva exerce várias atividades, entre elas a de trabalhador rural, até o seu trabalho como artista ser descoberto em 1946, durante exposição na Casa de Cultura, em São José do Rio Preto, despertando o interesse de críticos de arte que participavam do evento. Suas primeiras pinturas possuem cores frias e escuras. A partir de 1948, realiza paisagens de caráter mais lírico, empregando uma gama cromática mais viva e variada. Expõe nas três primeiras edições da Bienal Internacional de São Paulo, e nessa época, sua obra revela a influência pela pincelada vibrante de Vicent van Gogh (1853-1890), em 1955, passa a realizar quadros baseado no pontilhismo, nos quais os pontos ou traços de cor proporcionam destaque a matéria, como em Espantalhos diante da Paisagem (1956).

    Apresenta em suas telas espaços amplos, abertos e temas ligados a vida no campo, como o algodoal, os cafezal e o boi no pasto, que acabam tornando-se sua produção mais conhecida. Como nota o crítico P.M. Bardi, o artista revela grande espontaneidade na abstração dos detalhes em suas telas, onde, por exemplo, fileiras de pontos brancos indicam o algodoal. Destacam-se em sua obra o desenho expressivo, o senso da cor e o caráter de fantasia. Silva percorre uma grande variedade de temas: natureza-morta, pintura sacra, marinha, pintura histórica e de gênero. Algumas telas possuem um tom irônico. Nos quadros realizados a partir da década de 1970, o artista cria maior distinção entre a figura e o plano de fundo, empregando também grandes planos de cores.

    Texto retirado da Enciclopédia Itaú Cultural – Arte Visuais: http://www.itaucultural.org.br

  • O Projeto Terra Paulista: Histórias, Arte, Costumes

    Date: 2012.02.08 | Category: CECMundoRural | Response: 0

     

    Bom Dia Amigos do Mundo Rural!

    Terra Paulista: Histórias, Arte, Costumes é um projeto do Cenpec – Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária, uma organização não governamental com atuação e experiência de quase duas décadas no contexto da sociedade brasileira. Elaborado por uma equipe multidisciplinar, o projeto Terra Paulista tem como objetivo estimular um olhar crítico de educadores, alunos e do público em geral para a formação e o desenvolvimento cultural do Estado de São Paulo, especialmente do interior. Pela primeira vez, a região é apresentada por meio de um amplo e detalhado projeto editorial a respeito da sua produção cultural. O resultado dessa pesquisa foi disponibilizada, em sua primeira fase (2003/2005), nos seguintes produtos, formatados em mídias diversas:

     – Coleção Terra Paulista: três livros com textos inéditos e iconografia comentada;

     – Documentários: série de 12 documentários – Vale do Médio Tietê, Vale do Paraíba e Oeste Paulista;

     – Série Terra Paulista – Jovens – conjunto de materiais paradidáticos (10 fascículos, 1 almanaque e 3 jogos de tabuleiro) distribuídos gratuitamente, por meio de parceria com a Secretaria de Estado da Educação, a 890 escolas da rede pública do Estado, que receberam também, curso de capacitação;

     – Portal na Internet: www.terrapaulista.org.br

     -Exposição Interativa Terra Paulista: no SESC Pompéia, de 20/09 a 11/12/2005, que contou com a presença de cerca de 90 mil visitantes.

    A primeira etapa do projeto abordou três regiões consideradas importantes no desenvolvimento histórico e econômico da formação do Estado de São Paulo, compreendendo o período do século XVI às primeiras décadas do XX. As áreas pesquisadas foram o Vale do Médio Tietê, o Vale do Paraíba e o Oeste Paulista nas regiões da Paulista e Mogiana, onde o bandeirantismo, as monções, o tropeirismo e as fazendas de açúcar e café marcaram a sua trajetória.

    No decorrer da história e da elaboração da identidade de um Brasil moderno, os paulistas acabaram por constranger seu passado e seu patrimônio cultural, especialmente o do interior, como se tivessem sido excluídos daquilo que é considerado “cultura brasileira”, calcada especialmente em elementos de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia. Na representação hegemônica sobre o Estado de São Paulo valorizou-se o moderno, o industrial, o urbano, o século XX republicano ou as raízes bandeiristas do período colonial.

    Assim, grande parte do passado paulista passou a significar sinal de atraso e o rural passou a simbolizar o precário. O legado cultural do homem simples do campo foi identificado como a negação da modernidade, como a antítese do progresso. A pesquisa empreendida aborda a formação de São Paulo, as diversas manifestações artísticas e os diferentes costumes, revelando aspectos curiosos e muitas vezes desconhecidos para os próprios paulistas. A apresentação do Projeto Terra Paulista no Seminário A cultura caiçara e suas transformações, tem a intenção de mostrar a importância da valorização do nosso patrimônio e a sua divulgação nas escolas e universidades. Ao articularmos cultura e educação, entendemos que esse diálogo cria um potencial fundamental para a construção da cidadania.

    Portanto, cabe-nos mostrar aos próprios paulistas e ao resto do país que possuímos um rico e diversificado patrimônio cultural material e imaterial e que, mesmo apesar da destruição de parte significativa desse acervo tenha sido destruída – em nome do progresso e da modernidade -, ainda temos exemplares materiais e, sobretudo, manifestações culturais vivas e que, se não hegemônicas, fazem parte de nossas raízes e dizem respeito ao múltiplos modos de ser e pertencer do mundo contemporâneo.

    A nova etapa da pesquisa do Projeto Terra Paulista (2006/2007) abordará os processos históricos que marcaram o Estado de São Paulo e o povo paulista no século XX, incluindo as áreas da Fronteira Oeste (Araraquarense, Noroeste, Alta Paulista e Alta Sorocabana), bem como o Vale do Ribeira e o Litoral, regiões cuja ocupação se intensificou nesse período. Grupos indígenas, imigrantes e migrantes serão destacados nesse trabalho, bem como agentes sociais como ferroviários, operários, bóias-frias e caiçaras.

    Texto de Ana Regina Carrara (Historiadora. Coordenadora da Área de Educação e Cultura do Cenpec).

    Download do livro de Maria Alice Setubal – “Vivências Caipiras”: http://www.imprensaoficial.com.br/PortalIO/download/pdf/projetossociais/vivencias_caipiras.pdf

  • 37.776 Escolas Rurais Fechadas: “Atentado às Comunidades Rurais” segundo Salomão Hage (UFPA).

    Date: 2012.01.27 | Category: CECMundoRural | Response: 0

     

    Bom Amigos do Mundo Rural! 

    Dados do censo escolar do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), do Ministério da Educação (MEC), registram que 37.776 estabelecimentos de ensino rurais foram fechados nos últimos 10 anos em todo o país.

    Para o professor da Universidade Federal do Pará (UFPA) Salomão Hage, a garantia constitucional do direito à educação foi substituída pela lógica da relação custo-benefício pelo poder público.

    “As políticas públicas educacionais, há certo tempo, são orientadas pela relação custo-benefício, na perspectiva neoliberal. Os gestores públicos hoje são desafiados a apresentar cada vez mais resultados com cada vez menos financiamento”, afirma.

    Hage acredita que essa é uma mágica difícil de materializar. “Como você pode atender mais, oferecer melhor qualidade, contemplar a diversidade em um país em histórica situação de negação de direito se o orçamento e investimento cada vez diminuem mais?”, questiona.

    Para ele, a associação de desenvolvimento ao meio urbano é usada pela justificar o fechamento das escolas no meio rural. “O próprio poder público olha para esse processo de territorialização das populações do campo e rotula de disperso. Se está disperso, no sentido de estarem distribuídas ao longo do território, e se pode reuni-las, gastará menos de acordo com suas referências de qualidade. Assim começa o desenvolvimento das políticas de nucleação que, às vezes, não são de nucleação, mas de polarização”, critica.

    Essa política desrespeita o Estatuto de Criança e dos Adolescentes (ECA), que indica que os educandos devem ser atendidos nas suas próprias comunidades. “As diretrizes operacionais para a educação básica no campo, as diretrizes complementares para as escolas do campo fortalecem essa ideia da necessidade da escola atender as crianças e os adolescentes, prioritariamente, na sua comunidade”, sustenta.

    Leia entrevista com Salomão Hage, que coordena o grupo que estuda educação no campo na Amazônia e integra a coordenação do Fórum Paraense de Educação no Campo:

     http://www.mst.org.br/Fechamento-de-escolas-e-atentado-as-comunidades-rurais-afirma-educador-salomao-hage

     Texto reelaborado a partir de matéria de Mayrá Lima.

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