Posts Tagged ‘segurança alimentar’

  • Manejo da Cultura do Milho

    Date: 2016.12.14 | Category: CECMundoRural | Response: 8

    Trilogía milpera: maíz, frijol, calabaza. (Wikipédia: https://es.wikipedia.org/wiki/Milpa).

    Bom dia amig@s do mundo rural! Tudo bem?

    Esta é a área para a postagem do módulo 2 do curso: “Território Caipira: Uma Civilização do Milho”. Vocês devem fazer uma reflexão, no máximo 2 parágrafos, sobre à temática: “Manejo da Cultura do Milho”, a partir da aula do engenheiro agrônomo Oliver Blanco, da leitura dos textos da bibliografia do curso proposta e especialmente do livro:

    * HERNÁNDEZ, José Antonio S. El origen y la diversidad del maíz en el continente americano. 2. ed. México: Universidad Autónoma de la Ciudad de México: Greenpeace, 2012. (Disponível em: http://www.greenpeace.org/mexico/global/mexico/report/2012/9/gporigenmaiz%20final%20web.pdf). Acesso em 13 dez 2016.

    Como atividade complementar os participantes devem assistir os seguintes documentários:

    (1) Razas de maíz. Nueve mil años de agricultura en México.

    El maestro Efraím Hernández Xolocotzi fue uno de los grandes colectores de maíz en México, en este programa nos habla de la diversidad de razas de maíz en México y de su permanencia debida a el cuidado de los pueblos indígenas. Existen razas de maíz en prácticamente todos los ecosistemas del país.

    Disponível em:  https://www.youtube.com/watch?v=OdVEJz517-o

    (2) Corazones de Maíz: La Milpa Nahuat y Tutunakú.

    Este documental cuenta el origen del maíz según los mitos tradicionales de nahuats y tutunakús de la Sierra Norte de Puebla.

    Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=snRUhDepBoY

    Bom trabalho, Prof. Fábio Villela.

    PS. Outros livros, textos, etc., sobre esses e outros assuntos podem ser acessados no Google Drive do Engenheiro Agrônomo Oliver Blanco:

    https://drive.google.com/drive/folders/0B8kf_f1JuaAcfks4cEZhbE9CVGkzUXFyYmFOUW9VdDVwR0Jidkd0blVmX2dzSFYzSWNPOE0

  • Excursão Didática Horta Mandalla – Ipiguá – SP

    Date: 2016.11.22 | Category: CECMundoRural, Sem categoria | Response: 12

    Resultado de imagem para horta tipo mandala

    Car@s Alun@s da Pedagogia Ibilce/Unesp-Rio Preto, bom dia!

    Estamos organizando uma excursão didática dos alunos da Pedagogia do Ibilce/Unesp – São José do Rio Preto à Horta Mandalla de Ipiguá – SP.

    O que é a Horta Mandalla? Mandala significa círculo mágico, concentração de energia, e é considerada universalmente, como o símbolo da integração e da harmonia. Inspirados nesse conceito, o casal Ceci e Reinaldo criaram em Ipiguá – SP uma horta orgânica em torno de um círculo côncavo de barro rodeado por outros nove círculos com produtos hortifrutigranjeiros, sendo que cada um deles representa um dos planetas do sistema solar. Para quem ainda não conhece uma horta orgânica, a visita irá colocá-lo diante dessa nova realidade concreta.

    Maiores informações sobre a Horta Mandalla você poderá acessar o link:

    https://awebic.com/cultura/horta-organica/

    Haverá um ônibus institucional para a viagem da Unesp-Rio Preto / Horta Mandalla-Ipiguá /Unesp-Rio Preto, no dia 03-12-2016, sábado, em frente ao saguão principal do Ibilce/Unesp-Rio Preto, a partir das 7h:30min., com saída às 8h:00min. Não há custos, somente o participante deverá levar dinheiro se quiser adquirir os produtos da Horta Mandalla.

    A excursão didática será monitorada por companheir@s do Centro de Estudos e Culturas do Mundo Rural. Assim, solicitamos que você confirme sua presença, enviando nome completo, RG e RA para o endereço eletrônico: fabio@fabiofernandesvillela.pro.br, até no máximo 01-12-2016.

    Programação na Horta Mandalla:

    8 às 9 horas: Chegada e recepção.

    9 às 11:30 horas: Visita monitorada às instalações da Horta Mandalla.

    11:30 horas: Lanche coletivo (o participante deverá levar uma pequena porção de alimentos: bolos, sanduíches, etc., chás, café e/ou suco) para partilhar coletivamente com os participantes.

    12 horas: Retorno para São José do Rio Preto – SP.

    Saudações, Prof. Fábio Villela.

  • Mulheres e Educação do Campo

    Date: 2016.11.13 | Category: CECMundoRural | Response: 9

    Resultado de imagem para bandeira movimento de mulheres campones

    Bandeira do  Movimento de Mulheres Camponesas

    Bom dia amig@s do mundo rural! Tudo bem?

    Esta é a área para a postagem do módulo 4 do curso: “Território Caipira: Uma Civilização do Milho”. Vocês devem fazer uma reflexão, no máximo 2 parágrafos, sobre à temática: “Mulheres e Educação do Campo”, a partir da leitura dos textos da bibliografia do curso proposta:

    * PINASSI, Maria O. O protagonismo das mulheres no MST. In: IV Simpósio Lutas Sociais na América Latina, 2010, Londrina. Anais do IV simpósio Lutas Sociais na América Latina. Londrina: Gepal, 2010. v. 1. p. 125-137.

    * SALVARO, Giovana Ilka Jacinto. Jornadas de trabalho de mulheres e homens em um assentamento do MST. Revista Estudos Feministas (UFSC. Impresso), Florianópolis, v. 12, n.1, p. 321-330, 2004.

    Como atividade complementar, os participantes devem assistir ao documentário: “As Sementes” (2015), do diretor Beto Novaes, o qual retrata a história de mulheres que, de diversas maneiras, têm atuado em defesa da agroecologia no Brasil. O documentário é um mergulho nas trajetórias de vida de quatro agricultoras que participam ativamente dos movimentos agroecológicos no Brasil e que se tornaram referências e/ou lideranças sociais e políticas em seus territórios. Este filme mostra o quanto as práticas agroecológicas potencializam a participação das mulheres na unidade produtiva – desde o plantio até a comercialização – propondo relações de gênero igualitárias no campo. Um trabalho de coleta e manejo da natureza que contribui para a soberania alimentar, a preservação da biodiversidade e para o resgate das sementes crioulas.

    Link do documentário no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=CCZcOCcm-9Q

    Bom trabalho, Prof. Fábio Villela.

  • 2ª Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária da Unesp de São José do Rio Preto

    Date: 2015.02.21 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Bom dia Amig@s do Mundo Rural! Tudo bem?

    Em 2014 realizamos na Unesp de São José do Rio Preto, a primeira edição das Jornadas Universitárias em Defesa da Reforma Agrária, em conjunto com o 3º Seminário O Trabalho no Século XXI: Educação, Trabalho e Saúde no Campo e o 1º Seminário de Educação do Campo da Unesp de Rio Preto. Vcs podem conferir o website do evento no seguinte link:

    http://www.fabiofernandesvillela.pro.br/eventos/seminario-trabalhador-2014/home

    Na 1ª edição das Jornadas participaram 57 instituições de ensino superior, entre campus, institutos e universidades brasileiras. O êxito das Jornadas pode ser dimensionado pelos seguintes desdobramentos: (1) permitiram o trabalho coletivo de diversos grupos de pesquisa da mesma universidade que tem em comum o apoio ao MST e a Reforma Agrária; (2) proporcionaram momento importante de integração e articulação entre a comunidade acadêmica e os movimentos sociais do campo; (3) se constituíram como importante espaço de formação e de propaganda sobre os temas da questão agrária, do projeto de país, das matrizes de produção da vida, da estratégia de construção popular e da luta pelo socialismo, no ambiente acadêmico; (4) foram demonstração de apoio das universidades à reforma agrária perante a sociedade.

    O desafio para a segunda edição, em 2015, é ampliar a qualidade das ações desenvolvidas, visando tanto a formação e propaganda interna, quanto a comunicação para a sociedade dessa fértil parceria entre as universidades brasileiras e o MST. Para essa tarefa, convidamos a tod@s para as seguintes atividades na Unesp de São José do Rio Preto, dias 22, 23 e 24 de abril de 2015, no Auditório C, a partir das 19:00h:

    Dia 22 de Abril de 2015

    - Mesa-Redonda: Reestruturação Produtiva, Agronegócio e Educação (Coordenação: Prof. Dr. Vitor Machado – Unesp – Bauru)

    - Lançamento do livro: Riqueza e Miséria do Trabalho no Brasil III (Organização Ricardo Antunes, Editora Boitempo)

    O terceiro volume de Riqueza e miséria do trabalho no Brasil, projeto do sociólogo e professor da Unicamp Ricardo Antunes, explora o laboratório capitalista em países nórdicos e no Brasil, aprofundando o objetivo da série de traçar um panorama do momento atual e do futuro do trabalho e do sindicalismo no Brasil. Dando continuidade ao projeto iniciado com a publicação dos volumes I e II desta série, também pela Boitempo, os autores investigam em profundidade os caminhos do mundo do trabalho contemporâneo, suas metamorfoses e transformações, com o olhar voltado especialmente para o caso brasileiro, mas também para o espaço produtivo e as formas diferenciadas de produção nos países capitalistas centrais.

    Dia 23 de Abril de 2015

    - Mesa-Redonda: Por uma Reforma Agrária Popular (Coordenação: Coletivo Gregório Bezerra – Comuna Amarildo – Santa Catarina – SC)

    Dia 24 de Abril de 2015

    - Palestra: Os Caminhos da Agroecologia (Palestrantes: Virlei Ferreira – Coordenação Nacional do MST e Anderson Bacciotti – Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, Escola Estadual Dr. Avelino Aparecido Ribeiro, Iaras – SP ).

    ***

    Mini-Cursos
    Dia 23 de Abril de 2015

    14:00h as 18:00h

    1. História e Atualidade dos Conflitos Rurais no Estado de São Paulo (Observatório dos Conflitos Rurais em São Paulo) (Carga-horária 4h/aula).

    Dia 24 de Abril de 2015

    14:00h as 18:00h

    2. Gênero e Campo (Coletivo Feminista Classista Ana Montenegro) (Carga-horária 4h/aula).

    ***

    Certificados: os certificados do evento terão carga horária total de 12 horas/aula.

    ATENÇÃO: os CERTIFICADOS de participação serão ENVIADOS SOMENTE VIA E-MAIL, em arquivo PDF para impressão, em até 30 dias após o término do evento. SOMENTE serão emitidos certificados para quem assinar a lista de presença nos 3 dias do evento.

    Valores: evento gratuito.

    Número de vagas: 200 pessoas (capacidade máxima do auditório).

    Inscrições: as inscrições para o evento poderão feitas no primeiro dia do evento e/ou antecipadas via website:

    www.even3.com.br/2jornibilce

    Página do evento no Facebook:

    https://www.facebook.com/events/1584256185126157/?ref_dashboard_filter=upcoming&source=1

    APOIO

    ADUNESP – Rio Preto – Associação dos Docentes da Universidade Estadual Paulista

    CAPED – Centro Acadêmico “Wilson Cantoni” da Pedagogia – Ibilce – Unesp – Rio Preto

    CPT – Comissão Pastoral da Terra – Promissão – SP

    DAF – Diretório Acadêmico da Filosofia – Unesp – Rio Preto

    NARA-RP – Núcleo Ação pela Reforma Agrária – Rio Preto

    BLOG A PÁGINA DA VIDA

    Sidinei Ribeiro – www.apaginadavida.blogspot.com

    CNPQ – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico

    CANTINA DO GIL – Ibilce – Unesp – São José do Rio Preto – SP

    FAPERP – Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão de São José do Rio Preto – SP

    GEPEC – UFSCar – Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação do Campo da Universidade Federal de São Carlos – SP

    GEPEDOC – UNESP- Rio Preto – Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação do Campo da Unesp de S. José do Rio Preto – SP

    HISTEDBR – Grupo de Estudos e Pesquisas sobre História, Sociedade e Educação no Brasil – Faculdade de Educação, UNICAMP

    ICLS – Instituto Cultural Lyndolpho Silva

    PEJA – Projeto Unesp de Educação de Jovens e Adultos, UNESP – Campus São José do Rio Preto – SP

    PROEX – Pró-Reitoria de Cultura e Extensão, UNESP

    PROPE – Pró-Reitoria de Pesquisa, UNESP

    PROGRAD – Pró-Reitoria de Graduação, UNESP

    RET – Rede de Estudos do Trabalho

    SSPM – Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de São José do Rio Preto – SP

    UFSCAR – Universidade Federal de São Carlos – SP

    UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas – SP

    USP – Universidade de São Paulo, Campus de Ribeirão Preto – SP

    LOCAL: Auditório C, Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas – IBILCE, Universidade Estadual Paulista – Júlio de Mesquita Filho – UNESP, Rua Cristóvão Colombo, 2265 – Jd.Nazareth – Fone (17) 3221-2318 – CEP. 15054-000 – São José do Rio Preto – SP.

  • Luiz Beltrame – 104 anos – o Poeta do Assentamento Reunidas – Promissão – SP

    Date: 2012.10.15 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Luiz Beltrame, poeta e lavrador aposentado, nessa belíssima foto de Orlando Brito

    “Eu estava lá em São Paulo
    Quando aqui cheguei
    Veio adiante de mim
    Coisa que eu nem pensei
    Mandaram me perguntar
    O que é que eu achei
    Pensei um poquim pra dizer
    Foi o MST”

    Seu Luiz Beltrame, poeta e militante do MST do estado de São Paulo, chega aos 104 anos com lucidez e saúde para seguir lutando.

    Nascido em Paramirim (BA) no dia 11 de outubro de 1908, trabalhou desde cedo na roça, no garimpo, na lavoura de algodão. Não frequentou a escola, tendo aprendido a ler e escrever com seu pai aos 14 anos. Em 1991 veio para o Assentamento Reunidas, em Promissão; teve oito filhos, 47 netos e outros tantos bisnetos e tataranetos.

    Em 1997 veio a ser mais conhecido entre a companheirada do Movimento, por sua participação na Marcha pela Reforma Agrária, Emprego e Justiça.

    Desde então, participou de dez marchas, escreveu dois livros, e sua história foi tema do filme Luiz Poeta, dos diretores Bruno Benedetti, Fábio Eitelberg, Patrick Torres, Pedro Biava e Rafael Stedile e vencedor do Concurso Caixa de Curtas, na categoria documentário.

    O documentário pode ser acessado em:

    http://www.youtube.com/watch?v=1Im5fBZ1BqQ

    Seu Luiz, através de seus poemas e de sua luta segue sendo, ano após ano, um exemplo para nossa militância e para a sociedade, de que nada, nem ninguém pode deter a marcha de um povo por sua libertação.

    Vida longa ao Seu Luiz Beltrame, Seu Luiz Sem Terra!

    Reelaborado a partir de Jade Percassi da página do MST.

  • Governo quer incentivar produção e consumo de produtos orgânicos no País

    Date: 2012.06.12 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    http://blogs.diariodonordeste.com.br/gestaoambiental/wp-content/uploads/2012/05/selo-organicos1.jpg

    Bom Dia Amigos do Mundo Rural!

    O governo prepara uma política nacional de agroecologia e produção orgânica para ampliar para 300 mil, até 2014, o número de famílias envolvidas na produção de produtos agroecológicos, além de incentivar o consumo desses produtos pela população. Essas ações foram discutidas ontem no evento Diálogo Governo e Sociedade Civil.

    Para alcançar a meta, uma das ações previstas para ampliar a quantidade de famílias empregadas na produção de orgânicos, estimada atualmente em 200 mil, é a implantação de projetos agroecológicos em assentamentos de reforma agrária.

    Está previsto também o aumento da distribuição de sementes, qualificação dos produtores e da assistência técnica. A política busca ainda passar de 2% para 15% a participação de produtos orgânicos nas compras governamentais, também até 2014.

    Romeu Leite, presidente da Câmara Temática Nacional de Agricultura Orgânica, que é formada por governo e organizações da sociedade civil, citou a ampliação da pesquisa e o registro legal de insumos que substituem os agrotóxicos como lacunas que precisam ser preenchidas pela política.

    “É irrisório o que se investe no Brasil em pesquisa nessa linha limpa. Para reduzir o uso de agrotóxicos, é preciso que haja insumos. E, nesse sentido, têm insumos usados há décadas dentro da orgânica que agora foram tornados ilegais porque precisa de registro, embora sejam são de baixo impacto. É preciso que haja agilidade nessa questão do registro”, disse.

    Ao apresentar as linhas gerais da política, o secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Paulo Cabral, também assinalou a disposição do governo de disponibilizar linhas de crédito diferenciadas para a agricultura orgânica, além de ampliar a pesquisa no setor com o objetivo de aumentar o número de registros de insumos regulamentados para a agricultura orgânica.

    Gilson Alceu Bittencourt, da Secretaria-Geral da Presidência da República, defendeu que as medidas busquem também baratear a produção, tornando os produtos orgânicos acessíveis a toda a população. “Se por um lado precisamos ampliar a oferta de produtos, por outro precisamos ampliar o acesso. Não adianta ser uma produção orgânica para uma minoria”, constatou.

    O Diálogo Governo e Sociedade Civil é organizado em parceria entre a Secretaria-Geral da Presidência da República e o MMA.

    Fonte: Agência Brasil.

  • 1ª Feira da Barganha de Produtos Agroecológicos do Ibilce – Unesp – Rio Preto

    Date: 2012.06.12 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Bom Dia Amigos do Mundo Rural!

    No dia 19 – 06 – 2012, a partir das 18:00h, no DAF (Diretório Acadêmico da Filosofia) do Ibilce – Unesp de Rio Preto, ocorrerá a 1ª Feira da Barganha de Produtos Agroecológicos. O que é uma “Feira da Barganha”? Trata-se de uma feira de alimentos limpos, sem agrotóxicos produzidos no “Assentamento Reunidas” da cidade de Promissão – SP. Na feira são trocados produtos (listados a seguir) por roupas, materiais de higiene e limpeza, etc. (Os alimentos também podem ser comprados com dinheiro para quem não quiser “barganhar” algum produto). Exemplos de produtos: molho de pimenta, pimenta em conserva, farinha de mandioca, mel, pão integral, geleia de uva, doce de goiaba, produtos em natura, limão cravo, banana, abacate, mandioca, abobrinha, alface, cheiro verde, quiabo, almeirão, coentro, jiló, mostarda (folha), mudas de sálvia, etc. Obs. Levar sacolas recicláveis para levar os alimentos.

    O “Assentamento Reunidas” na cidade de Promissão – SP tem aproximadamente 25 anos e é considerado um “modelo” para a reforma agrária no Brasil, são 820 famílias, distribuídas em 629 lotes, num total de 3.127 pessoas morando, e mais de 300 trabalhando na área. Grande parte das famílias que atualmente moram na Reunidas chegaram à região ainda em 1985, vindas de 12 cidades do interior de São Paulo. No assentamento de Promissão cada família tem um lote médio de 8 hectares. A maioria comercializa sua produção e tem seus próprios compradores. Diariamente chegam caminhões vindos de cidades próximas como Lins, Marília, São José do Rio Preto, Bauru, entre outras, para levarem a produção. Algumas famílias, poucas, preferem vender sua produção na feira livre de Promissão. A forma de organização da produção é através do cooperativismo. Uma das principais entidades presentes no assentamento é a Comissão Pastoral da Terra (CPT), que apoia os assentados e a manutenção do sistema cooperativo presente no assentamento.

    LOCAL: DAF – Diretório Acadêmico da Filosofia – Ibilce – Unesp – Rio Preto.

    APOIO

    ADUNESP – Rio Preto – Associação dos Docentes da Universidade Estadual Paulista

    CAPED – Centro Acadêmico “Wilson Cantoni” da Pedagogia – Ibilce – Unesp – Rio Preto

    CPT – Comissão Pastoral da Terra – Promissão – SP

    DAF – Diretório Acadêmico da Filosofia – Unesp – Rio Preto

    NARA-RP – Núcleo Ação pela Reforma Agrária – Rio Preto

  • Coopcerrado: lucro e desenvolvimento sustentável no mesmo bioma

    Date: 2012.06.11 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Bom Dia Amigos do Mundo Rural!

    Conviver e respeitar o cerrado tirando dele a renda para a sobrevivência da família. Esta é a forma de trabalho da Cooperativa Mista de Agricultores Familiares, Extrativistas, Pescadores, Vazanteiros e Guias Turísticos do Cerrado (Coopcerrado). A cooperativa, que se diferencia por sua produção agroecológica, terá espaço garantido na Praça da Sociobiodiversidade instalada na Rio+20, evento que acontece na capital fluminense de 13 a 22 de junho.  A Praça é uma iniciativa conjunta do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), Ministério do Meio  Ambiente (MMA)  e Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
    Criada há 12 anos, com a junção de seis comunidades rurais do Centro-Oeste, a Coopcerrado cresceu. Hoje está presente em 45 municípios de cinco estados e reúne mais de 1,6 mil famílias. No ano passado, o volume de vendas da cooperativa atingiu a marca de R$ 2,8 milhões. Na Praça da Sociobiodiversidade mais de 30 produtos do catálogo da cooperativa, como a linha de temperos e condimentos e a linha de derivados do baru – castanhas, cookies e barras de cereal – poderão ser consumidos inclusive pelos participantes da Rio +20. Os produtos da cooperativa têm a marca Empório do Cerrado e contam com o Selo de Identificação da Participação da Agricultura Familiar (SIPAF) do MDA.

    Quando entrou para a cooperativa, uma das primeiras coisas que o agricultor Oreles Araújo da Silva aprendeu foi aproveitar o ambiente sem destruí-lo. A forma de produção se encaixou perfeitamente às necessidades do produtor. Ele acabou descobrindo que podia gastar menos deixando de usar adubos e defensivos químicos, que são muito caros, afetam a saúde humana, assim como, do solo e meio ambiente e ainda aproveitar melhor a terra, que com o uso contínuo desses produtos poderia tornar-se inutilizável para agricultura.

    Com a participação na conferência, o ministério espera colocar a agricultura familiar e o desenvolvimento agrário na pauta das discussões. “Nosso entendimento é que a agricultura familiar é uma forma de produção, um modo de vida, capaz de responder aos desafios de uma produção agrícola que gere alimentos saudáveis, aproveitando os recursos naturais de uma maneira sustentável”, afirma o Chefe da Assessoria para Assuntos Internacionais e de Promoção Comercial do MDA, Francesco Pierri.

    De acordo com os dados da Secretaria de Agricultura Familiar (SAF) do MDA, o bioma Cerrado abriga 608 mil estabelecimentos da agricultura familiar.

    Desenvolvimento sustentável
    Uma das maiores preocupações da cooperativa é com o desenvolvimento sustentável, preocupação esta expressa também na apresentação da marca no portal Empório do Cerrado: “Somos uma densa e orgânica rede comunitária de agricultores familiares, extrativistas, pescadores, vazanteiros e guias turísticos e utilizamos nossa cultura com, e não contra, os cerrados. Levamos em consideração a imensa diversidade biológica, riqueza hídrica e potencial produtivo”.

    Para tanto, a cooperativa mantém um processo de educação dos membros para uma produção cada vez mais agroecológica, desenvolvida por meio da formação de agroextrativistas monitores que acompanham o planejamento da unidade familiar e/ou áreas comunais para dinamizar um processo de produção agroecológica (o) e (com)  manejo sustentável. Entre os princípios da Coopcerrado está a não realização de queimadas, a coleta de frutos caídos no chão (extrativista) – deixando ainda uma parte para consumo dos animais – e o cultivo de roças de forma ecológica.

    “Aprendemos a respeitar a natureza. Não precisamos destruí-la para usá-la em nosso benefício. Temos que saber conviver no mesmo ambiente. Lucro e sustentabilidade podem ocupar o mesmo espaço”, afirma o conselheiro da Coopcerrado, Flávio Cardoso da Silva.

    Membro da Coopcerrado desde 2003, o agricultor Oreles Araújo da Silva, a esposa e a filha caçula moram e tiram o sustento do sítio de 27 hectares no município de Goiás (GO). As plantações são as mais variadas, desde arroz, milho e mandioca, usados principalmente para autoconsumo, como também açafrão, gergelim e banana, que são entregues à cooperativa. A família também vende leite, mel e frangos caipiras. Cada espaço da propriedade é aproveitado, inclusive a área de preservação ambiental, da qual colhem os frutos nativos como jatobá e baru.

    Hoje, ele trabalha com compostagem, aproveitando os resíduos orgânicos da propriedade para adubar as lavouras, e com iscas para espantar os insetos – em vez de matar os animais, usa produtos naturais como pimenta, fumo e urina de gado como repelente. “A produção sustentável foi uma das responsáveis pela minha permanência na zona rural. Conheço muitas pessoas que se endividaram muito comprando químicos e tiveram de vender suas terras”, conta.

    Outro ponto fundamental para manutenção da família no campo veio das políticas do MDA. O agricultor acessa anualmente o Pronaf Custeio para financiar a produção e já adquiriu uma ordenha mecânica por meio do Mais Alimentos. “É muito difícil produzir sem capital para começar. Os finaciamentos do MDA proporcionaram alcançar nossos objetivos”, afirma. Além disso, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) são os principais mercados para o escoamento da produção da família Silva e da própria cooperativa.

    Cooperativismo
    O ano de 2012 foi escolhido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como ano Internacional das Cooperativas. Para o MDA o cooperativismo é a melhor forma de inclusão socioeconômica dos agricultores familiares. Por intermédio desses empreendimentos, as famílias podem organizar sua produção, tendo maior segurança no momento da comercialização e, muitas vezes, realizar processos de agregação de valor à sua produção, seja em processos simples, como limpeza e classificação, ou mais complexos como agroindustrialização.

    Assim como os agricultores familiares individuais, aqueles organizados em cooperativas ou associações podem acessar as linhas de crédito  disponibilizadas pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que financia projetos que gerem renda aos agricultores familiares e assentados da reforma agrária. O programa possui as mais baixas taxas de juros dos financiamentos rurais, além das menores taxas de inadimplência entre os sistemas de crédito do País.

    O Pronaf Agroindústria – linha que financia investimentos em infraestrutura para beneficiamento e processamento da produção – está financiando a montagem de duas unidades de beneficiamento da Coopcerrado, uma para produção de óleos vegetais e um entreposto apícola. “É um passo muito importante e vai ajudar a cooperativa a crescer ainda mais”, afirma Oreles.

    Atualmente a principal fonte de renda dos cooperados é o mercado institucional. Em 2011, foram quase 300 toneladas de frutos entregues a escolas por meio do PAA e Pnae. Ambos os programas, apoiados pelo MDA, priorizam a participação de grupos organizados. A modalidade do PAA , executada pelo MDA e operacionalizada por meio de organizações da agricultura familiar, disponibiliza recursos para que a organização adquira a produção de agricultores familiares e forme estoque de produtos para posterior comercialização.

    A participação no Pnae também requer que os agricultores estejam organizados em grupos formais ou informais. Desde junho de 2009, com a aprovação da Lei nº 11.947, a agricultura familiar passou a fornecer gêneros alimentícios a serem servidos nas escolas da rede pública de ensino. A lei prevê que, do total dos recursos repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) ao Pnae para a compra de alimentos, no mínimo 30% devem provir da agricultura familiar.

    Em parceria com o MDA, a  Coopcerrado também participa de um projeto de geração de renda e agregação de valor e do programa Talentos do Brasil. Além disso, a associação já entrou com pedido para se cadastrar na Rede Brasil Rural. A expectativa é que a nova ferramenta virtual, desenvolvida pelo MDA, amplie o mercado possibilitando as compras de matérias-primas junto a outras cooperativas e diminuindo assim o custo de produção.

    Informação retirada de: http://www.mda.gov.br/portal/noticias/item?item_id=9873679

  • V Simpósio sobre Reforma Agrária e Questões Rurais: Políticas Públicas e Caminhos para o Desenvolvimento

    Date: 2012.05.29 | Category: CECMundoRural | Response: 0