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  • Educação do campo: educar a cidade! Alvarenga e Ranchinho: Rê Rê!

    Date: 2015.07.05 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Bom dia Amig@s do Mundo Rural! Tudo bem?

    Hoje é dia de relembrar Alvarenga e Ranchinho, compositores, cantores e humoristas (Murilo Alvarenga, Alvarenga – 1912 – 1978 e Diésis dos Anjos Gaia, Ranchinho – Jacareí, SP – 1913 – 1991).  Veja e reveja Alvarenga e Ranchinho no Ensaio da TV Cultura de 1973 (https://www.youtube.com/watch?v=dHBm961kxGY). Educação do campo: educar a cidade!

    Saudações, Prof. Fábio Fernandes Villela.

    ***

    Em 1928, o trapezista e cantor de tangos Murilo Alvarenga conheceu Diésis dos Anjos Gaia em uma serenata no litoral paulista. Começam a cantar juntos em circos interpretando músicas sertanejas, o que era uma novidade na época. A dupla iniciou-se em 1933, trabalhando no Circo Pinheiro em Santos. Devido às paródias baseadas no governo de Getúlio Vargas, a dupla sofreu algumas perseguições.

    Contavam histórias, faziam sketches cômicas e cantavam suas músicas e logo depois eram, muitas vezes, presos. No mesmo ano, apresentaram-se na Companhia Bataclã em São Paulo.

    Em 1934, a convite do maestro Breno Rossi começaram a trabalhar na Rádio São Paulo. Em 1935, formam com Silvino Neto o trio Os Mosqueteiros da Garoa, que teve curta duração. Ainda naquele ano, venceram o concurso de músicas carnavalescas de São Paulo com a marcha “Sai feia”, de Alvarenga. Trabalharam no filme “Fazendo fita” de Vittorio Capellaro, a convite do Capitão Furtado. Em 1936, dirigiram-se para o Rio de Janeiro indo se apresentar na Casa de Caboclo.

    Começaram a se apresentar na Rádio Tupi no programa “Hora do Guri”. Naquele mesmo ano, gravaram o primeiro disco pela Odeon “Itália e Abissínia”, uma moda de viola com o Capitão Furtado e o cateretê “Liga das Nações”. Em 1936, seguiram para Buenos Aires, onde se apresentaram no Teatro Smart.

    Em 1937, já no auge do sucesso, passaram a fazer parte do elenco do Cassino da Urca, onde apresentavam sátiras políticas além de outros gêneros. Em 1938, obtiveram seu maior sucesso carnavalesco com a marcha “Seu condutor”, em parceria com Herivelto Martins. Ainda naquele ano, a dupla separou-se pela primeira vez.

    Alvarenga fez gravações com Bentinho e também com o grupo chamado “Alvarenga e sua gente”. A dupla se separaria outras vezes ao longo dos 27 anos de carreira.

    Em 1939, a dupla se recompôs gravando novos discos pela Odeon. Ainda no mesmo ano, a dupla foi convidada por Alzira Vargas para apresentar-se para o Presidente Vargas no Palácio do Catete. Getúlio Vargas gostou das músicas da dupla e mandou suspender a perseguição a suas composições políticas.

    Também em 1939, excursionaram pelo Rio Grande Sul e passaram a se apresentar na Rádio Mayrink Veiga. Receberam o título de “Os milionários do riso”, graças aos cada vez mais sucedidos sketches cômicos. Em 1940, gravaram pela Odeon um de seus maiores sucessos, “Romance de uma caveira”, de Alvarenga, Ranchinho e Chiquinho Sales. Em 1946, Alvarenga abriu uma boate em Copacabana, no Posto Seis, ali se apresentando por dois anos. Em 1949, gravaram “Drama da Angélica” intitulada de canto tétrico. Em 1950, fizeram uma excursão de um mês por Portugal apresentando-se no Cassino Estoril em Lisboa. Em 1955, participaram do filme “Carnaval em lá maior”, de Ademar Gonzaga.

    Fizeram campanhas políticas para Juscelino Kubitscheck e Ademar de Barros. Fizeram célebres paródias de músicas conhecidas como “Nervos de aço”, de Lupicínio Rodrigues, “Adios muchacho”, de Júlio Sanders e César Vendani, e “Disparada”, de Geraldo Vandré e Téo de Barros.

    A partir de 1959, a dupla deixou de trabalhar no rádio passando a trabalhar apenas na televisão. Em 1965, Diésis dos Anjos abandonou a dupla e foi substituído por Homero de Souza, que passou a ser o novo Ranchinho.

    A partir dos anos 70 passaram a se apresentar quase exclusivamente no interior do país, até a morte de Alvarenga em 1978.

    Discografia

    (1999) Alvarenga e Ranchinho • EMI • CD

    (1997) Os milionários do riso • BMG • CD

    (1977) Alvarenga e Ranchinho • EMI/Odeon • LP

    (1973) Os milionários do riso • RCA • LP

    (1941) Ó minha mãe/Pode sê ou tá difício? • Odeon • 78

    (1941) Ó que coisa horrível/Caveira • Odeon • 78

    (1941) Tragédia de uma careca/Pega o pitp • Odeon • 78

    (1941) Moda dos cantores/Minha toada • Odeon • 78

    (1941) Bandeira do Brasil/A mulher e a carta • Odeon • 78

    (1941) Solta busca-pé/A fogueira tá queimando • Odeon • 78

    (1940) Lá vem o trem/Marcha dos bairros • Odeon • 78

    (1940) Cai fora pato/Intão, inté • Odeon • 78

    (1940) Romance de uma caveira/Muié pra cada um • Odeon • 78

    (1940) Seresta/Gaúcho de lei • Odeon • 78

    (1940) Minas Gerais/Dona felicidade • Odeon • 78

    (1940) Não posso deixar de te amar, oh Guiomar/Arta do algodão • Odeon • 78

    (1940) Sindicato das galinhas/Moda dos poetas • Odeon • 78

    (1940) Desafio de São João/Tempinho bão • Odeon • 78

    (1940) Carta da namorada/Tenderê • Odeon • 78

    (1940) Brasileiro apaixonado/Leonor • Odeon • 78

    (1940) Quem inventô o trabaio/A muié e o cinema • Odeon • 78

    (1940) Bala-lá-i-cá/Dinheiro novo • Odeon • 78

    (1940) Moda dos ispique/Lencinho paulista • Odeon • 78

    (1940) Suzana/Melhorou muito • Odeon • 78

    (1939) É de colher/Quando a saudade vem • Odeon • 78

    (1939) O mundo é das muié/Superstição • Odeon • 78

    (1939) Saudades de Ouro Preto/Adeus paioça • Odeon • 78

    (1939) Os presidentes/Chapéu de paia • Odeon • 78

    (1939) Psicologia dos nomes/Caboclo triste • Odeon • 78

    (1939) O divórcio vem aí/Nois e Buenos Aires • Odeon • 78

    (1939) Morena, minha morena/Despertar de minha vida • Odeon • 78

    (1939) A mulher e o rádio/Casamento de Miquelina • Odeon • 78

    (1939) Moda de guerra/Alegria do carreiro • Odeon • 78

    (1939) Musga estrangeira/Nois no Rio • Odeon • 78

    (1939) Quem quer meu papagaio?/Ferdinando • Odeon • 78

    (1938) Que horas são?/Linda Veneza • Odeon • 78

    (1938) Mandamentos de caboclo/Carnaval carioca • Odeon • 78

    (1938) Moda da moeda/Moda da carta • Odeon • 78

    (1938) Loja americana/Tudo em “p” • Odeon • 78

    (1938) Numa noite de luar/Paquetá • Odeon • 78

    (1938) Bombeiro/Oh! Bela! • Odeon • 78

    (1937) Vida de um condenado/Chalé furtado • Victor • 78

    (1937) Boi amarelinho/Moda dos meses • Victor • 78

    (1937) Italianinha/Violeiro triste • Victor • 78

    (1937) Devo e não nego • Victor • 78

    (1937) Semana de caboclo/A mulher e o telefone • Victor • 78

    (1937) Caboclo viajado/Adoração • Odeon • 78

    (1937) Balão/Roda na fogueira • Odeon • 78

    (1937) Moda do solteirão./Desafio • Odeon • 78

    (1937) Papagaiada/Seu Macário • Odeon • 78

    (1937) Calango/Rancho abandonado • Odeon • 78

    (1937) Seu condutor/Sereia • Odeon • 78

    (1936) Itália e Abissínia/Liga das nações • Odeon • 78

    (1936) Lição de geografia/A moda do beijo • Odeon • 78

    (1936) Você não é o meu tipo/Você não era assim • Odeon • 78

    (1936) Repartindo um boi/A baixa do café • Odeon • 78

    (1936) Circuito da Gávea/Liga dos bichos • Victor • 78

    Referência

    Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira

    http://www.dicionariompb.com.br/alvarenga-e-ranchinho/dados-artisticos

  • O Maior Professor de Viola Caipira do Brasil: Enúbio Queiroz

    Date: 2012.09.08 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Bom Dia Amig@s do Mundo Rural!

    Deixamos aqui nossa homenagem ao grande professor de viola caipira Enúbio Divino Queiroz. Saudações, Prof. Fábio Fernandes Villela. Enúbio nasceu no primeiro dia de outubro do ano de 1953, numa fazenda perto das “Duas Vendas”, no município mineiro de Iturama. Seu contato com a musica começou cedo. Seu pai, Rodolfo Ferreira de Queiroz, e seu avo, João Martins de Queiroz, eram catireiros e cantadores muito queridos na região. Sua avó Gerônima, que tinha ouvido apuradíssimo, costumava cantar as canções da época, em bocca chiusa, todas as noites, para o menino Enúbio dormir e, talvez, sonhar com seu futuro de violeiro. Seu primeiro instrumento foi um cavaquinho, tocado com garra no conjunto de forro que animava as festas e bailes da região. Foi nessa época que Otaviano Francisco da Silva, o “Baiano”, parceiro do moço Enúbio nas modas e cantorias, deu-lhe as primeiras lições de violão.

    Mas a teoria veio mesmo com Sebastião Pandolfi, maestro da banda municipal de Iturama. Em seguida, sempre buscando o aperfeiçoamento, Enúbio instala-se em Uberaba, iniciando os estudos de violão clássico no Conservatório Renato Frateschi, com o professor Olegário Bandeira. Tempos depois, Enúbio embarca para Goiânia, ocasião em que toma aulas com Eurípides Fontenelli. O tempo passa e o musico Enúbio continua suas viagens, sempre em busca de oportunidades e mais conhecimento musical. Transfere-se para São José do Rio Preto, próspera cidade do noroeste paulista, e matricula-se no Conservatório Musical Carlos Gomes. Estuda violão com a professora Lela e canto com a professora Mirtes. Os estudos clássicos encerram-se em São Paulo, com aulas do professor Paulo Barreiro. Porém as raízes mineiras falam mais alto e Enúbio, já professor de violão, busca inspiração nas cordas harmoniosas e tristes do mais brasileiro dos instrumentos musicais: a viola. Participa com João Roberto Costa da dupla Economista & Contador e lança dois discos. Um terceiro vinil e gravado com outro parceiro, Abssoir José Correia. A viola fica cada vez mais enxuta e criativa. Os solos choram cristalinos, quer nas criações próprias, quer na releitura de clássicos da musica popular brasileira e mundial. E vem os CDs Viola Refinada I e Viola Refinada II, lançados pela Movieplay. Mas o lado “professor de musica” permanece vivo, ainda mais forte agora, com o oportuno lançamento deste “Repertório de Ouro para Viola Caipira”. (Texto retirado de: http://www.enubioviola.com.br/index.html).

    O que é a Viola Caipira? Para quem não conheçe, vejam o texto abaixo retirado da Wikipedia.

    Viola Caipira

    Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
    Viola caipira
    Viola caipira com belo trabalho de marchetaria.
    Classificação
    Hornbostel-Sachs
    * Instrumento de cordas

    • Cordofone

    Viola caipira, também conhecida como viola sertaneja, viola nordestina, viola cabocla e viola brasileira, é um instrumento musical de cordas. Com suas variações, é popular principalmente no interior do Brasil, sendo um dos simbolos da música popular brasileira.

    Origem

    Tem sua origem nas violas portuguesas, oriundas de instrumentos árabes como o alaúde. As violas são descendentes diretas da guitarra latina, que, por sua vez, tem uma origem arábico-persa.[1] As violas portuguesas chegaram ao Brasil trazida por colonos portugueses de diversas regiões do país e passou a ser usada pelos jesuítas na catequese de indígenas.[1]Mais tarde, os primeiros caboclos começaram a construir violas com madeiras toscas da terra. Era o início da viola caipira.

    Tipos de viola

    Viola caipira em exposição.

    Existem várias denominações diferentes para Viola, utilizadas principalmente em cidades do interior: viola de pinho, viola caipira, viola sertaneja, viola de arame, viola nordestina, viola cabocla, viola cantadeira, viola de dez cordas, viola chorosa, viola de queluz, viola serena, viola brasileira, entre outras.

    O instrumento

    A viola caipira tem características muito semelhantes ao violão. Tanto no formato quanto na disposição das cordas e acústica, porém é um pouco menor.

    Existem diversos tipos de afinações para este instrumento, sendo utilizados de acordo com a preferência do violeiro. As mais conhecidas são Cebolão, Rio Abaixo, Boiadeira e Natural.

    A disposição das cordas da viola é bem específica: 10 cordas, dispostas em 5 pares. Os dois pares mais agudos são afinados na mesma nota e mesma altura, enquanto os demais pares são afinados na mesma nota, mas com diferença de alturas de uma oitava. Estes pares de cordas são tocados sempre juntos, como se fossem uma só corda.

    Uma característica que destaca a viola dos demais instrumentos é que o ponteio da viola utiliza muito as cordas soltas, o que resulta um som forte e sem distorções, se bem afinada. As notas ficam com timbre ainda mais forte pois este é um instrumento que exige o uso de palheta, dedeira ou principalmente unhas compridas, já que todas as cordas são feitas de aço e algumas são muito finas e duras.

    Símbolo nacional

    A viola é o símbolo da original música sertaneja, conhecida popularmente como moda de viola ou música raiz.

    No Brasil, é um instrumento tradicional, musicas entoadas em suas cordas atravessaram décadas e gerações e até hoje estão presente no nosso dia a dia da cultura brasileira.

    Em Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul dentre outros, a viola tem destaque na musica, onde a tradição da moda de viola é passada de geração em geração.

    Lendas e histórias

    Existem diversas lendas e histórias acerca da tradição dos violeiros.

    Há diversas lendas e histórias a respeito das afinações da viola. O nome da afinação Cebolão seria do fato de as mulheres chorarem, emocionadas ao ouvir a música, como quem corta cebola.

    A afinação Rio Abaixo seria originada na lenda de que o Diabo costumava descer os rios tocando viola nessa afinação e, com ela, seduzindo as moças e as carregando rio abaixo. Do violeiro que utiliza esta afinação diz-se, eventualmente, que pode estar enfeitiçado ou ter feito pacto com o demônio.

    Acredita-se que a arte de tocar viola seja um dom de Deus, e quem não o recebeu ao nascer nunca será um violeiro de destaque. Porém, a lenda diz que mesmo a pessoa não contemplada com este dom pode adquirir habilidade de um bom violeiro. Uma das opções seria uma magia envolvendo uma cobra-coral venenosa e é conhecida como simpatia da cobra-coral. Outro modo seria fazer rezas no túmulo de algum antigo violeiro na sexta-feira da paixão. Há ainda a possibilidade de o violeiro firmar um pacto com o Diabo para aprender a tocar viola.

    O pesquisador Antônio Candido conta que na região da Serra do Caparaó, assim como em outras, o Diabo é considerado o maior violeiro de todos. Tal mito explica a quantidade de histórias, em todo o Brasil, de violeiros que teriam feito pacto com o Diabo para tocarem bem. Porém, o violeiro que faz este tipo de pacto não vai para o inferno já que todos no “céu” querem violeiros por lá.

    Uma característica dos violeiros típico do nordeste são os duelos de tocadores. Todo bom violeiro se auto-afirma o melhor da região. Se outro violeiro o contraria, o duelo está começado.

    Em certas regiões, por tradição, as violas carregam pequenos chocalhos feitos de guizo de cascavel, pois segundo a lenda, tem poder de proteção para a viola e para o violeiro. Segundo contam os violeiros de antigamente, o poder do guizo chega a quebrar as cordas e até mesmo o instrumento do violeiro adversário.

    Folclore brasileiro

    A viola está presente em diversas manifestações brasileiras, como Catira, Fandango, Folia de Reis, e outras, pelo Brasil afora.

    O Rei da Viola

    José Dias Nunes, conhecido como Tião Carreiro, ficou conhecido na história como o Rei da Viola, devido a seu gênero musical, conhecido como pagode caipira ou pagode sertanejo.

    Grandes duplas e conjuntos de violeiros

    Viola caipira.

    Grandes violeiros

    Referências

    1. a b Ivan Vilela. O caipira e a Viola em: Sonoridades luso-afro-brasileiras: Brasileira. Lisboa: ICS, 2003. 173-189 pg.

    Bibliografia

    • Araújo, Rui Torneze de. Viola Caipira: Estudo Dirigido. São Paulo: Irmãos Vitale S/A, 1998. 64 pg. CDD 787.3
    • Corrêa, Roberto. A Arte de Pontear Viola. Brasília/Curitiba: Edição do Autor, 2000. 259 pg. ISBN 85-901603-1-9
    • Moura, Reis. Descomplicando a Viola: Método Básico de Viola Caipira. Brasília: Edição do autor, 2000. 62 pg. 2 vol. vol. 1. ISBN 85-901637-1-7
    • Queiroz, Eusébio Divino de. Repertório de Ouro para Viola Caipira. São José do Rio Preto: Ricordi, 2000. 76 pg.
    • Viola, Braz da. A Viola Caipira. São Paulo: Ricordi, 1992. 47 pg.
    • Viola, Braz da. Manual do Violeiro. São Paulo: Ricordi, 1999. 74 pg.
    • Viola, Braz da. Um Toque de Viola. São Paulo: Edição do autor, 2001.
    • Viola, Braz da. 10 peças para tocar. São Paulo: Edição do autor, 2001.
    • Viola, Braz da. Pagode de Cabo a Rabo. São Paulo: Edição do autor, 2003.
    • Viola, Braz da. Viola-de-Cocho: método prático. São Paulo: Edição do autor, 2004.
    • Viola, Braz da. Ponteios, O Pulo do Gato. São Paulo: Edição do autor, 2004.

    Ligações externas

  • O Nosso Silva: José Antônio da Silva

    Date: 2012.04.11 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    José Antônio da Silva São Jorge e o Dragão , 1949 óleo sobre tela, c.i.e.  45 x 60 cm Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (SP) Reprodução Fotográfica Gerson Zanini

    José Antônio da Silva (Sales de Oliveira SP 1909 – São Paulo SP 1996). Pintor, desenhista, escritor, escultor, repentista. Trabalhador rural, de pouca formação escolar, é autodidata. Em 1931, muda-se para São José do Rio Preto, São Paulo. Participa da exposição de inauguração da Casa de Cultura da cidade, em 1946, quando suas pinturas chamam atenção dos críticos Lourival Gomes Machado (1917-1967), Paulo Mendes de Almeida (1905-1986) e do filósofo João Cruz e Costa. Dois anos depois, realiza mostra individual na Galeria Domus, em São Paulo. Nessa ocasião Pietro Maria Bardi (1900-1999), diretor do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), adquire seus quadros e deposita parte deles no acervo do museu. O Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP) edita seu primeiro livro, Romance de Minha Vida, em 1949. Na 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, recebe prêmio aquisição do Museum of Modern Art (MoMA) [Museu de Arte Moderna] de Nova York. Em 1966, Silva cria o Museu Municipal de Arte Contemporânea de São José do Rio Preto e grava dois LPs, ambos chamados Registro do Folclore Mais Autêntico do Brasil, com composições de sua autoria. No mesmo ano, ganha Sala Especial na 33ª Bienal de Veneza. Publica ainda os livros Maria Clara, 1970, com prefácio do crítico literário Antônio Candido (1918); Alice, 1972; Sou Pintor, Sou Poeta, 1982; e Fazenda da Boa Esperança, 1987. Transfere-se de São José do Rio Preto para São Paulo, em 1973. Em 1980, é fundado o Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva (MAP), em São José do Rio Preto, com obras do artista e peças do antigo Museu Municipal de Arte Contemporânea.

    Comentário Crítico

    Autodidata de formação, José Antônio da Silva exerce várias atividades, entre elas a de trabalhador rural, até o seu trabalho como artista ser descoberto em 1946, durante exposição na Casa de Cultura, em São José do Rio Preto, despertando o interesse de críticos de arte que participavam do evento. Suas primeiras pinturas possuem cores frias e escuras. A partir de 1948, realiza paisagens de caráter mais lírico, empregando uma gama cromática mais viva e variada. Expõe nas três primeiras edições da Bienal Internacional de São Paulo, e nessa época, sua obra revela a influência pela pincelada vibrante de Vicent van Gogh (1853-1890), em 1955, passa a realizar quadros baseado no pontilhismo, nos quais os pontos ou traços de cor proporcionam destaque a matéria, como em Espantalhos diante da Paisagem (1956).

    Apresenta em suas telas espaços amplos, abertos e temas ligados a vida no campo, como o algodoal, os cafezal e o boi no pasto, que acabam tornando-se sua produção mais conhecida. Como nota o crítico P.M. Bardi, o artista revela grande espontaneidade na abstração dos detalhes em suas telas, onde, por exemplo, fileiras de pontos brancos indicam o algodoal. Destacam-se em sua obra o desenho expressivo, o senso da cor e o caráter de fantasia. Silva percorre uma grande variedade de temas: natureza-morta, pintura sacra, marinha, pintura histórica e de gênero. Algumas telas possuem um tom irônico. Nos quadros realizados a partir da década de 1970, o artista cria maior distinção entre a figura e o plano de fundo, empregando também grandes planos de cores.

    Texto retirado da Enciclopédia Itaú Cultural – Arte Visuais: http://www.itaucultural.org.br

  • O Projeto Terra Paulista: Histórias, Arte, Costumes

    Date: 2012.02.08 | Category: CECMundoRural | Response: 0

     

    Bom Dia Amigos do Mundo Rural!

    Terra Paulista: Histórias, Arte, Costumes é um projeto do Cenpec – Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária, uma organização não governamental com atuação e experiência de quase duas décadas no contexto da sociedade brasileira. Elaborado por uma equipe multidisciplinar, o projeto Terra Paulista tem como objetivo estimular um olhar crítico de educadores, alunos e do público em geral para a formação e o desenvolvimento cultural do Estado de São Paulo, especialmente do interior. Pela primeira vez, a região é apresentada por meio de um amplo e detalhado projeto editorial a respeito da sua produção cultural. O resultado dessa pesquisa foi disponibilizada, em sua primeira fase (2003/2005), nos seguintes produtos, formatados em mídias diversas:

     - Coleção Terra Paulista: três livros com textos inéditos e iconografia comentada;

     - Documentários: série de 12 documentários – Vale do Médio Tietê, Vale do Paraíba e Oeste Paulista;

     - Série Terra Paulista – Jovens – conjunto de materiais paradidáticos (10 fascículos, 1 almanaque e 3 jogos de tabuleiro) distribuídos gratuitamente, por meio de parceria com a Secretaria de Estado da Educação, a 890 escolas da rede pública do Estado, que receberam também, curso de capacitação;

     - Portal na Internet: www.terrapaulista.org.br

     -Exposição Interativa Terra Paulista: no SESC Pompéia, de 20/09 a 11/12/2005, que contou com a presença de cerca de 90 mil visitantes.

    A primeira etapa do projeto abordou três regiões consideradas importantes no desenvolvimento histórico e econômico da formação do Estado de São Paulo, compreendendo o período do século XVI às primeiras décadas do XX. As áreas pesquisadas foram o Vale do Médio Tietê, o Vale do Paraíba e o Oeste Paulista nas regiões da Paulista e Mogiana, onde o bandeirantismo, as monções, o tropeirismo e as fazendas de açúcar e café marcaram a sua trajetória.

    No decorrer da história e da elaboração da identidade de um Brasil moderno, os paulistas acabaram por constranger seu passado e seu patrimônio cultural, especialmente o do interior, como se tivessem sido excluídos daquilo que é considerado “cultura brasileira”, calcada especialmente em elementos de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia. Na representação hegemônica sobre o Estado de São Paulo valorizou-se o moderno, o industrial, o urbano, o século XX republicano ou as raízes bandeiristas do período colonial.

    Assim, grande parte do passado paulista passou a significar sinal de atraso e o rural passou a simbolizar o precário. O legado cultural do homem simples do campo foi identificado como a negação da modernidade, como a antítese do progresso. A pesquisa empreendida aborda a formação de São Paulo, as diversas manifestações artísticas e os diferentes costumes, revelando aspectos curiosos e muitas vezes desconhecidos para os próprios paulistas. A apresentação do Projeto Terra Paulista no Seminário A cultura caiçara e suas transformações, tem a intenção de mostrar a importância da valorização do nosso patrimônio e a sua divulgação nas escolas e universidades. Ao articularmos cultura e educação, entendemos que esse diálogo cria um potencial fundamental para a construção da cidadania.

    Portanto, cabe-nos mostrar aos próprios paulistas e ao resto do país que possuímos um rico e diversificado patrimônio cultural material e imaterial e que, mesmo apesar da destruição de parte significativa desse acervo tenha sido destruída – em nome do progresso e da modernidade -, ainda temos exemplares materiais e, sobretudo, manifestações culturais vivas e que, se não hegemônicas, fazem parte de nossas raízes e dizem respeito ao múltiplos modos de ser e pertencer do mundo contemporâneo.

    A nova etapa da pesquisa do Projeto Terra Paulista (2006/2007) abordará os processos históricos que marcaram o Estado de São Paulo e o povo paulista no século XX, incluindo as áreas da Fronteira Oeste (Araraquarense, Noroeste, Alta Paulista e Alta Sorocabana), bem como o Vale do Ribeira e o Litoral, regiões cuja ocupação se intensificou nesse período. Grupos indígenas, imigrantes e migrantes serão destacados nesse trabalho, bem como agentes sociais como ferroviários, operários, bóias-frias e caiçaras.

    Texto de Ana Regina Carrara (Historiadora. Coordenadora da Área de Educação e Cultura do Cenpec).

    Download do livro de Maria Alice Setubal - ”Vivências Caipiras”: http://www.imprensaoficial.com.br/PortalIO/download/pdf/projetossociais/vivencias_caipiras.pdf

  • Blog de Aula – Mutirão de Sociologia no Programa “Nosso Campo” da TV TEM

    Date: 2011.12.06 | Category: CECMundoRural | Response: 2

    Bom Dia Amigos do Mundo Rural! Tudo bem?

    Gostaria de partilhar com todos que nosso Projeto de Extensão, desenvolvido no Distrito de Talhado em São José do Rio Preto – SP – Brasil, foi apresentado no Programa “Nosso Campo” da TV TEM.  O objetivo central do projeto, em 2011, foi desenvolver tópicos da área de Ciências Humanas e suas Tecnologias, através do Blog de Aula – Mutirão de Sociologia, para alunos que manifestarem interesse, regularmente matriculados, na escola pública Prof. Dr. João Deoclésio da Silva Ramos, situada no distrito de Talhado, em São José do Rio Preto (SP), de forma experimental, e depois estender a experiência para outras escolas estaduais que tiverem interesse. Vc podem assistir a reportagem através do link abaixo.

    Saudações, Prof. Fábio Fernandes Villela.

    Blog de Aula – Mutirão de Sociologia no Programa “Nosso Campo” da TV TEM:

    http://www.temmais.com/nossocampo/interna_detalhe.aspx?editoria_id=6371&menu_id=33

    Blog de Aula – Mutirão de Sociologia:

    http://www.mutiraodesociologia.com.br/

  • 14º Encontro de Companhias de Reis de São José do Rio Preto – SP – Brasil

    Date: 2011.11.25 | Category: CECMundoRural | Response: 2

    (Festa de Reis em Poloni – SP – Brasil – Fotógrafo: Muhammad Bakr)

    A Prefeitura de São José do Rio Preto informa, por intermédio da Secretaria de Cultura, que realiza no próximo domingo (27/11), na Praça Dagoberto Nogueira, no Jardim Caparroz, o 14º Encontro de Companhias de Reis. A festa tem início às 9h30 com uma missa e em seguida, às 11 horas, começa a apresentação das companhias participantes. Até o momento, 10 companhias confirmaram presença, sendo duas de Araçatuba, duas de Barretos, duas de Andradina, duas de Birigui, uma de Suzanópolis e uma de Auriflama. O tradicional Encontro de Folia de Reis é uma festa de cunho religioso, realizado próximo a data em que se comemora o Natal. Um grupo de cantores e instrumentistas percorre a cidade entoando versos sobre a visita dos três reis magos ao menino Jesus. A bandeira do grupo é carregada durante a caminhada. Um estandarte de madeira, enfeitado com motivos religiosos, é levado por integrantes do grupo por todo o caminho. (Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura de São José do Rio Preto – SP – Brasil)

    Folia de Reis

    A Folia de Reis é uma festa religiosa de origem portuguesa, que chegou ao Brasil no século XVIII. Em Portugal, em meados do século XVII, tinha a principal finalidade de divertir o povo, enquanto aqui no Brasil passou a ter um caráter mais religioso do que de diversão. No período de 24 de dezembro, véspera de Natal, a 6 de janeiro, Dia de Reis, um grupo de cantadores e instrumentistas percorre a cidade entoando versos relativos à visita dos reis magos ao Menino Jesus. Passam de porta em porta em busca de oferendas, que podem variar de um prato de comida a uma simples xícara de café. A Folia de Reis, herdada dos colonizadores portugueses e desenvolvida aqui com características próprias, é manifestação de rara beleza.Os preciosos versos são preservados de geração em geração por tradição oral.

    INSTRUMENTOS: Os instrumentos utilizados são: viola, violão, sanfona, reco-reco, chocalho, cavaquinho, triângulo, pandeiro e outros instrumentos.

    PERSONAGENS: Os personagens somam doze pessoas, todos os integrantes do grupo, trajam roupas bastante coloridas.sendo eles: mestre, contra-mestre, 3 Reis Magos, palhaço, foliões.

    1. O Mestre e Contra-mestre: dono de conhecimentos sobre a manifestação, é quem comanda os foliões.

    2. O Palhaço: com seu jeito cínico e dissimulado, deve proteger o Menino Jesus, confundindo os soldados de Herodes. O seu jeito alegre e suas vestimentas coloridas são responsáveis pela distração e divertimento de quem assiste à performance.Representando o mal,usa geralmente máscara confeccionada com pele de animal e vai sempre afastado um pouco da formação normal da Folia, nunca adiantando-se à “bandeira”. Apesar de seu simbolismo é personagem alegre que dança e improvisa versos, criando momentos de grande descontração.

    3. Os Foliões :Composta de homens simples, geralmente de origem rural, são os participantes da festa, dão exemplo grandioso através de sua cantoria de fé.

    4. Reis Magos: São 3 Reis Magos,fazem viagem de esperança, certos de encontrarem sua estrela.

    A FESTA: Até há pouco, podia-se ouvir ao longe ou, com sorte, encontrar, vindo de bairro distante,um grupo especial de músicos e cantadores trajando fardamento colorido, entoando versos que anunciam o nascimento do menino Jesus e homenageiam os Reis Magos. Trata-se, naturalmente, da Folia de Reis que no período de 24 de dezembro a 6 de janeiro, dia de Reis, peregrina por ruas à procura de acolhida ou em direção a algum presépio. Com sanfona, reco-reco, caixa, pandeiro, chocalho, violão e outros instrumentos seguem os foliões pela noite adentro em longas caminhadas, levam a “bandeira” ( estandarte de madeira ornado com motivos religiosos ) a qual tributam especial respeito. Vão liderados por mestre e contra-mestre, figuras de relevância dentro da Folia por conhecerem os versos – São os puxadores do canto.ex:

    Ó di casa, ó di fora/Qui hora tão excelente/É o glorioso santo Reis/Que é vem do oriente/Ó de casa, ó de casa/Alegra esse moradô/Que o glorioso santo Reis/Na sua porta chegô/Aqui está santo Reis

    Meia-noite foras dóra/Procurou vossa morada/Pedino sua ismola/Santo Reis e Nossa Senhora/Foi passeá em Belém/São José pediu esmola/Santo Reis pede também.

    Os foliões cumprem promessa de por sete anos consecutivos saírem com a Folia e arrecadam em suas andanças donativos para realizarem anualmente no dia 20 de janeiro, dia de São Sebastião, festa com cantorias e ladainhas. Durante a caminhada é carregada a “bandeira” do grupo, um estandarte de madeira enfeitado com motivos religiosos. O ponto alto da festa se dá quando dois grupos se encontram. Juntos, eles caminham em direção ao presépio da festa, o ponto final da caminhada. (Fonte: Site Cia de Danças Folclóricas Aruanda).

  • Brasil – Imenso Portugal: A Capital da Folia de Reis – Ipiguá – SP

    Date: 2011.11.07 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    A cidade de Ipiguá – SP – Brasil realizou em julho de 2011 o maior encontro de Bandeiras de Santos Reis do interior de São Paulo. Com objetivo de manter a tradição folclórica na cidade, a Comissão de Santos Reis de Ipiguá, com a parceria da Prefeitura Municipal, apoio da população, comércio local e da Empresa Poty que doaram alimentos, realizou em julho a 11ª Festa de Encontro de Bandeiras de Santos Reis de Ipiguá e atraiu cerca de 2 mil pessoas que assistiram as apresentações folclóricas das Companhias. O evento que vem se mantendo no município foi organizado na Praça da Matriz. Um circo de lona foi montado em frente a Igreja São Sebastião de Ipiguá – SP – Brasil. Uma Missa Campal foi celebrada pelo padre José Vinci e o desfile da Companhia de Reis Asa Branca da cidade de Cosmorama, realizada às 9h abriram as atividades.

    De acordo com o presidente da Comissão de Encontro de Reis, Ataíde Batista Rodrigues, 55 anos, cerca de 20 Companhias, representando as cidades de Nova Granada, Cosmorama, Parise, Jundiaí, Bebedouro, Palestina, Iturama, Itajobi, Araçatuba, Guapiaçu, Aparecida de Minas, Guaraci, Tanabi e São José do Rio Preto, ao término das apresentações, o mestre de cada companhia recebeu troféu, medalhas para as bandeireiras e certificados aos participantes. Para Ataíde Rodrigues, os encontros de reis é uma festa folclórica que a cada ano está perdendo seus valores por falta de apoio dos governantes e até mesmo pelo fato dos mais jovens não se interessarem por esta atividade e para não deixar está tradição morrer as Comissões Organizadoras, estão realizando esses encontros para dar mais vida a esta tradição. “É muito bonito ver os foliões cantando, dançando, a bandeira de Santos Reis passando, ver a fé do povo, esse ato vale a pena”, comenta.

    Folia de Reis

    Folia de Reis é um festejo de origem portuguesa ligado às comemorações do culto católico do Natal, trazido para o Brasil ainda nos primórdios da formação da identidade cultural brasileira, e que ainda hoje mantém-se vivo nas manifestações folclóricas de muitas regiões do país.

    Origens

    Na tradição católica, a passagem bíblica em que Jesus foi visitado por reis magos, converteu-se na tradicional visitação feita pelos três “Reis Magos”, denominados Melchior, Baltasar e Gaspar, os quais passaram a ser referenciados como santos a partir do século VIII(8).

    Fixado o nascimento de Jesus Cristo a 25 de dezembro, adotou-se a data da visitação dos Reis Magos como sendo o dia 6 de janeiro que, em alguns países de origem latina, especialmente aqueles cuja cultura tem origem espanhola, passou a ser a mais importante data comemorativa católica, mais importante, inclusive, que o próprio Natal. No estado do Rio de Janeiro, os grupos realizam folias até o dia 20 de janeiro, dia de São Sebastião e padroeiro do Estado.

    Na cultura tradicional brasileira, os festejos de Natal eram comemorados por grupos que visitavam as casas tocando músicas alegres em louvor aos “Santos Reis” e ao nascimento de Cristo; essas manifestações festivas estendiam-se até a data consagrada aos Reis Magos6 de janeiro

  • Feliz Dia dos Pais

    Date: 2011.08.15 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Bom Dia Caros Amigos do Mundo Rural! Gostaria de deixar a minha homenagem ao Dia dos Pais do Mundo Rural. Deixo aqui uma letra e o link de uma música que sintetiza da missão dos pais: “A Morte do Carreiro”.

    A Morte do Carreiro  (Zé Carreiro e Carreirinho)

    Isto foi no mês de outubro / regulava o meio dia,

    O sor parecia braza / Queimava que até feria

    Foi num dia muito triste, / só cigarras que se ouvia.

    O triste cantar dos pasros, / naquela mata sombria.

    Uma campina deserta / uma casinha existia,

    De frente uma paiada / onde a boiada remoía.

    Na estrada vinha um carro, / com seus cocão que gemia.

    Meu coração parpitava / de triste o de alegria.

    Lá no arto do serrado / a sua hora chegô,

    O carro tava pesado /  e uma tora escapô.

    Foi por cima do carreiro / e no barranco emprensô.

    Depois de uma meia hora /  que os companhero tirô.

    Quando puseram no carro / já não podia falá,

    Somente ele dizia: / – Tenho pressa de chegá.

    E os companhero gritava /  numa toada sem pará,

    Já avistaro a taperinha / e as crianças no quintá.

    Os galos cantaram triste

    ai, ai, ai, ai.

    No retiro aonde eu moro

    ai, ai, ai, ai.

    Já levaro ele pra cama, / não tinha mais salvação,

    Abraçava seus fiinho / fazendo reclamação.

    - Só sinto estes inocentes / ficá sem uma proteção

    Fechô o zóio e despediu / deste mundo de ilusão.

    Música e letra em: http://www.vagalume.com.br/ze-carreiro-e-carreirinho/a-morte-do-carreiro.html

    Desenhos do Carro de Boi retirados de:  http://www.widesoft.com.br/users/pcastro1/carrodeboi.htm

  • Palestra: Moda Caipira e Identidade Cultural com Romildo Sant’Anna – dia 13/08 na Acirp/Centro – Rio Preto

    Date: 2011.08.07 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Bom Dia Amigos do Mundo Rural! Tudo bem?

    Gostaria de convidar a todos para a palestra: “Moda Caipira e Identidade Cultural” com o Prof. Dr. Romildo Sant’Anna.  Será dia Dia 13/08/11 – 10h00min. na Acirp do Centro – Rio Preto – SP – Brasil.  O Auditório da ACIRP  está situado na Rua Silva Jardim, 3099, Centro, São José do Rio Preto – SP – Brasil. Esta é uma atividade do IHGG.

    O IHGG -São José do Rio Preto/SP é uma instituição sem fins lucrativos, fundada em 18/03/03 com a finalidade de promover a pesquisa e a divulgação da História, Geografia, Genealogia e Ciências Correlatas da região de São José Rio Preto/SP. Tem sua  sede na cidade de São José do Rio Preto-SP, à Rua Saldanha Marinho, n° 3.117, Centro. É uma sociedade cultural, educacional  de interesse público, de duração ilimitada, constituída como pessoa jurídica civil  de direito privado, sem fins lucrativos, tem por finalidade desenvolver e  promover a pesquisa e a divulgação da História, da Geografia, da Genealogia e das Ciências Correlatas,  com atuação na região noroeste do estado de São Paulo, e é uma entidade declarada de Utilidade Pública pela Lei Municipal n° 433, de  03 de março de 2005. São finalidades do Instituto:

    1 –  Integrar estudos e pesquisas relativas à região correspondente aos limites originais do Município de São José do Rio Preto, SP, criado em 1894, historicamente conhecido como “Alto do Avanhadava” ou “Sertão do Avanhadava;

    2 – Organizar e manter de forma própria sua Biblioteca e Mapoteca, seus arquivos e museus, bem como setor especial para arquivo de imagem e som;

    3- Buscar corresponder e permutar informações com entidades congêneres, criando sistema de divulgação e publicação próprias;

    4- Estimular todas as atividades que digam respeito a seus fins.

    Acesse os sites do IHGG:

    Blog: http://ihggsjrp.blogspot.com/

    Site: http://www.ihgg.org.br

    E-mail: ihgg.sjrp@gmail.com

    Facebook:  http://www.facebook.com/profile.php?id=100002348884291

    Abraço a tod@s, Prof. Fábio Fernandes Villela.

  • Inscrições Abertas para o “Jovem Aprendiz Rural” em Mirassol

    Date: 2011.05.02 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Inscrições abertas para o “Jovem Aprendiz Rural” de Mirassol – SP

    O Departamento de Agricultura e o Sindicato Rural de Mirassol informam que estão abertas as inscrições para o Programa “Jovem Aprendiz Rural”. Os jovens serão preparados para o mercado de trabalho, recebendo aulas teóricas e práticas, nas áreas de pecuária, agricultura orgânica, administração, comercialização e marketing.

     Todos os participantes receberão certificado emitido pela FAESP/SENAI-SP, reconhecido em todo o território nacional, com carga de 600 horas.

    O jovem interessado em participar do curso profissionalizante deve ter de quatorze a dezoito anos. Para fazer a inscrição, basta levar o RG, no Sindicato Rural, localizado na Rua Floriano Peixoto, nº 1709, em frente ao Fórum. Para mais informações o telefone de contato é (17) 9605-8981 ou 81516649.

    Retirado da Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Mirassol: http://www.mirassol.sp.gov.br/

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