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  • 1ª Feira da Barganha de Produtos Agroecológicos do Ibilce – Unesp – Rio Preto

    Date: 2012.06.12 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Bom Dia Amigos do Mundo Rural!

    No dia 19 – 06 – 2012, a partir das 18:00h, no DAF (Diretório Acadêmico da Filosofia) do Ibilce – Unesp de Rio Preto, ocorrerá a 1ª Feira da Barganha de Produtos Agroecológicos. O que é uma “Feira da Barganha”? Trata-se de uma feira de alimentos limpos, sem agrotóxicos produzidos no “Assentamento Reunidas” da cidade de Promissão – SP. Na feira são trocados produtos (listados a seguir) por roupas, materiais de higiene e limpeza, etc. (Os alimentos também podem ser comprados com dinheiro para quem não quiser “barganhar” algum produto). Exemplos de produtos: molho de pimenta, pimenta em conserva, farinha de mandioca, mel, pão integral, geleia de uva, doce de goiaba, produtos em natura, limão cravo, banana, abacate, mandioca, abobrinha, alface, cheiro verde, quiabo, almeirão, coentro, jiló, mostarda (folha), mudas de sálvia, etc. Obs. Levar sacolas recicláveis para levar os alimentos.

    O “Assentamento Reunidas” na cidade de Promissão – SP tem aproximadamente 25 anos e é considerado um “modelo” para a reforma agrária no Brasil, são 820 famílias, distribuídas em 629 lotes, num total de 3.127 pessoas morando, e mais de 300 trabalhando na área. Grande parte das famílias que atualmente moram na Reunidas chegaram à região ainda em 1985, vindas de 12 cidades do interior de São Paulo. No assentamento de Promissão cada família tem um lote médio de 8 hectares. A maioria comercializa sua produção e tem seus próprios compradores. Diariamente chegam caminhões vindos de cidades próximas como Lins, Marília, São José do Rio Preto, Bauru, entre outras, para levarem a produção. Algumas famílias, poucas, preferem vender sua produção na feira livre de Promissão. A forma de organização da produção é através do cooperativismo. Uma das principais entidades presentes no assentamento é a Comissão Pastoral da Terra (CPT), que apoia os assentados e a manutenção do sistema cooperativo presente no assentamento.

    LOCAL: DAF – Diretório Acadêmico da Filosofia – Ibilce – Unesp – Rio Preto.

    APOIO

    ADUNESP – Rio Preto – Associação dos Docentes da Universidade Estadual Paulista

    CAPED – Centro Acadêmico “Wilson Cantoni” da Pedagogia – Ibilce – Unesp – Rio Preto

    CPT – Comissão Pastoral da Terra – Promissão – SP

    DAF – Diretório Acadêmico da Filosofia – Unesp – Rio Preto

    NARA-RP – Núcleo Ação pela Reforma Agrária – Rio Preto

  • Coopcerrado: lucro e desenvolvimento sustentável no mesmo bioma

    Date: 2012.06.11 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Bom Dia Amigos do Mundo Rural!

    Conviver e respeitar o cerrado tirando dele a renda para a sobrevivência da família. Esta é a forma de trabalho da Cooperativa Mista de Agricultores Familiares, Extrativistas, Pescadores, Vazanteiros e Guias Turísticos do Cerrado (Coopcerrado). A cooperativa, que se diferencia por sua produção agroecológica, terá espaço garantido na Praça da Sociobiodiversidade instalada na Rio+20, evento que acontece na capital fluminense de 13 a 22 de junho.  A Praça é uma iniciativa conjunta do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), Ministério do Meio  Ambiente (MMA)  e Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
    Criada há 12 anos, com a junção de seis comunidades rurais do Centro-Oeste, a Coopcerrado cresceu. Hoje está presente em 45 municípios de cinco estados e reúne mais de 1,6 mil famílias. No ano passado, o volume de vendas da cooperativa atingiu a marca de R$ 2,8 milhões. Na Praça da Sociobiodiversidade mais de 30 produtos do catálogo da cooperativa, como a linha de temperos e condimentos e a linha de derivados do baru – castanhas, cookies e barras de cereal – poderão ser consumidos inclusive pelos participantes da Rio +20. Os produtos da cooperativa têm a marca Empório do Cerrado e contam com o Selo de Identificação da Participação da Agricultura Familiar (SIPAF) do MDA.

    Quando entrou para a cooperativa, uma das primeiras coisas que o agricultor Oreles Araújo da Silva aprendeu foi aproveitar o ambiente sem destruí-lo. A forma de produção se encaixou perfeitamente às necessidades do produtor. Ele acabou descobrindo que podia gastar menos deixando de usar adubos e defensivos químicos, que são muito caros, afetam a saúde humana, assim como, do solo e meio ambiente e ainda aproveitar melhor a terra, que com o uso contínuo desses produtos poderia tornar-se inutilizável para agricultura.

    Com a participação na conferência, o ministério espera colocar a agricultura familiar e o desenvolvimento agrário na pauta das discussões. “Nosso entendimento é que a agricultura familiar é uma forma de produção, um modo de vida, capaz de responder aos desafios de uma produção agrícola que gere alimentos saudáveis, aproveitando os recursos naturais de uma maneira sustentável”, afirma o Chefe da Assessoria para Assuntos Internacionais e de Promoção Comercial do MDA, Francesco Pierri.

    De acordo com os dados da Secretaria de Agricultura Familiar (SAF) do MDA, o bioma Cerrado abriga 608 mil estabelecimentos da agricultura familiar.

    Desenvolvimento sustentável
    Uma das maiores preocupações da cooperativa é com o desenvolvimento sustentável, preocupação esta expressa também na apresentação da marca no portal Empório do Cerrado: “Somos uma densa e orgânica rede comunitária de agricultores familiares, extrativistas, pescadores, vazanteiros e guias turísticos e utilizamos nossa cultura com, e não contra, os cerrados. Levamos em consideração a imensa diversidade biológica, riqueza hídrica e potencial produtivo”.

    Para tanto, a cooperativa mantém um processo de educação dos membros para uma produção cada vez mais agroecológica, desenvolvida por meio da formação de agroextrativistas monitores que acompanham o planejamento da unidade familiar e/ou áreas comunais para dinamizar um processo de produção agroecológica (o) e (com)  manejo sustentável. Entre os princípios da Coopcerrado está a não realização de queimadas, a coleta de frutos caídos no chão (extrativista) – deixando ainda uma parte para consumo dos animais – e o cultivo de roças de forma ecológica.

    “Aprendemos a respeitar a natureza. Não precisamos destruí-la para usá-la em nosso benefício. Temos que saber conviver no mesmo ambiente. Lucro e sustentabilidade podem ocupar o mesmo espaço”, afirma o conselheiro da Coopcerrado, Flávio Cardoso da Silva.

    Membro da Coopcerrado desde 2003, o agricultor Oreles Araújo da Silva, a esposa e a filha caçula moram e tiram o sustento do sítio de 27 hectares no município de Goiás (GO). As plantações são as mais variadas, desde arroz, milho e mandioca, usados principalmente para autoconsumo, como também açafrão, gergelim e banana, que são entregues à cooperativa. A família também vende leite, mel e frangos caipiras. Cada espaço da propriedade é aproveitado, inclusive a área de preservação ambiental, da qual colhem os frutos nativos como jatobá e baru.

    Hoje, ele trabalha com compostagem, aproveitando os resíduos orgânicos da propriedade para adubar as lavouras, e com iscas para espantar os insetos – em vez de matar os animais, usa produtos naturais como pimenta, fumo e urina de gado como repelente. “A produção sustentável foi uma das responsáveis pela minha permanência na zona rural. Conheço muitas pessoas que se endividaram muito comprando químicos e tiveram de vender suas terras”, conta.

    Outro ponto fundamental para manutenção da família no campo veio das políticas do MDA. O agricultor acessa anualmente o Pronaf Custeio para financiar a produção e já adquiriu uma ordenha mecânica por meio do Mais Alimentos. “É muito difícil produzir sem capital para começar. Os finaciamentos do MDA proporcionaram alcançar nossos objetivos”, afirma. Além disso, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) são os principais mercados para o escoamento da produção da família Silva e da própria cooperativa.

    Cooperativismo
    O ano de 2012 foi escolhido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como ano Internacional das Cooperativas. Para o MDA o cooperativismo é a melhor forma de inclusão socioeconômica dos agricultores familiares. Por intermédio desses empreendimentos, as famílias podem organizar sua produção, tendo maior segurança no momento da comercialização e, muitas vezes, realizar processos de agregação de valor à sua produção, seja em processos simples, como limpeza e classificação, ou mais complexos como agroindustrialização.

    Assim como os agricultores familiares individuais, aqueles organizados em cooperativas ou associações podem acessar as linhas de crédito  disponibilizadas pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que financia projetos que gerem renda aos agricultores familiares e assentados da reforma agrária. O programa possui as mais baixas taxas de juros dos financiamentos rurais, além das menores taxas de inadimplência entre os sistemas de crédito do País.

    O Pronaf Agroindústria – linha que financia investimentos em infraestrutura para beneficiamento e processamento da produção – está financiando a montagem de duas unidades de beneficiamento da Coopcerrado, uma para produção de óleos vegetais e um entreposto apícola. “É um passo muito importante e vai ajudar a cooperativa a crescer ainda mais”, afirma Oreles.

    Atualmente a principal fonte de renda dos cooperados é o mercado institucional. Em 2011, foram quase 300 toneladas de frutos entregues a escolas por meio do PAA e Pnae. Ambos os programas, apoiados pelo MDA, priorizam a participação de grupos organizados. A modalidade do PAA , executada pelo MDA e operacionalizada por meio de organizações da agricultura familiar, disponibiliza recursos para que a organização adquira a produção de agricultores familiares e forme estoque de produtos para posterior comercialização.

    A participação no Pnae também requer que os agricultores estejam organizados em grupos formais ou informais. Desde junho de 2009, com a aprovação da Lei nº 11.947, a agricultura familiar passou a fornecer gêneros alimentícios a serem servidos nas escolas da rede pública de ensino. A lei prevê que, do total dos recursos repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) ao Pnae para a compra de alimentos, no mínimo 30% devem provir da agricultura familiar.

    Em parceria com o MDA, a  Coopcerrado também participa de um projeto de geração de renda e agregação de valor e do programa Talentos do Brasil. Além disso, a associação já entrou com pedido para se cadastrar na Rede Brasil Rural. A expectativa é que a nova ferramenta virtual, desenvolvida pelo MDA, amplie o mercado possibilitando as compras de matérias-primas junto a outras cooperativas e diminuindo assim o custo de produção.

    Informação retirada de: http://www.mda.gov.br/portal/noticias/item?item_id=9873679

  • V Simpósio sobre Reforma Agrária e Questões Rurais: Políticas Públicas e Caminhos para o Desenvolvimento

    Date: 2012.05.29 | Category: CECMundoRural | Response: 0


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  • Feira da Barganha com Produtos Orgânicos do Assentamento Reunidas de Promissão – SP no Ibilce – Unesp – Rio Preto

    Date: 2012.05.14 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Bom Dia Amigos do Mundo Rural! Tudo bem?

    Estamos nos articulando para realizar uma “Feira da Barganha” no Ibilce – Unesp – Rio Preto (Sede da Adunesp). A data provável será dia 19 – 06 – 2012, a partir das 18:00h.  O que é a “Feira da Barganha”? Trata-se de uma feira de produtos orgânicos do assentamento de reforma  agrária Reunidas da cidade de Promissão – SP. A feira é uma demonstração de  que os assentamentos de reforma agrária dão certo e tem um papel importante para a produção de alimentos limpos, sem agrotóxicos. Na feira são trocados produtos (listados abaixo) por roupas, materiais de  higiene e limpeza, etc. Um grande abraço a tod@s, Prof.  Fábio Fernandes Villela.

    Exemplos de produtos:

    Molho de pimenta
    Pimenta em conserva
    Farinha de mandioca
    Mel
    Pão integral
    Geléia de uva
    Doce de goiaba
    Produtos em natura
    Limão cravo
    Banana
    Abacate
    Mandioca
    Abobrinha
    Alface
    Cheiro verde
    Quiabo
    Almeirão
    Coentro
    Giló
    Mostarda (folha)
    Mudas de sálvia
    Etc.

    APOIO

    NARA-RP – Núcleo Ação pela Reforma Agrária – Rio Preto

    ADUNESP – Rio Preto – Associação dos Docentes da Universidade Estadual Paulista

    DAF – Diretória Acadêmico da Filosofia – Unesp – Rio Preto

    CAPED – Centro Acadêmico “Wilson Cantoni” da Pedagogia – Ibilce – Unesp – Rio Preto

  • Excursão Didática para a Escola Nacional Florestan Fernandes: 30 Junho 2012

    Date: 2012.05.11 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    (Escola Nacional Florestan Fernandes  – ENFF  Guararema – São Paulo – SP – Brasil)

    Bom Dia Amigos do Mundo Rural! Tudo bem?

    Situada em Guararema (a 70 km de São Paulo), a Escola Nacional Florestan Fernandes foi construída, entre os anos 2000 e 2005, graças ao trabalho voluntário de pelo menos mil trabalhadores sem terra e simpatizantes. Nos cinco primeiros anos de sua existência, passaram pela escola 16 mil militantes e quadros dos movimentos sociais do Brasil, da América Latina e da África. Não se trata, portanto, de uma “escola do MST”, mas de um patrimônio de todos os trabalhadores comprometidos com um projeto de transformação social. Entretanto, no momento em que o MST é obrigado a mobilizar as suas energias para resistir aos ataques implacáveis dos donos do capital, a escola torna-se carente de recursos.  Nós não podemos permitir, sequer tolerar a ideia de que ela interrompa ou sequer diminua o ritmo de suas atividades.

    A escola oferece cursos de nível superior, ministrados por mais de 500 professores, nas áreas de Filosofia Política, Teoria do Conhecimento, Sociologia Rural, Economia Política da Agricultura, História Social do Brasil, Conjuntura Internacional, Administração e Gestão Social, Educação do Campo e Estudos Latino-americanos. Além disso, cursos de especialização, em convênio com outras universidades (por exemplo, Direito e Comunicação no campo). 

    O acervo de sua biblioteca, formado com base em doações, conta hoje com mais de 40 mil volumes impressos, além de conteúdos com suporte em outros tipos de mídia. Para assegurar a possibilidade de participação das mulheres, foram construídas creches (as cirandas), onde os filhos permanecem enquanto as mães estudam.

    Segue abaixo o convite e o programa para a visita coletiva à Escola Nacional Florestan Fernandes  – ENFF. Saudações, Prof. Fábio Fernandes Villela.

    Car@s Amig@s,

     A Associação dos Amigos da Escola Nacional Florestan Fernandes está organizando uma visita coletiva à Escola, no dia 30 de junho 2012, sábado.

    Para quem ainda não conhece esse projeto, a visita vai colocá-lo diante de uma nova realidade concreta, construída, de forma voluntária e coletiva, pelos próprios alunos, que aponta para um futuro no qual a dignidade do ser humano não será mais privilégio de poucos.

    Além disso, você vai compreender que a Escola não é um projeto acabado, é um projeto em construção e sua visita tem também a intencionalidade de convidá-l@ a participar dessa construção. Sem você, sem todos nós, esse projeto não é possível.

    O custo da visita é de R$ 30,00, valor repassado para a ENFF para contemplar custos com café da manhã e almoço.

     Haverá uma van/onibus para a viagem São Paulo-ENFF-São Paulo, por isso pedimos que envie a informação se irá com meios proprios ou com o transporte que vamos contratar, o ponto de encontro será na Estação de Metrô Armenia (esquina da Av. do Estado com Rua Pedro Vicente, ao lado do ponto de taxi) , com saída as 7:30 horas e custo de R$20,00 por pessoa.

    Para que tod@s tenham um bom proveito desse passeio, que será monitorado por companheir@s da ENFF, o grupo será de no máximo 90 pessoas. Assim, solicitamos que você confirme sua presença, enviando nome completo, RG e comprovante do depósito das despesas de alimentação e/ou ônibus (Associação dos Amigos da ENFF, CNPJ 11.453.647/0001-95, Banco do Brasil – Ag. 3687-0 – Conta 285076-1) para o endereço eletrônico visitaenff@amigosenff.org.br.

    Programação na ENFF:

    8:30 às 9 horas: Chegada, recepção e café

    9 às 12 horas: Exibição do vídeo “ENFF – Uma Escola em Construção”, Apresentação do projeto da ENFF e da Associação dos Amigos da ENFF, Debate

    12 às 13 horas:  Almoço

    13 às 14 horas:  Visita monitorada às instalações da ENFF.

    14 às 15 horas:  Momento de solidariedade, depoimentos e mística de encerramento

    Contamos com a presença de tod@s!!!

    José Arbex Junior – Associação dos Amigos da ENFF

    Geraldo Gasparin – Escola Nacional Florestan Fernandes

  • Dicionário da Educação do Campo

    Date: 2012.05.09 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Bom Dia Amigos do Mundo Rural! Tudo bem?

    Será lançado oficialmente na quinta-feira (10-05), na Unesp de Presidente Prudente – SP, o Dicionário da Educação do Campo. A publicação, fruto de uma parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e a Via Campesina Brasil, visa contribuir para a educação nas escolas rurais.

    A produção do dicionário foi feita de forma voluntária e coletiva por pesquisadores e especialistas em diversos temas, além de militantes de movimentos sociais. Os principais temas e assuntos que preocupam os professores em salas de aula nas escolas do meio rural foram reunidos na publicação, seguidos de explicações e cometários de especialistas. Além disso, ao final de cada tema há referências bibliográficas para pesquisas. O trabalho de produção do dicionário envolveu 107 autores.

    O primeiro volume do Dicionário da Educação do Campo, que possui 113 verbetes distribuídos em 800 páginas, já está disponível nos sites da Fiocruz (http://www.epsjv.fiocruz.br/) e da Editora Expressão Popular (www.expressaopopular.com.br). Na publicação podem ser encontrados temas como: questão agrária, agrotóxicos, soberania alimentar, segurança alimentar, renda da terra, educação do campo, pensamento de Paulo Freire, movimentos sociais no campo, educação bancária, agricultura, agroecologia, entre outros.

    A previsão é de que o coletivo de pesquisadores, especialistas e militantes continue trabalhando para que até o final deste ano seja lançado o segundo volume do dicionário.

    Informações:

    Dicionário da Educação do Campo

    800 páginas / ISBN: 978-85-7743-193-9 / Formato 16×23 / Preço de capa: R$ 50,00

    Organização: Roseli Salete Caldart, Isabel Brasil Pereira, Paulo Alentejano e Gaudêncio Frigotto.

    Publicação: Editora Expressão Popular, Escola Politécnica Joaquim Venâncio e Fiocruz – Fundação Oswaldo Cruz

  • Livro “Boi, Boiada, Boiadeiro” de Ruth Rocha e José Antonio da Silva

    Date: 2012.04.29 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Bom Dia Amigos do Mundo Rural!

    Recomendamos a tod@s o livro “Boi, Boiada, Boiadeiro” de Ruth Rocha e José Antonio da Silva, lançado em 1987 pela Quinteto Editorial.  Vejam abaixo a bela poesia de Carlos Moraes que está na contra-capa do livro.

    Texto de apresentação do livro: “Boi, Boiada, Boiadeiro” de Carlos Moraes:

    Essa não. Quem pode com tanta beleza? Ruth Rocha e José Antonio da Silva num livro só. Agora é que a Quinteto se luziu de vez.

    A Ruth, cruz credo, bem sabia, é escritora juramentada e da mais alta magicação: escreveu mais de setenta livros para crianças.

    Essa Ruth rural, de viola, é que pra mim é novidade.

    Mas quê! No fundo, somos todos rurais. No raso, dizem as estatísticas, o Brasil hoje tem mais gente na cidade do que no campo.

    Corpo de gente. A alma vai mais devagar. Pega a tua alma, irmão urbano, pega a tua alma e sacode na janela num dia de sol — que que cai? Cai pitanga, broinha de milho, música de carreta, sapinho de lagoa, pedra de bodoque, titica de cabrito, jabuticaba.

    Cai tudo o que o Silva pinta e a Ruth com versinhos borda.

    Esse Silva. Nunca teve escola. Pinta com pura luz de boitatá, força de lobisomem, alegria de saci, tristeza de alma penada, beleza de fada, e todas as magias da terra bruta. E é assim, pingando barro, que chega aos mais importantes museus do mundo.

    Este livro. Este livro vale pelo que valemos todos nós: por uma certa candura que sobra. O vivente humano, que faz? Campereia, campereia por este mundo velho, junta aqui, amontoa ali, e o que sobra de precioso, quando sobra, é certa candura de ver o mundo. A doce e suprema inteligência da ingenuidade. Daquela ingenuidade que vai mais longe e fundo do que toda a esperteza deste mundo.

    Olha aonde nos levou o Brasil dos espertinhos. A uma dívida que vamos morrer pagando e a um tesouro em dólares, quase do tamanho da dívida, velhacamente enrustidos no Exterior. Mas deixa eles, os espertinhos. Eles estão muito bem retratados na lira caipira de Ruth Rocha. Deixa eles aí, dolarizando a miséria alheia e se safenando todos. Nós temos outros tesouros, outras boiadas.

    Nós temos este livro, esta bruxaria de cores, estes versos, esta ingenuidade fecunda.

    Viva Ruth Rocha. Viva José Antonio da Silva. Viva a candura do povo!

    Saudações, Prof. Fábio Fernandes Villela.

  • 17 de Abril: Dia Internacional de Luta pela Terra

    Date: 2012.04.18 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    (Fotografia do Livro “Terra” de Sebastião Salgado, José Saramago e Chico Buarque).

    Quando eu morrer / Cansado de guerra / Morro de bem / Com a minha terra:

    Cana, caqui / Inhame, abóbora / Onde só vento se semeava outrora

    Amplidão, nação, sertão sem fim / Ó Manuel, Miguilim / Vamos embora

    (Chico Buarque – Assentamento)

    “Morrer de bem com a minha terra”. Infelizmente, muitos sem-terra já morreram sem ter uma terra que possam chamar de sua. O massacre de Eldorado dos Carajás, ocorrido em 1996, na BR 155, sul do Pará, no qual 155 policiais militares utilizaram armas de fogo contra 1500 Sem Terras, entre os quais mulheres e crianças.

    A ação da PM assassinou 19 camponeses e expôs para todo o país a questão da violência no campo contra aqueles que lutam pela Reforma Agrária. Até hoje, ninguém foi punido pelo massacre, e os sobreviventes, mutilados tanto física quanto psicologicamente, continuam sem receber a devida assistência médica.

    Em 2002, o então presidente Fernando Henrique Cardoso reconheceu o dia 17 de abril como o Dia Internacional de Luta pela Terra. O MST realiza durante o mês de abril jornadas de lutas, com ocupações, marchas e atos pelo país inteiro, para pressionar o governo a priorizar a pauta da Reforma Agrária e honrar a memória daqueles que perderam suas vidas na luta pela terra.

    “Nosso dia de lutas surgiu infelizmente por causa de Eldorado dos Carajás. O latifúndio é inerentemente violento e impede as pessoas de viver e trabalhar no Campo. O que ocorreu em Carajás nos dá força e clareza para lutar, pois enquanto houver latifúndio, a desigualdade, violência e falta de democracia no Campo vão continuar”, acredita Jaime Amorim, dirigente do MST em Pernambuco.

    Para Dom Tomás Balduíno, Bispo emérito de Goiás co-fundador da Comissão Pastoral da Terra (CPT), “esse dia lembra a força da caminhada dos trabalhadores do Campo, que se arrasta desde Zumbi dos Palmares até hoje na história do Brasil. A luta pela Reforma Agrária não é questão de conseguir apenas um pedaço de chão, mas de mudar nosso país. A luta é profunda, ampla e de mudanças”.

    A terra está ali, diante dos olhos e dos braços, uma imensa metade de um país imenso, mas aquela gente (quantas pessoas ao todo? 15 milhões? mais ainda?) não pode lá entrar para trabalhar, para viver com a dignidade simples que só o trabalho pode conferir, porque os voracíssimos descendentes daqueles homens que primeiro haviam dito: “Esta terra é minha”, e encontraram semelhantes seus bastante ingênuos para acreditar que era suficiente tê-lo dito, esses rodearam a terra de leis que os protegem, de polícias que os guardam, de governos que os representam e defendem, de pistoleiros pagos para matar. (José Saramago)

    Dezesseis anos depois do massacre, os conflitos no campo continuam; neste ano, três membros do MLST foram assassinados em Minas Gerais. Já em Pernanbuco, outros dois companheiros do MST foram tombados por balas de pistoleiros nos últimos dias.

    Jaime acredita que hoje a violência contra os assentados está mais seletiva. “Temos dois tipos de violência: a primeira, perpetrada por grandes grupos de fazendeiros atacando lideranças locais, como aconteceu este ano. A segunda é a violência do Estado, que se utiliza do aparato jurídico para impedir as pessoas de olhar para frente e enxergar a perspectiva de uma Reforma Agrária concreta. O fato de que temos muitos acampamentos que já duram 10, 15 anos pela desapropriação do Estado é por si só uma violência”.

    Dom Tomás afirma que esta violência ocorre porque “o poder público nega sistematicamente a Reforma Agrária, apoiando o discurso dos grandes fazendeiros e empresas de que ‘o agronegócio é o modelo do progresso’. Tudo que se opõe a este suposto progresso, segundo essa lógica, são obstáculos que devem ser removidos”.

    Aliado a isso está o papel da mídia, cujas informações refletem os interesses das elites alinhadas com o agronegócio. “A imprensa mudou sua postura: antigamente ela criminalizava os movimentos e desqualificava a luta e as lideranças. Hoje, ela tenta ignorar as lutas sociais de sua agenda, e a população, sem informação, se afasta do tema, formulando ideias de que o movimento está desmobilizado ou que a luta pela Reforma Agrária não é mais importante”, analisa o dirigente do MST.

    E se, de repente / A gente não sentisse / A dor que a gente finge / E sente

    Se, de repente / A gente distraísse / O ferro do suplício / Ao som de uma canção

    Então, eu te convidaria / Pra uma fantasia / Do meu violão

    (Chico Buarque – Fantasia)

    Para que a Reforma Agrária torne-se realidade e a felicidade deixe de ser uma fantasia, é preciso lutar. Jaime afirma que “estamos animados para a jornada de lutas deste ano, pois ela vai ser uma demarcação de força. Estamos construindo uma unidade maior entre unidades e movimentos do campo, pois todos nós temos sido agredidos pelo mesmo aparato. Temos que nos unir para soltar um grande grito pela Reforma Agrária e contra o latifúndio”.

    O rio de camponeses se põe novamente em movimento; foices, enxadas e bandeiras se erguem na avalanche incontida das esperanças nesse reencontro com a vida – e o grito reprimido do povo sem-terra ecoa uníssono na claridade do novo dia: “REFORMA AGRÁRIA, UMA LUTA DE TODOS!” (Sebastião Salgado)”

    Terra, 15 anos

    Os trechos em negrito e a foto desta matéria foram retirados do livro Terra, que foi lança há 15 anos. O livro é composto por fotos do fotógrafo Sebastião Salgado sobre a vida dos indígenas e camponeses em um país cuja terra não lhes pertence mais. O prefácio é do escritor José Saramago, e as músicas de Chico Buarque, cujo CD acompanha a obra. Os três juntos constituem a Coleção Terra, criada em 1997. Para Dom Tomás, a arte com foco político se faz fundamental, pois “o povo que luta também celebra, canta, faz seus repentes e trovas. A caminhada do povo é poética, inspirada na mística e profética”.

    Jaime avalia que “o MST sempre produziu muito culturalmente, e isto serve de inspiração para quem acompanha o Movimento de fora, como artistas famosos, apoiarem o movimento. Mas os momentos onde a arte está mais próxima da luta política são os momentos de maior mobilização. Arte, cultura e educação caminham lado a lado no movimento”.

    Reelaborado a partir de José Coutinho Júnior da Página do MST.

  • Excursão Didática: Conhecendo a Vida Rural e as Lutas pela Reforma Agrária: uma Vivência com Assentados e Acampados em Promissão – SP

    Date: 2012.04.13 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Bom Dia Caros Alunos! Tudo bem?

    Gostaria de convidar a tod@s para a excursão didática para o Assentamento de Promissão – SP. A atividade se chama “Conhecendo a Vida Rural e as Lutas pela Reforma Agrária: uma Vivência com Assentados e Acampados em Promissão – SP”. Será dia: 06-05 (domingo) de 2012 das 7h as 17h. Carga Horária: 10h (Obs. Fazer relatório pois conta como AACCs e vale 2 créditos. E preparação para as atividades da disciplina “Trabalho e Educação” no 2º Semestre).

    Inscrições no Caped – Centro Acadêmico da Pedagogia “Wilson Cantoni” (nome completo e RG).

    Haverá uma prioridade para a seleção dos alunos que irão na viagem:  4º ano, 3º ano, 2º ano, 1º ano de Pedagogia, demais interessados.

    O que o aluno deve levar: dinheiro para almoço (R$5,00), produtos para a “Feira da Troca” (produtos  de limpeza, higiene pessoal, roupas, etc.  para serem trocados com produtos do Assentamento).

    Saída: 7h:30min., em frente ao IBILCE e retorno as 16h:30min.

    Maiores informações: Prof. Fábio Villela (e-mail: fabio@fabiofernandesvillela.pro.br)

    Até lá, saudações, Prof. Fábio Fernandes Villela.

  • Sim, eu posso! (Yo si puedo): metodologia cubana busca erradicação do analfabetismo em Fortaleza

    Date: 2012.04.06 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Boa Tarde Amigos do Mundo Rural!

    Está em curso em Fortaleza (CE) a aplicação do método cubano de alfabetização “Sim, Eu Posso” (Yo si puedo). A ação é uma parceria do governo municipal com o setor de educação do MST, como parte do Programa Fortaleza Alfabetizada, e deve formar 1888 turmas de jovens e adultos.

    O projeto visa a alfabetização e o acompanhamento na continuidade da formação do maior número de pessoas possível. Segundo Ana Edite, da prefeitura de Fortaleza e da coordenação geral do programa, a meta é tornar a região um território livre do analfabetismo. Para isso o índice de analfabetos deve ser inferior a 4%, mesma porcentagem usada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) para declarar um país livre do analfabetismo.

    O sistema usado nessa empreitada foi desenvolvido por uma equipe coordenada pela pedagoga cubana Inés Relys Diaz e pelo instituto Pedagógico Latino Américo e Caribenho (IPLAC), entre 1997 e 1998. Trata-se de uma série de vídeo-aula, no formato de telenovela, que totalizam 32,5 horas de gravação.

    Televisores e aparelhos de DVD são ferramentas indispensáveis na aplicação do programa. O uso das “telenovelas” em diferentes países demanda de uma adaptação cultural, mas isso não interfere na eficácia do curso.

    A partir da diretriz dos vídeos, cria-se uma associação entre números e letras mais usadas, que introduzem o aluno no mundo da leitura. Tanto as vídeos-aulas quanto a ligação entre números e letras são adaptadas nos diferentes idiomas para os quais o Sim, Eu Posso foi traduzido.

    Participação do MST

    “A gente faz parte de um coletivo que acompanha essa ação aqui em Fortaleza. Principalmente a Brigada sem Fronteiras, composta por militantes do MST, que atua juntamente com a secretaria de educação do município nessa coordenação do projeto Fortaleza Alfabetizada com o método cubano do Sim, Eu Posso”, explica Maria de Jesus, coordenadora do setor de educação do MST. A própria tradução do Yo si puedo para o português e para realidade brasileira foi uma realização do MST em parceira com Cuba.

    A prefeitura já tinha boa relação com o movimento na parte da educação, e como a utilização do método cubano se mostrou eficaz em outras regiões por meio da experiência de cinco anos do MST, a parceria surgiu como alternativa de sair dos entraves que o sistema vigente de educação não consegue superar.

    Um exemplo disso é o número de escolas e suas localizações geográficas, que nem sempre satisfazem a necessidade de áreas periféricas. Uma saída para esse empecilho é a utilização de espaços alternativos para as aulas, tais como associações de moradores, igrejas e outros espaços públicos ou privados que possam receber os novos estudantes.

    No entanto, a distribuição dos materiais audiovisuais comprados pelo município é muito mais lenta quando o destinatário não é um prédio público. Isso atrasou o início do curso nos espaços alternativos.

    Consolidação

    Terminadas as 65 vídeos-aulas de alfabetização, são organizados os ciclos de cultura, que servem para caminhar no sentido da compreensão de palavras e textos. Esse é um sistema pensado pelo educador brasileiro Paulo Freire. Segundo Maria Cristina, “isso serve para dar continuidade no processo de alfabetização”. Ao todo, o processo em Fortaleza deve levar oito meses.

    Ana Edite enxerga a problemática do analfabetismo enquanto um indicador e uma ferramenta de exclusão econômica. No mesmo sentido segue Maria de Jesus, ao acreditar que o analfabetismo é uma questão de classe social. “Analfabetos no Brasil são os pobres, os negros, a classe trabalhadora…”.

    Segundo Maria, a perpetuação dessa marca de opressão se propaga com uma intenção das classes dominantes, já que a falta de instrução se relaciona com a conformação do trabalhador, que não tem alternativas de melhoria de vida ou “visão de transformação social”, completa.

    Texto reelaborado a partir de Guilherme Almeida da página do MST.

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