Posts Tagged ‘música sertaneja’

  • 11º Arraial & Festa do Milho da Paróquia Imaculada Conceição do Parque Estoril de Rio Preto – SP – Brasil

    Date: 2014.07.05 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Boa tarde amig@s do mundo rural! Tudo bem?

    A Paróquia Imaculada Conceição do Parque Estoril de Rio Preto, realizará entre os dias 29/06 a 06/07 o 11º Arraial  & Festa do Milho.

    Durante todos os dias da festa, acontecerá apresentações musicais com duplas sertanejas locais e  a tradicional quadrilha. A partir das 10h, haverá barracas de produtos derivados do milho como: pamonha, curau, bolo de milho, etc.

    De acordo com o padre Aparecido, no domingo dia 29/06, está prevista uma celebração sertaneja, às 10h. Logo após será realizado o almoço às 12h. Os convites para o almoço estão à venda na secretaria do evento. Local: Praça Lisboa, Av. Pedro Àlvares Cabral, s/n.

    A paróquia Imaculada Conceição fica na Rua Januário Cunha Barbosa, 230, no bairro Parque Estoril. Mais informações pelo fone (17) 3216-1776.

    Um grande abraço a tod@s, Prof. Fábio Fernandes Villela.

  • Seminário Preparatório para o 6° Encontro Nacional dos Violeiros e Violeiras

    Date: 2013.12.11 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Bom dia Amig@s do Mundo Rural! Tudo bem?

    Segue abaixo notícia sobre o Seminário Preparatório para o 6° Encontro Nacional dos Violeiros e Violeiras. Saudações, Prof. Fábio Fernandes Villela.

    Neste final de semana, diversos violeiros de todo o Brasil se reuniram na cidade de São Paulo em torno do Seminário Preparatório para o 6° Encontro Nacional dos Violeiros e Violeiras.

    O objetivo da atividade foi debater a realização de uma semana temática da cultura caipira e camponesa na cidade de São Paulo, em abril de 2014. Nos períodos da tarde, os músicos realizaram apresentações gratuitas no Teatro Décio de Almeida Prado.

    Segundo o violeiro Minerin, do setor de cultura do MST, é a primeira vez que a Associação Nacional dos Violeiros realiza um seminário preparatório em que diversas forças do país constroem e organizam comumente algo desse tipo.

    “O mais importante é a retomada dessa articulação nacional dos violeiros, debater o papel e a importância da cultura da viola caipira no Brasil, fazendo um trabalho de defesa e de resistência, num momento em que a música caipira sofre tantos reveses”, acredita.

    A idéia é que a semana temática da cultura caipira e camponesa conte, além do 6° Encontro Nacional dos Violeiros e Violeiras, com oficinas, debates, palestras, feira da Reforma Agrária e agricultura familiar, entre outras atividades que remete a vida no campo.

    Símbolo da cultura popular brasileira

    Para Pereira da Viola, a viola é um instrumento símbolo de toda cultura popular brasileira, por isso “essa cena precisa chegar mais ao povo brasileiro, com a visibilidade real e coerente da importância que ela tem para a nossa identidade cultural”.

    Esse momento, como destaca Jade Percassi, do setor de cultura do MST, é semelhante ao que já tem acontecido em São Paulo, em torno de atividades que contemplam as diversas culturas que compõem a cidade, como a cultura da periferia, o hip hop, a cultura nordestina e de diversos outros povos e etnias presentes.

    “Também é trazer a presença da cultura caipira que compõem esse cenário da cidade, com um evento de caráter nacional”, observa.

    No caso, seria evidenciar um elemento que está presente na cultura de muitas pessoas da cidade de São Paulo, que tem na sua raiz a cultura do campo.

    “Quando falamos de fazer uma roda de viola ou comida típica que lembra a infância ou o passado recente das pessoas, em todo lugar que ventilamos essa idéia a adesão é muito grande, porque pouco se fala dessa presença, mas ela existe e é muito maior do que podemos imaginar”, pontua.

    Informações retiradas da seguinte notícia: Violeiros organizam semana da cultura caipira e camponesa em São Paulo, por Luiz Felipe Albuquerque, da página do MST (http://www.mst.org.br/node/15528).

  • O Maior Professor de Viola Caipira do Brasil: Enúbio Queiroz

    Date: 2012.09.08 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Bom Dia Amig@s do Mundo Rural!

    Deixamos aqui nossa homenagem ao grande professor de viola caipira Enúbio Divino Queiroz. Saudações, Prof. Fábio Fernandes Villela. Enúbio nasceu no primeiro dia de outubro do ano de 1953, numa fazenda perto das “Duas Vendas”, no município mineiro de Iturama. Seu contato com a musica começou cedo. Seu pai, Rodolfo Ferreira de Queiroz, e seu avo, João Martins de Queiroz, eram catireiros e cantadores muito queridos na região. Sua avó Gerônima, que tinha ouvido apuradíssimo, costumava cantar as canções da época, em bocca chiusa, todas as noites, para o menino Enúbio dormir e, talvez, sonhar com seu futuro de violeiro. Seu primeiro instrumento foi um cavaquinho, tocado com garra no conjunto de forro que animava as festas e bailes da região. Foi nessa época que Otaviano Francisco da Silva, o “Baiano”, parceiro do moço Enúbio nas modas e cantorias, deu-lhe as primeiras lições de violão.

    Mas a teoria veio mesmo com Sebastião Pandolfi, maestro da banda municipal de Iturama. Em seguida, sempre buscando o aperfeiçoamento, Enúbio instala-se em Uberaba, iniciando os estudos de violão clássico no Conservatório Renato Frateschi, com o professor Olegário Bandeira. Tempos depois, Enúbio embarca para Goiânia, ocasião em que toma aulas com Eurípides Fontenelli. O tempo passa e o musico Enúbio continua suas viagens, sempre em busca de oportunidades e mais conhecimento musical. Transfere-se para São José do Rio Preto, próspera cidade do noroeste paulista, e matricula-se no Conservatório Musical Carlos Gomes. Estuda violão com a professora Lela e canto com a professora Mirtes. Os estudos clássicos encerram-se em São Paulo, com aulas do professor Paulo Barreiro. Porém as raízes mineiras falam mais alto e Enúbio, já professor de violão, busca inspiração nas cordas harmoniosas e tristes do mais brasileiro dos instrumentos musicais: a viola. Participa com João Roberto Costa da dupla Economista & Contador e lança dois discos. Um terceiro vinil e gravado com outro parceiro, Abssoir José Correia. A viola fica cada vez mais enxuta e criativa. Os solos choram cristalinos, quer nas criações próprias, quer na releitura de clássicos da musica popular brasileira e mundial. E vem os CDs Viola Refinada I e Viola Refinada II, lançados pela Movieplay. Mas o lado “professor de musica” permanece vivo, ainda mais forte agora, com o oportuno lançamento deste “Repertório de Ouro para Viola Caipira”. (Texto retirado de: http://www.enubioviola.com.br/index.html).

    O que é a Viola Caipira? Para quem não conheçe, vejam o texto abaixo retirado da Wikipedia.

    Viola Caipira

    Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
    Viola caipira
    Viola caipira com belo trabalho de marchetaria.
    Classificação
    Hornbostel-Sachs
    * Instrumento de cordas

    • Cordofone

    Viola caipira, também conhecida como viola sertaneja, viola nordestina, viola cabocla e viola brasileira, é um instrumento musical de cordas. Com suas variações, é popular principalmente no interior do Brasil, sendo um dos simbolos da música popular brasileira.

    Origem

    Tem sua origem nas violas portuguesas, oriundas de instrumentos árabes como o alaúde. As violas são descendentes diretas da guitarra latina, que, por sua vez, tem uma origem arábico-persa.[1] As violas portuguesas chegaram ao Brasil trazida por colonos portugueses de diversas regiões do país e passou a ser usada pelos jesuítas na catequese de indígenas.[1]Mais tarde, os primeiros caboclos começaram a construir violas com madeiras toscas da terra. Era o início da viola caipira.

    Tipos de viola

    Viola caipira em exposição.

    Existem várias denominações diferentes para Viola, utilizadas principalmente em cidades do interior: viola de pinho, viola caipira, viola sertaneja, viola de arame, viola nordestina, viola cabocla, viola cantadeira, viola de dez cordas, viola chorosa, viola de queluz, viola serena, viola brasileira, entre outras.

    O instrumento

    A viola caipira tem características muito semelhantes ao violão. Tanto no formato quanto na disposição das cordas e acústica, porém é um pouco menor.

    Existem diversos tipos de afinações para este instrumento, sendo utilizados de acordo com a preferência do violeiro. As mais conhecidas são Cebolão, Rio Abaixo, Boiadeira e Natural.

    A disposição das cordas da viola é bem específica: 10 cordas, dispostas em 5 pares. Os dois pares mais agudos são afinados na mesma nota e mesma altura, enquanto os demais pares são afinados na mesma nota, mas com diferença de alturas de uma oitava. Estes pares de cordas são tocados sempre juntos, como se fossem uma só corda.

    Uma característica que destaca a viola dos demais instrumentos é que o ponteio da viola utiliza muito as cordas soltas, o que resulta um som forte e sem distorções, se bem afinada. As notas ficam com timbre ainda mais forte pois este é um instrumento que exige o uso de palheta, dedeira ou principalmente unhas compridas, já que todas as cordas são feitas de aço e algumas são muito finas e duras.

    Símbolo nacional

    A viola é o símbolo da original música sertaneja, conhecida popularmente como moda de viola ou música raiz.

    No Brasil, é um instrumento tradicional, musicas entoadas em suas cordas atravessaram décadas e gerações e até hoje estão presente no nosso dia a dia da cultura brasileira.

    Em Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul dentre outros, a viola tem destaque na musica, onde a tradição da moda de viola é passada de geração em geração.

    Lendas e histórias

    Existem diversas lendas e histórias acerca da tradição dos violeiros.

    Há diversas lendas e histórias a respeito das afinações da viola. O nome da afinação Cebolão seria do fato de as mulheres chorarem, emocionadas ao ouvir a música, como quem corta cebola.

    A afinação Rio Abaixo seria originada na lenda de que o Diabo costumava descer os rios tocando viola nessa afinação e, com ela, seduzindo as moças e as carregando rio abaixo. Do violeiro que utiliza esta afinação diz-se, eventualmente, que pode estar enfeitiçado ou ter feito pacto com o demônio.

    Acredita-se que a arte de tocar viola seja um dom de Deus, e quem não o recebeu ao nascer nunca será um violeiro de destaque. Porém, a lenda diz que mesmo a pessoa não contemplada com este dom pode adquirir habilidade de um bom violeiro. Uma das opções seria uma magia envolvendo uma cobra-coral venenosa e é conhecida como simpatia da cobra-coral. Outro modo seria fazer rezas no túmulo de algum antigo violeiro na sexta-feira da paixão. Há ainda a possibilidade de o violeiro firmar um pacto com o Diabo para aprender a tocar viola.

    O pesquisador Antônio Candido conta que na região da Serra do Caparaó, assim como em outras, o Diabo é considerado o maior violeiro de todos. Tal mito explica a quantidade de histórias, em todo o Brasil, de violeiros que teriam feito pacto com o Diabo para tocarem bem. Porém, o violeiro que faz este tipo de pacto não vai para o inferno já que todos no “céu” querem violeiros por lá.

    Uma característica dos violeiros típico do nordeste são os duelos de tocadores. Todo bom violeiro se auto-afirma o melhor da região. Se outro violeiro o contraria, o duelo está começado.

    Em certas regiões, por tradição, as violas carregam pequenos chocalhos feitos de guizo de cascavel, pois segundo a lenda, tem poder de proteção para a viola e para o violeiro. Segundo contam os violeiros de antigamente, o poder do guizo chega a quebrar as cordas e até mesmo o instrumento do violeiro adversário.

    Folclore brasileiro

    A viola está presente em diversas manifestações brasileiras, como Catira, Fandango, Folia de Reis, e outras, pelo Brasil afora.

    O Rei da Viola

    José Dias Nunes, conhecido como Tião Carreiro, ficou conhecido na história como o Rei da Viola, devido a seu gênero musical, conhecido como pagode caipira ou pagode sertanejo.

    Grandes duplas e conjuntos de violeiros

    Viola caipira.

    Grandes violeiros

    Referências

    1. a b Ivan Vilela. O caipira e a Viola em: Sonoridades luso-afro-brasileiras: Brasileira. Lisboa: ICS, 2003. 173-189 pg.

    Bibliografia

    • Araújo, Rui Torneze de. Viola Caipira: Estudo Dirigido. São Paulo: Irmãos Vitale S/A, 1998. 64 pg. CDD 787.3
    • Corrêa, Roberto. A Arte de Pontear Viola. Brasília/Curitiba: Edição do Autor, 2000. 259 pg. ISBN 85-901603-1-9
    • Moura, Reis. Descomplicando a Viola: Método Básico de Viola Caipira. Brasília: Edição do autor, 2000. 62 pg. 2 vol. vol. 1. ISBN 85-901637-1-7
    • Queiroz, Eusébio Divino de. Repertório de Ouro para Viola Caipira. São José do Rio Preto: Ricordi, 2000. 76 pg.
    • Viola, Braz da. A Viola Caipira. São Paulo: Ricordi, 1992. 47 pg.
    • Viola, Braz da. Manual do Violeiro. São Paulo: Ricordi, 1999. 74 pg.
    • Viola, Braz da. Um Toque de Viola. São Paulo: Edição do autor, 2001.
    • Viola, Braz da. 10 peças para tocar. São Paulo: Edição do autor, 2001.
    • Viola, Braz da. Pagode de Cabo a Rabo. São Paulo: Edição do autor, 2003.
    • Viola, Braz da. Viola-de-Cocho: método prático. São Paulo: Edição do autor, 2004.
    • Viola, Braz da. Ponteios, O Pulo do Gato. São Paulo: Edição do autor, 2004.

    Ligações externas

  • V Simpósio sobre Reforma Agrária e Questões Rurais: Políticas Públicas e Caminhos para o Desenvolvimento

    Date: 2012.05.29 | Category: CECMundoRural | Response: 0