Posts Tagged ‘arte naif’

  • Congresso de Formação de Professores: de 11 a 13 Abril de 2016

    Date: 2016.04.10 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    (O Homem do Futuro, 1933, Paul Klee).

    Bom dia Amig@s do Mundo Rural! Tudo bem?

    Convido a tod@s para o  III Congresso Nacional de Formação de Professores (CNFP) e o XIII Congresso Estadual Paulista sobre Formação de Educadores (CEPFE) que serão realizados em Águas de Lindóia/SP, no período de 11 a 13 de abril de 2016. O tema central é “Profissão de Professor: cenários, tensões e perspectivas”.  A realização é da Pró-reitoria de Graduação da Unesp. Destaco o minicurso sobre este blog de aula Centro Virtual de Estudos e Culturas do Mundo Rural, especialmente utilizado para desenvolver tópicos da área de educação cooperativa para alunos, em situação de bullying escolar, regularmente matriculados em escolas de São José do Rio Preto – SP.

    Website do congresso:

    http://www.geci.ibilce.unesp.br/logica_de_aplicacao/site/index_1.jsp?id_evento=64

    Saudações, Prof. Fábio Villela.

  • O Nosso Silva: José Antônio da Silva

    Date: 2012.04.11 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    José Antônio da Silva São Jorge e o Dragão , 1949 óleo sobre tela, c.i.e.  45 x 60 cm Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (SP) Reprodução Fotográfica Gerson Zanini

    José Antônio da Silva (Sales de Oliveira SP 1909 – São Paulo SP 1996). Pintor, desenhista, escritor, escultor, repentista. Trabalhador rural, de pouca formação escolar, é autodidata. Em 1931, muda-se para São José do Rio Preto, São Paulo. Participa da exposição de inauguração da Casa de Cultura da cidade, em 1946, quando suas pinturas chamam atenção dos críticos Lourival Gomes Machado (1917-1967), Paulo Mendes de Almeida (1905-1986) e do filósofo João Cruz e Costa. Dois anos depois, realiza mostra individual na Galeria Domus, em São Paulo. Nessa ocasião Pietro Maria Bardi (1900-1999), diretor do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), adquire seus quadros e deposita parte deles no acervo do museu. O Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP) edita seu primeiro livro, Romance de Minha Vida, em 1949. Na 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, recebe prêmio aquisição do Museum of Modern Art (MoMA) [Museu de Arte Moderna] de Nova York. Em 1966, Silva cria o Museu Municipal de Arte Contemporânea de São José do Rio Preto e grava dois LPs, ambos chamados Registro do Folclore Mais Autêntico do Brasil, com composições de sua autoria. No mesmo ano, ganha Sala Especial na 33ª Bienal de Veneza. Publica ainda os livros Maria Clara, 1970, com prefácio do crítico literário Antônio Candido (1918); Alice, 1972; Sou Pintor, Sou Poeta, 1982; e Fazenda da Boa Esperança, 1987. Transfere-se de São José do Rio Preto para São Paulo, em 1973. Em 1980, é fundado o Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva (MAP), em São José do Rio Preto, com obras do artista e peças do antigo Museu Municipal de Arte Contemporânea.

    Comentário Crítico

    Autodidata de formação, José Antônio da Silva exerce várias atividades, entre elas a de trabalhador rural, até o seu trabalho como artista ser descoberto em 1946, durante exposição na Casa de Cultura, em São José do Rio Preto, despertando o interesse de críticos de arte que participavam do evento. Suas primeiras pinturas possuem cores frias e escuras. A partir de 1948, realiza paisagens de caráter mais lírico, empregando uma gama cromática mais viva e variada. Expõe nas três primeiras edições da Bienal Internacional de São Paulo, e nessa época, sua obra revela a influência pela pincelada vibrante de Vicent van Gogh (1853-1890), em 1955, passa a realizar quadros baseado no pontilhismo, nos quais os pontos ou traços de cor proporcionam destaque a matéria, como em Espantalhos diante da Paisagem (1956).

    Apresenta em suas telas espaços amplos, abertos e temas ligados a vida no campo, como o algodoal, os cafezal e o boi no pasto, que acabam tornando-se sua produção mais conhecida. Como nota o crítico P.M. Bardi, o artista revela grande espontaneidade na abstração dos detalhes em suas telas, onde, por exemplo, fileiras de pontos brancos indicam o algodoal. Destacam-se em sua obra o desenho expressivo, o senso da cor e o caráter de fantasia. Silva percorre uma grande variedade de temas: natureza-morta, pintura sacra, marinha, pintura histórica e de gênero. Algumas telas possuem um tom irônico. Nos quadros realizados a partir da década de 1970, o artista cria maior distinção entre a figura e o plano de fundo, empregando também grandes planos de cores.

    Texto retirado da Enciclopédia Itaú Cultural – Arte Visuais: http://www.itaucultural.org.br

  • É Hoje: Festa de Santos Reis de Potirendaba – SP – Brasil

    Date: 2012.01.07 | Category: CECMundoRural | Response: 1

    Folia de Reis de Poloni – SP – Brasil (Fotógrafo: Muhammad Bakr)

    Bom Dia Amigos do Mundo Rural!

    Seis toneladas de carne bovina, 800 quilos de lingüiça, 15 mil pães e um caminhão de sorvetes vão ser servidos na tradicional Festa de Reis no bairro rural de Guajuvira, em Potirendaba. A expectativa dos organizadores é de público entre 12 e 15 mil pessoas. A comemoração é hoje, a partir das 14 horas, no km 14 da vicinal José Aguiar, que liga Potirendaba a Mendonça. A entrada e os alimentos são gratuitos. Os participantes pagam apenas pelas bebidas.

    A festa ocorre há 75 anos e pessoas de toda a região prestigiam. O empresário José Alberto Hischiavam, 39, de Rio Preto, há seis anos comparece religiosamente à Guajuvira. E leva toda a família. “Eu vou com minha esposa, meus dois filhos, minha mãe, cunhados”, diz. Além da presença, o empresário sempre recebe a bandeira de Reis em casa e colabora com a festa. Esse ano doou uma novilha. “Sou muito devoto e sempre que preciso peço ajuda a eles”.

    O aposentado Brás de Siqueira, 70, carrega a tradição familiar e participa desde os 8 anos de idade da festa. “Começou com o meu bisavô, passou para o meu avô e eu dou sequência”. Para não perder o costume, o aposentado leva toda a família. E ele não vai apenas para agradecer as graças alcançadas. Além de colaborar na organização do evento, Siqueira participa das apresentações. Hoje, ele vai ajudar nos cânticos.

    De acordo com o presidente da comissão organizadora, João Antonio Laureiro, foram abatidos 34 novilhas e seis porcos. O caminhão de sorvetes deve distribuir 15 mil picolés. Tudo adquirido através de doações da população. “Nós começamos a passar a bandeira pelas casas em setembro e reunimos as doações”. Na tarde de ontem, cerca de 200 pessoas ajudaram, voluntariamente, na organização do local.

    O lucro obtido com a venda das bebidas também vai ficar para a comunidade. “Para ajudar na manutenção da capela durante todo o ano”, disse. Durante o período de arrecadação, Laureiro exalta a hospitalidade e devoção demonstrada pelos moradores. “A maioria nos recebe de portas abertas e a gente não faz diferença entre quem doa mais ou menos. O tratamento é igual”.

    Desde 1992 na presidência da comissão, Laureiro só tem uma explicação para a continuidade da festa: devoção. Em todo ano, é nomeado um festeiro – pessoa que oferece a comemoração como forma de agradecer a bençãos alcançadas. Esse ano, o festeiro é o operador de máquinas Ede Carlos Borges, 40 anos. Ele ajudou durante toda a campanha de arrecadação e na organização da festa. Tudo devido à ajuda que recebeu.

    “Meu pai sofreu um acidente em 1998 e os médicos disseram que ele só tinha 6% de chances de sobreviver. A primeira coisa que me veio à cabeça foi pedir para os Santos Reis”, disse. O pai ficou por 17 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e recebeu alta após 26 dias no quarto. “Hoje em dia ele trabalha normalmente e está curado”.

    Além das comidas, a festa conta com a apresentação da Companhia de Reis da Guajuvira. O ritual da companhia é composto por três passagens, cada uma delas simbolizada por um arco de bambu enfeitado. A trupe deve atravessar cada arco. Quem conduz a todos é o Rei, responsável também por levar a bandeira. Painéis com fotos vão lembrar as festas do passado. Um presépio, de seis metros por três, também foi montado.

     Reelaborado a partir de: http://www.diariodaregiaodigital.com.br/php/index.php

  • 14º Encontro de Companhias de Reis de São José do Rio Preto – SP – Brasil

    Date: 2011.11.25 | Category: CECMundoRural | Response: 2

    (Festa de Reis em Poloni – SP – Brasil – Fotógrafo: Muhammad Bakr)

    A Prefeitura de São José do Rio Preto informa, por intermédio da Secretaria de Cultura, que realiza no próximo domingo (27/11), na Praça Dagoberto Nogueira, no Jardim Caparroz, o 14º Encontro de Companhias de Reis. A festa tem início às 9h30 com uma missa e em seguida, às 11 horas, começa a apresentação das companhias participantes. Até o momento, 10 companhias confirmaram presença, sendo duas de Araçatuba, duas de Barretos, duas de Andradina, duas de Birigui, uma de Suzanópolis e uma de Auriflama. O tradicional Encontro de Folia de Reis é uma festa de cunho religioso, realizado próximo a data em que se comemora o Natal. Um grupo de cantores e instrumentistas percorre a cidade entoando versos sobre a visita dos três reis magos ao menino Jesus. A bandeira do grupo é carregada durante a caminhada. Um estandarte de madeira, enfeitado com motivos religiosos, é levado por integrantes do grupo por todo o caminho. (Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura de São José do Rio Preto – SP – Brasil)

    Folia de Reis

    A Folia de Reis é uma festa religiosa de origem portuguesa, que chegou ao Brasil no século XVIII. Em Portugal, em meados do século XVII, tinha a principal finalidade de divertir o povo, enquanto aqui no Brasil passou a ter um caráter mais religioso do que de diversão. No período de 24 de dezembro, véspera de Natal, a 6 de janeiro, Dia de Reis, um grupo de cantadores e instrumentistas percorre a cidade entoando versos relativos à visita dos reis magos ao Menino Jesus. Passam de porta em porta em busca de oferendas, que podem variar de um prato de comida a uma simples xícara de café. A Folia de Reis, herdada dos colonizadores portugueses e desenvolvida aqui com características próprias, é manifestação de rara beleza.Os preciosos versos são preservados de geração em geração por tradição oral.

    INSTRUMENTOS: Os instrumentos utilizados são: viola, violão, sanfona, reco-reco, chocalho, cavaquinho, triângulo, pandeiro e outros instrumentos.

    PERSONAGENS: Os personagens somam doze pessoas, todos os integrantes do grupo, trajam roupas bastante coloridas.sendo eles: mestre, contra-mestre, 3 Reis Magos, palhaço, foliões.

    1. O Mestre e Contra-mestre: dono de conhecimentos sobre a manifestação, é quem comanda os foliões.

    2. O Palhaço: com seu jeito cínico e dissimulado, deve proteger o Menino Jesus, confundindo os soldados de Herodes. O seu jeito alegre e suas vestimentas coloridas são responsáveis pela distração e divertimento de quem assiste à performance.Representando o mal,usa geralmente máscara confeccionada com pele de animal e vai sempre afastado um pouco da formação normal da Folia, nunca adiantando-se à “bandeira”. Apesar de seu simbolismo é personagem alegre que dança e improvisa versos, criando momentos de grande descontração.

    3. Os Foliões :Composta de homens simples, geralmente de origem rural, são os participantes da festa, dão exemplo grandioso através de sua cantoria de fé.

    4. Reis Magos: São 3 Reis Magos,fazem viagem de esperança, certos de encontrarem sua estrela.

    A FESTA: Até há pouco, podia-se ouvir ao longe ou, com sorte, encontrar, vindo de bairro distante,um grupo especial de músicos e cantadores trajando fardamento colorido, entoando versos que anunciam o nascimento do menino Jesus e homenageiam os Reis Magos. Trata-se, naturalmente, da Folia de Reis que no período de 24 de dezembro a 6 de janeiro, dia de Reis, peregrina por ruas à procura de acolhida ou em direção a algum presépio. Com sanfona, reco-reco, caixa, pandeiro, chocalho, violão e outros instrumentos seguem os foliões pela noite adentro em longas caminhadas, levam a “bandeira” ( estandarte de madeira ornado com motivos religiosos ) a qual tributam especial respeito. Vão liderados por mestre e contra-mestre, figuras de relevância dentro da Folia por conhecerem os versos – São os puxadores do canto.ex:

    Ó di casa, ó di fora/Qui hora tão excelente/É o glorioso santo Reis/Que é vem do oriente/Ó de casa, ó de casa/Alegra esse moradô/Que o glorioso santo Reis/Na sua porta chegô/Aqui está santo Reis

    Meia-noite foras dóra/Procurou vossa morada/Pedino sua ismola/Santo Reis e Nossa Senhora/Foi passeá em Belém/São José pediu esmola/Santo Reis pede também.

    Os foliões cumprem promessa de por sete anos consecutivos saírem com a Folia e arrecadam em suas andanças donativos para realizarem anualmente no dia 20 de janeiro, dia de São Sebastião, festa com cantorias e ladainhas. Durante a caminhada é carregada a “bandeira” do grupo, um estandarte de madeira enfeitado com motivos religiosos. O ponto alto da festa se dá quando dois grupos se encontram. Juntos, eles caminham em direção ao presépio da festa, o ponto final da caminhada. (Fonte: Site Cia de Danças Folclóricas Aruanda).

  • 8ª Mostra Coletiva de Arte Naïf no Teatro do Sesi de Rio Preto

    Date: 2011.10.23 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Orlando Fuzinelli – “Jorge Guerreiro e seus amigos na terra do esquisito”

    Com a ideia de fortalecer a arte naïf e seguindo uma tendência intensificada nos últimos sete anos, os artistas plásticos primitivistas de Rio Preto reúnem-se em nova mostra coletiva. A oitava edição da “Mostra Coletiva de Arte Naïf” será aberta amanhã, às 20 horas, no saguão do Teatro do Sesi, onde fica instalada até dia 30 de novembro.

    A exposição conta com 38 obras de 19 artistas. A iniciativa é realizada pelo Sesi por conta da vocação local para o estilo primitivista. De acordo com o agente de atividades sócioculturais da entidade, Luis Gustavo Dalla Dea, os artistas primitivos formam uma classe que está sempre produzindo. O objetivo da mostra é dar destaque aos profissionais e à cultura regional. “São trabalhos com apelo popular.”

    As novidades desse ano ficam por conta da palestra, no dia 31 de outubro, às 19h30, no auditório do Sesi. “Naïf – Do Real ao Imaginário” será ministrada por Romildo Sant’Anna e vai abordar a arte dos que estarão expondo. Segundo Sant’Anna, por meio das edições da mostra criou-se um grupo de artistas. “O evento é uma forma deles se sentirem mais valorizados.”

    Para Sant’Anna, o artista naïf merece um pouco mais de atenção. A mostra é importante como catalizadora dessa pessoas que, na maioria das vezes, são de origem humilde. A mostra também disponibilizará um material educativo, um catálogo com fotos de Paulo Breton e com texto crítico de Sant´Anna sobre as obras expostas.

    Para dar uma característica formativa, a exposição terá visitas orientadas. O objetivo é estimular os visitantes a identificarem características da cultura material e imaterial do Brasil e a formação de uma identidade visual ampla e característica de seu povo nas obras do estilo naïf.

    O acervo reunido apresenta velhos conhecidos, como Daniel Firmino, Orlando Fuzinelli e Edgard Di Oliveira, ao lado de nomes em busca de projeção, como Rodrigo Silva, considerado uma aposta da nova geração. Completam a lista Daisy Araújo, Maria Kaldeira, Ilma Deolindo, Terezinha Bilia, Olinda Silva, Aloísio Dias, Silviano Cerqueira e Euclides Coimbra.

    Além das telas, a exposição reúne ainda um oratório de Rosana Simi e peças com temáticas religiosas de Sonia Canheo, Florêncio Duarte e Carlos Herglotz. Obras com paisagens bucólicas do campo são apresentadas por Malu Mendonça, Zico Seixas e Deraldo Clemente.

    De uma maneira geral, são telas que retratam a dança, a religiosidade, as manifestações populares, a arquitetura, a paisagem, os costumes e a fé do povo brasileiro, inspirados no cotidiano de cada um e na urbanidade paulistana. A mostra reúne obras de cores vivas e técnicas variadas.

    Destaque para a tela acrílico sobre tela de Orlando Fuzinelli que retrata “Jorge Guerreiro e seus amigos na terra do esquisito”; “Futebol Nosso de Cada Dia nº1”, de Daniel Firmino, e “Eu e Minha Mãe Colhendo Peixes”, de Terezinha Bilia.

    Serviço: 8ª Mostra Coletiva de Arte Naïf, começa amanhã e segue até 30 de novembro, no Teatro do Sesi. Visitação de segunda a sexta-feira, das 8h às 19h, e sábados, domingos e feriados, das 8h às 16h. Entrada gratuita. Informações (17) 3224-6611.

    Reelaborado a partir de notícia no Jornal Diário da Região.

  • Rio Preto em Cena: “A Cor Silva”

    Date: 2011.10.23 | Category: CECMundoRural | Response: 0

     

    Rio Preto em Cena trata de apresentações de espetáculos produzidos por grupos de São José do Rio Preto e região no Sesc de Rio Preto. O programa propõe a troca de experiências e conhecimentos entre artistas, técnicos e produtores, além de incentivar a investigação de linguagens no âmbito do fazer teatral. O destaque é para “A Cor Silva” do grupo Cia. Cênica dia 29/10, sábado. 20h30min. 

    O enredo é o seguinte: na noite em que a realidade parece estar diferente o velho Silva passeia por sua história relembrando as coisas belas de sua infância simples na roça, contando sua paixão pelas cores e seu encontro com a arte de pintar num delírio poético que antecipa a criação de uma nova cor, a cor Silva. Nessa viagem ele contará com a ajuda de seus leais cães, Zé Bedeu e Fidalga que darão vida aos personagens dessa fábula caipira. Texto: Homero Ferreira, Direção: Fagner Rodrigues, Elenco: Vanessa Palmieri, José Neto Chiacchio e Roberto Brito como Silva. No Teatro.

    Maiores informações podem ser obtidas em: http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/busca.cfm?conjunto_id=7176

  • O Patrono do Centro de Estudos e Culturas do Mundo Rural – José Antônio da Silva

    Date: 2011.04.17 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    O patrono do Centro de Estudos e Culturas do Mundo Rural é o artista plástico José Antônio da Silva (1909-1996).

    Visite o Museu On-Line do artista:  http://www.riopreto.sp.gov.br/PortalGOV/do/subportais_Show?c=35171

    Uma frase famosa do artista é a seguinte: “Não admito que me chamem de primitivo, caipira ou ingênuo. Tem que me chamar de gênio. Já provei que sou”. “Há anos me chamam de gênio. Apenas endosso. Não tenho complexo de inferioridade”.

    O pintor José Antônio da Silva, nasceu em 1909 na cidade de Sales de Oliveira, interior paulista. Trabalhador rural, na infância conduzia bois junto com o pai. Por isso, a imagem de destes animais sempre esteve muito presente em sua obra. Viveu de fazenda em fazenda, e há dúvidas sobre quando começou a pintar.

    Em um de seus livros, “Romance de minha vida”, ele conta que desenhava desde pequeno, em folhas de café e na areia. Mas também fala que fez visitas ao céu e ao inferno, portanto há que se analisar cuidadosamente suas palavras.

    O certo é que em 1930 Antônio foi para São José do Rio Preto, onde fez sua primeira exposição em 1946 e foi “descoberto” pelos críticos Paulo Mendes de Almeida e Lourival Gomes.

    Estes se empenharam para trazer sua obra para São Paulo, o que aconteceu em 1948, ano de sua primeira exposição individual na Galeria Domus. O sucesso foi grande e entre os compradores de sua obra estava Pietro Maria Bardi, que adquiriu 10 quadros para o Museu de Arte de São Paulo.

     Foi aceito para a primeira Bienal, em 1951, teve um quadro seu incorporado ao acervo do Museu de Arte Moderna de Nova York, fez exposições internacionais. Mas sua mais célebre exposição talvez tenha sido a que não participou: a quarta Bienal. Deixado de fora pelo júri, que incluía Lourival Machado, Silva ficou profundamente chateado e irritado. Certa noite acordou e disse à sua esposa que iria matar os membros do júri. No entanto, ao invés de fazê-lo literalmente, foi para seu ateliê e pintou o enforcamento dos cinco membros (O Enforcamento do Júri, 1967, Museu de Arte Primitivista José Antônio da Silva). Em cima da forca, uma figura que lembra Jesus Cristo e que segura uma plaqueta: “A justiça divina não falha”. Fios ligam o pescoço dos enforcados a uma figura ao lado, representando o inferno: “Aqui é o esquinto (sic) dos infernos”. Abaixo dos enforcados, a frase: “(…) o mesmo crítico que mi (sic) deu o título de maior primitivo brasileiro foi o primeiro a me jogar fora da Bienal(…)”.

    Talvez esta obra resuma um pouco da personalidade e obra controvertidas de José Antônio da Silva que, em 1980 recebeu um museu em sua homenagem: o Museu Municipal de Arte Primitiva José Antônio da Silva, em São José do Rio Preto, São Paulo.

    Apesar de sua origem humilde, de seu pouco estudo e domínio da linguagem culta, Silva era conhecido por sua facilidade de expressão, de articulação de idéias e pensamentos, o que o levou a ser, além de pintor, autor de livros, como o “Romance de minha vida”, publicado em 1949, “Maria Clara” em 1970 e “Sou pintor, sou poeta” em 1981.

    As cores vibrantes, um colorido quase circense, dão tom às suas obras. Primitivista, teve como tema constante em suas telas o ambiente rural, principalmente cenas onde aparecem bois e plantações, e também as manifestações culturais do povo, como os ritos religiosos. Como ele mesmo explicou em seus versos: “pinto a lavoura/ Também pinto as pastaria/ Pinto a empregada e a patroa/ Pinto a Joana e a Maria./ Pinto carroça e carreta/ Pinto carro e carretão/ Pinto o pedreiro na picareta/ Pinto o colono no enxadão” (em “Sou pintor, sou poeta”, de 1982).

    Sua última exposição individual foi no museu de Arte Sacra em São Paulo: “A paixão e morte de Nosso Senhor segundo Silva”.

     José Antônio Silva morreu em 1996, na cidade de São Paulo.

    Cronologia

    1909 – Nasce na cidade de Sales de Oliveira, São Paulo;

    1931 – Muda-se para São José do Rio Preto;

    1946 – Participa da exposição inaugural da Casa de Cultura de São José do Rio Preto, onde é “descoberto” por críticos;

    1948 – Faz sua primeira exposição individual, na Galeria Domus, em São Paulo;

    1949 – Publica o livro “Romance de minha vida”, editado pelo MAM/SP;

    1951 – Participa da I Bienal Internacional de São Paulo;

    1952 – Expõe na XXVI Bienal de Veneza;

    1966 – Grava os LPs “Registro do Folcore mais autêntico do Brasil”;

    1967 – Pinta o “Enforcamento do Júri”, em protesto por ter sido deixado de fora da quarta Bienal Internacional de São Paulo;

    1970 – Exposição individual no MAM/SP;

    1978 – Curta-metragem dirigido por Augusto Calil: “Quem não conhece o Silva?”;

    1980 – É fundado o Museu de Arte Primitiva José Antônio da Silva, em São José do Rio Preto;

    1990 – Prêmio de melhor retrospectiva da APCA;

    1996 – Morre na cidade de São Paulo.

    Retirado do Catálogo da Exposição Silva: Pinturas 1947 / 1995. São Paulo: Pinacoteca, 1999.

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