Posts Tagged ‘educação patrimonial’

  • 1ª Feira da Barganha de Produtos Agroecológicos do Ibilce – Unesp – Rio Preto

    Date: 2012.06.12 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Bom Dia Amigos do Mundo Rural!

    No dia 19 – 06 – 2012, a partir das 18:00h, no DAF (Diretório Acadêmico da Filosofia) do Ibilce – Unesp de Rio Preto, ocorrerá a 1ª Feira da Barganha de Produtos Agroecológicos. O que é uma “Feira da Barganha”? Trata-se de uma feira de alimentos limpos, sem agrotóxicos produzidos no “Assentamento Reunidas” da cidade de Promissão – SP. Na feira são trocados produtos (listados a seguir) por roupas, materiais de higiene e limpeza, etc. (Os alimentos também podem ser comprados com dinheiro para quem não quiser “barganhar” algum produto). Exemplos de produtos: molho de pimenta, pimenta em conserva, farinha de mandioca, mel, pão integral, geleia de uva, doce de goiaba, produtos em natura, limão cravo, banana, abacate, mandioca, abobrinha, alface, cheiro verde, quiabo, almeirão, coentro, jiló, mostarda (folha), mudas de sálvia, etc. Obs. Levar sacolas recicláveis para levar os alimentos.

    O “Assentamento Reunidas” na cidade de Promissão – SP tem aproximadamente 25 anos e é considerado um “modelo” para a reforma agrária no Brasil, são 820 famílias, distribuídas em 629 lotes, num total de 3.127 pessoas morando, e mais de 300 trabalhando na área. Grande parte das famílias que atualmente moram na Reunidas chegaram à região ainda em 1985, vindas de 12 cidades do interior de São Paulo. No assentamento de Promissão cada família tem um lote médio de 8 hectares. A maioria comercializa sua produção e tem seus próprios compradores. Diariamente chegam caminhões vindos de cidades próximas como Lins, Marília, São José do Rio Preto, Bauru, entre outras, para levarem a produção. Algumas famílias, poucas, preferem vender sua produção na feira livre de Promissão. A forma de organização da produção é através do cooperativismo. Uma das principais entidades presentes no assentamento é a Comissão Pastoral da Terra (CPT), que apoia os assentados e a manutenção do sistema cooperativo presente no assentamento.

    LOCAL: DAF – Diretório Acadêmico da Filosofia – Ibilce – Unesp – Rio Preto.

    APOIO

    ADUNESP – Rio Preto – Associação dos Docentes da Universidade Estadual Paulista

    CAPED – Centro Acadêmico “Wilson Cantoni” da Pedagogia – Ibilce – Unesp – Rio Preto

    CPT – Comissão Pastoral da Terra – Promissão – SP

    DAF – Diretório Acadêmico da Filosofia – Unesp – Rio Preto

    NARA-RP – Núcleo Ação pela Reforma Agrária – Rio Preto

  • Coopcerrado: lucro e desenvolvimento sustentável no mesmo bioma

    Date: 2012.06.11 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Bom Dia Amigos do Mundo Rural!

    Conviver e respeitar o cerrado tirando dele a renda para a sobrevivência da família. Esta é a forma de trabalho da Cooperativa Mista de Agricultores Familiares, Extrativistas, Pescadores, Vazanteiros e Guias Turísticos do Cerrado (Coopcerrado). A cooperativa, que se diferencia por sua produção agroecológica, terá espaço garantido na Praça da Sociobiodiversidade instalada na Rio+20, evento que acontece na capital fluminense de 13 a 22 de junho.  A Praça é uma iniciativa conjunta do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), Ministério do Meio  Ambiente (MMA)  e Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
    Criada há 12 anos, com a junção de seis comunidades rurais do Centro-Oeste, a Coopcerrado cresceu. Hoje está presente em 45 municípios de cinco estados e reúne mais de 1,6 mil famílias. No ano passado, o volume de vendas da cooperativa atingiu a marca de R$ 2,8 milhões. Na Praça da Sociobiodiversidade mais de 30 produtos do catálogo da cooperativa, como a linha de temperos e condimentos e a linha de derivados do baru – castanhas, cookies e barras de cereal – poderão ser consumidos inclusive pelos participantes da Rio +20. Os produtos da cooperativa têm a marca Empório do Cerrado e contam com o Selo de Identificação da Participação da Agricultura Familiar (SIPAF) do MDA.

    Quando entrou para a cooperativa, uma das primeiras coisas que o agricultor Oreles Araújo da Silva aprendeu foi aproveitar o ambiente sem destruí-lo. A forma de produção se encaixou perfeitamente às necessidades do produtor. Ele acabou descobrindo que podia gastar menos deixando de usar adubos e defensivos químicos, que são muito caros, afetam a saúde humana, assim como, do solo e meio ambiente e ainda aproveitar melhor a terra, que com o uso contínuo desses produtos poderia tornar-se inutilizável para agricultura.

    Com a participação na conferência, o ministério espera colocar a agricultura familiar e o desenvolvimento agrário na pauta das discussões. “Nosso entendimento é que a agricultura familiar é uma forma de produção, um modo de vida, capaz de responder aos desafios de uma produção agrícola que gere alimentos saudáveis, aproveitando os recursos naturais de uma maneira sustentável”, afirma o Chefe da Assessoria para Assuntos Internacionais e de Promoção Comercial do MDA, Francesco Pierri.

    De acordo com os dados da Secretaria de Agricultura Familiar (SAF) do MDA, o bioma Cerrado abriga 608 mil estabelecimentos da agricultura familiar.

    Desenvolvimento sustentável
    Uma das maiores preocupações da cooperativa é com o desenvolvimento sustentável, preocupação esta expressa também na apresentação da marca no portal Empório do Cerrado: “Somos uma densa e orgânica rede comunitária de agricultores familiares, extrativistas, pescadores, vazanteiros e guias turísticos e utilizamos nossa cultura com, e não contra, os cerrados. Levamos em consideração a imensa diversidade biológica, riqueza hídrica e potencial produtivo”.

    Para tanto, a cooperativa mantém um processo de educação dos membros para uma produção cada vez mais agroecológica, desenvolvida por meio da formação de agroextrativistas monitores que acompanham o planejamento da unidade familiar e/ou áreas comunais para dinamizar um processo de produção agroecológica (o) e (com)  manejo sustentável. Entre os princípios da Coopcerrado está a não realização de queimadas, a coleta de frutos caídos no chão (extrativista) – deixando ainda uma parte para consumo dos animais – e o cultivo de roças de forma ecológica.

    “Aprendemos a respeitar a natureza. Não precisamos destruí-la para usá-la em nosso benefício. Temos que saber conviver no mesmo ambiente. Lucro e sustentabilidade podem ocupar o mesmo espaço”, afirma o conselheiro da Coopcerrado, Flávio Cardoso da Silva.

    Membro da Coopcerrado desde 2003, o agricultor Oreles Araújo da Silva, a esposa e a filha caçula moram e tiram o sustento do sítio de 27 hectares no município de Goiás (GO). As plantações são as mais variadas, desde arroz, milho e mandioca, usados principalmente para autoconsumo, como também açafrão, gergelim e banana, que são entregues à cooperativa. A família também vende leite, mel e frangos caipiras. Cada espaço da propriedade é aproveitado, inclusive a área de preservação ambiental, da qual colhem os frutos nativos como jatobá e baru.

    Hoje, ele trabalha com compostagem, aproveitando os resíduos orgânicos da propriedade para adubar as lavouras, e com iscas para espantar os insetos – em vez de matar os animais, usa produtos naturais como pimenta, fumo e urina de gado como repelente. “A produção sustentável foi uma das responsáveis pela minha permanência na zona rural. Conheço muitas pessoas que se endividaram muito comprando químicos e tiveram de vender suas terras”, conta.

    Outro ponto fundamental para manutenção da família no campo veio das políticas do MDA. O agricultor acessa anualmente o Pronaf Custeio para financiar a produção e já adquiriu uma ordenha mecânica por meio do Mais Alimentos. “É muito difícil produzir sem capital para começar. Os finaciamentos do MDA proporcionaram alcançar nossos objetivos”, afirma. Além disso, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) são os principais mercados para o escoamento da produção da família Silva e da própria cooperativa.

    Cooperativismo
    O ano de 2012 foi escolhido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como ano Internacional das Cooperativas. Para o MDA o cooperativismo é a melhor forma de inclusão socioeconômica dos agricultores familiares. Por intermédio desses empreendimentos, as famílias podem organizar sua produção, tendo maior segurança no momento da comercialização e, muitas vezes, realizar processos de agregação de valor à sua produção, seja em processos simples, como limpeza e classificação, ou mais complexos como agroindustrialização.

    Assim como os agricultores familiares individuais, aqueles organizados em cooperativas ou associações podem acessar as linhas de crédito  disponibilizadas pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que financia projetos que gerem renda aos agricultores familiares e assentados da reforma agrária. O programa possui as mais baixas taxas de juros dos financiamentos rurais, além das menores taxas de inadimplência entre os sistemas de crédito do País.

    O Pronaf Agroindústria – linha que financia investimentos em infraestrutura para beneficiamento e processamento da produção – está financiando a montagem de duas unidades de beneficiamento da Coopcerrado, uma para produção de óleos vegetais e um entreposto apícola. “É um passo muito importante e vai ajudar a cooperativa a crescer ainda mais”, afirma Oreles.

    Atualmente a principal fonte de renda dos cooperados é o mercado institucional. Em 2011, foram quase 300 toneladas de frutos entregues a escolas por meio do PAA e Pnae. Ambos os programas, apoiados pelo MDA, priorizam a participação de grupos organizados. A modalidade do PAA , executada pelo MDA e operacionalizada por meio de organizações da agricultura familiar, disponibiliza recursos para que a organização adquira a produção de agricultores familiares e forme estoque de produtos para posterior comercialização.

    A participação no Pnae também requer que os agricultores estejam organizados em grupos formais ou informais. Desde junho de 2009, com a aprovação da Lei nº 11.947, a agricultura familiar passou a fornecer gêneros alimentícios a serem servidos nas escolas da rede pública de ensino. A lei prevê que, do total dos recursos repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) ao Pnae para a compra de alimentos, no mínimo 30% devem provir da agricultura familiar.

    Em parceria com o MDA, a  Coopcerrado também participa de um projeto de geração de renda e agregação de valor e do programa Talentos do Brasil. Além disso, a associação já entrou com pedido para se cadastrar na Rede Brasil Rural. A expectativa é que a nova ferramenta virtual, desenvolvida pelo MDA, amplie o mercado possibilitando as compras de matérias-primas junto a outras cooperativas e diminuindo assim o custo de produção.

    Informação retirada de: http://www.mda.gov.br/portal/noticias/item?item_id=9873679

  • Compras para alimentação escolar já podem ser feitas pela Rede Brasil Rural

    Date: 2012.06.08 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Bom Dia Amigos do Mundo Rural!

    As entidades executoras (escolas, prefeituras e secretarias de educação) do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), já podem disponibilizar no portal da Rede Brasil Rural (redebrasilrural.mda.gov.br) os editais de compra de produtos da agricultura familiar para a alimentação escolar. Agora, os editais de todo o país serão publicados por meio da ferramenta virtual criada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e distribuídos diretamente aos empreendimentos familiares que produzem os alimentos requeridos para alimentar alunos da rede pública de ensino de todo o país. Cerca de 160 mil gestores do Pnae de todo país já estão pré-cadastrados na Rede Brasil Rural.

    O secretário nacional de Agricultura Familiar do MDA, Laudemir Müller, avalia que a novidade é mais uma oportunidade para o agricultor comercializar seus produtos de maneira simples e dinâmica. “Os empreendimentos vão ter acesso à demanda de alimentação de todas as escolas do Brasil, que hoje, representam mais de 110 milhões de refeições por dia. A ação faz parte da estratégia política da secretaria e do ministério para fortalecer a organização econômica da agricultura familiar com foco na geração de renda”, destaca Müller.

    A novidade é uma ação desenvolvida pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) em parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), vinculado ao Ministério da Educação (MEC). Com a ferramenta virtual, os resultados dos editais e prestação de contas dos gestores e dos agricultores familiares passam a ser feitos diretamente no portal, o que aumenta a transparência da oferta e a compra de produtos para a alimentação escolar. A lei 11.947 (Lei da Alimentação Escolar) determina a utilização de, no mínimo, 30% dos recursos repassados pelo FNDE na compra de produtos da agricultura familiar para a alimentação escolar.

    Benefícios para quem compra e para quem vende

    Com a operacionalização do Pnae dentro da Rede Brasil Rural, escolas, prefeituras municipais e secretarias de educação passam a contar com mais um meio para publicar os seus editais e anunciar a sua demanda por alimentos da agricultura familiar. Além disso, vai facilitar o acesso das entidades executoras do programa aos produtores. Os benefícios para as cooperativas e associações da agricultura familiar são o acesso facilitado na busca pela demanda de alimentos e aumento das vendas para a alimentação escolar. Hoje, os editais também são publicados por outros meios, como, por exemplo, nas páginas da internet das entidades executoras e em jornais locais.

    Quem pode comprar são todas as instituições da rede pública de ensino federal, estadual e municipal que recebem recursos do FNDE – escolas, secretarias de educação e prefeituras – que recebem recursos do FNDE. Quem pode vender pelo site são todos os agricultores familiares representados por meio de suas cooperativas (cadastradas na rede) e que tenham a Declaração de Aptidão ao Pronaf jurídica (DAP). Cada agricultor familiar pode vender para o Pnae até R$ 9 mil por ano. Os editais publicados no portal apresentam dados sobre o município comprador, número do edital e data limite para envio dos projetos de venda.

    No portal, os gestores do Pnae têm acesso direto a pesquisa de preços, oferta de produtos, modelos de edital e distribuição do edital a agricultores familiares que produzam os produtos requeridos. Para o coordenador da Rede Brasil Rural, Marco Antônio Viana Leite, a ferramenta virtual aumenta a transparência do sistema de compras da agricultura familiar. “Trata-se de um sistema simplificado onde os empreendimentos cadastrados na rede vão poder ofertar os produtos conforme o que está sendo pedido nos editais de compra. Abre-se mais um espaço para que o agricultor garanta a venda do seu produto e gere renda para a sua família”, esclarece Leite.

    Como inserir um edital na Rede Brasil Rural

    Para inserir um edital na Rede, as entidades executoras devem realizar um cadastro dentro da Rede Brasil Rural e se identificar como gestor do Pnae. O mesmo vale para as cooperativas que querem vender para o alimentação escolar: é preciso criar um cadastro, inserindo informações sobre o empreendimento, o número da DAP jurídica, endereço e detalhes dos produtos a serem ofertados. Para tirar dúvidas sobre como acessar a Rede, há também o e-mail redebrasilrural@mda.gov.br. Os editais inseridos na página exclusiva do Pnae dentro do portal da Rede Brasil Rural são disparados automaticamente pelo sistema virtual a todas as cooperativas já cadastradas e localizadas na região do edital. Os empreendimentos da agricultura familiar podem também ofertar os seus produtos para um edital de uma região fora do seu município.

    O empreendimento vai responder via sistema para o executor do edital, informando o preço do seu produto e a quantidade que pode ser entregue.

    Rede Brasil Rural

    A Rede Brasil Rural (RBR) foi lançada em dezembro de 2011. É uma ferramenta virtual criada pelo MDA para auxiliar os agricultores familiares na compra de insumos e na venda de seus produtos. O site exige o cadastramento de cooperativas de agricultores familiares. Além de garantir e facilitar a comercialização dos produtos da agricultura familiar, a Rede Brasil Rural possibilita que agricultores familiares representados por suas cooperativas comprem, juntos, insumos como sementes, máquinas e equipamentos.

    Notícia retirada de: http://www.mda.gov.br/portal/saf/noticias/item?item_id=9713826

  • V Simpósio sobre Reforma Agrária e Questões Rurais: Políticas Públicas e Caminhos para o Desenvolvimento

    Date: 2012.05.29 | Category: CECMundoRural | Response: 0