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  • 17 de Abril: Dia Internacional de Luta pela Terra

    Date: 2012.04.18 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    (Fotografia do Livro “Terra” de Sebastião Salgado, José Saramago e Chico Buarque).

    Quando eu morrer / Cansado de guerra / Morro de bem / Com a minha terra:

    Cana, caqui / Inhame, abóbora / Onde só vento se semeava outrora

    Amplidão, nação, sertão sem fim / Ó Manuel, Miguilim / Vamos embora

    (Chico Buarque – Assentamento)

    “Morrer de bem com a minha terra”. Infelizmente, muitos sem-terra já morreram sem ter uma terra que possam chamar de sua. O massacre de Eldorado dos Carajás, ocorrido em 1996, na BR 155, sul do Pará, no qual 155 policiais militares utilizaram armas de fogo contra 1500 Sem Terras, entre os quais mulheres e crianças.

    A ação da PM assassinou 19 camponeses e expôs para todo o país a questão da violência no campo contra aqueles que lutam pela Reforma Agrária. Até hoje, ninguém foi punido pelo massacre, e os sobreviventes, mutilados tanto física quanto psicologicamente, continuam sem receber a devida assistência médica.

    Em 2002, o então presidente Fernando Henrique Cardoso reconheceu o dia 17 de abril como o Dia Internacional de Luta pela Terra. O MST realiza durante o mês de abril jornadas de lutas, com ocupações, marchas e atos pelo país inteiro, para pressionar o governo a priorizar a pauta da Reforma Agrária e honrar a memória daqueles que perderam suas vidas na luta pela terra.

    “Nosso dia de lutas surgiu infelizmente por causa de Eldorado dos Carajás. O latifúndio é inerentemente violento e impede as pessoas de viver e trabalhar no Campo. O que ocorreu em Carajás nos dá força e clareza para lutar, pois enquanto houver latifúndio, a desigualdade, violência e falta de democracia no Campo vão continuar”, acredita Jaime Amorim, dirigente do MST em Pernambuco.

    Para Dom Tomás Balduíno, Bispo emérito de Goiás co-fundador da Comissão Pastoral da Terra (CPT), “esse dia lembra a força da caminhada dos trabalhadores do Campo, que se arrasta desde Zumbi dos Palmares até hoje na história do Brasil. A luta pela Reforma Agrária não é questão de conseguir apenas um pedaço de chão, mas de mudar nosso país. A luta é profunda, ampla e de mudanças”.

    A terra está ali, diante dos olhos e dos braços, uma imensa metade de um país imenso, mas aquela gente (quantas pessoas ao todo? 15 milhões? mais ainda?) não pode lá entrar para trabalhar, para viver com a dignidade simples que só o trabalho pode conferir, porque os voracíssimos descendentes daqueles homens que primeiro haviam dito: “Esta terra é minha”, e encontraram semelhantes seus bastante ingênuos para acreditar que era suficiente tê-lo dito, esses rodearam a terra de leis que os protegem, de polícias que os guardam, de governos que os representam e defendem, de pistoleiros pagos para matar. (José Saramago)

    Dezesseis anos depois do massacre, os conflitos no campo continuam; neste ano, três membros do MLST foram assassinados em Minas Gerais. Já em Pernanbuco, outros dois companheiros do MST foram tombados por balas de pistoleiros nos últimos dias.

    Jaime acredita que hoje a violência contra os assentados está mais seletiva. “Temos dois tipos de violência: a primeira, perpetrada por grandes grupos de fazendeiros atacando lideranças locais, como aconteceu este ano. A segunda é a violência do Estado, que se utiliza do aparato jurídico para impedir as pessoas de olhar para frente e enxergar a perspectiva de uma Reforma Agrária concreta. O fato de que temos muitos acampamentos que já duram 10, 15 anos pela desapropriação do Estado é por si só uma violência”.

    Dom Tomás afirma que esta violência ocorre porque “o poder público nega sistematicamente a Reforma Agrária, apoiando o discurso dos grandes fazendeiros e empresas de que ‘o agronegócio é o modelo do progresso’. Tudo que se opõe a este suposto progresso, segundo essa lógica, são obstáculos que devem ser removidos”.

    Aliado a isso está o papel da mídia, cujas informações refletem os interesses das elites alinhadas com o agronegócio. “A imprensa mudou sua postura: antigamente ela criminalizava os movimentos e desqualificava a luta e as lideranças. Hoje, ela tenta ignorar as lutas sociais de sua agenda, e a população, sem informação, se afasta do tema, formulando ideias de que o movimento está desmobilizado ou que a luta pela Reforma Agrária não é mais importante”, analisa o dirigente do MST.

    E se, de repente / A gente não sentisse / A dor que a gente finge / E sente

    Se, de repente / A gente distraísse / O ferro do suplício / Ao som de uma canção

    Então, eu te convidaria / Pra uma fantasia / Do meu violão

    (Chico Buarque – Fantasia)

    Para que a Reforma Agrária torne-se realidade e a felicidade deixe de ser uma fantasia, é preciso lutar. Jaime afirma que “estamos animados para a jornada de lutas deste ano, pois ela vai ser uma demarcação de força. Estamos construindo uma unidade maior entre unidades e movimentos do campo, pois todos nós temos sido agredidos pelo mesmo aparato. Temos que nos unir para soltar um grande grito pela Reforma Agrária e contra o latifúndio”.

    O rio de camponeses se põe novamente em movimento; foices, enxadas e bandeiras se erguem na avalanche incontida das esperanças nesse reencontro com a vida – e o grito reprimido do povo sem-terra ecoa uníssono na claridade do novo dia: “REFORMA AGRÁRIA, UMA LUTA DE TODOS!” (Sebastião Salgado)”

    Terra, 15 anos

    Os trechos em negrito e a foto desta matéria foram retirados do livro Terra, que foi lança há 15 anos. O livro é composto por fotos do fotógrafo Sebastião Salgado sobre a vida dos indígenas e camponeses em um país cuja terra não lhes pertence mais. O prefácio é do escritor José Saramago, e as músicas de Chico Buarque, cujo CD acompanha a obra. Os três juntos constituem a Coleção Terra, criada em 1997. Para Dom Tomás, a arte com foco político se faz fundamental, pois “o povo que luta também celebra, canta, faz seus repentes e trovas. A caminhada do povo é poética, inspirada na mística e profética”.

    Jaime avalia que “o MST sempre produziu muito culturalmente, e isto serve de inspiração para quem acompanha o Movimento de fora, como artistas famosos, apoiarem o movimento. Mas os momentos onde a arte está mais próxima da luta política são os momentos de maior mobilização. Arte, cultura e educação caminham lado a lado no movimento”.

    Reelaborado a partir de José Coutinho Júnior da Página do MST.

  • O Nosso Silva: José Antônio da Silva

    Date: 2012.04.11 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    José Antônio da Silva São Jorge e o Dragão , 1949 óleo sobre tela, c.i.e.  45 x 60 cm Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (SP) Reprodução Fotográfica Gerson Zanini

    José Antônio da Silva (Sales de Oliveira SP 1909 – São Paulo SP 1996). Pintor, desenhista, escritor, escultor, repentista. Trabalhador rural, de pouca formação escolar, é autodidata. Em 1931, muda-se para São José do Rio Preto, São Paulo. Participa da exposição de inauguração da Casa de Cultura da cidade, em 1946, quando suas pinturas chamam atenção dos críticos Lourival Gomes Machado (1917-1967), Paulo Mendes de Almeida (1905-1986) e do filósofo João Cruz e Costa. Dois anos depois, realiza mostra individual na Galeria Domus, em São Paulo. Nessa ocasião Pietro Maria Bardi (1900-1999), diretor do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), adquire seus quadros e deposita parte deles no acervo do museu. O Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP) edita seu primeiro livro, Romance de Minha Vida, em 1949. Na 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, recebe prêmio aquisição do Museum of Modern Art (MoMA) [Museu de Arte Moderna] de Nova York. Em 1966, Silva cria o Museu Municipal de Arte Contemporânea de São José do Rio Preto e grava dois LPs, ambos chamados Registro do Folclore Mais Autêntico do Brasil, com composições de sua autoria. No mesmo ano, ganha Sala Especial na 33ª Bienal de Veneza. Publica ainda os livros Maria Clara, 1970, com prefácio do crítico literário Antônio Candido (1918); Alice, 1972; Sou Pintor, Sou Poeta, 1982; e Fazenda da Boa Esperança, 1987. Transfere-se de São José do Rio Preto para São Paulo, em 1973. Em 1980, é fundado o Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva (MAP), em São José do Rio Preto, com obras do artista e peças do antigo Museu Municipal de Arte Contemporânea.

    Comentário Crítico

    Autodidata de formação, José Antônio da Silva exerce várias atividades, entre elas a de trabalhador rural, até o seu trabalho como artista ser descoberto em 1946, durante exposição na Casa de Cultura, em São José do Rio Preto, despertando o interesse de críticos de arte que participavam do evento. Suas primeiras pinturas possuem cores frias e escuras. A partir de 1948, realiza paisagens de caráter mais lírico, empregando uma gama cromática mais viva e variada. Expõe nas três primeiras edições da Bienal Internacional de São Paulo, e nessa época, sua obra revela a influência pela pincelada vibrante de Vicent van Gogh (1853-1890), em 1955, passa a realizar quadros baseado no pontilhismo, nos quais os pontos ou traços de cor proporcionam destaque a matéria, como em Espantalhos diante da Paisagem (1956).

    Apresenta em suas telas espaços amplos, abertos e temas ligados a vida no campo, como o algodoal, os cafezal e o boi no pasto, que acabam tornando-se sua produção mais conhecida. Como nota o crítico P.M. Bardi, o artista revela grande espontaneidade na abstração dos detalhes em suas telas, onde, por exemplo, fileiras de pontos brancos indicam o algodoal. Destacam-se em sua obra o desenho expressivo, o senso da cor e o caráter de fantasia. Silva percorre uma grande variedade de temas: natureza-morta, pintura sacra, marinha, pintura histórica e de gênero. Algumas telas possuem um tom irônico. Nos quadros realizados a partir da década de 1970, o artista cria maior distinção entre a figura e o plano de fundo, empregando também grandes planos de cores.

    Texto retirado da Enciclopédia Itaú Cultural – Arte Visuais: http://www.itaucultural.org.br

  • Sim, eu posso! (Yo si puedo): metodologia cubana busca erradicação do analfabetismo em Fortaleza

    Date: 2012.04.06 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Boa Tarde Amigos do Mundo Rural!

    Está em curso em Fortaleza (CE) a aplicação do método cubano de alfabetização “Sim, Eu Posso” (Yo si puedo). A ação é uma parceria do governo municipal com o setor de educação do MST, como parte do Programa Fortaleza Alfabetizada, e deve formar 1888 turmas de jovens e adultos.

    O projeto visa a alfabetização e o acompanhamento na continuidade da formação do maior número de pessoas possível. Segundo Ana Edite, da prefeitura de Fortaleza e da coordenação geral do programa, a meta é tornar a região um território livre do analfabetismo. Para isso o índice de analfabetos deve ser inferior a 4%, mesma porcentagem usada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) para declarar um país livre do analfabetismo.

    O sistema usado nessa empreitada foi desenvolvido por uma equipe coordenada pela pedagoga cubana Inés Relys Diaz e pelo instituto Pedagógico Latino Américo e Caribenho (IPLAC), entre 1997 e 1998. Trata-se de uma série de vídeo-aula, no formato de telenovela, que totalizam 32,5 horas de gravação.

    Televisores e aparelhos de DVD são ferramentas indispensáveis na aplicação do programa. O uso das “telenovelas” em diferentes países demanda de uma adaptação cultural, mas isso não interfere na eficácia do curso.

    A partir da diretriz dos vídeos, cria-se uma associação entre números e letras mais usadas, que introduzem o aluno no mundo da leitura. Tanto as vídeos-aulas quanto a ligação entre números e letras são adaptadas nos diferentes idiomas para os quais o Sim, Eu Posso foi traduzido.

    Participação do MST

    “A gente faz parte de um coletivo que acompanha essa ação aqui em Fortaleza. Principalmente a Brigada sem Fronteiras, composta por militantes do MST, que atua juntamente com a secretaria de educação do município nessa coordenação do projeto Fortaleza Alfabetizada com o método cubano do Sim, Eu Posso”, explica Maria de Jesus, coordenadora do setor de educação do MST. A própria tradução do Yo si puedo para o português e para realidade brasileira foi uma realização do MST em parceira com Cuba.

    A prefeitura já tinha boa relação com o movimento na parte da educação, e como a utilização do método cubano se mostrou eficaz em outras regiões por meio da experiência de cinco anos do MST, a parceria surgiu como alternativa de sair dos entraves que o sistema vigente de educação não consegue superar.

    Um exemplo disso é o número de escolas e suas localizações geográficas, que nem sempre satisfazem a necessidade de áreas periféricas. Uma saída para esse empecilho é a utilização de espaços alternativos para as aulas, tais como associações de moradores, igrejas e outros espaços públicos ou privados que possam receber os novos estudantes.

    No entanto, a distribuição dos materiais audiovisuais comprados pelo município é muito mais lenta quando o destinatário não é um prédio público. Isso atrasou o início do curso nos espaços alternativos.

    Consolidação

    Terminadas as 65 vídeos-aulas de alfabetização, são organizados os ciclos de cultura, que servem para caminhar no sentido da compreensão de palavras e textos. Esse é um sistema pensado pelo educador brasileiro Paulo Freire. Segundo Maria Cristina, “isso serve para dar continuidade no processo de alfabetização”. Ao todo, o processo em Fortaleza deve levar oito meses.

    Ana Edite enxerga a problemática do analfabetismo enquanto um indicador e uma ferramenta de exclusão econômica. No mesmo sentido segue Maria de Jesus, ao acreditar que o analfabetismo é uma questão de classe social. “Analfabetos no Brasil são os pobres, os negros, a classe trabalhadora…”.

    Segundo Maria, a perpetuação dessa marca de opressão se propaga com uma intenção das classes dominantes, já que a falta de instrução se relaciona com a conformação do trabalhador, que não tem alternativas de melhoria de vida ou “visão de transformação social”, completa.

    Texto reelaborado a partir de Guilherme Almeida da página do MST.

  • Visita Coletiva à Escola Nacional Florestan Fernandes – ENFF – Convite e Programa

    Date: 2012.03.16 | Category: Sem categoria | Response: 0

     

    (Escola Nacional Florestan Fernandes  – ENFF  Guararema – São Paulo – SP – Brasil)

    Bom Dia Amigos do Mundo Rural! Tudo bem?

    Situada em Guararema (a 70 km de São Paulo), a Escola Nacional Florestan Fernandes foi construída, entre os anos 2000 e 2005, graças ao trabalho voluntário de pelo menos mil trabalhadores sem terra e simpatizantes. Nos cinco primeiros anos de sua existência, passaram pela escola 16 mil militantes e quadros dos movimentos sociais do Brasil, da América Latina e da África. Não se trata, portanto, de uma “escola do MST”, mas de um patrimônio de todos os trabalhadores comprometidos com um projeto de transformação social. Entretanto, no momento em que o MST é obrigado a mobilizar as suas energias para resistir aos ataques implacáveis dos donos do capital, a escola torna-se carente de recursos.  Nós não podemos permitir, sequer tolerar a ideia de que ela interrompa ou sequer diminua o ritmo de suas atividades.

    A escola oferece cursos de nível superior, ministrados por mais de 500 professores, nas áreas de Filosofia Política, Teoria do Conhecimento, Sociologia Rural, Economia Política da Agricultura, História Social do Brasil, Conjuntura Internacional, Administração e Gestão Social, Educação do Campo e Estudos Latino-americanos. Além disso, cursos de especialização, em convênio com outras universidades (por exemplo, Direito e Comunicação no campo). 

    O acervo de sua biblioteca, formado com base em doações, conta hoje com mais de 40 mil volumes impressos, além de conteúdos com suporte em outros tipos de mídia. Para assegurar a possibilidade de participação das mulheres, foram construídas creches (as cirandas), onde os filhos permanecem enquanto as mães estudam.

    Segue abaixo o convite e o programa para a visita coletiva à Escola Nacional Florestan Fernandes  – ENFF. Saudações, Prof. Fábio Fernandes Villela.

    Car@s Amig@s,

     A Associação dos Amigos da Escola Nacional Florestan Fernandes está organizando a próxima visita coletiva à Escola, no dia 31 de março 2012, sábado.

    Para quem ainda não conhece esse projeto, a visita vai colocá-lo diante de uma nova realidade concreta, construída, de forma voluntária e coletiva, pelos próprios alunos, que aponta para um futuro no qual a dignidade do ser humano não será mais privilégio de poucos.

    Além disso, você vai compreender que a Escola não é um projeto acabado, é um projeto em construção e sua visita tem também a intencionalidade de convidá-l@ a participar dessa construção. Sem você, sem todos nós, esse projeto não é possível.

    O custo da visita é de R$ 30,00, valor repassado para a ENFF para contemplar custos com café da manhã e almoço.

     Haverá uma van/onibus para a viagem São Paulo-ENFF-São Paulo, por isso pedimos que envie a informação se irá com meios proprios ou com o transporte que vamos contratar, o ponto de encontro será na Estação de Metrô Armenia (esquina da Av. do Estado com Rua Pedro Vicente, ao lado do ponto de taxi) , com saída as 7:30 horas e custo de R$20,00 por pessoa.

    Para que tod@s tenham um bom proveito desse passeio, que será monitorado por companheir@s da ENFF, o grupo será de no máximo 90 pessoas. Assim, solicitamos que você confirme sua presença, enviando nome completo, RG e comprovante do depósito das despesas de alimentação e/ou ônibus (Associação dos Amigos da ENFF, CNPJ 11.453.647/0001-95, Banco do Brasil – Ag. 3687-0 – Conta 285076-1) para o endereço eletrônico visitaenff@amigosenff.org.br, até o dia 28 de março.

    Programação na ENFF:

    8:30 às 9 horas: Chegada, recepção e café

    9 às 12 horas: Exibição do vídeo “ENFF – Uma Escola em Construção”, Apresentação do projeto da ENFF e da Associação dos Amigos da ENFF, Debate

    12 às 13 horas:  Almoço

    13 às 14 horas:  Visita monitorada às instalações da ENFF.

    14 às 15 horas:  Momento de solidariedade, depoimentos e mística de encerramento

    Contamos com a presença de tod@s!!!

    José Arbex Junior – Associação dos Amigos da ENFF

    Geraldo Gasparin – Escola Nacional Florestan Fernandes

  • Memórias da Questão Agrária em Rio Preto – SP – Brasil: Lyndolpho Silva

    Date: 2012.03.16 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    (Lyndolpho Silva em sua casa em Praga, década de 1970.)

    Filho de pequenos produtores arrendatários, Lyndolpho Silva nasceu em Barretos (SP) em 25 de novembro de 1924. No final da década de 1920 sua família retorna a Mendes (RJ), lugar de origem, onde foi matriculado no grupo escolar. Em meados da década de 1930, com o despejo pelo proprietário do sítio que ocupava, a família se estabelece em Cruzeiro (SP). Depois de trabalhar em frigorífico e padaria locais, Lyndolpho mudou-se aos 16 anos para o Rio de Janeiro, onde aprendeu o ofício de alfaiate e cursou o terceiro ano ginasial. Exerceu a profissão de alfaiate até o início dos anos 1950.

    No final de 1946 ele ingressa no Partido Comunista do Brasil (PCB) e sua atividade política então esteve voltada para a fundação de sindicatos paralelos. A partir de 1952 sua militância passa a ser marcada pelas atividades política e sindical voltadas para o campo. Em 1954, sob sua liderança, é fundada a União dos Lavradores e Trabalhadores Agrícolas do Brasil (Ultab), da qual será um dos diretores. A partir daí até 1964 sua militância será intensa na organização dos trabalhadores rurais do País. Colaborou regularmente no jornal Terra Livre, organizou congressos sindicais como o importante Congresso Nacional de Belo Horizonte de 1961 e manteve vínculos fortes com organizações internacionais de trabalhadores rurais. No final de 1963 Lyndolpho Silva fundou, com outros companheiros, a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura (Contag), sendo seu primeiro presidente. Em 1965 teve seus direitos políticos cassados por 10 anos. Mas a grande tarefa a que se entregara nos últimos dez anos – a organização e o reconhecimento do trabalhador rual como ator político e a criação de uma extensa rede de sindicatos rurais no Brasil – havia sido realizada.

    De 1964 a 1973 ele esteve na clandestinidade sob permanente risco de prisão. No início de fevereiro de 1973 Lyndolpho se exila na Europa e se estabelece em Praga como um dos três secretários da União Internacional dos Sindicatos dos Trabalhadores na Agricultura, Florestas e Plantações (UISTAFP), sendo o responsável pela América Latina. Lyndolpho permaneceu nesse cargo até 1979, período esse em que viajou pela Europa, América Latina, África e Oriente Médio e foi, durante quatro anos, representante da UISTAFP na Organização Internacional do Trabalho.

    Em 1975, no exílio, ele se casa pela segunda vez com dona Esperança Vico. Beneficiado pela anistia, volta ao Brasil, São Paulo, em 1979. Vários espaços políticos terão a sua presença marcante, como o Centro de Memória Sindical, o jornal Correio Sindical, o Instituto Astrojildo Pereira. Mais recentemente ele fundou e dirigiu o Instituto Cultural Roberto Morena. Lyndolpho Silva faleceu com 80 anos na cidade de São Paulo no dia 7 de junho de 2005.

    Conheça o Instituto Cultural Lyndolpho Silva – ICLS:

    http://iclindolphosilva.blogspot.com.br

  • Pronacampo: MEC prepara projeto para reestruturar Educação do Campo

    Date: 2012.02.01 | Category: CECMundoRural | Response: 1

    Bom Dia Amigos do Mundo Rural! Tudo bem?

    O novo ministro da Educação, Aloizio Mercadante,deverá apresentar nas próximas semanas seu primeiro programa. O Pronacampo, preparado ainda durante a gestão de Fernando Haddad, pretende combater um dos gargalos da educação: dar mais atenção à educação rural, uma modalidade de ensino que abriga quase 6,5 milhões de estudantes, mas tem as piores escolas, professores e indicadores.

    Pelo menos mil municípios, com índices de pobreza aguda, receberão um grupo de ações para reverter o abandono. O projeto, que foi apresentado à presidente Dilma Rousseff durante as reuniões ministeriais da semana passada, inclui desde a construção de novas escolas até a formação dos professores.

    A lista dos municípios que serão beneficiados ainda não está fechada, mas se concentrará nas regiões Norte e Nordeste. O Prona campo começa pela construção ou reformadas escolas.

    Os recursos já estariam garantidos no orçamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e seriam repassados às prefeituras da mesma forma que hoje chega o dinheiro do Programa de Aceleração do Crescimento: em uma conta separada da prefeitura que só pode ser movimentada para pagamentos daquela obra específica.

    A licitação para a contratação das empresas que farão as escolas deverá ser centralizada. O próprio FNDE já fez o projeto do que deverão ser as escolas. Salas de aula, ginásio de esportes, refeitório, salas administrativas, uma área para hortas e outras atividades rurais e até mesmo dormitórios, para alunos e professores, estão previstos.

    Apesar de incluir também a compra de transporte escolar, o Pronacampo prevê a possibilidade de transformar algumas escolas em um semi-internato.

    Contraste

    As imagens quase idílicas usadas nos projetos, com vaquinhas holandesas e crianças loiras, estão distante da realidade das escolas rurais. A maioria das 80 mil unidades está muito abaixo de um padrão mínimo de qualidade. Muitas não têm água ou luz, a maioria não tem laboratório, biblioteca ou espaço de lazer. Há casos, segundo relatório do FNDE, de escolas com teto de folhas de coqueiro.

    Cálculo preliminar do MEC mostra que 78 mil professores das zonas rurais têm apenas o ensino médio. O programa pretende levar formação para esses docentes. A intenção é criar pequenos núcleos da Universidade Aberta do Brasil, sistema de ensino a distância do governo federal.

    Notícia retirada de: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,mec-prepara-projeto-para-reestruturar-educacao-no-campo,827533,0.htm

  • Nova turma de Pedagogia para Beneficiários da Reforma Agrária (Proped) se forma na Universidade Federal de Sergipe

    Date: 2012.01.21 | Category: CECMundoRural | Response: 0

     

    Na luta por uma educação de qualidade do campo, os camponeses entraram em ação para reivindicar o direito a uma educação de qualidade e voltada à própria realidade do meio rural.

    Dessa forma, por meio da parceria entre o MST e o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), foi possível realizar o Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia para beneficiários da Reforma Agrária (Proped).

    Alunos da turma especial de Direito para assentados passam no exame da OAB

    Com isso, assentados e filhos de assentados dos estados de Sergipe e Alagoas iniciaram o curso em 2007, em parceria entre a Universidade Federal de Sergipe (UFS), o Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão de Sergipe (Fapese) e movimentos sociais.

    A formatura será realizada nesta sexta-feira, às 20h, no Centro de Capacitação Canudos (CECAC), no Projeto de Assentamento Moacir Wanderlei, Povoado Quissamã, com toda a direção, militância e amigos, festejando mais uma conquista da luta dos trabalhadores e trabalhadoras.

    A turma foi batizada de Luiz Alberto pelos novos pedagogos da terra, homenageando um grande companheiro que foi educando do curso e dirigente estadual do MST em Sergipe, que infelizmente veio a falecer em acidente de carro no segundo semestre do ano passado.

    O que não falta agora são desafios para os novos educadores, que salientam que o principal será discutir com os sujeitos do campo sobre os seus direitos educacionais, e juntos, planejar estrategicamente métodos para a efetivação da educação do campo. Sabemos que essa tarefa não será fácil, mas temos a certeza que com a coletividade alcançaremos os nossos ideais.

    Reelaborado a partir da postagem de Gislene Reis na página do MST.

  • É Hoje: Festa de Santos Reis de Potirendaba – SP – Brasil

    Date: 2012.01.07 | Category: CECMundoRural | Response: 1

    Folia de Reis de Poloni – SP – Brasil (Fotógrafo: Muhammad Bakr)

    Bom Dia Amigos do Mundo Rural!

    Seis toneladas de carne bovina, 800 quilos de lingüiça, 15 mil pães e um caminhão de sorvetes vão ser servidos na tradicional Festa de Reis no bairro rural de Guajuvira, em Potirendaba. A expectativa dos organizadores é de público entre 12 e 15 mil pessoas. A comemoração é hoje, a partir das 14 horas, no km 14 da vicinal José Aguiar, que liga Potirendaba a Mendonça. A entrada e os alimentos são gratuitos. Os participantes pagam apenas pelas bebidas.

    A festa ocorre há 75 anos e pessoas de toda a região prestigiam. O empresário José Alberto Hischiavam, 39, de Rio Preto, há seis anos comparece religiosamente à Guajuvira. E leva toda a família. “Eu vou com minha esposa, meus dois filhos, minha mãe, cunhados”, diz. Além da presença, o empresário sempre recebe a bandeira de Reis em casa e colabora com a festa. Esse ano doou uma novilha. “Sou muito devoto e sempre que preciso peço ajuda a eles”.

    O aposentado Brás de Siqueira, 70, carrega a tradição familiar e participa desde os 8 anos de idade da festa. “Começou com o meu bisavô, passou para o meu avô e eu dou sequência”. Para não perder o costume, o aposentado leva toda a família. E ele não vai apenas para agradecer as graças alcançadas. Além de colaborar na organização do evento, Siqueira participa das apresentações. Hoje, ele vai ajudar nos cânticos.

    De acordo com o presidente da comissão organizadora, João Antonio Laureiro, foram abatidos 34 novilhas e seis porcos. O caminhão de sorvetes deve distribuir 15 mil picolés. Tudo adquirido através de doações da população. “Nós começamos a passar a bandeira pelas casas em setembro e reunimos as doações”. Na tarde de ontem, cerca de 200 pessoas ajudaram, voluntariamente, na organização do local.

    O lucro obtido com a venda das bebidas também vai ficar para a comunidade. “Para ajudar na manutenção da capela durante todo o ano”, disse. Durante o período de arrecadação, Laureiro exalta a hospitalidade e devoção demonstrada pelos moradores. “A maioria nos recebe de portas abertas e a gente não faz diferença entre quem doa mais ou menos. O tratamento é igual”.

    Desde 1992 na presidência da comissão, Laureiro só tem uma explicação para a continuidade da festa: devoção. Em todo ano, é nomeado um festeiro – pessoa que oferece a comemoração como forma de agradecer a bençãos alcançadas. Esse ano, o festeiro é o operador de máquinas Ede Carlos Borges, 40 anos. Ele ajudou durante toda a campanha de arrecadação e na organização da festa. Tudo devido à ajuda que recebeu.

    “Meu pai sofreu um acidente em 1998 e os médicos disseram que ele só tinha 6% de chances de sobreviver. A primeira coisa que me veio à cabeça foi pedir para os Santos Reis”, disse. O pai ficou por 17 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e recebeu alta após 26 dias no quarto. “Hoje em dia ele trabalha normalmente e está curado”.

    Além das comidas, a festa conta com a apresentação da Companhia de Reis da Guajuvira. O ritual da companhia é composto por três passagens, cada uma delas simbolizada por um arco de bambu enfeitado. A trupe deve atravessar cada arco. Quem conduz a todos é o Rei, responsável também por levar a bandeira. Painéis com fotos vão lembrar as festas do passado. Um presépio, de seis metros por três, também foi montado.

     Reelaborado a partir de: http://www.diariodaregiaodigital.com.br/php/index.php

  • Feliz Natal e Próspero Ano Novo!

    Date: 2011.12.17 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Leonardo da Vinci – Adoração dos Magos – de 1480 a 1481

    Bom Dia Caros Amigos do Mundo Rural!

    Gostaria de desejar a todos os alunos e amigos um Feliz Natal e Próspero Ano Novo!  São os sinceros votos do Prof. Fábio Fernandes Villela. PS. Esta pintura é a “Adoração dos Magos” (em italiano Adorazione dei Magi) é a primeira grande pintura de Leonardo da Vinci, que a deixou inacabada, levando apenas aguadas de tinta, na ocasião de sua partida para Milão. Foi feita entre 1481 e 1482, em óleo sobre madeira, e mede 246 por 243 centímetros. Foi encomendada pelos monges de São Donato de Scopeto, próximo a Florença, Itália. Leonardo usou com sabedoria sua técnica de jogo de luz e sombra estimulando a imaginação do observador gerando uma ilusão de profundidade (3D). Também esta obra mostra o domínio de Leonardo da anatomia humana onde todos os elementos obrigam o olhar para o centro onde estão as figuras da madona e os Meninos.

  • Centro de Estudos e Culturas do Mundo Rural pelo Código Florestal

    Date: 2011.11.03 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Bom Dia Amig@s do Mundo Rural!

    O CECMR apóia a Campanha “Em Defesa do Código Florestal”. Repassamos abaixo o texto “Em Defesa da Preservação Ambiental” .  Centro de Estudos e Culturas do Mundo Rural pelo Código Florestal. Saudações, Prof. Fábio Fernandes Villela.

    Os parlamentares da comissão especial que discute alterações no Código Florestal devem votar, no começo do mês de junho, o relatório final de mudanças na legislação. Denunciamos que o relatório deve atender apenas aos interesses dos ruralistas, pela ausência de um debate amplo sobre o tema. Eles pretendem consolidar o desmatamento que já promoveram no Cerrado, Mata Atlântica, Pampas e Caatinga e avançar na destruição da Amazônia.

    O Código Florestal é uma barreira ao avanço do agronegócio, porque impõe limites à devastação ambiental na atividade agrícola, com a aplicação da Reserva Legal (RL) e das Áreas de Preservação Permanente (APP). A reserva legal é de 80%, na Amazônia; 35%, no Cerrado e 20% nas outras propriedades.

    Os impactos da destruição do meio ambiente são sentidos em toda parte, não apenas nas regiões diretamente destruídas. Exemplo recente é a morte de mais de 200 trabalhadores e trabalhadoras das regiões mais pobres do Rio de Janeiro, devidos às fortes chuvas que assolaram o estado no começo de abril. As principais vítimas foram famílias que vivem em morros, pela falta de um programa habitacional que atenda às necessidades do conjunto da população. As consequências dos desequilíbrios ambientais recaem principalmente sobre os mais pobres.

    O desequilíbrio climático e os desastres naturais têm raízes na forma de organização da produção na sociedade, sob hegemonia das grandes empresas transnacionais e do capital financeiro. Essas atividades não estão em sintonia com a natureza e debilitam os ecossistemas, para garantir uma maior acumulação do capital.

    A flexibilização da legislação ambiental, defendida pela bancada ruralista, é de interesse do agronegócio, das empresas transnacionais da agricultura e do capital financeiro.

    O Código Florestal Brasileiro foi criado em 1934 como forma de colocar regras na expansão da economia agrícola para as áreas de florestas, que era estimulado pelo governo de Getúlio Vargas.

    Em 1965, o Código foi reformado pelo governo militar para colocar limites ao desmatamento que seria causado com a implementação de seu programa de colonização da Amazônia.

    Em 2001, por meio de Medida Provisória, o governo FHC fez a última grande reforma no Código, permitindo a implantação de grandes obras de interesse do capital. No entanto, permaneceram as exigências em termos de áreas e percentuais em relação a Áreas de Preservação Permanente e a Reserva Legal. Aí estão os instrumentos legais que o agronegócio quer eliminar do seu horizonte.

    O Código preserva também as áreas ao longo dos rios ou de qualquer curso d´água; ao redor de lagoas, lagos ou reservatório d´água naturais ou artificiais; no topo de morros, montes, montanhas e serras e em atitude superior a 1800 metros, qualquer que seja a vegetação.

    O Código Florestal se manteve vivo até agora por conta da luta dos brasileiros que defendem o meio ambiente e a natureza, que é um bem estratégico do povo. Mesmo assim, embora esteja na lei, nunca foi respeitado pelos governos nem pelo agronegócio.

    Até agora, o setor ruralista age da seguinte forma: ignora as determinações do Código Florestal para derrubar as florestas; quando são pegos com a motosserra na mão, culpam a rigidez da legislação em vigor e, por fim, mobilizam seus parlamentares para derrubar esses “obstáculos”.

    A Via Campesina definiu propostas para um profundo programa ambiental para o campo brasileiro. Antes de qualquer medida, defendemos a manutenção do Código Florestal, que deve ser cumprido de forma a implementar uma agricultura camponesa sustentável. Fazemos parte da campanha pelo “Desmatamento Zero” para interromper a devastação florestal imediatamente. Para as áreas de Reforma Agrária, propomos aos governos um programa amplo para reflorestamento com árvores nativas, a construção de agroflorestas e um programa de Educação Ambiental.

    Os interesses dos ruralistas para passar seus tratores sobre as florestas e criação CPMI contra a Reforma Agrária são dois lados da mesma moeda. Enquanto trabalham duro na flexibilização da legislação ambiental, para expandir imediatamente o capital sobre o nosso território, mantêm um instrumento político eficiente para fazer a luta ideológica contra os movimentos sociais, paralisar a Reforma Agrária e impedir qualquer resistência ao seu projeto para a agricultura brasileira.

    Estamos nos articulando com outros movimentos sociais e ambientalistas para impedir que mais essa manobra contra o meio ambiente seja aprovada pelos setores conservadores. Defendemos a integração entre as florestas e a produção de alimentos saudáveis para a população do país.

    Texto retirado de: http://www.mst.org.br/node/9911

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