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  • Cordel A História do Caipira: de Jeca Tatu aos Sem-Terras

    Date: 2015.07.14 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Bom dia amig@s do mundo rural! Tudo bem?

    Deixo aqui mais uma dica de livro:  A História do Caipira – De Jeca Tatu aos Sem-Terras. O autor Jesus de Burarama defende, em versos de cordel, o orgulho de ser caipira. Burarama é o escritor que ajudou a criar o “Caipirapuru” e utiliza a literatura como meio para manter viva a tradição do povo tipicamente interiorano. Leia a reportagem abaixo de Gelson Netto. Saudações, Prof. Fábio Fernandes Villela.

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    Jesus de Burarama defende, em versos de cordel, o orgulho de ser caipira

    Enquanto para muita gente o rótulo de “caipira” é encarado de forma pejorativa e até mesmo ofensiva, para o escritor Renato de Jesus Souza Silva, ou simplesmente Jesus de Burarama, trata-se de motivo de orgulho. Preocupado com o desaparecimento das tradições culturais interioranas, Renato tornou-se um ativista em defesa de um ideal que se esforça para manter vivo através de sua arte, na literatura de cordel, e também de sua atuação na organização de eventos, como o Caipirapuru, em Irapuru.

    “A cultura caipira é a base da formação do povo paulista. O caipira é tipicamente paulista. O reconhecimento da cultura caipira significa a valorização daquilo que está na nossa origem”, afirma o cordelista.

    Ele nasceu em 21 de novembro de 1957, na localidade de Burarama, hoje município de Capitão Enéas, na região de Montes Claros, no norte de Minas Gerais, mas chegou ainda criança ao Oeste Paulista, com a família. Dos cinco aos dez anos de idade, morou em Irapuru e depois se mudou para Presidente Prudente, onde vive desde então.

    Aos 17 anos, obteve o primeiro emprego formal, no Sindicato Rural de Prudente, onde ajudava na organização das provas de rodeio em cavalos realizadas na Exposição de Animais. Em 1974, acompanhou a fundação do Rancho Quarto de Milha, no qual trabalhou inicialmente de 1979 a 1989 e para onde voltou há quatro anos e hoje trabalha como secretário-executivo. Entre 1985 e 1987, ocupou o cargo de presidente da Sociedade Hípica.

    “Ajudei a organizar as primeiras provas de baliza, tambor e laços com cavalo de trabalho na região. Criamos campeonatos regionais de cavalo de trabalho, com a repetição daquilo que acontece no dia a dia de uma fazenda. O quarto de milha é a melhor raça de trabalho com o gado”, explica o cordelista, que em sua trajetória também trabalhou na Sociedade Rural do Sudoeste Paulista.

    Já a ligação de Renato com o cenário cultural começou na adolescência, na época em que estudava na Escola Estadual I.E. Fernando Costa, uma das mais tradicionais da cidade, em festivais de música e cineclubes. Na década de 1980, ele participou de atividades que ajudaram a levar exibições de cinema para escolas e bairros prudentinos. Em 1982, criou na cidade o Clube do Meio.

    Na década de 1990, trabalhou na Delegacia Regional de Cultura e, nos anos 2000, foi coordenador da Oficina Cultural Regional Timochenco Wehbi.

    Porém, a grande virada na vida de Renato se deu em 2001, quando conheceu o médico e violeiro Júlio Santin, que mora em São Paulo, mas nasceu em Pacaembu e possui familiares em Irapuru. A partir da amizade, surgiu a ideia de criar um encontro de violeiros que se transformou no que é hoje o Caipirapuru, uma das festas caipiras mais importantes do interior do Estado, realizada anualmente.

    Em 2002, Renato criou a confraria Clube Amigos da Viola e, no ano seguinte, surgiu pela iniciativa dele o Instituto Matura, o Movimento de Apoio ao Turismo Regional, que divulga o potencial do Oeste Paulista.

    Em outro grande passo em sua trajetória, Renato começou a escrever versos em cordel em 2004, por influência do violeiro Gideão da Viola, de Barretos (SP), e assumiu como tema literário a cultura caipira. De lá para cá, o escritor já concluiu 40 folhetos com poemas impressos artesanalmente, como forma de popularizar o trabalho.

    “A base do cordel é a tradição oral, que forma o jeito de ser e agir de uma sociedade. O principal meio de perpetuação da nossa tradição é a oralidade. Foi uma bandeira que levantei para resgatar a nossa cultura caipira”, enfatiza.

    Em 2009, o escritor foi premiado pelo Programa de Ação Cultural (Proac), da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, que lhe permitiu a publicação do livro de cordel sobre o povo caipira, obra intitulada “A História do Caipira – De Jeca Tatu aos Sem-terras”. Também pelo Proac, ele voltou a ser premiado em 2010, com o projeto Comitiva Caipira, uma mostra itinerante da cultura popular. No mesmo ano, o projeto foi reconhecido pelo Prêmio Mais Cultura de Literatura de Cordel (Edição Patativa do Assaré), do Ministério da Cultura.

    Pela Timochenco Wehbi, Renato já passou por diversas cidades da região com oficinas de literatura de cordel nas quais promove o “confronto” entre o Saci-Pererê e o Halloween. O assunto é encarado pelo escritor com críticas voltadas às escolas, tanto particulares quanto públicas, que, na visão de Renato, hoje em dia dão mais destaque ao chamado “Dia das Bruxas”, celebrado especialmente nos países de língua inglesa, do que ao folclore tipicamente brasileiro, cujo Dia Nacional é comemorado em 22 de agosto.

    A preocupação do cordelista é tão intensa que ele já aderiu à campanha nacional que pretende fazer com que o Saci-Pererê seja escolhido o mascote do Jogos Paralímpicos que serão disputados em 2016 no Rio de Janeiro (RJ).

    “Os alunos hoje em dia não sabem contar histórias. Os trabalhos escolares sobre o folclore são apenas formais, tirados da internet. O folclore é visto como uma obrigação nas escolas, mas não deve ser assim. Deve ser visto como a manutenção de uma tradição. A oralidade está morrendo, com os causos, as anedotas e os acalantos. Os pais não cantam mais para os filhos dormirem, mas colocam um CD para tocar”, argumenta.

    Além de municípios do Estado de São Paulo, a Comitiva Caipira também já passou por Porto Murtinho e Amambai, no Mato Grosso do Sul. No ano passado, junto com Júlio Santin, ele fez uma apresentação de cordel caipira em um simpósio na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas (SP).

    Entre os cordéis declamados por Renato, o que mais faz sucesso com o público chama-se “Lamento Caipira Moderno”, em que o escritor aborda os impactos da expansão do cultivo da cana-de-açúcar.

    (Reelaborado a partir da reportagem disponível em: http://www.ifronteira.com/imais-perfil-51520).

  • Educação do campo: educar a cidade! Alvarenga e Ranchinho: Rê Rê!

    Date: 2015.07.05 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Bom dia Amig@s do Mundo Rural! Tudo bem?

    Hoje é dia de relembrar Alvarenga e Ranchinho, compositores, cantores e humoristas (Murilo Alvarenga, Alvarenga – 1912 – 1978 e Diésis dos Anjos Gaia, Ranchinho – Jacareí, SP – 1913 – 1991).  Veja e reveja Alvarenga e Ranchinho no Ensaio da TV Cultura de 1973 (https://www.youtube.com/watch?v=dHBm961kxGY). Educação do campo: educar a cidade!

    Saudações, Prof. Fábio Fernandes Villela.

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    Em 1928, o trapezista e cantor de tangos Murilo Alvarenga conheceu Diésis dos Anjos Gaia em uma serenata no litoral paulista. Começam a cantar juntos em circos interpretando músicas sertanejas, o que era uma novidade na época. A dupla iniciou-se em 1933, trabalhando no Circo Pinheiro em Santos. Devido às paródias baseadas no governo de Getúlio Vargas, a dupla sofreu algumas perseguições.

    Contavam histórias, faziam sketches cômicas e cantavam suas músicas e logo depois eram, muitas vezes, presos. No mesmo ano, apresentaram-se na Companhia Bataclã em São Paulo.

    Em 1934, a convite do maestro Breno Rossi começaram a trabalhar na Rádio São Paulo. Em 1935, formam com Silvino Neto o trio Os Mosqueteiros da Garoa, que teve curta duração. Ainda naquele ano, venceram o concurso de músicas carnavalescas de São Paulo com a marcha “Sai feia”, de Alvarenga. Trabalharam no filme “Fazendo fita” de Vittorio Capellaro, a convite do Capitão Furtado. Em 1936, dirigiram-se para o Rio de Janeiro indo se apresentar na Casa de Caboclo.

    Começaram a se apresentar na Rádio Tupi no programa “Hora do Guri”. Naquele mesmo ano, gravaram o primeiro disco pela Odeon “Itália e Abissínia”, uma moda de viola com o Capitão Furtado e o cateretê “Liga das Nações”. Em 1936, seguiram para Buenos Aires, onde se apresentaram no Teatro Smart.

    Em 1937, já no auge do sucesso, passaram a fazer parte do elenco do Cassino da Urca, onde apresentavam sátiras políticas além de outros gêneros. Em 1938, obtiveram seu maior sucesso carnavalesco com a marcha “Seu condutor”, em parceria com Herivelto Martins. Ainda naquele ano, a dupla separou-se pela primeira vez.

    Alvarenga fez gravações com Bentinho e também com o grupo chamado “Alvarenga e sua gente”. A dupla se separaria outras vezes ao longo dos 27 anos de carreira.

    Em 1939, a dupla se recompôs gravando novos discos pela Odeon. Ainda no mesmo ano, a dupla foi convidada por Alzira Vargas para apresentar-se para o Presidente Vargas no Palácio do Catete. Getúlio Vargas gostou das músicas da dupla e mandou suspender a perseguição a suas composições políticas.

    Também em 1939, excursionaram pelo Rio Grande Sul e passaram a se apresentar na Rádio Mayrink Veiga. Receberam o título de “Os milionários do riso”, graças aos cada vez mais sucedidos sketches cômicos. Em 1940, gravaram pela Odeon um de seus maiores sucessos, “Romance de uma caveira”, de Alvarenga, Ranchinho e Chiquinho Sales. Em 1946, Alvarenga abriu uma boate em Copacabana, no Posto Seis, ali se apresentando por dois anos. Em 1949, gravaram “Drama da Angélica” intitulada de canto tétrico. Em 1950, fizeram uma excursão de um mês por Portugal apresentando-se no Cassino Estoril em Lisboa. Em 1955, participaram do filme “Carnaval em lá maior”, de Ademar Gonzaga.

    Fizeram campanhas políticas para Juscelino Kubitscheck e Ademar de Barros. Fizeram célebres paródias de músicas conhecidas como “Nervos de aço”, de Lupicínio Rodrigues, “Adios muchacho”, de Júlio Sanders e César Vendani, e “Disparada”, de Geraldo Vandré e Téo de Barros.

    A partir de 1959, a dupla deixou de trabalhar no rádio passando a trabalhar apenas na televisão. Em 1965, Diésis dos Anjos abandonou a dupla e foi substituído por Homero de Souza, que passou a ser o novo Ranchinho.

    A partir dos anos 70 passaram a se apresentar quase exclusivamente no interior do país, até a morte de Alvarenga em 1978.

    Discografia

    (1999) Alvarenga e Ranchinho • EMI • CD

    (1997) Os milionários do riso • BMG • CD

    (1977) Alvarenga e Ranchinho • EMI/Odeon • LP

    (1973) Os milionários do riso • RCA • LP

    (1941) Ó minha mãe/Pode sê ou tá difício? • Odeon • 78

    (1941) Ó que coisa horrível/Caveira • Odeon • 78

    (1941) Tragédia de uma careca/Pega o pitp • Odeon • 78

    (1941) Moda dos cantores/Minha toada • Odeon • 78

    (1941) Bandeira do Brasil/A mulher e a carta • Odeon • 78

    (1941) Solta busca-pé/A fogueira tá queimando • Odeon • 78

    (1940) Lá vem o trem/Marcha dos bairros • Odeon • 78

    (1940) Cai fora pato/Intão, inté • Odeon • 78

    (1940) Romance de uma caveira/Muié pra cada um • Odeon • 78

    (1940) Seresta/Gaúcho de lei • Odeon • 78

    (1940) Minas Gerais/Dona felicidade • Odeon • 78

    (1940) Não posso deixar de te amar, oh Guiomar/Arta do algodão • Odeon • 78

    (1940) Sindicato das galinhas/Moda dos poetas • Odeon • 78

    (1940) Desafio de São João/Tempinho bão • Odeon • 78

    (1940) Carta da namorada/Tenderê • Odeon • 78

    (1940) Brasileiro apaixonado/Leonor • Odeon • 78

    (1940) Quem inventô o trabaio/A muié e o cinema • Odeon • 78

    (1940) Bala-lá-i-cá/Dinheiro novo • Odeon • 78

    (1940) Moda dos ispique/Lencinho paulista • Odeon • 78

    (1940) Suzana/Melhorou muito • Odeon • 78

    (1939) É de colher/Quando a saudade vem • Odeon • 78

    (1939) O mundo é das muié/Superstição • Odeon • 78

    (1939) Saudades de Ouro Preto/Adeus paioça • Odeon • 78

    (1939) Os presidentes/Chapéu de paia • Odeon • 78

    (1939) Psicologia dos nomes/Caboclo triste • Odeon • 78

    (1939) O divórcio vem aí/Nois e Buenos Aires • Odeon • 78

    (1939) Morena, minha morena/Despertar de minha vida • Odeon • 78

    (1939) A mulher e o rádio/Casamento de Miquelina • Odeon • 78

    (1939) Moda de guerra/Alegria do carreiro • Odeon • 78

    (1939) Musga estrangeira/Nois no Rio • Odeon • 78

    (1939) Quem quer meu papagaio?/Ferdinando • Odeon • 78

    (1938) Que horas são?/Linda Veneza • Odeon • 78

    (1938) Mandamentos de caboclo/Carnaval carioca • Odeon • 78

    (1938) Moda da moeda/Moda da carta • Odeon • 78

    (1938) Loja americana/Tudo em “p” • Odeon • 78

    (1938) Numa noite de luar/Paquetá • Odeon • 78

    (1938) Bombeiro/Oh! Bela! • Odeon • 78

    (1937) Vida de um condenado/Chalé furtado • Victor • 78

    (1937) Boi amarelinho/Moda dos meses • Victor • 78

    (1937) Italianinha/Violeiro triste • Victor • 78

    (1937) Devo e não nego • Victor • 78

    (1937) Semana de caboclo/A mulher e o telefone • Victor • 78

    (1937) Caboclo viajado/Adoração • Odeon • 78

    (1937) Balão/Roda na fogueira • Odeon • 78

    (1937) Moda do solteirão./Desafio • Odeon • 78

    (1937) Papagaiada/Seu Macário • Odeon • 78

    (1937) Calango/Rancho abandonado • Odeon • 78

    (1937) Seu condutor/Sereia • Odeon • 78

    (1936) Itália e Abissínia/Liga das nações • Odeon • 78

    (1936) Lição de geografia/A moda do beijo • Odeon • 78

    (1936) Você não é o meu tipo/Você não era assim • Odeon • 78

    (1936) Repartindo um boi/A baixa do café • Odeon • 78

    (1936) Circuito da Gávea/Liga dos bichos • Victor • 78

    Referência

    Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira

    http://www.dicionariompb.com.br/alvarenga-e-ranchinho/dados-artisticos

  • Orgulho Caipira 2015: 30 Anos do LP Instrumental de Almir Sater

    Date: 2015.06.26 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    (Paulo Simões, Almir Sater e Zé Gomes durante a viagem Comitiva Pantaneira nos anos 80).

    Bom dia Amig@s do Mundo Rural! Tudo bem?

    Neste ano comemora-se 30 anos do LP Instrumental de Almir Sater. Para mim existe um mundo antes e depois de Instrumental. Instrumental é o primeiro álbum totalmente “instrumental” de Almir Sater originalmente lançado em 1985 e contando com a participação de vários músicos (Veja a listagem abaixo). Esse álbum é muito peculiar onde Almir Sater recria um clássico de Tião Carreiro (Rio de Lágrimas) e usa instrumentos não tão comuns na música sertaneja como o berimbau e a cítara. Saudações, com enorme orgulho caipira, Fábio Villela.

    Escute! https://www.youtube.com/watch?v=f2OTxTLGeLk

    Faixas

    1. Corumbá (Guilherme Rondon – Almir Sater)

    Almir Sater : Viola

    Guilherme Rondon : Violão

    2. Minas Gerais (Almir Sater)

    Almir Sater : Viola

    Alzira Espíndola : Violão 12 Cordas

    3. Vinheta do Capeta (Carlão de Souza – Almir Sater)

    Almir Sater : Viola

    Carlão de Souza : Violão 12 Cordas

    4. Luzeiro (Almir Sater)

    Almir Sater : Viola

    Papete (José de Ribamar Viana) : Bateria Simmons, Percussão

    5. Benzinho (Almir Sater)

    Almir Sater : Violinha

    Alzira Espíndola : Violão 12 Cordas, Efeitos de Voz

    6. O Rio de Piracicaba (Tião Carrero – Piraci – Lorival dos Santos)

    Almir Sater : Viola

    Carlão de Souza : Violão 12 Cordas

    7. Na Piratininga: De Jeep (Tavinho Moura)

    Almir Sater : Viola

    Tavinho Moura : Violão

    8. Doma (Zé Gomes – Almir Sater)

    Almir Sater : Viola

    Zé Gomes : Violino

    9. Viola de Buriti (Almir Sater)

    Almir Sater : Viola

    10. …E de Minas pra Riba (Zé Gomes-André Gomes-Almir Sater)

    Almir Sater : Viola

    André Gomes : Cítara

    Zé Gomes : Violino

    Arranjos: Almir Sater

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    Biografia

    Almir Eduardo Melke Sater nasceu em Campo Grande, MS, em 14 de novembro de 1956. Desde os 12 anos tocava violão. Com 20 anos, saiu da cidade natal e foi estudar direito no Rio de Janeiro. Pouco habituado com a vida da cidade grande, passava horas sozinho, tocando violão. Um dia, no largo do Machado, encantou-se com o som de uma viola tocada por uma dupla mineira. Desistiu da carreira de advogado e logo descobriu Tião Carreiro, violeiro que foi seu mestre.

    Voltou para Campo Grande e formou com um amigo a dupla Lupe e Lampião, em que era o Lupe. Em 1979 resolveu tentar a sorte em São Paulo SP, onde conheceu a conterrânea Tetê Espíndola, na época líder do grupo Lírio Selvagem. Fez alguns shows com o grupo, depois passou a acompanhar a cantora Diana Pequeno. Mais tarde, com o projeto Vozes & Violão, apresentou-se em teatros paulistanos, mostrando suas composições. Convidado pela gravadora Continental, gravou seu primeiro disco, Almir Sater, em 1981, álbum que contou com a participação de Tião Carreiro. Seu segundo disco, Doma (1982, RGE), marcou seu encontro com o parceiro Paulo Simões. Em 1984 formou a Comitiva Esperança, que durante três meses percorreu mais de mil quilômetros da região do Pantanal, pesquisando os costumes e a musica do povo mato-grossense. O trabalho teve como resultados um filme de média-metragem, lançado em 1985, e o elogiado Almir Sater instrumental (1985, Som da Gente), que misturava gêneros regionais – cururus, maxixes, chamamés, arrasta-pés – com sonoridades urbanas, num trabalho eclético e inovador. Em 1986 lançou Cria, pela gravadora 3M, inaugurando parceria com Renato Teixeira, com quem compôs, entre outras, Trem de lata e Missões naturais. Em 1989 abriu o Free Jazz Festival, no Rio de Janeiro, depois viajou para Nashville, nos EUA, onde gravou o disco Rasta bonito (1989, Continental), encontro da viola caipira com o banjo norte-americano.

    Convidado para trabalhar na novela Pantanal, da TV Manchete, projetou-se nacionalmente no papel de Trindade, enquanto composições suas como Comitiva Esperança (cantada em dupla com Sérgio Reis) e Um violeiro (gravada por Renato Teixeira) estouravam nas paradas de sucesso. Em 1990-1991 participou da novela A historia de Ana Raio e Zé Trovão, também da TV Manchete, mas em seguida se afastou da televisão, pois as gravações não lhe deixavam tempo para a música. Gravou ainda Instrumental II (1990, Eldorado), Almir Sater ao vivo (1992, Sony), Terra dos sonhos (1994, Velas) e Caminhos me levem (1997, Som Livre), além de diversas coletâneas. Voltou a TV em 1996, obtendo grande êxito como o Pirilampo da novela O Rei do Gado, da TV Globo.

    Referências

    Biografia: Enciclopédia da Música Brasileira

    Art Editora e PubliFolha

    Wikipédia, a enciclopédia livre

  • Conflito e Violência como Novos Espaços de Educação

    Date: 2015.05.05 | Category: CECMundoRural | Response: 82

    Querid@s alun@s, bom dia!

    O conflito e a violência, conforme aponta Petrus (2003, p. 65 – 80), manifesta-se no ambiente escolar através de diversas práticas como, por exemplo, o “bullying”. A partir dos textos propostos no módulo 2, comente as possíveis relações entre a violência, o bullying e as possíveis intervenções para resolução do problema, do ponto de vista das possibilidades de formação omnilateral. Como atividade complementar, os alunos podem assistir os filmes listados abaixo, disponíveis no Youtube, sobre a temática do Bullying. Saudações, Prof. Fábio Fernandes Villela

    Bullying: provocações sem limites:

    https://www.youtube.com/watch?v=B7QHyQsvvlQ

    Bullying: é hora de tomar uma atitude:

    https://www.youtube.com/watch?v=3xdQprk_InI

  • Chega de Bullying: Não Fique Calado!

    Date: 2015.05.03 | Category: CECMundoRural | Response: 12

    Bom dia amig@s do mundo rural!

    Nosso projeto Educação Cooperativa e Novas Tecnologias: Projeto de Prevenção ao Bullying Escolar entre Jovens de Escolas de Meio Rural através do Uso de Novas Mídias Sociais participa da campanha: Chega de bullying: não fique calado! Incentivamos a tod@s a baixar a apostila disponível no website da campanha. Saudações, Prof. Fábio Fernandes Villela.

    Apostila: “Chega de bullying: não fique calado!”

    Nesta apostila são descritas situações que acontecem com meninos e meninas como você e seus amigos e amigas. Certamente, a maioria das coisas é legal e divertida, mas, às vezes, pode haver situações com colegas que não são agradáveis. E mais, que podem ser muito tristes e prejudiciais.

    Por isso, aqui propomos pensar juntos sobre um problema grave, para o qual temos que dizer CHEGA. Esse problema é o bullying.

    Talvez você não conheça essa palavra, mas temos certeza de que poderá reconhecer rapidamente do que se trata depois de ler esta apostila.

    Você e seus colegas poderão completar atividades e participar de jogos que ajudarão a entender bem o que significa incomodar, perseguir, ameaçar ou discriminar alguém, e como se sentem as pessoas que participam dessas situações.

    O programa CHEGA DE BULLYING quer ajudá-lo a pensar sobre o assunto. Conhecer o tema permitirá encontrar novas soluções para um problema que afeta milhões de meninos e meninas. Os adultos próximos a você também devem participar da prevenção e ajudar para que o bullying não ocorra.

    Se você não sabe, é muito importante considerar que todos os meninos e meninas têm direito de ser quem são. Esses direitos estão escritos na Convenção sobre os Direitos da Criança, um tratado internacional do qual fazem parte todos os países e governos da América Latina.

    Esse documento diz que todos os meninos e meninas devem ser protegidos e não discriminados, nem sequer por outros meninos e meninas.

    Por isso, o convidamos a conhecer um pouco mais sobre algumas situações que podem afetar você ou seus colegas. É importante estar informado para poder participar e dar sua opinião sobre tudo o que diz respeito a você e aos que o rodeiam.

    JUNTE-SE A NÓS!

    Website com a apostila: http://chegadebullying.com.br/

  • 11º Arraial & Festa do Milho da Paróquia Imaculada Conceição do Parque Estoril de Rio Preto – SP – Brasil

    Date: 2014.07.05 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Boa tarde amig@s do mundo rural! Tudo bem?

    A Paróquia Imaculada Conceição do Parque Estoril de Rio Preto, realizará entre os dias 29/06 a 06/07 o 11º Arraial  & Festa do Milho.

    Durante todos os dias da festa, acontecerá apresentações musicais com duplas sertanejas locais e  a tradicional quadrilha. A partir das 10h, haverá barracas de produtos derivados do milho como: pamonha, curau, bolo de milho, etc.

    De acordo com o padre Aparecido, no domingo dia 29/06, está prevista uma celebração sertaneja, às 10h. Logo após será realizado o almoço às 12h. Os convites para o almoço estão à venda na secretaria do evento. Local: Praça Lisboa, Av. Pedro Àlvares Cabral, s/n.

    A paróquia Imaculada Conceição fica na Rua Januário Cunha Barbosa, 230, no bairro Parque Estoril. Mais informações pelo fone (17) 3216-1776.

    Um grande abraço a tod@s, Prof. Fábio Fernandes Villela.

  • Seminário Preparatório para o 6° Encontro Nacional dos Violeiros e Violeiras

    Date: 2013.12.11 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Bom dia Amig@s do Mundo Rural! Tudo bem?

    Segue abaixo notícia sobre o Seminário Preparatório para o 6° Encontro Nacional dos Violeiros e Violeiras. Saudações, Prof. Fábio Fernandes Villela.

    Neste final de semana, diversos violeiros de todo o Brasil se reuniram na cidade de São Paulo em torno do Seminário Preparatório para o 6° Encontro Nacional dos Violeiros e Violeiras.

    O objetivo da atividade foi debater a realização de uma semana temática da cultura caipira e camponesa na cidade de São Paulo, em abril de 2014. Nos períodos da tarde, os músicos realizaram apresentações gratuitas no Teatro Décio de Almeida Prado.

    Segundo o violeiro Minerin, do setor de cultura do MST, é a primeira vez que a Associação Nacional dos Violeiros realiza um seminário preparatório em que diversas forças do país constroem e organizam comumente algo desse tipo.

    “O mais importante é a retomada dessa articulação nacional dos violeiros, debater o papel e a importância da cultura da viola caipira no Brasil, fazendo um trabalho de defesa e de resistência, num momento em que a música caipira sofre tantos reveses”, acredita.

    A idéia é que a semana temática da cultura caipira e camponesa conte, além do 6° Encontro Nacional dos Violeiros e Violeiras, com oficinas, debates, palestras, feira da Reforma Agrária e agricultura familiar, entre outras atividades que remete a vida no campo.

    Símbolo da cultura popular brasileira

    Para Pereira da Viola, a viola é um instrumento símbolo de toda cultura popular brasileira, por isso “essa cena precisa chegar mais ao povo brasileiro, com a visibilidade real e coerente da importância que ela tem para a nossa identidade cultural”.

    Esse momento, como destaca Jade Percassi, do setor de cultura do MST, é semelhante ao que já tem acontecido em São Paulo, em torno de atividades que contemplam as diversas culturas que compõem a cidade, como a cultura da periferia, o hip hop, a cultura nordestina e de diversos outros povos e etnias presentes.

    “Também é trazer a presença da cultura caipira que compõem esse cenário da cidade, com um evento de caráter nacional”, observa.

    No caso, seria evidenciar um elemento que está presente na cultura de muitas pessoas da cidade de São Paulo, que tem na sua raiz a cultura do campo.

    “Quando falamos de fazer uma roda de viola ou comida típica que lembra a infância ou o passado recente das pessoas, em todo lugar que ventilamos essa idéia a adesão é muito grande, porque pouco se fala dessa presença, mas ela existe e é muito maior do que podemos imaginar”, pontua.

    Informações retiradas da seguinte notícia: Violeiros organizam semana da cultura caipira e camponesa em São Paulo, por Luiz Felipe Albuquerque, da página do MST (http://www.mst.org.br/node/15528).

  • Comemorações dos 25 anos do Assentamento Reunidas – Promissão – SP

    Date: 2012.09.26 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Bom Dia Amig@s do Mundo Rural! Tudo bem?

    Gostaria de convidar a tod@s para as comemorações dos 25 anos do Assentamento Reunidas em Promissão – SP. Haverá uma programação especial no Assentamento. Será nos dias: 02-11 (sexta-feira) e 03-11 (sábado) de 2012 (Feriadão de Finados).

    PROGRAMAÇÃO DAS COMEMORAÇÕES DE 25 ANOS DE ASSENTAMENTO REUNIDAS

    01, 02, 03 e 04 de novembro de 2012

    01/11 – Quinta feira

    20h 30  jantar para os visitantes

    02/11 – Sexta feira

    08h 00   Café da manhã para os visitantes

    12h 00   Almoço

    17h 00   Celebração Ecumênica

    20h 00   Jantar e confraternização

    21h 30   Apresentação do teatro – grupo São José do Rio Preto

    22h 00   Roda de viola

    23h 30  Descanso

    03/11 – Sábado

    07h 30   Café da manhã

    09h 00   Abertura das atividades

    - acolhida dos visitantes

    -apresentação das entidades, assentamentos e acampamentos presentes e visitantes

    -exposição de fotos, barracas e stands.

    11h 30  Almoço com churrasco

    14h 00  Tarde Cultural

    -fala dos representantes das entidades da região e do estado intercalado com teatro, musica e poesias.

    15h 00  Abertura da mística do aniversario de 25 anos de assentamento e dos 104 anos de Sr. Luiz Beltrame

    20h 00 Roda de viola e forró

    04/11 – Domingo

    08h 00  Campeonato de futebol e despedida

    Obs. O aluno deverá fazer relatório pois conta como AACCs e  para as atividades da disciplina “Trabalho e Educação”. Carga Horária: 32h.

    O que o aluno deve levar: dinheiro para comprar produtos artesanais do Assentamento e barraca para acampar. Não haverá “Feira da Troca” devido à mobilização para a festa.

    Algumas informações importantes:

    1 – A comida será gratuita, porém as bebidas são a parte. É importante levar dinheiro para comprar os produtos artesanais do Assentamento;

    2 – Cada um dos que forem dormir, independente de duas ou uma noite, deve levar colchão, lençol, travesseiro, fronha. Quem tiver condições de levar mais de um para compartilhar também é bem vindo (e se quiser doar, também!). Eles estão contando com doações de colchão, lençóis e travesseiros, para que possam receber o máximo possível de pessoas para a festa.

    Saída: à combinar atraves da página EVENTOS -  MST – 25 Anos do Assentamento Reunidas no FACEBOOK:

    http://www.facebook.com/events/382956705106963/?ref=ts&fref=ts

    Maiores informações: Prof. Fábio Villela (e-mail: fabio_villela@hotmail.com)

    Até lá, saudações, Prof. Fábio Fernandes Villela.

  • O Maior Professor de Viola Caipira do Brasil: Enúbio Queiroz

    Date: 2012.09.08 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Bom Dia Amig@s do Mundo Rural!

    Deixamos aqui nossa homenagem ao grande professor de viola caipira Enúbio Divino Queiroz. Saudações, Prof. Fábio Fernandes Villela. Enúbio nasceu no primeiro dia de outubro do ano de 1953, numa fazenda perto das “Duas Vendas”, no município mineiro de Iturama. Seu contato com a musica começou cedo. Seu pai, Rodolfo Ferreira de Queiroz, e seu avo, João Martins de Queiroz, eram catireiros e cantadores muito queridos na região. Sua avó Gerônima, que tinha ouvido apuradíssimo, costumava cantar as canções da época, em bocca chiusa, todas as noites, para o menino Enúbio dormir e, talvez, sonhar com seu futuro de violeiro. Seu primeiro instrumento foi um cavaquinho, tocado com garra no conjunto de forro que animava as festas e bailes da região. Foi nessa época que Otaviano Francisco da Silva, o “Baiano”, parceiro do moço Enúbio nas modas e cantorias, deu-lhe as primeiras lições de violão.

    Mas a teoria veio mesmo com Sebastião Pandolfi, maestro da banda municipal de Iturama. Em seguida, sempre buscando o aperfeiçoamento, Enúbio instala-se em Uberaba, iniciando os estudos de violão clássico no Conservatório Renato Frateschi, com o professor Olegário Bandeira. Tempos depois, Enúbio embarca para Goiânia, ocasião em que toma aulas com Eurípides Fontenelli. O tempo passa e o musico Enúbio continua suas viagens, sempre em busca de oportunidades e mais conhecimento musical. Transfere-se para São José do Rio Preto, próspera cidade do noroeste paulista, e matricula-se no Conservatório Musical Carlos Gomes. Estuda violão com a professora Lela e canto com a professora Mirtes. Os estudos clássicos encerram-se em São Paulo, com aulas do professor Paulo Barreiro. Porém as raízes mineiras falam mais alto e Enúbio, já professor de violão, busca inspiração nas cordas harmoniosas e tristes do mais brasileiro dos instrumentos musicais: a viola. Participa com João Roberto Costa da dupla Economista & Contador e lança dois discos. Um terceiro vinil e gravado com outro parceiro, Abssoir José Correia. A viola fica cada vez mais enxuta e criativa. Os solos choram cristalinos, quer nas criações próprias, quer na releitura de clássicos da musica popular brasileira e mundial. E vem os CDs Viola Refinada I e Viola Refinada II, lançados pela Movieplay. Mas o lado “professor de musica” permanece vivo, ainda mais forte agora, com o oportuno lançamento deste “Repertório de Ouro para Viola Caipira”. (Texto retirado de: http://www.enubioviola.com.br/index.html).

    O que é a Viola Caipira? Para quem não conheçe, vejam o texto abaixo retirado da Wikipedia.

    Viola Caipira

    Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
    Viola caipira
    Viola caipira com belo trabalho de marchetaria.
    Classificação
    Hornbostel-Sachs
    * Instrumento de cordas

    • Cordofone

    Viola caipira, também conhecida como viola sertaneja, viola nordestina, viola cabocla e viola brasileira, é um instrumento musical de cordas. Com suas variações, é popular principalmente no interior do Brasil, sendo um dos simbolos da música popular brasileira.

    Origem

    Tem sua origem nas violas portuguesas, oriundas de instrumentos árabes como o alaúde. As violas são descendentes diretas da guitarra latina, que, por sua vez, tem uma origem arábico-persa.[1] As violas portuguesas chegaram ao Brasil trazida por colonos portugueses de diversas regiões do país e passou a ser usada pelos jesuítas na catequese de indígenas.[1]Mais tarde, os primeiros caboclos começaram a construir violas com madeiras toscas da terra. Era o início da viola caipira.

    Tipos de viola

    Viola caipira em exposição.

    Existem várias denominações diferentes para Viola, utilizadas principalmente em cidades do interior: viola de pinho, viola caipira, viola sertaneja, viola de arame, viola nordestina, viola cabocla, viola cantadeira, viola de dez cordas, viola chorosa, viola de queluz, viola serena, viola brasileira, entre outras.

    O instrumento

    A viola caipira tem características muito semelhantes ao violão. Tanto no formato quanto na disposição das cordas e acústica, porém é um pouco menor.

    Existem diversos tipos de afinações para este instrumento, sendo utilizados de acordo com a preferência do violeiro. As mais conhecidas são Cebolão, Rio Abaixo, Boiadeira e Natural.

    A disposição das cordas da viola é bem específica: 10 cordas, dispostas em 5 pares. Os dois pares mais agudos são afinados na mesma nota e mesma altura, enquanto os demais pares são afinados na mesma nota, mas com diferença de alturas de uma oitava. Estes pares de cordas são tocados sempre juntos, como se fossem uma só corda.

    Uma característica que destaca a viola dos demais instrumentos é que o ponteio da viola utiliza muito as cordas soltas, o que resulta um som forte e sem distorções, se bem afinada. As notas ficam com timbre ainda mais forte pois este é um instrumento que exige o uso de palheta, dedeira ou principalmente unhas compridas, já que todas as cordas são feitas de aço e algumas são muito finas e duras.

    Símbolo nacional

    A viola é o símbolo da original música sertaneja, conhecida popularmente como moda de viola ou música raiz.

    No Brasil, é um instrumento tradicional, musicas entoadas em suas cordas atravessaram décadas e gerações e até hoje estão presente no nosso dia a dia da cultura brasileira.

    Em Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul dentre outros, a viola tem destaque na musica, onde a tradição da moda de viola é passada de geração em geração.

    Lendas e histórias

    Existem diversas lendas e histórias acerca da tradição dos violeiros.

    Há diversas lendas e histórias a respeito das afinações da viola. O nome da afinação Cebolão seria do fato de as mulheres chorarem, emocionadas ao ouvir a música, como quem corta cebola.

    A afinação Rio Abaixo seria originada na lenda de que o Diabo costumava descer os rios tocando viola nessa afinação e, com ela, seduzindo as moças e as carregando rio abaixo. Do violeiro que utiliza esta afinação diz-se, eventualmente, que pode estar enfeitiçado ou ter feito pacto com o demônio.

    Acredita-se que a arte de tocar viola seja um dom de Deus, e quem não o recebeu ao nascer nunca será um violeiro de destaque. Porém, a lenda diz que mesmo a pessoa não contemplada com este dom pode adquirir habilidade de um bom violeiro. Uma das opções seria uma magia envolvendo uma cobra-coral venenosa e é conhecida como simpatia da cobra-coral. Outro modo seria fazer rezas no túmulo de algum antigo violeiro na sexta-feira da paixão. Há ainda a possibilidade de o violeiro firmar um pacto com o Diabo para aprender a tocar viola.

    O pesquisador Antônio Candido conta que na região da Serra do Caparaó, assim como em outras, o Diabo é considerado o maior violeiro de todos. Tal mito explica a quantidade de histórias, em todo o Brasil, de violeiros que teriam feito pacto com o Diabo para tocarem bem. Porém, o violeiro que faz este tipo de pacto não vai para o inferno já que todos no “céu” querem violeiros por lá.

    Uma característica dos violeiros típico do nordeste são os duelos de tocadores. Todo bom violeiro se auto-afirma o melhor da região. Se outro violeiro o contraria, o duelo está começado.

    Em certas regiões, por tradição, as violas carregam pequenos chocalhos feitos de guizo de cascavel, pois segundo a lenda, tem poder de proteção para a viola e para o violeiro. Segundo contam os violeiros de antigamente, o poder do guizo chega a quebrar as cordas e até mesmo o instrumento do violeiro adversário.

    Folclore brasileiro

    A viola está presente em diversas manifestações brasileiras, como Catira, Fandango, Folia de Reis, e outras, pelo Brasil afora.

    O Rei da Viola

    José Dias Nunes, conhecido como Tião Carreiro, ficou conhecido na história como o Rei da Viola, devido a seu gênero musical, conhecido como pagode caipira ou pagode sertanejo.

    Grandes duplas e conjuntos de violeiros

    Viola caipira.

    Grandes violeiros

    Referências

    1. a b Ivan Vilela. O caipira e a Viola em: Sonoridades luso-afro-brasileiras: Brasileira. Lisboa: ICS, 2003. 173-189 pg.

    Bibliografia

    • Araújo, Rui Torneze de. Viola Caipira: Estudo Dirigido. São Paulo: Irmãos Vitale S/A, 1998. 64 pg. CDD 787.3
    • Corrêa, Roberto. A Arte de Pontear Viola. Brasília/Curitiba: Edição do Autor, 2000. 259 pg. ISBN 85-901603-1-9
    • Moura, Reis. Descomplicando a Viola: Método Básico de Viola Caipira. Brasília: Edição do autor, 2000. 62 pg. 2 vol. vol. 1. ISBN 85-901637-1-7
    • Queiroz, Eusébio Divino de. Repertório de Ouro para Viola Caipira. São José do Rio Preto: Ricordi, 2000. 76 pg.
    • Viola, Braz da. A Viola Caipira. São Paulo: Ricordi, 1992. 47 pg.
    • Viola, Braz da. Manual do Violeiro. São Paulo: Ricordi, 1999. 74 pg.
    • Viola, Braz da. Um Toque de Viola. São Paulo: Edição do autor, 2001.
    • Viola, Braz da. 10 peças para tocar. São Paulo: Edição do autor, 2001.
    • Viola, Braz da. Pagode de Cabo a Rabo. São Paulo: Edição do autor, 2003.
    • Viola, Braz da. Viola-de-Cocho: método prático. São Paulo: Edição do autor, 2004.
    • Viola, Braz da. Ponteios, O Pulo do Gato. São Paulo: Edição do autor, 2004.

    Ligações externas

  • Dicionário da Educação do Campo

    Date: 2012.05.09 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Bom Dia Amigos do Mundo Rural! Tudo bem?

    Será lançado oficialmente na quinta-feira (10-05), na Unesp de Presidente Prudente – SP, o Dicionário da Educação do Campo. A publicação, fruto de uma parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e a Via Campesina Brasil, visa contribuir para a educação nas escolas rurais.

    A produção do dicionário foi feita de forma voluntária e coletiva por pesquisadores e especialistas em diversos temas, além de militantes de movimentos sociais. Os principais temas e assuntos que preocupam os professores em salas de aula nas escolas do meio rural foram reunidos na publicação, seguidos de explicações e cometários de especialistas. Além disso, ao final de cada tema há referências bibliográficas para pesquisas. O trabalho de produção do dicionário envolveu 107 autores.

    O primeiro volume do Dicionário da Educação do Campo, que possui 113 verbetes distribuídos em 800 páginas, já está disponível nos sites da Fiocruz (http://www.epsjv.fiocruz.br/) e da Editora Expressão Popular (www.expressaopopular.com.br). Na publicação podem ser encontrados temas como: questão agrária, agrotóxicos, soberania alimentar, segurança alimentar, renda da terra, educação do campo, pensamento de Paulo Freire, movimentos sociais no campo, educação bancária, agricultura, agroecologia, entre outros.

    A previsão é de que o coletivo de pesquisadores, especialistas e militantes continue trabalhando para que até o final deste ano seja lançado o segundo volume do dicionário.

    Informações:

    Dicionário da Educação do Campo

    800 páginas / ISBN: 978-85-7743-193-9 / Formato 16×23 / Preço de capa: R$ 50,00

    Organização: Roseli Salete Caldart, Isabel Brasil Pereira, Paulo Alentejano e Gaudêncio Frigotto.

    Publicação: Editora Expressão Popular, Escola Politécnica Joaquim Venâncio e Fiocruz – Fundação Oswaldo Cruz

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