Posts Tagged ‘viola caipira’

  • Congresso de Formação de Professores: de 11 a 13 Abril de 2016

    Date: 2016.04.10 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    (O Homem do Futuro, 1933, Paul Klee).

    Bom dia Amig@s do Mundo Rural! Tudo bem?

    Convido a tod@s para o  III Congresso Nacional de Formação de Professores (CNFP) e o XIII Congresso Estadual Paulista sobre Formação de Educadores (CEPFE) que serão realizados em Águas de Lindóia/SP, no período de 11 a 13 de abril de 2016. O tema central é “Profissão de Professor: cenários, tensões e perspectivas”.  A realização é da Pró-reitoria de Graduação da Unesp. Destaco o minicurso sobre este blog de aula Centro Virtual de Estudos e Culturas do Mundo Rural, especialmente utilizado para desenvolver tópicos da área de educação cooperativa para alunos, em situação de bullying escolar, regularmente matriculados em escolas de São José do Rio Preto – SP.

    Website do congresso:

    http://www.geci.ibilce.unesp.br/logica_de_aplicacao/site/index_1.jsp?id_evento=64

    Saudações, Prof. Fábio Villela.

  • Educação do campo: educar a cidade! Alvarenga e Ranchinho: Rê Rê!

    Date: 2015.07.05 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Bom dia Amig@s do Mundo Rural! Tudo bem?

    Hoje é dia de relembrar Alvarenga e Ranchinho, compositores, cantores e humoristas (Murilo Alvarenga, Alvarenga – 1912 – 1978 e Diésis dos Anjos Gaia, Ranchinho – Jacareí, SP – 1913 – 1991).  Veja e reveja Alvarenga e Ranchinho no Ensaio da TV Cultura de 1973 (https://www.youtube.com/watch?v=dHBm961kxGY). Educação do campo: educar a cidade!

    Saudações, Prof. Fábio Fernandes Villela.

    ***

    Em 1928, o trapezista e cantor de tangos Murilo Alvarenga conheceu Diésis dos Anjos Gaia em uma serenata no litoral paulista. Começam a cantar juntos em circos interpretando músicas sertanejas, o que era uma novidade na época. A dupla iniciou-se em 1933, trabalhando no Circo Pinheiro em Santos. Devido às paródias baseadas no governo de Getúlio Vargas, a dupla sofreu algumas perseguições.

    Contavam histórias, faziam sketches cômicas e cantavam suas músicas e logo depois eram, muitas vezes, presos. No mesmo ano, apresentaram-se na Companhia Bataclã em São Paulo.

    Em 1934, a convite do maestro Breno Rossi começaram a trabalhar na Rádio São Paulo. Em 1935, formam com Silvino Neto o trio Os Mosqueteiros da Garoa, que teve curta duração. Ainda naquele ano, venceram o concurso de músicas carnavalescas de São Paulo com a marcha “Sai feia”, de Alvarenga. Trabalharam no filme “Fazendo fita” de Vittorio Capellaro, a convite do Capitão Furtado. Em 1936, dirigiram-se para o Rio de Janeiro indo se apresentar na Casa de Caboclo.

    Começaram a se apresentar na Rádio Tupi no programa “Hora do Guri”. Naquele mesmo ano, gravaram o primeiro disco pela Odeon “Itália e Abissínia”, uma moda de viola com o Capitão Furtado e o cateretê “Liga das Nações”. Em 1936, seguiram para Buenos Aires, onde se apresentaram no Teatro Smart.

    Em 1937, já no auge do sucesso, passaram a fazer parte do elenco do Cassino da Urca, onde apresentavam sátiras políticas além de outros gêneros. Em 1938, obtiveram seu maior sucesso carnavalesco com a marcha “Seu condutor”, em parceria com Herivelto Martins. Ainda naquele ano, a dupla separou-se pela primeira vez.

    Alvarenga fez gravações com Bentinho e também com o grupo chamado “Alvarenga e sua gente”. A dupla se separaria outras vezes ao longo dos 27 anos de carreira.

    Em 1939, a dupla se recompôs gravando novos discos pela Odeon. Ainda no mesmo ano, a dupla foi convidada por Alzira Vargas para apresentar-se para o Presidente Vargas no Palácio do Catete. Getúlio Vargas gostou das músicas da dupla e mandou suspender a perseguição a suas composições políticas.

    Também em 1939, excursionaram pelo Rio Grande Sul e passaram a se apresentar na Rádio Mayrink Veiga. Receberam o título de “Os milionários do riso”, graças aos cada vez mais sucedidos sketches cômicos. Em 1940, gravaram pela Odeon um de seus maiores sucessos, “Romance de uma caveira”, de Alvarenga, Ranchinho e Chiquinho Sales. Em 1946, Alvarenga abriu uma boate em Copacabana, no Posto Seis, ali se apresentando por dois anos. Em 1949, gravaram “Drama da Angélica” intitulada de canto tétrico. Em 1950, fizeram uma excursão de um mês por Portugal apresentando-se no Cassino Estoril em Lisboa. Em 1955, participaram do filme “Carnaval em lá maior”, de Ademar Gonzaga.

    Fizeram campanhas políticas para Juscelino Kubitscheck e Ademar de Barros. Fizeram célebres paródias de músicas conhecidas como “Nervos de aço”, de Lupicínio Rodrigues, “Adios muchacho”, de Júlio Sanders e César Vendani, e “Disparada”, de Geraldo Vandré e Téo de Barros.

    A partir de 1959, a dupla deixou de trabalhar no rádio passando a trabalhar apenas na televisão. Em 1965, Diésis dos Anjos abandonou a dupla e foi substituído por Homero de Souza, que passou a ser o novo Ranchinho.

    A partir dos anos 70 passaram a se apresentar quase exclusivamente no interior do país, até a morte de Alvarenga em 1978.

    Discografia

    (1999) Alvarenga e Ranchinho • EMI • CD

    (1997) Os milionários do riso • BMG • CD

    (1977) Alvarenga e Ranchinho • EMI/Odeon • LP

    (1973) Os milionários do riso • RCA • LP

    (1941) Ó minha mãe/Pode sê ou tá difício? • Odeon • 78

    (1941) Ó que coisa horrível/Caveira • Odeon • 78

    (1941) Tragédia de uma careca/Pega o pitp • Odeon • 78

    (1941) Moda dos cantores/Minha toada • Odeon • 78

    (1941) Bandeira do Brasil/A mulher e a carta • Odeon • 78

    (1941) Solta busca-pé/A fogueira tá queimando • Odeon • 78

    (1940) Lá vem o trem/Marcha dos bairros • Odeon • 78

    (1940) Cai fora pato/Intão, inté • Odeon • 78

    (1940) Romance de uma caveira/Muié pra cada um • Odeon • 78

    (1940) Seresta/Gaúcho de lei • Odeon • 78

    (1940) Minas Gerais/Dona felicidade • Odeon • 78

    (1940) Não posso deixar de te amar, oh Guiomar/Arta do algodão • Odeon • 78

    (1940) Sindicato das galinhas/Moda dos poetas • Odeon • 78

    (1940) Desafio de São João/Tempinho bão • Odeon • 78

    (1940) Carta da namorada/Tenderê • Odeon • 78

    (1940) Brasileiro apaixonado/Leonor • Odeon • 78

    (1940) Quem inventô o trabaio/A muié e o cinema • Odeon • 78

    (1940) Bala-lá-i-cá/Dinheiro novo • Odeon • 78

    (1940) Moda dos ispique/Lencinho paulista • Odeon • 78

    (1940) Suzana/Melhorou muito • Odeon • 78

    (1939) É de colher/Quando a saudade vem • Odeon • 78

    (1939) O mundo é das muié/Superstição • Odeon • 78

    (1939) Saudades de Ouro Preto/Adeus paioça • Odeon • 78

    (1939) Os presidentes/Chapéu de paia • Odeon • 78

    (1939) Psicologia dos nomes/Caboclo triste • Odeon • 78

    (1939) O divórcio vem aí/Nois e Buenos Aires • Odeon • 78

    (1939) Morena, minha morena/Despertar de minha vida • Odeon • 78

    (1939) A mulher e o rádio/Casamento de Miquelina • Odeon • 78

    (1939) Moda de guerra/Alegria do carreiro • Odeon • 78

    (1939) Musga estrangeira/Nois no Rio • Odeon • 78

    (1939) Quem quer meu papagaio?/Ferdinando • Odeon • 78

    (1938) Que horas são?/Linda Veneza • Odeon • 78

    (1938) Mandamentos de caboclo/Carnaval carioca • Odeon • 78

    (1938) Moda da moeda/Moda da carta • Odeon • 78

    (1938) Loja americana/Tudo em “p” • Odeon • 78

    (1938) Numa noite de luar/Paquetá • Odeon • 78

    (1938) Bombeiro/Oh! Bela! • Odeon • 78

    (1937) Vida de um condenado/Chalé furtado • Victor • 78

    (1937) Boi amarelinho/Moda dos meses • Victor • 78

    (1937) Italianinha/Violeiro triste • Victor • 78

    (1937) Devo e não nego • Victor • 78

    (1937) Semana de caboclo/A mulher e o telefone • Victor • 78

    (1937) Caboclo viajado/Adoração • Odeon • 78

    (1937) Balão/Roda na fogueira • Odeon • 78

    (1937) Moda do solteirão./Desafio • Odeon • 78

    (1937) Papagaiada/Seu Macário • Odeon • 78

    (1937) Calango/Rancho abandonado • Odeon • 78

    (1937) Seu condutor/Sereia • Odeon • 78

    (1936) Itália e Abissínia/Liga das nações • Odeon • 78

    (1936) Lição de geografia/A moda do beijo • Odeon • 78

    (1936) Você não é o meu tipo/Você não era assim • Odeon • 78

    (1936) Repartindo um boi/A baixa do café • Odeon • 78

    (1936) Circuito da Gávea/Liga dos bichos • Victor • 78

    Referência

    Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira

    http://www.dicionariompb.com.br/alvarenga-e-ranchinho/dados-artisticos

  • 11º Arraial & Festa do Milho da Paróquia Imaculada Conceição do Parque Estoril de Rio Preto – SP – Brasil

    Date: 2014.07.05 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Boa tarde amig@s do mundo rural! Tudo bem?

    A Paróquia Imaculada Conceição do Parque Estoril de Rio Preto, realizará entre os dias 29/06 a 06/07 o 11º Arraial  & Festa do Milho.

    Durante todos os dias da festa, acontecerá apresentações musicais com duplas sertanejas locais e  a tradicional quadrilha. A partir das 10h, haverá barracas de produtos derivados do milho como: pamonha, curau, bolo de milho, etc.

    De acordo com o padre Aparecido, no domingo dia 29/06, está prevista uma celebração sertaneja, às 10h. Logo após será realizado o almoço às 12h. Os convites para o almoço estão à venda na secretaria do evento. Local: Praça Lisboa, Av. Pedro Àlvares Cabral, s/n.

    A paróquia Imaculada Conceição fica na Rua Januário Cunha Barbosa, 230, no bairro Parque Estoril. Mais informações pelo fone (17) 3216-1776.

    Um grande abraço a tod@s, Prof. Fábio Fernandes Villela.

  • Seminário Preparatório para o 6° Encontro Nacional dos Violeiros e Violeiras

    Date: 2013.12.11 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Bom dia Amig@s do Mundo Rural! Tudo bem?

    Segue abaixo notícia sobre o Seminário Preparatório para o 6° Encontro Nacional dos Violeiros e Violeiras. Saudações, Prof. Fábio Fernandes Villela.

    Neste final de semana, diversos violeiros de todo o Brasil se reuniram na cidade de São Paulo em torno do Seminário Preparatório para o 6° Encontro Nacional dos Violeiros e Violeiras.

    O objetivo da atividade foi debater a realização de uma semana temática da cultura caipira e camponesa na cidade de São Paulo, em abril de 2014. Nos períodos da tarde, os músicos realizaram apresentações gratuitas no Teatro Décio de Almeida Prado.

    Segundo o violeiro Minerin, do setor de cultura do MST, é a primeira vez que a Associação Nacional dos Violeiros realiza um seminário preparatório em que diversas forças do país constroem e organizam comumente algo desse tipo.

    “O mais importante é a retomada dessa articulação nacional dos violeiros, debater o papel e a importância da cultura da viola caipira no Brasil, fazendo um trabalho de defesa e de resistência, num momento em que a música caipira sofre tantos reveses”, acredita.

    A idéia é que a semana temática da cultura caipira e camponesa conte, além do 6° Encontro Nacional dos Violeiros e Violeiras, com oficinas, debates, palestras, feira da Reforma Agrária e agricultura familiar, entre outras atividades que remete a vida no campo.

    Símbolo da cultura popular brasileira

    Para Pereira da Viola, a viola é um instrumento símbolo de toda cultura popular brasileira, por isso “essa cena precisa chegar mais ao povo brasileiro, com a visibilidade real e coerente da importância que ela tem para a nossa identidade cultural”.

    Esse momento, como destaca Jade Percassi, do setor de cultura do MST, é semelhante ao que já tem acontecido em São Paulo, em torno de atividades que contemplam as diversas culturas que compõem a cidade, como a cultura da periferia, o hip hop, a cultura nordestina e de diversos outros povos e etnias presentes.

    “Também é trazer a presença da cultura caipira que compõem esse cenário da cidade, com um evento de caráter nacional”, observa.

    No caso, seria evidenciar um elemento que está presente na cultura de muitas pessoas da cidade de São Paulo, que tem na sua raiz a cultura do campo.

    “Quando falamos de fazer uma roda de viola ou comida típica que lembra a infância ou o passado recente das pessoas, em todo lugar que ventilamos essa idéia a adesão é muito grande, porque pouco se fala dessa presença, mas ela existe e é muito maior do que podemos imaginar”, pontua.

    Informações retiradas da seguinte notícia: Violeiros organizam semana da cultura caipira e camponesa em São Paulo, por Luiz Felipe Albuquerque, da página do MST (http://www.mst.org.br/node/15528).

  • O Maior Professor de Viola Caipira do Brasil: Enúbio Queiroz

    Date: 2012.09.08 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Bom Dia Amig@s do Mundo Rural!

    Deixamos aqui nossa homenagem ao grande professor de viola caipira Enúbio Divino Queiroz. Saudações, Prof. Fábio Fernandes Villela. Enúbio nasceu no primeiro dia de outubro do ano de 1953, numa fazenda perto das “Duas Vendas”, no município mineiro de Iturama. Seu contato com a musica começou cedo. Seu pai, Rodolfo Ferreira de Queiroz, e seu avo, João Martins de Queiroz, eram catireiros e cantadores muito queridos na região. Sua avó Gerônima, que tinha ouvido apuradíssimo, costumava cantar as canções da época, em bocca chiusa, todas as noites, para o menino Enúbio dormir e, talvez, sonhar com seu futuro de violeiro. Seu primeiro instrumento foi um cavaquinho, tocado com garra no conjunto de forro que animava as festas e bailes da região. Foi nessa época que Otaviano Francisco da Silva, o “Baiano”, parceiro do moço Enúbio nas modas e cantorias, deu-lhe as primeiras lições de violão.

    Mas a teoria veio mesmo com Sebastião Pandolfi, maestro da banda municipal de Iturama. Em seguida, sempre buscando o aperfeiçoamento, Enúbio instala-se em Uberaba, iniciando os estudos de violão clássico no Conservatório Renato Frateschi, com o professor Olegário Bandeira. Tempos depois, Enúbio embarca para Goiânia, ocasião em que toma aulas com Eurípides Fontenelli. O tempo passa e o musico Enúbio continua suas viagens, sempre em busca de oportunidades e mais conhecimento musical. Transfere-se para São José do Rio Preto, próspera cidade do noroeste paulista, e matricula-se no Conservatório Musical Carlos Gomes. Estuda violão com a professora Lela e canto com a professora Mirtes. Os estudos clássicos encerram-se em São Paulo, com aulas do professor Paulo Barreiro. Porém as raízes mineiras falam mais alto e Enúbio, já professor de violão, busca inspiração nas cordas harmoniosas e tristes do mais brasileiro dos instrumentos musicais: a viola. Participa com João Roberto Costa da dupla Economista & Contador e lança dois discos. Um terceiro vinil e gravado com outro parceiro, Abssoir José Correia. A viola fica cada vez mais enxuta e criativa. Os solos choram cristalinos, quer nas criações próprias, quer na releitura de clássicos da musica popular brasileira e mundial. E vem os CDs Viola Refinada I e Viola Refinada II, lançados pela Movieplay. Mas o lado “professor de musica” permanece vivo, ainda mais forte agora, com o oportuno lançamento deste “Repertório de Ouro para Viola Caipira”. (Texto retirado de: http://www.enubioviola.com.br/index.html).

    O que é a Viola Caipira? Para quem não conheçe, vejam o texto abaixo retirado da Wikipedia.

    Viola Caipira

    Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
    Viola caipira
    Viola caipira com belo trabalho de marchetaria.
    Classificação
    Hornbostel-Sachs
    * Instrumento de cordas

    • Cordofone

    Viola caipira, também conhecida como viola sertaneja, viola nordestina, viola cabocla e viola brasileira, é um instrumento musical de cordas. Com suas variações, é popular principalmente no interior do Brasil, sendo um dos simbolos da música popular brasileira.

    Origem

    Tem sua origem nas violas portuguesas, oriundas de instrumentos árabes como o alaúde. As violas são descendentes diretas da guitarra latina, que, por sua vez, tem uma origem arábico-persa.[1] As violas portuguesas chegaram ao Brasil trazida por colonos portugueses de diversas regiões do país e passou a ser usada pelos jesuítas na catequese de indígenas.[1]Mais tarde, os primeiros caboclos começaram a construir violas com madeiras toscas da terra. Era o início da viola caipira.

    Tipos de viola

    Viola caipira em exposição.

    Existem várias denominações diferentes para Viola, utilizadas principalmente em cidades do interior: viola de pinho, viola caipira, viola sertaneja, viola de arame, viola nordestina, viola cabocla, viola cantadeira, viola de dez cordas, viola chorosa, viola de queluz, viola serena, viola brasileira, entre outras.

    O instrumento

    A viola caipira tem características muito semelhantes ao violão. Tanto no formato quanto na disposição das cordas e acústica, porém é um pouco menor.

    Existem diversos tipos de afinações para este instrumento, sendo utilizados de acordo com a preferência do violeiro. As mais conhecidas são Cebolão, Rio Abaixo, Boiadeira e Natural.

    A disposição das cordas da viola é bem específica: 10 cordas, dispostas em 5 pares. Os dois pares mais agudos são afinados na mesma nota e mesma altura, enquanto os demais pares são afinados na mesma nota, mas com diferença de alturas de uma oitava. Estes pares de cordas são tocados sempre juntos, como se fossem uma só corda.

    Uma característica que destaca a viola dos demais instrumentos é que o ponteio da viola utiliza muito as cordas soltas, o que resulta um som forte e sem distorções, se bem afinada. As notas ficam com timbre ainda mais forte pois este é um instrumento que exige o uso de palheta, dedeira ou principalmente unhas compridas, já que todas as cordas são feitas de aço e algumas são muito finas e duras.

    Símbolo nacional

    A viola é o símbolo da original música sertaneja, conhecida popularmente como moda de viola ou música raiz.

    No Brasil, é um instrumento tradicional, musicas entoadas em suas cordas atravessaram décadas e gerações e até hoje estão presente no nosso dia a dia da cultura brasileira.

    Em Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul dentre outros, a viola tem destaque na musica, onde a tradição da moda de viola é passada de geração em geração.

    Lendas e histórias

    Existem diversas lendas e histórias acerca da tradição dos violeiros.

    Há diversas lendas e histórias a respeito das afinações da viola. O nome da afinação Cebolão seria do fato de as mulheres chorarem, emocionadas ao ouvir a música, como quem corta cebola.

    A afinação Rio Abaixo seria originada na lenda de que o Diabo costumava descer os rios tocando viola nessa afinação e, com ela, seduzindo as moças e as carregando rio abaixo. Do violeiro que utiliza esta afinação diz-se, eventualmente, que pode estar enfeitiçado ou ter feito pacto com o demônio.

    Acredita-se que a arte de tocar viola seja um dom de Deus, e quem não o recebeu ao nascer nunca será um violeiro de destaque. Porém, a lenda diz que mesmo a pessoa não contemplada com este dom pode adquirir habilidade de um bom violeiro. Uma das opções seria uma magia envolvendo uma cobra-coral venenosa e é conhecida como simpatia da cobra-coral. Outro modo seria fazer rezas no túmulo de algum antigo violeiro na sexta-feira da paixão. Há ainda a possibilidade de o violeiro firmar um pacto com o Diabo para aprender a tocar viola.

    O pesquisador Antônio Candido conta que na região da Serra do Caparaó, assim como em outras, o Diabo é considerado o maior violeiro de todos. Tal mito explica a quantidade de histórias, em todo o Brasil, de violeiros que teriam feito pacto com o Diabo para tocarem bem. Porém, o violeiro que faz este tipo de pacto não vai para o inferno já que todos no “céu” querem violeiros por lá.

    Uma característica dos violeiros típico do nordeste são os duelos de tocadores. Todo bom violeiro se auto-afirma o melhor da região. Se outro violeiro o contraria, o duelo está começado.

    Em certas regiões, por tradição, as violas carregam pequenos chocalhos feitos de guizo de cascavel, pois segundo a lenda, tem poder de proteção para a viola e para o violeiro. Segundo contam os violeiros de antigamente, o poder do guizo chega a quebrar as cordas e até mesmo o instrumento do violeiro adversário.

    Folclore brasileiro

    A viola está presente em diversas manifestações brasileiras, como Catira, Fandango, Folia de Reis, e outras, pelo Brasil afora.

    O Rei da Viola

    José Dias Nunes, conhecido como Tião Carreiro, ficou conhecido na história como o Rei da Viola, devido a seu gênero musical, conhecido como pagode caipira ou pagode sertanejo.

    Grandes duplas e conjuntos de violeiros

    Viola caipira.

    Grandes violeiros

    Referências

    1. a b Ivan Vilela. O caipira e a Viola em: Sonoridades luso-afro-brasileiras: Brasileira. Lisboa: ICS, 2003. 173-189 pg.

    Bibliografia

    • Araújo, Rui Torneze de. Viola Caipira: Estudo Dirigido. São Paulo: Irmãos Vitale S/A, 1998. 64 pg. CDD 787.3
    • Corrêa, Roberto. A Arte de Pontear Viola. Brasília/Curitiba: Edição do Autor, 2000. 259 pg. ISBN 85-901603-1-9
    • Moura, Reis. Descomplicando a Viola: Método Básico de Viola Caipira. Brasília: Edição do autor, 2000. 62 pg. 2 vol. vol. 1. ISBN 85-901637-1-7
    • Queiroz, Eusébio Divino de. Repertório de Ouro para Viola Caipira. São José do Rio Preto: Ricordi, 2000. 76 pg.
    • Viola, Braz da. A Viola Caipira. São Paulo: Ricordi, 1992. 47 pg.
    • Viola, Braz da. Manual do Violeiro. São Paulo: Ricordi, 1999. 74 pg.
    • Viola, Braz da. Um Toque de Viola. São Paulo: Edição do autor, 2001.
    • Viola, Braz da. 10 peças para tocar. São Paulo: Edição do autor, 2001.
    • Viola, Braz da. Pagode de Cabo a Rabo. São Paulo: Edição do autor, 2003.
    • Viola, Braz da. Viola-de-Cocho: método prático. São Paulo: Edição do autor, 2004.
    • Viola, Braz da. Ponteios, O Pulo do Gato. São Paulo: Edição do autor, 2004.

    Ligações externas

  • O Nosso Silva: José Antônio da Silva

    Date: 2012.04.11 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    José Antônio da Silva São Jorge e o Dragão , 1949 óleo sobre tela, c.i.e.  45 x 60 cm Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (SP) Reprodução Fotográfica Gerson Zanini

    José Antônio da Silva (Sales de Oliveira SP 1909 – São Paulo SP 1996). Pintor, desenhista, escritor, escultor, repentista. Trabalhador rural, de pouca formação escolar, é autodidata. Em 1931, muda-se para São José do Rio Preto, São Paulo. Participa da exposição de inauguração da Casa de Cultura da cidade, em 1946, quando suas pinturas chamam atenção dos críticos Lourival Gomes Machado (1917-1967), Paulo Mendes de Almeida (1905-1986) e do filósofo João Cruz e Costa. Dois anos depois, realiza mostra individual na Galeria Domus, em São Paulo. Nessa ocasião Pietro Maria Bardi (1900-1999), diretor do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), adquire seus quadros e deposita parte deles no acervo do museu. O Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP) edita seu primeiro livro, Romance de Minha Vida, em 1949. Na 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, recebe prêmio aquisição do Museum of Modern Art (MoMA) [Museu de Arte Moderna] de Nova York. Em 1966, Silva cria o Museu Municipal de Arte Contemporânea de São José do Rio Preto e grava dois LPs, ambos chamados Registro do Folclore Mais Autêntico do Brasil, com composições de sua autoria. No mesmo ano, ganha Sala Especial na 33ª Bienal de Veneza. Publica ainda os livros Maria Clara, 1970, com prefácio do crítico literário Antônio Candido (1918); Alice, 1972; Sou Pintor, Sou Poeta, 1982; e Fazenda da Boa Esperança, 1987. Transfere-se de São José do Rio Preto para São Paulo, em 1973. Em 1980, é fundado o Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva (MAP), em São José do Rio Preto, com obras do artista e peças do antigo Museu Municipal de Arte Contemporânea.

    Comentário Crítico

    Autodidata de formação, José Antônio da Silva exerce várias atividades, entre elas a de trabalhador rural, até o seu trabalho como artista ser descoberto em 1946, durante exposição na Casa de Cultura, em São José do Rio Preto, despertando o interesse de críticos de arte que participavam do evento. Suas primeiras pinturas possuem cores frias e escuras. A partir de 1948, realiza paisagens de caráter mais lírico, empregando uma gama cromática mais viva e variada. Expõe nas três primeiras edições da Bienal Internacional de São Paulo, e nessa época, sua obra revela a influência pela pincelada vibrante de Vicent van Gogh (1853-1890), em 1955, passa a realizar quadros baseado no pontilhismo, nos quais os pontos ou traços de cor proporcionam destaque a matéria, como em Espantalhos diante da Paisagem (1956).

    Apresenta em suas telas espaços amplos, abertos e temas ligados a vida no campo, como o algodoal, os cafezal e o boi no pasto, que acabam tornando-se sua produção mais conhecida. Como nota o crítico P.M. Bardi, o artista revela grande espontaneidade na abstração dos detalhes em suas telas, onde, por exemplo, fileiras de pontos brancos indicam o algodoal. Destacam-se em sua obra o desenho expressivo, o senso da cor e o caráter de fantasia. Silva percorre uma grande variedade de temas: natureza-morta, pintura sacra, marinha, pintura histórica e de gênero. Algumas telas possuem um tom irônico. Nos quadros realizados a partir da década de 1970, o artista cria maior distinção entre a figura e o plano de fundo, empregando também grandes planos de cores.

    Texto retirado da Enciclopédia Itaú Cultural – Arte Visuais: http://www.itaucultural.org.br

  • Michel Teló, da Banda Tradição à Carreira Internacional: Orgulho Caipira!

    Date: 2012.01.04 | Category: CECMundoRural | Response: 0

     

     Bom Dia Amigos do Mundo Rural!

    Michel Teló (Medianeira, 21 de janeiro de 1981) é um cantor e compositor brasileiro. Fez parte de dois grupos musicais mas foi no Grupo Tradição que sua carreira como vocalista decolou. Os maiores sucessos do grupo, como “Barquinho”, “O Caldeirão”, “Pra Sempre Minha Vida”, “A Brasileira” e “Eu Quero Você”, são de sua autoria. Além de cantor e compositor é dançarino e instrumentista de sanfona e gaita. Ao longo de 2011. Michel fez mais de 240 shows, o mês mais intenso foi em Junho, ele se apresentou todos os dias pelo Norte e Nordeste nas festas juninas.

    Seu single Ai Se Eu Te Pego chegou a primeira posição em Portugal, Espanha e Itália deixando para trás grandes nomes da música mundial como Adele, Rihanna, Lady Gaga, David Guetta e Usher. Também bateu o record da ao ter a canção brasileira com maior número de visualizações do Youtube, com quase 80 milhões acessos. Ainda em 2011 foi a décima pessoa mais acessada da Google Brasil. O cachê de Michel está em cerca de 150 mil por show e ao lado de Jorge & Mateus, Luan Santana e Paula Fernandes, Gusttavo Lima foram os maiores cachês do país. De acordo com a Revista Forbes a turnê Fugidinha Tour foi vista por 17 milhões de pessoas, e arrecadou cerca de 18 milhões em 2011.

    Na última semana, o cantor Michel Teló lançou a versão em inglês de seu hit “Ai Se Eu Te Pego“. O primeiro single do single em inglês do sertanejo recebeu o título com a tradução literal “Oh, If I Catch You“.

    Poucos dias após o lançamento oficial da música, o cantor já ocupa o topo das paradas do iTunes em vários países europeus, como Itália, Portugal e Espanha, e já ultrapassou artistas como Coldplay e Adele, que antes ocupavam o primeiro lugar em quase todos os países na loja virtual.

    O hit “Ai Se Eu Te Pego” se popularizou na Europa depois que jogadores de futebol começaram a imitar a coreografia de Michel depois de fazerem gols em competições. Com o sucesso internacional, o cantor decidiu investir na carreira no exterior e planeja gravar um dueto com o rapper Pitbull.

    Confira a versão em inglês de “Ai Se Eu Te Pego”, na íntegra:

     http://www.youtube.com/watch?v=qs1ZGyJr8Hk

    Reelaborado a partir da Wikipédia e Cifra Club News.

  • 14º Encontro de Companhias de Reis de São José do Rio Preto – SP – Brasil

    Date: 2011.11.25 | Category: CECMundoRural | Response: 2

    (Festa de Reis em Poloni – SP – Brasil – Fotógrafo: Muhammad Bakr)

    A Prefeitura de São José do Rio Preto informa, por intermédio da Secretaria de Cultura, que realiza no próximo domingo (27/11), na Praça Dagoberto Nogueira, no Jardim Caparroz, o 14º Encontro de Companhias de Reis. A festa tem início às 9h30 com uma missa e em seguida, às 11 horas, começa a apresentação das companhias participantes. Até o momento, 10 companhias confirmaram presença, sendo duas de Araçatuba, duas de Barretos, duas de Andradina, duas de Birigui, uma de Suzanópolis e uma de Auriflama. O tradicional Encontro de Folia de Reis é uma festa de cunho religioso, realizado próximo a data em que se comemora o Natal. Um grupo de cantores e instrumentistas percorre a cidade entoando versos sobre a visita dos três reis magos ao menino Jesus. A bandeira do grupo é carregada durante a caminhada. Um estandarte de madeira, enfeitado com motivos religiosos, é levado por integrantes do grupo por todo o caminho. (Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura de São José do Rio Preto – SP – Brasil)

    Folia de Reis

    A Folia de Reis é uma festa religiosa de origem portuguesa, que chegou ao Brasil no século XVIII. Em Portugal, em meados do século XVII, tinha a principal finalidade de divertir o povo, enquanto aqui no Brasil passou a ter um caráter mais religioso do que de diversão. No período de 24 de dezembro, véspera de Natal, a 6 de janeiro, Dia de Reis, um grupo de cantadores e instrumentistas percorre a cidade entoando versos relativos à visita dos reis magos ao Menino Jesus. Passam de porta em porta em busca de oferendas, que podem variar de um prato de comida a uma simples xícara de café. A Folia de Reis, herdada dos colonizadores portugueses e desenvolvida aqui com características próprias, é manifestação de rara beleza.Os preciosos versos são preservados de geração em geração por tradição oral.

    INSTRUMENTOS: Os instrumentos utilizados são: viola, violão, sanfona, reco-reco, chocalho, cavaquinho, triângulo, pandeiro e outros instrumentos.

    PERSONAGENS: Os personagens somam doze pessoas, todos os integrantes do grupo, trajam roupas bastante coloridas.sendo eles: mestre, contra-mestre, 3 Reis Magos, palhaço, foliões.

    1. O Mestre e Contra-mestre: dono de conhecimentos sobre a manifestação, é quem comanda os foliões.

    2. O Palhaço: com seu jeito cínico e dissimulado, deve proteger o Menino Jesus, confundindo os soldados de Herodes. O seu jeito alegre e suas vestimentas coloridas são responsáveis pela distração e divertimento de quem assiste à performance.Representando o mal,usa geralmente máscara confeccionada com pele de animal e vai sempre afastado um pouco da formação normal da Folia, nunca adiantando-se à “bandeira”. Apesar de seu simbolismo é personagem alegre que dança e improvisa versos, criando momentos de grande descontração.

    3. Os Foliões :Composta de homens simples, geralmente de origem rural, são os participantes da festa, dão exemplo grandioso através de sua cantoria de fé.

    4. Reis Magos: São 3 Reis Magos,fazem viagem de esperança, certos de encontrarem sua estrela.

    A FESTA: Até há pouco, podia-se ouvir ao longe ou, com sorte, encontrar, vindo de bairro distante,um grupo especial de músicos e cantadores trajando fardamento colorido, entoando versos que anunciam o nascimento do menino Jesus e homenageiam os Reis Magos. Trata-se, naturalmente, da Folia de Reis que no período de 24 de dezembro a 6 de janeiro, dia de Reis, peregrina por ruas à procura de acolhida ou em direção a algum presépio. Com sanfona, reco-reco, caixa, pandeiro, chocalho, violão e outros instrumentos seguem os foliões pela noite adentro em longas caminhadas, levam a “bandeira” ( estandarte de madeira ornado com motivos religiosos ) a qual tributam especial respeito. Vão liderados por mestre e contra-mestre, figuras de relevância dentro da Folia por conhecerem os versos – São os puxadores do canto.ex:

    Ó di casa, ó di fora/Qui hora tão excelente/É o glorioso santo Reis/Que é vem do oriente/Ó de casa, ó de casa/Alegra esse moradô/Que o glorioso santo Reis/Na sua porta chegô/Aqui está santo Reis

    Meia-noite foras dóra/Procurou vossa morada/Pedino sua ismola/Santo Reis e Nossa Senhora/Foi passeá em Belém/São José pediu esmola/Santo Reis pede também.

    Os foliões cumprem promessa de por sete anos consecutivos saírem com a Folia e arrecadam em suas andanças donativos para realizarem anualmente no dia 20 de janeiro, dia de São Sebastião, festa com cantorias e ladainhas. Durante a caminhada é carregada a “bandeira” do grupo, um estandarte de madeira enfeitado com motivos religiosos. O ponto alto da festa se dá quando dois grupos se encontram. Juntos, eles caminham em direção ao presépio da festa, o ponto final da caminhada. (Fonte: Site Cia de Danças Folclóricas Aruanda).

  • Dia Nacional da Cultura – Uma Homenagem a Bambico

    Date: 2011.11.05 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Bom Dia Amigos do Mundo Rural!

    No Dia Nacional da Cultura, 05-11, deixamos aqui nossa homanagem a  Bambico (Domingos Miguel dos Santos, 1944 – Umuarama, PR , 1982 – São Paulo) . Considerado um dos maiores violeiros da História da música caipira, é, no entanto, uma figura muito pouco conhecida, já que sua carreira desenvolveu-se principalmente como músico de estúdio. Segundo Pedro Lemos Barbosa, o Pinho, criador e diretor da Revista Viola Caipira, “…se Tião Carreiro é considerado o ‘Pelé da Viola’, Bambico foi sem dúvida o ‘Garrincha dos Violeiros’, tendo sido um verdadeiro artista nas artimanhas dos Ponteios”. Sua atuação foi fundamental para a criação do pagode sertanejo. Na segunda metade dos anos 1970, formou dupla com Bambuê, com quem gravou dois LPs, “Viola e violão” e “É fogo no fogo”. Em 1980, formou, com João Mulato, a dupla João Mulato e Douradinho, gravando os LPs “Saudade de um amor que passa” e “Meu reino encantado”. Tocou viola caipira em disco de Tião Carreiro, para quem criou introduções para diversos pagodes.

    Música Sertaneja

    A Música Sertaneja ou caipira é um gênero musical do Brasil produzido a partir da década de 1910, por compositores rurais e urbanos, outrora chamada genericamente de modas, toadas, cateretês, chulas, emboladas e batuques, cujo som da viola é predominante.[1]

    O folclorista Cornélio Pires conheceu a música caipira, no seu estado original, nas fazendas do interior do Estado de São Paulo e assim a descreveu em seu livro “Conversas ao pé do Fogo”:

    -”Sua música se caracteriza por suas letras românticas, por um canto triste que comove e lembra a senzala e a tapera, mas sua dança é alegre”.

    Cornélio Pires em seu livro “Sambas e Cateretês”, recolheu letras de música cantadas nas fazendas do interior do estado de São Paulo no início do século XX, antes de existir a música caipira comercial e gravada em discos. Sem o livro “Sambas e Cateretês” estas composições teriam caído no esquecimento.

    Inicialmente tal estilo de música foi propagado por uma série de duplas, com a utilização de violas e dueto vocal. Esta tradição segue até os dias atuais, tendo a dupla geralmente caracterizada por cantores com voz tenor (mais aguda), nasal e uso acentuado de um falsete típico. Enquanto o estilo vocal manteve-se relativamente estável ao longo das décadas, o ritmo, a instrumentação e o contorno melódico incorporaram aos poucos elementos de gêneros disseminados pela indústria cultural.[1]

    Destacaram-se inicialmente, entre as duplas pioneiras nas gravações em disco, Zico Dias e Ferrinho, Laureano e Soares, Mandi e Sorocabinha e Mariano e Caçula. Foram as primeiras duplas a cantar principalmente as chamadas modas de viola, de temática principalmente ligada à realidade cotidiana – casos de “A Revolução Getúlio Vargas” e “A Morte de João Pessoa”, composições gravadas pelo duo Zico Dias e Ferrinho, em 1930, e “A Crise” e “A Carestia”, modas de viola gravadas por Mandi e Sorocabinha, em 1934. Gradualmente, as modificações melódicas e temáticas (do rural para o urbano) e a adição de novos instrumentos musicais consolidaram, na década de 1980, um novo estilo moderno da música sertaneja, chamado hoje de “sertanejo romântico” – primeiro gênero de massa produzido e consumido no Brasil, sem o caráter geralmente épico ou satírico-moralista e menos frequentemente, lírico do “sertaneja de raiz”.[1] [2]

    Tais modificações dentro do gênero musical têm provocado muitas confusões e discussões no país a cerca do que seria música caipira/sertaneja. Críticos literários, críticos musicais, jornalistas, produtores de discos, cantores de duplas sertanejas, compositores e admiradores debatem sobre as quais seriam as formas artísticas de expressão do gênero, que levam em conta as mudanças ocorridas ao longo de sua história. Muitos estudiosos seguem a tendência tradicional de integrar as músicas caipira e sertaneja como subgêneros dentro um só conjunto musical, estabelecendo fases e divisões: de 1929 até 1944, como “música caipira” (ou “música sertaneja raiz”); do pós-guerra até a década de 1960, como uma fase de transição da velha música caipira rumo à constituição do atual gênero sertanejo; e do final dos anos sessenta até a atualidade, como música “sertaneja romântica”.[2] Outros no meio acadêmico, no entanto, consideram “música caipira” e “música sertaneja” gêneros completamente independentes, baseado na ideia de que a primeira seria a música rural autêntica e/ou do homem rural autêntico, enquanto a segunda seria aquela feita, como “produto de consumo”, nos grandes centros urbanos brasileiros por não-caipiras.[3] [4] Outros autores estendem o conceito de música caipira/sertaneja ao baião, ao xaxado e outros ritmos do interior do Norte e Nordeste.[1]

    Se for adotado o critério de que música caipira e sertaneja são sinônimos, pode-se dividir este gênero musical em alguns subgêneros principais: “Caipira” (ou “Sertanejo de Raiz”), “Sertanejo Romântico” e “Sertanejo Universitário”.

     Antecedentes

    “Sertanejo” são os locais afastados, longe das cidades, ainda que seja mais presente sua relação com o nordeste, do interior, que encontrou vegetação e clima hostis, além da dominação política dos “coronéis”, obrigando a desenvolver uma cultura de resistência, do matuto, legitimamente sertanejo, conhecedor da caatinga. Difere-se da cultura caipira, especificamente originária na área que abrange os estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e a região Sul Fluminense, no Rio de Janeiro [5]. Ali se desenvolveu uma cultura do colono que encontrou abundância de águas, terra produtiva e um clima mais ameno, típico do cerrado. É conhecida como “caipira” ou “sertaneja” a execução composta e executada das zonas rurais, do campo, a antiga Moda de viola. Os caipiras, duplas ou solo, utilizavam instrumentos típicos do Brasil-colônia, como viola caipira .

    Primeira era

    Foi em 1929 que surgiu a música sertaneja como se conhece hoje. Ela nasceu a partir de gravações feitas pelo jornalista e escritor Cornélio Pires de “causos” e fragmentos de cantos tradicionais rurais do interior paulista, norte e oeste paranaenses, sul e triângulo mineiros, sudeste goiano e matogrossense.[1] Na época destas gravações pioneiras, o gênero era conhecido como música caipira, cujas letras evocavam o modo de vida do homem do interior (muitas vezes em oposição à vida do homem da cidade), assim como a beleza bucólica e romântica da paisagem interiorana (atualmente, este tipo de composição é classificada como “música sertaneja de raiz”, com as letras enfatizadas no cotidiano e na maneira de cantar).[nota 1]

    Além de Cornélio Pires e sua “Turma Caipira”, destacaram-se nessa tendência, mesmo que gravando em época posterior, as duplas Alvarenga e Ranchinho, Torres e Florêncio, Tonico e Tinoco, Vieira e Vieirinha, entre outros, e canções populares como “Sergio Forero”, de Cornélio Pires, “O Bonde Camarão” de Cornélio Pires e Mariano, “Sertão do Laranjinha”, de Ariovaldo Pires e “Cabocla Tereza”, de Ariovaldo Pires e João Pacífico.[1]

    Segunda era

    Uma nova fase na história da música sertaneja teve início após a Segunda Guerra Mundial, com a incorporação de novos estilos (de duetos com intervalos variados e o estilo mariachi), gêneros (inicialmente a guarânia e a polca paraguaia e, mais tarde, o corrido e a ranchera mexicanos) e instrumentos (como o acordeom e a harpa).[1] A temática vai tornando-se gradualmente mais amorosa, conservando, todavia, um caráter autobiográfico.[nota 2]

    Alguns destaques desta época foram os duos Cascatinha e Inhana, Irmãs Galvão, Irmãs Castro, Sulino e Marrueiro, Palmeira e Biá, o trio Luzinho, Limeira e Zezinha (lançadores da música campeira) e o cantor José Fortuna (adaptador da guarânia no Brasil). Ao longo da década de 1970, a dupla Milionário e José Rico sistematizou o uso de elementos da tradição mexicana mariachi com floreios de violino e trompete para preencher espaços entre frases e golpes de glote que produzem uma qualidade soluçante na voz.[1] Outros nomes, como a dupla Pena Branca e Xavantinho, seguiam a antiga tradição caipira, enquanto o cantor Tião Carreiro inovava ao fundir o gênero com samba, coco e calango de roda.

    Terceira era

    A introdução da guitarra elétrica e o chamado “ritmo jovem”, pela dupla Léo Canhoto e Robertinho, no final da década de 1960, marcam o início da fase moderna da música sertaneja. Um dos integrantes do movimento musical Jovem Guarda, o cantor Sérgio Reis passou a gravar na década de 1970 repertório tradicional sertanejo, de forma a contribuir para a penetração mais ampla ao gênero. Renato Teixeira foi outro artista a se destacar àquela altura. Naquele período, os locais de performance da música sertaneja eram originalmente o circo, alguns rodeios e principalmente as rádios AM. Já a partir da década de 1980, essa penetração estendeu-se às rádios FM e também à televisão – seja em programas semanais matutinos de domingo ou em trilhas sonoras de novela ou programas especiais.[nota 3]

    Durante os anos oitenta, houve uma exploração comercial massificada do sertanejo, somado, em certos casos, à uma releitura de sucessos internacionais e mesmo da Jovem Guarda. Dessa nova tendência romântica da música sertaneja surgiram inúmeros artistas, quase sempre em duplas, entre os quais, Trio Parada Dura, Chitãozinho & Xororó, Leandro & Leonardo, Zezé Di Camargo e Luciano, Chrystian & Ralf, João Paulo & Daniel, Chico Rey & Paraná, João Mineiro e Marciano, Gian e Giovani, Rick & Renner, Gilberto e Gilmar, além das cantoras Nalva Aguiar e Roberta Miranda. Alguns dos sucessos desta fase estão “Fio de Cabelo”, de Marciano e Darci Rossi, “Apartamento 37″, de Leo Canhoto, “Pense em Mim”, de Douglas Maio, “Entre Tapas e Beijos”, de Nilton Lamas e Antonio Bueno e “Evidências”, de José Augusto e Paulo Sérgio Valle.

    Contra esta tendência mais comercial da música sertaneja, reapareciam nomes como da dupla Pena Branca e Xavantinho, adequando sucessos da MPB à linguagem das violas, e surgiam novos artistas como Almir Sater, violeiro sofisticado, que passeava entre as modas de viola e os blues. Na década seguinte, uma nova geração de artistas surgiu dentro do sertanejo disposta a se reaproximar das tradições caipiras, como Roberto Corrêa, Ivan Vilela, Pereira da Viola e Chico Lobo e Miltinho Edilberto. Atenta, a indústria fonográfica lançou na década de 2000 um movimento similar, chamado sertanejo universitário, com nomes como Guilherme & Santiago, Marcos e Léo, João Bosco & Vinícius, César Menotti & Fabiano, Jorge & Mateus, Victor & Leo Fernando & Sorocaba,Luan Santana , Marcos & Belutti, João Neto & Frederico. Como esse movimento não para e ganha cada vez mais adeptos, o mercado que antes tinha como foco de surgimento de duplas e artistas sertanejos no estado de Goiás, hoje tem eleito novos ídolos do estado de Mato Grosso do Sul como a revelação escolar Luan Santana e a dupla Maria Cecília & Rodolfo. Porém, Goiás não deixou de revelar grandes nomes no cenário nacional, surgiram os já citados Jorge & Mateus e João Neto e Frederico sem falar de grandes artistas vinculados ao sertanejo mais massificado da década anterior, como Guilherme & Santiago, Bruno & Marrone, Edson & Hudson, e outros.

    Quarta era

    Começa a reciclagem do Sertanejo Universitário, os artistas começam a divisão músical, boa parte retorna para as influências da moda de viola ou “modão” como os artistas estão preferindo chamar o novo seguimento e começa a surgir CDS com o subtítulo de “só modão”. Já outra parte segue as tendências do sertanejo romântico do passado que é o caso de artistas como Eduardo Costa e Léo Magalhães.

    Sertanejo Universitário

    O Sertanejo Universitário, mudou muito a forma do sertanejo convencional, já que alguns instrumentos como a sanfona, se tornaram mais eletrônicos, assim, tornando a música com um ritmo um pouco mais acelerado. Sua composição tem como temas de festas, mulheres, por vezes engraçada, e chama-se sertanejo Universitário pelo fato de que seus maiores apreciadores são adolescentes.

    Algumas Duplas Sertanejas

     Adalberto & Adriano / Alan & Aladim / Alvarenga & Ranchinho / André & Andrade / André & Adriano / Ataíde & Alexandre / Belmonte e Amaraí / Bruno e Marrone / Cacique & Pajé / Carlos Leite e Miraí / Cascatinha & Inhana / Celia & Celma / César Menotti & Fabiano / Cezar & Paulinho / Chico Rey & Paraná / Chitãozinho & Xororó / Chrystian & Ralf / Craveiro & Cravinho / César Oliveira & Rogério Melo / Diego & Diogo / Dino Franco & Mouraí / Don & Juan / Duduca e Dalvan / Duo Glacial / Délio & Delinha / Ed & Fábio Cezar / Edson & Hudson / Felipe & Falcão / Fernando & Sorocaba / As Galvão / Gian & Giovani / Gilberto & Gilmar / Gino & Geno / Guaporé & Guarani / Guilherme & Santiago / Guto & Nando/ Hugo e Tiago / Hugo Pena / & Gabriel / IIrmãs Freitas / Jacó e Jacozinho / Jararaca e Ratinho / João Paulo & Daniel / Joaquim & Manoel / Jordão e Jordel / Jorge & Mateus / João Bosco & Vinícius / João Lucas & Matheus / João Mineiro e Marciano / João Mulato e Douradinho / João Neto & Frederico / João Pedro & Cristiano / Leandro e Gustavo / Léo Canhoto e Robertinho / Liu & Léu / Lourenço & Lourival / Lucas & Luan / Luizinho & Limeira / Marcelinho de Lima & Camargo / As Marcianas / Marcos & Belutti / Maria Cecília & Rodolfo / Marlon & Maicon / Matogrosso & Mathias / Maurício & Mauri / Mayck e Lyan / Milionário & José Rico / Os Nonatos / Pardinho & Pardal / Pedro Bento & Zé da Estrada / Pedro e Thiago / Pena Branca e Xavantinho / Praião & Prainha / Ramon & Ranieri / Renê & Ronaldo / Rick & Renner / Rionegro & Solimões / Rogério & Adriano / Rosa e Rosinha / Rud & Robson / Teodoro & Sampaio / Tião Carreiro & Pardinho / Tonico & Tinoco / Tony Francis & Diego / Torres e Florêncio / Torrinha e Canhotinho / Tostão e Guarani/ Victor & Leo / Walmir e Wilmar / Wilian & Renan / Zé Fortuna & Pitangueira / Zezé Di Camargo & Luciano / Zico & Zéca / Zilo e Zalo / Zé Henrique & Gabriel / Zé Mulato & Cassiano

    Bibliografia

    NEPOMUCENO, Rosa. Música Caipira: da roça ao rodeio. Editora 34. 1999. “Goiás – o berço da música sertaneja”.

    Notas

    [1] Nesta período, segundo a professora e pesquisadora Marta de Ulhôa Carvalho, “os cantadores interpretavam modas de viola e toadas, canções estróficas que após uma introdução da viola (repique) falavam do universo sertanejo numa linguagem essencialmente épica, muitas vezes satírico-moralista e menos frequentemente amorosa. Os duetos em vozes paralelas eram acompanhadas pela viola caipira, instrumento de cordas duplas e vários sistemas de afinação (como cebolinha, cebolão, rio abaixo) e mais tarde também pelo violão.” – CARVALHO, Marta de Ulhôa. Musica sertaneja em Uberlândia. Uberlândia: UFU, 1993

    [2] Segundo Marta Ulhôa, “A polca paraguaia e a guarânia caracterizam-se pela flutuação rítmica de compassos binário composto e ternário simples, em justaposição ou alternância. A canção ranchera é uma espécie de valseado, e o corrido usa a levada da polca europeia, isto é, um binário simples em andamento rápido, enfatizando os inícios de tempo do compasso e usando notas bastante rápidas na melodia.” – CARVALHO, Marta de Ulhôa. Musica sertaneja em Uberlândia. Uberlândia: UFU, 1993

    [3] Para Marta Ulhôa, nesta fase da música sertaneja: “os cantores alternam solos e duetos para apresentar canções, muitas vezes em ritmo de balada, que tratam principalmente de amor romântico, de clara inspiração urbana. Algumas canções classificadas como sertanejas nas paradas de sucesso são às vezes interpretadas totalmente por solistas, dispensando o recurso tradicional da dupla. Os arranjos instrumentais dessas músicas adicionam instrumentos de orquestra além da base de rock, já incorporada ao gênero. A unidade estilística da música sertaneja é conseguida pelo uso consistente do estilo vocal tenso e nasal e pela referência temática ao cotidiano, seja rural e épico na música sertaneja raiz, seja urbano e individualista na música sertaneja romântica.” – CARVALHO, Marta de Ulhôa. Musica sertaneja em Uberlândia. Uberlândia: UFU, 1993

    Referências

    [1] a b c d e f g h Música Sertaneja – Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira

    [2] a b Música Sertaneja em Uberlândia na Década de 1990 (Relato) – Por Marta Tupinambá de Ulhôa

    [3] MARTINS, José de Souza. “Música sertaneja: a dissimulação na linguagem dos humilhados” in Capitalismo e tradicionalismo: estudos sobre as contradições da sociedade agrária no Brasil. São Paulo, Pioneira, 1975.

    [4] CALDAS, Waldenyr. Acorde na aurora: música sertaneja e indústria cultural. 2ª ed. São Paulo, Ed. Nacional, 1979.

    [5] RIBEIRO, José H. Música Caipira: da roça ao rodeio . São Paulo: Editora 34 Ltda, 1999.

    Texto reelaborado a partir da Wikipédia.

  • Lançamento do novo CD de Almir Sater é esperado para 2011

    Date: 2011.09.25 | Category: CECMundoRural | Response: 1

    Bom Dia Amigos do Mundo Rural! Tudo bem?

    Lá se vão 5 anos desde o lançamento do CD “7 Sinais” de Almir Sater. 7 Sinais é o décimo álbum do violeiro e compositor Almir Sater. O álbum conta com participações especiais dos sanfoneiros Dominguinhos e Luiz Carlos Borges. Foi lançado em 2006 pela gravadora “Velas”. É aguardado por todos os fãs o novo CD do violeiro, compositor, cantor, instrumentista e ator Almir Eduardo Melke Sater (Campo Grande, 14 de novembro de 1956). Enquanto isso a gente vai matando a saudade com as coisas antigas:

    “Água que correu”:  http://www.youtube.com/watch?v=6z12rQC_F00&feature=related

     Almir Sater nasceu no Mato Grosso do Sul. Desde os doze anos já tocava viola e gostava do mato e sons da natureza; Aos vinte anos mudou-se para o Rio de Janeiro para estudar Direito, mas desistiu da carreira de advogado, tornando-se um músico, motivado inicialmente por escutar no Largo do Machado uma dupla tocando viola caipira . Então dedicou-se ao seu estudo, tendo Tião Carreiro como mestre. Retornou à Campo Grande onde formou a dupla Lupe e Lampião com um amigo, adotando Lupe como nome artístico. Em 1979 foi para São Paulo, onde iniciou um trabalho com sua conterrânea Tetê Espíndola, acompanhando também a cantora Diana Pequeno. Gravou seu primeiro disco em 1980, contando com a participação de Tetê Espíndola, Alzira Espíndola e Paulo Simões. Fez parte da geração Prata da Casa, no início dos anos 80, sendo uma das principais atrações do movimento que juntou os maiores expoentes da música sul-mato-grossense. Seu estilo caracteriza-se pelo experimentalismo e sua música é descrita como folk, agrega uma sonoridade tipicamente caipira da viola de 10 cordas, o folk norte-americano e com influências das culturas fronteiriças do seu estado, como a música paraguaia e andina; e o resultado é único, ao mesmo tempo reflete traços populares e eruditos, despertando atenção de públicos diversos.

    Comitiva Esperança

     Juntamente com o parceiro Paulo Simões, com o maestro e violinista Zé Gomes, o jornalista, crítico e pesquisador Zuza Homem de Mello e do fotógrafo Raimundo Alves Filho, iniciou uma comitiva que explorou o Pantanal, realizando registros fotográficos, pesquisando o modo de vida dos pantaneiros enquanto percorriam o Paiaguás, Nhecolândia, Piquiri, São Lourenço e Abobral. Esse projeto resultou em um documentário coproduzido por Almir Sater e Paulo Simões.

    Carreira na televisão

    Estreou como ator na telenovela Pantanal, de Benedito Ruy Barbosa, pela Rede Manchete em 1990. Na trama, Almir deu muito o que falar por sua interpretação como Trindade, um peão misterioso que afirmava ter um pacto com o demônio. Em 1991 protagonizou, ao lado de Ingra Liberato a novela A História de Ana Raio e Zé Trovão, de Marcos Caruso, pela mesma emissora.

    Paralelamente, Almir estabeleceu ricas parcerias com Renato Teixeira e Paulo Simões criando verdadeiras pérolas do cancioneiro regional-popular. Com Sérgio Reis, o artista fez parcerias somente em novelas.

    Exímio violeiro, seu estilo caracteriza-se pelo experimentalismo, a utilização de diversas afinações diferentes e o resgate da música regional. Suas influências vão de Al Jarreau e Beatles às músicas mineira, andina e caipira/sertaneja tradicionais. Também toca violão e charango. Os personagens vividos pelo ator possuíam essas características, como pode ser visto em O rei do gado, de Benedito Ruy Barbosa, pela Rede Globo, em 1996, onde seu personagem fazia dupla com o personagem de Sérgio Reis, “Pirilampo & Saracura”, tendo gravado, inclusive, músicas na trilha sonora da novela.

    Sua última aparição como ator foi na telenovela Bicho do Mato, de Bosco Brasil e Cristianne Fridman, pela Rede Record, em que interpretava a personagem Mariano. Foi um remake da telenovela homônima, de Chico de Assis e Renato Corrêa e Castro exibida pela Rede Globo em 1972.

    Telenovelas – trabalhos como ator

    Bicho do Mato (2006/2007) – Mariano (Rede Record)

    O Rei do Gado (1996) – Aparício Pirilampo (Rede Globo)

    A História de Ana Raio e Zé Trovão (1991) – Zé Trovão (Rede Manchete)

    Pantanal (1990) – Xeréu Trindade (Rede Manchete)

    Recentemente o artista foi convidado para integrar o elenco da novela global “Cordel Encantado”, mas recusou em virtude de sua extensa agenda de shows e compromissos o ano inteiro.

    Cinema

    Almir Sater participou antes das novelas de dois trabalhos no cinema como ator.

    As Bellas de Billings,[1987].de Ozualdo Candeias como protagonista.

    Caramujo flor [1988] participação no curta metragem de Joel Pizzini.

    Trajetória de Almir Sater

    Com 30 anos de carreira sólida e 10 discos solos gravados, Almir tornou-se um dos responsáveis pelo resgate da viola de 10 cordas, sendo reinventada, acrescentando um toque mais sofisticado ao instrumento, estilos como blues e rock, embalados pela pegada do folk. O seu último CD,7 Sinais, lançado em 2006/07- traz um repertório eclético e inovador e conta com participações especiais dos sanfoneiros Dominguinhos e Luiz Carlos Borges; Sua trajetória musical sempre foi marcada por grandes feitos: -Em 1986, juntamente com o parceiro Paulo Simões, o maestro e violinista Zé Gomes, o jornalista, crítico e pesquisador Zuza Homem de Mello e o fotógrafo Raimundo Alves Filho, iniciaram uma comitiva que explorou o Pantanal, realizando registros fotográficos, pesquisando o modo de vida dos pantaneiros , de maneira poética, da qual resultou em um documentário coproduzido pelo próprio artista e Paulo Simões. -Em 1988,escolhido por unanimidade pela crítica, para participar da abertura do Free Jazz Festival em 1989 ao lado de nomes sagrados da música mundial. -Dono de um talento ímpar e versatilidade, como cantor, compositor, violeiro e instrumentista ímpar, um dos artistas mais completos da música brasileira ,único a cantar em Nashville, USA, no mesmo ano , considerado o berço da música country americana, -Nos anos 90,Almir também ganhou dois prêmios Sharp,(Atual Premio de Musica Brasileira),com as canções: “Moura” (instrumental) como melhor música e instrumentista e “Tocando em Frente”, esta considerada um “hino” da música brasileira. Em (2010),o artista, foi um dos convidados para o especial e gravação do DVD “Emoções Sertanejas”, em homenagem aos 50 anos de carreira de Roberto Carlos. Sua interpretação para a canção, “O Quintal do Vizinho”, contida e suave, recebeu diversos elogios, sendo apontada por vários internautas como a mais bonita apresentação. Além da multiplicidade de talentos, o artista é um defensor e preservacionista do meio ambiente, sempre engajado em projetos de cunho socioambiental, estimulando à conscientização e “atitudes verdes” para a melhoria do planeta bem como a preservação dos costumes do homem pantaneiro. O Músico possui um carisma inexplicável, a sua personalidade simples, faz com que arraste multidões em suas apresentações, sendo um dos artistas mais requisitados, para abrilhantar shows, eventos culturais e corporativos por todo o país.

    Discografia

    Álbuns7 Sinais (2006)

    Caminhos Me Levem (1997)

    Terra de Sonhos (1994)

    Almir Sater Ao Vivo (1992)

    Instrumental 2 (1990)

    Rasta Bonito (1989)

    Cria (1986)

    Instrumental (1985)

    Doma (1982)

    Estradeiro (1981)

    Coletâneas Especiais

    Um violeiro toca (2006)

    Varandas (1990)

    Pantanal – Alerta Brasil (1987)

    Participações

    “Tiago e Juvenal – Os Violeiros de Paraíso”- Dupla Yassir e Rodrigo Sater Som Livre,2009

    Chitãozinho & Xororó – Clássicos Sertanejos (2004)

    Pantanal 2000 (2000)

    Rei do Gado 2 (Trilha sonora da novela Rei do Gado da Rede Globo, 1996)

    A História de Ana Raio e Zé Trovão (trilha sonora da novela na rede Manchete 1991)

    Pantanal (trilha sonora da novela na Rede Manchete, 1990)

    Meu Reino Encantado – Daniel

    Rodrigo Sater

    Prata da Casa (1981)

    Informações retiradas da Wikipedia.

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