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  • Curso de Licenciatura Plena Intercultural em Pedagogia para Educadores Indígenas

    Date: 2015.09.21 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Bom dia amig@s do mundo rural! Tudo bem?

    Nesta semana se encerra a etapa final de elaboração do Projeto Político Pedagógico (PPP) do Curso de Licenciatura Plena Intercultural em Pedagogia para Educadores Indígenas. Possivelmente em 2016, a Unesp iniciará o Curso de Licenciatura Plena Intercultural em Pedagogia para Educadores Indígenas no Estado de São Paulo, que vem sendo desenvolvido pela Prograd em 2014-2015. A educação escolar indígena é uma modalidade de ensino desenvolvida a partir do paradigma de respeito à interculturalidade, ao multilinguismo e a etnicidade. No Estado de São Paulo ela está direcionada aos povos indígenas Guarani, Tupi-Guarani, Terena, Kaingang e Krenak. Nesse sentido, as primeiras ações iniciaram-se com a criação do Núcleo de Educação Indígena – NEI, em 1997, pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.

    Em 2012, visando maior dinamismo em políticas pedagógicas escolares específicas dos povos indígenas, as ações do NEI passaram a se concentrar no Núcleo de Inclusão Educacional – NINC, o qual tem dado continuidade à garantia de oferta de educação escolar indígena de qualidade por meio do desenvolvimento de diversas ações, dentre elas o Curso de Licenciatura Plena Intercultural em Pedagogia para Educadores Indígenas.

    No ano de 2014, a Unesp venceu o edital de projetos para oferecer o curso cujo objetivo geral é assegurar educação intercultural de qualidade em todas as escolas das comunidades indígenas do Estado de São Paulo, por meio da garantia de formação inicial em nível superior em Pedagogia, aos cursistas das comunidades pertencentes às etnias Guarani Mbya, Guarani Ñandeva, Krenak, Kaingang e Terena, para atuação na Educação Infantil, Anos Iniciais do Ensino Fundamental, prioritariamente, e para a Gestão Escolar.

    Os objetivos específicos são formar em nível superior professores indígenas que transitem entre a tradição de suas comunidades e os conhecimentos universais do currículo escolar; formar profissionais da educação aptos para a pesquisa e reflexão pedagógica e curricular; assegurar o uso das línguas indígenas, formando professores bilíngues que utilizem metodologia de ensino das duas línguas (Língua Portuguesa e Língua Indígena Materna); proporcionar aos indígenas e suas comunidades a recuperação e manutenção de suas memórias históricas e fornecer subsídios técnicos para que os futuros professores produzam material didático e pedagógico próprio.

    Participarão 257 indígenas, sendo 142 professores já atuantes e outros indicados pelas comunidades, para atuar nas escolas indígenas existentes e nas que vierem a ser criadas nas aldeias do Estado de São Paulo. A Unesp de S. J. Rio Preto, especificamente o Prof. Dr. Fábio Fernandes Villela, docente do curso de pedagogia e que desenvolve pesquisas na área de Educação do Campo, ficará responsável pelo acompanhamento das Diretorias de Ensino de Penápolis e Bauru, onde se encontram as seguintes escolas: Índia Maria Rosa (etnias Terena e Kaingang) e Aldeias Ekeruá, Kopenoti, Nimuendaju, Tereguá (etnias Terena e Guarani Nandeva), num total de 63 candidatos ao curso.

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