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  • Curso de Extensão Universitária: Cultura Ambiental no Território Caipira

    Date: 2019.05.09 | Category: CECMundoRural | Response: 6

    A imagem pode conter: planta e natureza

    Convite a tod@s!

    Curso de Extensão Universitária: Cultura Ambiental no Território Caipira

    Vagas: 50 (cinquenta) vagas, sendo 10 (dez) vagas gratuitas  destinadas a alunos de graduação do Ibilce/Unesp.

    A gratuidade das vagas não dispensa o pagamento da taxa regulamentar da UNESP vigente à época das inscrições.

    Carga horária: 20 horas/aula.

    Conteúdo: Aulas Presenciais: 31/05 – 07/06 – 14/06 – 21/06 e 28/06 de 2019; (Laboratório de Ensino da Pedagogia; Horta Mandalla em Ipiguá-SP e Fazenda em Tanabi – SP).

    Objetivos: O principal objetivo do curso é oferecer aos alunos do Ibilce/Unesp e a comunidade em geral, a possibilidade de adquirir novos conhecimentos na área de educação do campo. Os objetivos do curso são propiciar meios para analisar as questões teóricas relativas à cultura ambiental, educação do campo, agroecologia e agroflorestas fornecendo aos interessados o instrumental histórico-crítico necessário para a abordagem dos problemas enfrentados neste âmbito disciplinar.

    Conteúdo Programático

    1. Cultura Ambiental e Educação do Campo

    1.1. Educação do campo.

    1.2. Cultura ambiental e desenvolvimento sustentável.

    1.3. Território caipira: construção social e identidade cultural do noroeste paulista.

    1.4. Elevação de escolaridade associada à qualificação social e profissional.

    1.5. Possibilidades de inclusão produtiva do território caipira.

    1.6. Território caipira: uma civilização do milho.

    1.7. Estudo do meio.

    2. América Latina e Civilização do Milho

    2.1. O centro de origem do milho.

    2.2. .A diversidade da cultura do milho no continente americano.

    2.3. A migração e diversificação do milho na América.

    2.4. Povos, culturas e diversidade do milho na América Latina.

    2.5. Análise e perspectivas do milho no continente americano.

    2.6. Milpa: agroecossistema complexo, manutenção da cultura e cosmovisão.

    3. Agricultura Familiar e Agroecologia

    3.1. Gestão e organização da agricultura familiar.

    3.2. Desenvolvimento sustentável e agricultura familiar.

    3.3. Agricultura familiar no contexto do desenvolvimento rural sustentável.

    3.4. Horta orgânica tipo mandala.

    3.5. Produção de base agroecológica da Horta Mandalla de Ipiguá-SP.

    3.6. Estudo do meio.

    4. Agroecologia e Agrofloresta

    4.1. Técnicas sustentáveis de preparo e manejo do solo.

    4.2. Princípios e práticas de compostagem e biofertilizantes.

    4.3. Técnicas, práticas e benefícios dos fertilizantes orgânicos.

    4.4. Produção de mudas e técnicas preventivas de controle de pragas.

    4.5. Conceitos e práticas do sistema de produção agroflorestal.

    4.6. Colheita, beneficiamentos e comercialização.

    Docente Coordenador: Prof. Dr. Fabio Fernandes Villela – Departamento de Educação IBILCE/UNESP

    Colaboradores: Prof. Dr. Flávio Costa (Eng. Agrônomo); Oliver Naves Blanco (Eng. Agrônomo); Juliana Roldão (Eng. Agrônoma); Martha Alves (Arq. e Urbanista) e Ceci Bonito (Agricultora).

    Público alvo: Comunidade em geral.

    Unidade: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas – IBILCE/UNESP

    Câmpus: São José do Rio Preto

    Local e período de realização: – Laboratório de Ensino da Pedagogia do Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas – IBILCE/UNESP. – Horta Mandalla em Ipiguá/SP; – Fazenda em Tanabi/SP.

    No período de 31/05/2019 a 19/07/2019

    Horário: Nos dias 31/05, 07/06, 14/06, 21/06 e 28/06, das 14h30 às 18h30.

    Período de inscrição: Comunidade externa: de 06/05 a 24/05/2019

    Comunidade interna: de 27/05 a 30/05/2019

    Local de inscrição: Seção Técnica de Comunicações do IBILCE/UNESP. Rua Cristóvão Colombo, 2265. Jd. Nazareth. São José do Rio Preto/SP. Dias e horários para inscrição: de 2 a 6 a feira (exceto feriados), das 09h às 11h e das 14h às 16h.

    Rua Cristóvão Colombo, 2265, Jardim Nazareth, CEP. 15054-000, São José do Rio Preto/SP / website: www.ibilce.unesp.br

    Documentos necessários para inscrição: Preenchimento da ficha de inscrição;

    Xerox do documento de identidade (RG e CPF);

    Comprovante que ateste ser parte do público alvo (para alunos do Ibilce apresentar o Histórico Escolar); – Pagamento das taxas.

    Investimento Taxa: O valor do curso é de R$ 30,00 (trinta reais) sendo R$ 11,00 a taxa do curso e R$ 19,00 a taxa regulamentar da UNESP.

    Informações importantes: Inscrições fora do prazo estabelecido neste Edital não serão aceitas. Os valores relativos às taxas não serão devolvidos, cabendo aos inscritos a atenção quanto aos critérios estabelecidos neste Edital. O valor da taxa regulamentar da UNESP pode ser consultado em: http://www.ibilce.unesp.br/#!/administracao/secao-tecnica-de-financas/taxas-derecolhimento-no-guiche/

    Mais informações: Telefones: (17) 3221-2318 (Coordenador) e 3221-2320 (Departamento de Educação).

    E-mail: fabio@fabiofernandesvillela.pro.br

  • Cordel A História do Caipira: de Jeca Tatu aos Sem-Terras

    Date: 2015.07.14 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Bom dia amig@s do mundo rural! Tudo bem?

    Deixo aqui mais uma dica de livro:  A História do Caipira – De Jeca Tatu aos Sem-Terras. O autor Jesus de Burarama defende, em versos de cordel, o orgulho de ser caipira. Burarama é o escritor que ajudou a criar o “Caipirapuru” e utiliza a literatura como meio para manter viva a tradição do povo tipicamente interiorano. Leia a reportagem abaixo de Gelson Netto. Saudações, Prof. Fábio Fernandes Villela.

    ***

    Jesus de Burarama defende, em versos de cordel, o orgulho de ser caipira

    Enquanto para muita gente o rótulo de “caipira” é encarado de forma pejorativa e até mesmo ofensiva, para o escritor Renato de Jesus Souza Silva, ou simplesmente Jesus de Burarama, trata-se de motivo de orgulho. Preocupado com o desaparecimento das tradições culturais interioranas, Renato tornou-se um ativista em defesa de um ideal que se esforça para manter vivo através de sua arte, na literatura de cordel, e também de sua atuação na organização de eventos, como o Caipirapuru, em Irapuru.

    “A cultura caipira é a base da formação do povo paulista. O caipira é tipicamente paulista. O reconhecimento da cultura caipira significa a valorização daquilo que está na nossa origem”, afirma o cordelista.

    Ele nasceu em 21 de novembro de 1957, na localidade de Burarama, hoje município de Capitão Enéas, na região de Montes Claros, no norte de Minas Gerais, mas chegou ainda criança ao Oeste Paulista, com a família. Dos cinco aos dez anos de idade, morou em Irapuru e depois se mudou para Presidente Prudente, onde vive desde então.

    Aos 17 anos, obteve o primeiro emprego formal, no Sindicato Rural de Prudente, onde ajudava na organização das provas de rodeio em cavalos realizadas na Exposição de Animais. Em 1974, acompanhou a fundação do Rancho Quarto de Milha, no qual trabalhou inicialmente de 1979 a 1989 e para onde voltou há quatro anos e hoje trabalha como secretário-executivo. Entre 1985 e 1987, ocupou o cargo de presidente da Sociedade Hípica.

    “Ajudei a organizar as primeiras provas de baliza, tambor e laços com cavalo de trabalho na região. Criamos campeonatos regionais de cavalo de trabalho, com a repetição daquilo que acontece no dia a dia de uma fazenda. O quarto de milha é a melhor raça de trabalho com o gado”, explica o cordelista, que em sua trajetória também trabalhou na Sociedade Rural do Sudoeste Paulista.

    Já a ligação de Renato com o cenário cultural começou na adolescência, na época em que estudava na Escola Estadual I.E. Fernando Costa, uma das mais tradicionais da cidade, em festivais de música e cineclubes. Na década de 1980, ele participou de atividades que ajudaram a levar exibições de cinema para escolas e bairros prudentinos. Em 1982, criou na cidade o Clube do Meio.

    Na década de 1990, trabalhou na Delegacia Regional de Cultura e, nos anos 2000, foi coordenador da Oficina Cultural Regional Timochenco Wehbi.

    Porém, a grande virada na vida de Renato se deu em 2001, quando conheceu o médico e violeiro Júlio Santin, que mora em São Paulo, mas nasceu em Pacaembu e possui familiares em Irapuru. A partir da amizade, surgiu a ideia de criar um encontro de violeiros que se transformou no que é hoje o Caipirapuru, uma das festas caipiras mais importantes do interior do Estado, realizada anualmente.

    Em 2002, Renato criou a confraria Clube Amigos da Viola e, no ano seguinte, surgiu pela iniciativa dele o Instituto Matura, o Movimento de Apoio ao Turismo Regional, que divulga o potencial do Oeste Paulista.

    Em outro grande passo em sua trajetória, Renato começou a escrever versos em cordel em 2004, por influência do violeiro Gideão da Viola, de Barretos (SP), e assumiu como tema literário a cultura caipira. De lá para cá, o escritor já concluiu 40 folhetos com poemas impressos artesanalmente, como forma de popularizar o trabalho.

    “A base do cordel é a tradição oral, que forma o jeito de ser e agir de uma sociedade. O principal meio de perpetuação da nossa tradição é a oralidade. Foi uma bandeira que levantei para resgatar a nossa cultura caipira”, enfatiza.

    Em 2009, o escritor foi premiado pelo Programa de Ação Cultural (Proac), da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, que lhe permitiu a publicação do livro de cordel sobre o povo caipira, obra intitulada “A História do Caipira – De Jeca Tatu aos Sem-terras”. Também pelo Proac, ele voltou a ser premiado em 2010, com o projeto Comitiva Caipira, uma mostra itinerante da cultura popular. No mesmo ano, o projeto foi reconhecido pelo Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel (Edição Patativa do Assaré), do Ministério da Cultura.

    Pela Timochenco Wehbi, Renato já passou por diversas cidades da região com oficinas de literatura de cordel nas quais promove o “confronto” entre o Saci-Pererê e o Halloween. O assunto é encarado pelo escritor com críticas voltadas às escolas, tanto particulares quanto públicas, que, na visão de Renato, hoje em dia dão mais destaque ao chamado “Dia das Bruxas”, celebrado especialmente nos países de língua inglesa, do que ao folclore tipicamente brasileiro, cujo Dia Nacional é comemorado em 22 de agosto.

    A preocupação do cordelista é tão intensa que ele já aderiu à campanha nacional que pretende fazer com que o Saci-Pererê seja escolhido o mascote do Jogos Paralímpicos que serão disputados em 2016 no Rio de Janeiro (RJ).

    “Os alunos hoje em dia não sabem contar histórias. Os trabalhos escolares sobre o folclore são apenas formais, tirados da internet. O folclore é visto como uma obrigação nas escolas, mas não deve ser assim. Deve ser visto como a manutenção de uma tradição. A oralidade está morrendo, com os causos, as anedotas e os acalantos. Os pais não cantam mais para os filhos dormirem, mas colocam um CD para tocar”, argumenta.

    Além de municípios do Estado de São Paulo, a Comitiva Caipira também já passou por Porto Murtinho e Amambai, no Mato Grosso do Sul. No ano passado, junto com Júlio Santin, ele fez uma apresentação de cordel caipira em um simpósio na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas (SP).

    Entre os cordéis declamados por Renato, o que mais faz sucesso com o público chama-se “Lamento Caipira Moderno”, em que o escritor aborda os impactos da expansão do cultivo da cana-de-açúcar.

    (Reelaborado a partir da reportagem disponível em: http://www.ifronteira.com/imais-perfil-51520).

  • Livro “Bem Sertanejo” de Michel Teló e André Piunti

    Date: 2015.07.12 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    bsssl

    Bom dia amig@s do mundo rural! Tudo bem?

    Acabei de ler e recomendamos a tod@s o recém lançado livro do Michel Teló e André Piunti: “Bem Sertanejo”. O livro tem como sinopse o resumo abaixo. Imperdível. Saudações, Fábio Fernandes Villela.

    […] Antes confinada ao interior do país, a música sertaneja vem conquistando fãs de todas as idades e classes sociais e hoje é o gênero que mais toca nas rádios e baladas. Hits como “Ai se eu te pego” e “Tchererê” viraram sucesso em vários países e levaram este ritmo tão brasileiro pelo mundo afora. Mas a rica história do sertanejo é pouco conhecida. O livro Bem Sertanejo – a história da música que conquistou o Brasil, de Michel Teló e André Piunti, lançamento da Editora Planeta, vem preencher esta lacuna. Inspirado no programa homônimo exibido pelo Fantástico em 2014, o livro traz entrevistas com os maiores representantes do gênero. Histórias que não apareceram na televisão são contadas em riqueza de detalhes. Dos lendários Milionário & José Rico aos clássicos Chitãozinho & Xororó, dos campeões de hits como Zezé di Camargo & Luciano aos cantores solo como Sérgio Reis, passando pelas mulheres como Paula Fernandes e a nova geração de Luan Santana e Gusttavo Lima, todos estão presentes. Ricamente ilustrado com mais de 150 fotos, muitas inéditas, o livro Bem Sertanejo traz ainda uma linha do tempo que conta o começo dessa história e quadros com os grandes nomes da então chamada música caipira como Tonico e Tinoco e Léo Canhoto e Robertinho. Michel Teló conseguiu abrir o baú de recordações dos artistas que lembram o início de suas carreiras, revelam suas influências e as maiores dificuldades que tiveram e celebram os grandes momentos. Para fãs de clássicos como “Fio de cabelo” e “Menino da porteira” aos hits do passado como “Entre tapas e beijos” e “É o amor” e sucessos recentes como “Jeito carinhoso” e “Te esperando” […] .

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