Posts Tagged ‘proex’

  • Congresso de Formação de Professores: de 11 a 13 Abril de 2016

    Date: 2016.04.10 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    (O Homem do Futuro, 1933, Paul Klee).

    Bom dia Amig@s do Mundo Rural! Tudo bem?

    Convido a tod@s para o  III Congresso Nacional de Formação de Professores (CNFP) e o XIII Congresso Estadual Paulista sobre Formação de Educadores (CEPFE) que serão realizados em Águas de Lindóia/SP, no período de 11 a 13 de abril de 2016. O tema central é “Profissão de Professor: cenários, tensões e perspectivas”.  A realização é da Pró-reitoria de Graduação da Unesp. Destaco o minicurso sobre este blog de aula Centro Virtual de Estudos e Culturas do Mundo Rural, especialmente utilizado para desenvolver tópicos da área de educação cooperativa para alunos, em situação de bullying escolar, regularmente matriculados em escolas de São José do Rio Preto – SP.

    Website do congresso:

    http://www.geci.ibilce.unesp.br/logica_de_aplicacao/site/index_1.jsp?id_evento=64

    Saudações, Prof. Fábio Villela.

  • 3º Seminário O Trabalho no Século XXI: Educação, Trabalho e Saúde no Campo e 1º Seminário de Educação do Campo da Unesp de São José do Rio Preto – SP

    Date: 2014.02.23 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Bom dia car@s amig@s do mundo rural! Tudo bem?

    Gostaria de convidar a tod@s para 0 3º Seminário O Trabalho no Século XXI: Educação, Trabalho e Saúde no Campo e 1º Seminário de Educação do Campo da Unesp de São José do Rio Preto – SP. Website do evento: http://www.fabiofernandesvillela.pro.br/eventos/seminario-trabalhador-2014/home

    Os seminários tem por objetivos: promover o debate de trabalhos e pesquisas que tenham como temática: a Educação, o Trabalho e a Saúde no Campo. Fomentar o debate entre a comunidade acadêmica, organismos governamentais e representantes da sociedade civil a respeito das condições de educação, trabalho e saúde no campo. Público alvo: professores, pesquisadores e estudantes que trabalham e/ou estudam problemas relacionados à temática geral do seminário, representantes sindicais, profissionais da área e demais interessados.

    Até lá! Prof. Fábio Fernandes Villela.

  • Blog de Aula – Mutirão de Sociologia no Programa “Nosso Campo” da TV TEM

    Date: 2011.12.06 | Category: CECMundoRural | Response: 2

    Bom Dia Amigos do Mundo Rural! Tudo bem?

    Gostaria de partilhar com todos que nosso Projeto de Extensão, desenvolvido no Distrito de Talhado em São José do Rio Preto – SP – Brasil, foi apresentado no Programa “Nosso Campo” da TV TEM.  O objetivo central do projeto, em 2011, foi desenvolver tópicos da área de Ciências Humanas e suas Tecnologias, através do Blog de Aula – Mutirão de Sociologia, para alunos que manifestarem interesse, regularmente matriculados, na escola pública Prof. Dr. João Deoclésio da Silva Ramos, situada no distrito de Talhado, em São José do Rio Preto (SP), de forma experimental, e depois estender a experiência para outras escolas estaduais que tiverem interesse. Vc podem assistir a reportagem através do link abaixo.

    Saudações, Prof. Fábio Fernandes Villela.

    Blog de Aula – Mutirão de Sociologia no Programa “Nosso Campo” da TV TEM:

    http://www.temmais.com/nossocampo/interna_detalhe.aspx?editoria_id=6371&menu_id=33

    Blog de Aula – Mutirão de Sociologia:

    http://www.mutiraodesociologia.com.br/

  • Lançamento do novo CD de Almir Sater é esperado para 2011

    Date: 2011.09.25 | Category: CECMundoRural | Response: 1

    Bom Dia Amigos do Mundo Rural! Tudo bem?

    Lá se vão 5 anos desde o lançamento do CD “7 Sinais” de Almir Sater. 7 Sinais é o décimo álbum do violeiro e compositor Almir Sater. O álbum conta com participações especiais dos sanfoneiros Dominguinhos e Luiz Carlos Borges. Foi lançado em 2006 pela gravadora “Velas”. É aguardado por todos os fãs o novo CD do violeiro, compositor, cantor, instrumentista e ator Almir Eduardo Melke Sater (Campo Grande, 14 de novembro de 1956). Enquanto isso a gente vai matando a saudade com as coisas antigas:

    “Água que correu”:  http://www.youtube.com/watch?v=6z12rQC_F00&feature=related

     Almir Sater nasceu no Mato Grosso do Sul. Desde os doze anos já tocava viola e gostava do mato e sons da natureza; Aos vinte anos mudou-se para o Rio de Janeiro para estudar Direito, mas desistiu da carreira de advogado, tornando-se um músico, motivado inicialmente por escutar no Largo do Machado uma dupla tocando viola caipira . Então dedicou-se ao seu estudo, tendo Tião Carreiro como mestre. Retornou à Campo Grande onde formou a dupla Lupe e Lampião com um amigo, adotando Lupe como nome artístico. Em 1979 foi para São Paulo, onde iniciou um trabalho com sua conterrânea Tetê Espíndola, acompanhando também a cantora Diana Pequeno. Gravou seu primeiro disco em 1980, contando com a participação de Tetê Espíndola, Alzira Espíndola e Paulo Simões. Fez parte da geração Prata da Casa, no início dos anos 80, sendo uma das principais atrações do movimento que juntou os maiores expoentes da música sul-mato-grossense. Seu estilo caracteriza-se pelo experimentalismo e sua música é descrita como folk, agrega uma sonoridade tipicamente caipira da viola de 10 cordas, o folk norte-americano e com influências das culturas fronteiriças do seu estado, como a música paraguaia e andina; e o resultado é único, ao mesmo tempo reflete traços populares e eruditos, despertando atenção de públicos diversos.

    Comitiva Esperança

     Juntamente com o parceiro Paulo Simões, com o maestro e violinista Zé Gomes, o jornalista, crítico e pesquisador Zuza Homem de Mello e do fotógrafo Raimundo Alves Filho, iniciou uma comitiva que explorou o Pantanal, realizando registros fotográficos, pesquisando o modo de vida dos pantaneiros enquanto percorriam o Paiaguás, Nhecolândia, Piquiri, São Lourenço e Abobral. Esse projeto resultou em um documentário coproduzido por Almir Sater e Paulo Simões.

    Carreira na televisão

    Estreou como ator na telenovela Pantanal, de Benedito Ruy Barbosa, pela Rede Manchete em 1990. Na trama, Almir deu muito o que falar por sua interpretação como Trindade, um peão misterioso que afirmava ter um pacto com o demônio. Em 1991 protagonizou, ao lado de Ingra Liberato a novela A História de Ana Raio e Zé Trovão, de Marcos Caruso, pela mesma emissora.

    Paralelamente, Almir estabeleceu ricas parcerias com Renato Teixeira e Paulo Simões criando verdadeiras pérolas do cancioneiro regional-popular. Com Sérgio Reis, o artista fez parcerias somente em novelas.

    Exímio violeiro, seu estilo caracteriza-se pelo experimentalismo, a utilização de diversas afinações diferentes e o resgate da música regional. Suas influências vão de Al Jarreau e Beatles às músicas mineira, andina e caipira/sertaneja tradicionais. Também toca violão e charango. Os personagens vividos pelo ator possuíam essas características, como pode ser visto em O rei do gado, de Benedito Ruy Barbosa, pela Rede Globo, em 1996, onde seu personagem fazia dupla com o personagem de Sérgio Reis, “Pirilampo & Saracura”, tendo gravado, inclusive, músicas na trilha sonora da novela.

    Sua última aparição como ator foi na telenovela Bicho do Mato, de Bosco Brasil e Cristianne Fridman, pela Rede Record, em que interpretava a personagem Mariano. Foi um remake da telenovela homônima, de Chico de Assis e Renato Corrêa e Castro exibida pela Rede Globo em 1972.

    Telenovelas – trabalhos como ator

    Bicho do Mato (2006/2007) – Mariano (Rede Record)

    O Rei do Gado (1996) – Aparício Pirilampo (Rede Globo)

    A História de Ana Raio e Zé Trovão (1991) – Zé Trovão (Rede Manchete)

    Pantanal (1990) – Xeréu Trindade (Rede Manchete)

    Recentemente o artista foi convidado para integrar o elenco da novela global “Cordel Encantado”, mas recusou em virtude de sua extensa agenda de shows e compromissos o ano inteiro.

    Cinema

    Almir Sater participou antes das novelas de dois trabalhos no cinema como ator.

    As Bellas de Billings,[1987].de Ozualdo Candeias como protagonista.

    Caramujo flor [1988] participação no curta metragem de Joel Pizzini.

    Trajetória de Almir Sater

    Com 30 anos de carreira sólida e 10 discos solos gravados, Almir tornou-se um dos responsáveis pelo resgate da viola de 10 cordas, sendo reinventada, acrescentando um toque mais sofisticado ao instrumento, estilos como blues e rock, embalados pela pegada do folk. O seu último CD,7 Sinais, lançado em 2006/07- traz um repertório eclético e inovador e conta com participações especiais dos sanfoneiros Dominguinhos e Luiz Carlos Borges; Sua trajetória musical sempre foi marcada por grandes feitos: -Em 1986, juntamente com o parceiro Paulo Simões, o maestro e violinista Zé Gomes, o jornalista, crítico e pesquisador Zuza Homem de Mello e o fotógrafo Raimundo Alves Filho, iniciaram uma comitiva que explorou o Pantanal, realizando registros fotográficos, pesquisando o modo de vida dos pantaneiros , de maneira poética, da qual resultou em um documentário coproduzido pelo próprio artista e Paulo Simões. -Em 1988,escolhido por unanimidade pela crítica, para participar da abertura do Free Jazz Festival em 1989 ao lado de nomes sagrados da música mundial. -Dono de um talento ímpar e versatilidade, como cantor, compositor, violeiro e instrumentista ímpar, um dos artistas mais completos da música brasileira ,único a cantar em Nashville, USA, no mesmo ano , considerado o berço da música country americana, -Nos anos 90,Almir também ganhou dois prêmios Sharp,(Atual Premio de Musica Brasileira),com as canções: “Moura” (instrumental) como melhor música e instrumentista e “Tocando em Frente”, esta considerada um “hino” da música brasileira. Em (2010),o artista, foi um dos convidados para o especial e gravação do DVD “Emoções Sertanejas”, em homenagem aos 50 anos de carreira de Roberto Carlos. Sua interpretação para a canção, “O Quintal do Vizinho”, contida e suave, recebeu diversos elogios, sendo apontada por vários internautas como a mais bonita apresentação. Além da multiplicidade de talentos, o artista é um defensor e preservacionista do meio ambiente, sempre engajado em projetos de cunho socioambiental, estimulando à conscientização e “atitudes verdes” para a melhoria do planeta bem como a preservação dos costumes do homem pantaneiro. O Músico possui um carisma inexplicável, a sua personalidade simples, faz com que arraste multidões em suas apresentações, sendo um dos artistas mais requisitados, para abrilhantar shows, eventos culturais e corporativos por todo o país.

    Discografia

    Álbuns7 Sinais (2006)

    Caminhos Me Levem (1997)

    Terra de Sonhos (1994)

    Almir Sater Ao Vivo (1992)

    Instrumental 2 (1990)

    Rasta Bonito (1989)

    Cria (1986)

    Instrumental (1985)

    Doma (1982)

    Estradeiro (1981)

    Coletâneas Especiais

    Um violeiro toca (2006)

    Varandas (1990)

    Pantanal – Alerta Brasil (1987)

    Participações

    “Tiago e Juvenal – Os Violeiros de Paraíso”- Dupla Yassir e Rodrigo Sater Som Livre,2009

    Chitãozinho & Xororó – Clássicos Sertanejos (2004)

    Pantanal 2000 (2000)

    Rei do Gado 2 (Trilha sonora da novela Rei do Gado da Rede Globo, 1996)

    A História de Ana Raio e Zé Trovão (trilha sonora da novela na rede Manchete 1991)

    Pantanal (trilha sonora da novela na Rede Manchete, 1990)

    Meu Reino Encantado – Daniel

    Rodrigo Sater

    Prata da Casa (1981)

    Informações retiradas da Wikipedia.

  • Mini Curso Magistério do Campo, dia 30-06-2011, Ibilce – Unesp – Rio Preto, a partir das 19h:30min.

    Date: 2011.06.23 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Bom Dia Caros Amigos! Tudo bem?

    Gostaria de convidar a todos para o mini curso ”Magistério do Campo” por mim ministrado, dia 30-06-2011, no Ibilce-Unesp-Rio Preto, Auditório C, a partir das 19h:30min. Serão expedidos certificados no total de 4 horas/aula para os participantes. O mini curso irá abordar o projeto desenvolvido pelo nosso grupo Gepedoc (Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação do Campo) no distrito de Talhado – São José do Rio Preto – SP – Brasil. O mini curso abordará a questão da formação de “intelectuais e a organização da cultura”, sob uma perspectiva gramsciana (Gramsci, 2000). Esta problemática foi abordada em diversos trabalhos ao longo de nossa trajetória acadêmica, Villela (2003), Villela (2007), Villela (2008), Villela (2009) e Villela (2010-2012). Reelaborando as questões abordadas nestes trabalhos, tais como as relações entre as Novas Tecnologias, a Inteligência Coletiva e a Educação, desenvolvemos o projeto Blog de Aula – Mutirão de Sociologia. O blog de aula www.mutiraodesociologia.com.br foi criado em 2010, como recurso didático e ferramenta no ensino de sociologia para formação dos alunos do curso de pedagogia da Unesp de São José do Rio Preto – SP, e estendido, posteriormente, para escolas estaduais que manifestaram interesse em desenvolver tópicos da área de Ciências Humanas e suas Tecnologias.

    O mini curso é aberto a tod@s, não há necessidade de fazer inscrição, gatuito. Um grande abraço, Prof. Fábio Fernandes Villela.

  • Redescobrir Talhado, Distrito de São José do Rio Preto – SP – Brasil

    Date: 2011.04.07 | Category: CECMundoRural, Sem categoria | Response: 0

    Talhado

    Com 5,5 mil habitantes, o distrito ganhou recente projeção no Estado por abrigar uma propriedade rural com boas práticas de gestão empresarial, a Estância Encantada, que produz 350 mil litros de leite/ano. As trilhas do distrito sediaram competições esportivas como a Copa Sundown de Mountain Bike, com ciclistas de todo o Estado. Constam como fundadores as famílias Pimenta (1912) e Ávila (1922), mas os dados da subprefeitura indicam que a família de José Pinto (Zeca Pinto) chegou à região em 1889.

    Origem: passa a distrito em 30 de novembro de 1944
    História: em 1903, o povoado era conhecido como Fazenda Talhado
    Matriz: a Igreja de São Sebastião foi criada em 1927
    Localização: acesso pela BR-153 (sentido Rio Preto – Nova Granada)

    Talhado é um povoado que pertence a São José do Rio Preto, está distante cerca de 15 quilômetros desta cidade, a ele se tem acesso pela rodovia Transbrasiliana, a BR 153 e pela vicinal Alcides Augusto Ávila. No site da prefeitura de São José do Rio Preto e no site do IBGE, a localidade ainda é tratada como distrito, mas o cartório de paz, que dá condições legais de tal estato político, foi desativado em 1972.

    O núcleo que deu origem ao antigo distrito existia desde 1903, a doação do terreno que se tornou o patrimônio de São Sebastião foi feita por Alcides Augusto Ávila, a capela foi construída por volta de 1927. Consta que o vereador Francisco Zeferino do Carmo proibiu o sepultamento no cemitério da região por falta de higiene. A localidade ainda foi atingida por febre palustre que provocou uma epidemia.

    Talhado figurou pela primeira fez como distrito de Rio Preto em 1944. Em 1948 a localidade possuía 2.683 habitantes. Em 1972 perdeu a condição de distrito com a desativação do cartório de paz, voltando a ser um povoado.

    Hoje a localidade está totalmente integrada por meio de transporte urbano a São José Rio Preto. As ruas são asfaltadas, possui sub-prefeitura, posto policial e escolas. Atualmente o cemitério de Talhado exerce um papel fundamental, matimortos e indigentes são enterrados ali por um período de 3 anos. Depois os restos mortais são transferidos para o ossuário do cemitério São João Batista em São José do Rio Preto.

    Referências:

    ARANTES, Lelê. Dicionário Rio-Pretense, a história de São José do Rio Preto de A a Z. 2. ed. São José do Rio Preto: Casa do Livro, 2001. pp. 243 e 244.
  • Debate de Lançamento do Centro de Estudos e Culturas do Mundo Rural – Dia 18-03-2011 – Ibilce – Unesp – 8h:00min.

    Date: 2011.03.02 | Category: CECMundoRural | Response: 0

     

    Bom Dia Amig@s do Mundo Rural!

    No dia 18-03 de 2011, a partir das 8h:00min., durante o 2º Seminário “O Trabalho no Século XXI” haverá a apresentação do filme “João de Barro” (direção: Raffaele Rossi, 1970). Logo após a exibição do filme haverá uma mesa redonda de lançamento do Centro de Estudos e Culturas do Mundo Rural, com o conferencista Jocelino Soares (Centro de Tradição Caipira de São José do Rio Preto – SP – CTC – Rio Preto)  e coordenada pelo Prof. Dr. Fábio Fernandes Villela (UNESP / Rio Preto)

     O filme João de Barro de Raffaele Rossi de 1970 foi rodado no distrito de Talhado de São José do Rio Preto – SP – Brasil. Segundo a sinopse, o filme conta a estória de João de Barro, um rapaz ingênuo, cobiçado pelas meninas de uma pequena cidade do interior – Talhado. Para João só existem as canções sertanejas que canta e seu trabalho na olaria. Porém, João é perseguido pelos rapazes, enciumados com o sucesso com a garota mais bonita da cidade. O filme tem como elenco atores como, Renata Gadú, Ivan Carlos, Zé do Paiol e Shirlei Stech.

    Raffaele Rossi, (Arsiero, Itália, 1938 — Embu Guaçu, São Paulo, 2007), foi um cineasta e roteirista ítalo-brasileiro, tido como um dos grandes diretores do gênero pornochanchada. Chegou ao Brasil em 1954. Sua ligação com o cinema começou em 1963 com a venda de equipamentos. Depois de alguns curtas, e com certa vivência em outros filmes em que fez fotografia, edição e produção, por volta de 1971 aventurou-se na direção em O Homem Lobo, que escreveu e interpretou. Embora o erotismo predomine em sua filmografia, arriscou-se por outros gêneros, como o horror.  

    O colunista José Luís Rey, do Jornal Bom Dia de Rio Preto, repõe a história do filme em sua crônica “O filme esquecido”: “Nem adianta procurar, o verbete aparece em pouquíssimos dicionários e compêndios sobre o cinema brasileiro. Mesmo assim, acabo topando, num cantinho da memória, com mais um caso de filme rodado em Rio Preto e, ao que parece, condenado ao cemitério das produções nunca ou muito pouco exibidas. Já acontecera antes com o abortado “A Hora dos Ruminantes”, do cineasta José de Anchieta, que chegou a rodar uma série de sequências e depois engavetou o projeto.

     Quando chegou a Rio Preto, em 1978, disposto a colocar suas mãos de Midas no nicho dos filmes de temática sertaneja, o presidente do Grupo Paris Filmes, Alexandre Adamiu, parecia muito animado. A escolha do cenário, além – é claro – da óbvia identificação entre a cidade e o universo caipira, obedecia também a uma conveniente associação de negócios: a Paris Filmes havia se tornado, pouco tempo antes, a proprietária do prestigiado Cine Central e pretendia investir na região.

     Na época, a participação da empresa em uma produção cinematográfica era meio caminho andado para o sucesso: como grande distribuidora e exibidora, a Paris tinha nas mãos a faca e o queijo para alavancar suas próprias produções. A ideia não poderia ser mais simples: filmar uma história baseada na música “João de Barro”, de Teddy Vieira e Muíbo Cury.

     Adamiu convidou o diretor Rafaelle Rossi – autor de feitos como “A Gata Devassa” e “Roberta, a Gueixa do Sexo”. O elenco reunia belas mulheres, como as atrizes Renata Candu e Shirley Steck, que já haviam se despido em títulos como “Internato das Meninas Virgens” e “Uma Cama Para Sete Noivas”. O protagonista tinha que ser um cantor e, certamente por razões financeiras, a escolha recaiu sobre o obscuro Ivan Carlos, um jovem que tentava iniciar a carreira entoando canções sertanejas, que, então, começavam a se popularizar pelo país.

     O filme foi rodado no povoado de Talhado e, entre alguns participantes locais, contou com uma “ponta” do radialista Olívio Campanha, o “Cuiabano”, que não fazia mais do que entrar no bar, dar um tapa no balcão e pedir uma cachaça. Na história, Ivan Carlos interpretava um rapaz ingênuo e humilde, operário de uma olaria, que gostava de cantar músicas românticas e por isso tornara-se muito popular entre as garotas do lugarejo e, ao mesmo tempo, odiado pelos demais rapazes.

     Não é difícil imaginar o que seguia, até que o oleiro resolvesse expulsar de casa a amada que o enganava, fazendo exatamente o contrário do que o João de Barro fizera na música (“cego de dor, trancou a porta da morada / deixando lá a sua amada / presa pro resto da vida”).

     Acho que o filme foi exibido alguns dias no Cine Central, mas jamais foi lançado em São Paulo e em outros lugares. A carreira do cantor parece ter tido idêntica efemeridade, embora Ivan Carlos tenha vivido minutos de celebridade, como no dia em que recebeu jornalistas para uma entrevista no apartamento onde estava hospedado, no elegante Augustus Hotel, no Centro. A certa altura, pediu para interromper a entrevista, discou um número no telefone e exultou:

     –Manhê! Você não vai acreditar… Até a imprensa tá aqui me entrevistando!!!” (Texto de José Luis Rey retirado de: http://www.redebomdia.com.br/Artigo/1227/O+filme+esquecido).

    Saudações, até lá! Prof.  Fábio Fernandes Villela.

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