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  • 27 de Setembro: O dia de Èrê

    Date: 2020.09.27 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    Bom dia amig@s do mundo rural! tudo bem com vcs?

    A seguir um crônica sobre o dia de Èrê do nosso querido Manuel Messias Pereira. Salve o Èrê!

    ***

    O dia de Èrê

    Todo o dia 27 de setembro na minha casa era dia de Erê, as crianças se preparavam, pois, tinham balas, bolos, guaraná e alegria. Era assim lindo o meu terreiro. Fazia como sempre o rito baru, depois entoavas os cantos dos ibegês, ou dos ibejadas. E a festa era contagiante, espiritual e materialmente.

    Havia um encanto nos toques de tambores, nas buscas da fé, na leitura da vida, e na esperança intelectual da existência. Antropologicamente há com certeza uma história complexa e de difícil interpretação em relação ao espaço geográfico e aos múltiplos elementos culturais, de Europa a África.

    Mas dia 27 de setembro é considerado na Igreja Católica como o dia de São Cosme e Damião, para muitos uma festa de criança. Festa dos santos gêmeos, como dizem na Umbanda o dia dos “dois dois”, dos nabejadas, segundo alguns teóricos da umbanda uma das sete falanges na qual se divide a citada linha.

    Cosme e Damião na sua história religiosa é descendente de árabes e morreram no período do governador Lísias que mandou decapitá-los, mortos no ano de 303. Eles quando morreram eram médicos filhos de Teodata, uma mulher que deu-os uma educação e uma instrução aprimorada sob a orientação de grandes mestres, tendo-os completados os seus estudos na Síria.

    Aproveitando do exercício de sua profissão de médicos, foram considerados curandeiros, com seus nomes difundidos entre os povos pagãos e os cristãos, para quais muitos se converteram. Pelo visto de muitos que nada tinham não aceitavam quaisquer benefícios e em pouco tempo os médicos foram alvos de grande popularidade o que incomodou e muito o imperador de Roma, o sr. Diocleciano que perseguia acerbamente os cristãos por sua religião. Uma vez que para o imperador Deus eram eles e de forma viva. Quando surge a ideia de que Deus é espírito e que ninguém vê, ou seja é uma abstração e não há como lutar fisicamente com isto. E desta forma Cosme e Damião quando exerciam suas atividades no povoado de Agra, na Cilicia, foram por ordem do governo imperial citados perante o tribunal de Lísias. Foram assim condenados como praticantes de curandeirismo, dados a feitiçarias e receberam como pena a decapitação e assim ambos foram mortos e assim passaram como mártir cristão serem reconhecidos e venerados. Na Igreja católica são os santos dos farmacêuticos e das faculdades de medicina.

    Mas na data dos festejos religiosos nos terreiros também festejam outros gêmeos como Crispim e Crispiniano, ou o casal Crisanto e Daria. Célebres nos na igreja da França, vale lembrar que em meados do Século III, partiram de Roma diversos homens apostólicos chefiados por São Quintino, para pregar o evangelho nas Cállas e entre eles estavam Crispim Crispiniano. Chegados a Soíssons, lá fixaram residência e durante o dia eram missionários e durante a noite trabalhavam como sapateiros. Passaram anos até que Maximiano Hercúleo, com ordens imperiais de aplicar medidas restritivas e proibitivas contra a religião cristã. Prenderam- os, julgaram -os e ambos morreram a golpes de espadas. Já o casal Crisanto e Daria eram casados tinham saídos do oriente para Roma, segundo a Igreja católica viviam a abstinência na pureza de coração para servir santamente a Deus. Foram descobertos como cristãos, foram presos julgados e condenados. Crisanto foi cozido num couro de boi e exposto ao sol. E Daria levada a uma casa de perdição, mas saiu ilesa graças a suas orações. E essas informações obviamente foi colhida de livros religiosos católicos que inclusive diz, que o casal religioso foi condenado a morte e enterrados vivos num mesmo texto que fala do cozimento de Crisanto.

    Já na formulação étnica/religiosa dos africanos quando falam de Erê, falam da qualidade de Doú, Abankin, Alabá e Aboku. A expressão Èrê é a vibração infantil pertencente à corrente vibratória do Òrisà. Cabe a outro iniciando o seu Èrê correspondente ao òrisà dono da cabeça que acompanha na iniciação, auxiliando no aprendizado que deve fazer na camarinha, que transmitem exatamente as ordens do Òrisà que não falam. É confundido às vezes com um Òrisà, que seria filho de Sàngó talvez por incompreensão dos donos de terreiros e às vezes também ligados aos gêmeos Béji. Éré siginifica também Jogo, brincadeira.

    Quando falamos em Doú quem tem o nome de Doun no Brasil, seria Idoú, e Alabá o filho nascido após idoú. Já Alabá é o nome de uma criança espírito, considerada amiga de Béji. Alabá, após o nascimento de gêmeo (o próximo nascimento).

    A palavra Èré, não pode ser confundida nos cultos com “Were”, que significa pessoa maluca ou perturbada.

    O Ìbéjì siginifica o princípio da dualidade representado pelos gêmeos na África, sendo este sagrado no Brasil, são considerados òrisà em alguns terreiros, protetores dos gêmeos, parte múltiplos, são sincretizados com São Cosme e Damião, santos gêmeos católicos.

    Muitas vezes como Èré, símbolos duplos com duas cabacinhas e palma com uma pena de metal prateada e também qualquer brinquedo que não possua otá. O dia do culto geralmente é domingo. E a indumentária, vária entre verde, rosa e vermelho, e, capa bordada com linha dourada, um pequeno capacete de metal, talvez inspirada nas vestes de Cosme e Damião. Existe ainda o Bámbám que é leque de Ibeji, encontrados em alguns terreiros no peji deste òrisà e pode ser de metal ou de madeira. a peça de madeira é achatada de um lado e usada para varrer o cha de barro.

    Não se raspa Ere na cabeça de ninguém e, nem se pinta os Beji. São apenas assentados e batizados com água de Òrisà que se está fazendo. Feito com os dois bonecos de cedro, com olhos e boca, e depois lava-se os mesmos no amaci em que lavou o Òrisà, que estava ali. E os bonecos levam contas de Òsalá. Um alguidar grande com áreia de prais apanhada em noite de lua cheia, uma moringa no centro, em volta quarenta e um búzios com nove quartinhas pequenas em volta da moringa e nove pratinhos de barro. E a comida do Òrisà, é sete franguinho, caruru, quiabo, camarão, arroz, epo-pupá, epo, akàsà, abará, aberen, àkaràje, inhame, mel, milho branco, feijão fradinho, amendoim, castanhas, pipocas, ovos, batata doce, água com mel, balas e frutas. Menos as frutas cítricas conservar a quartinha sempre cheia d’água.

    Seguido a linha de minha Mãe Minadã, mãe de sangue e de santo ela usava na Umbanda a presença do preto velho, como auxiliar das crianças. E entoava os pontos pra Osun, Yemanjá, Iãnsã, como mães, próximas das crianças da maternidade. Mostrava em textos que ela escreveu que, a criança é o ser mais puro entre todos os seres humanos. E que no dia de São Cosme Damião é um dia de lembrar os médicos os farmacêuticos, mas também os escritores, os intelectuais.

    Outra coisa é que quando visitei pela segunda vez o Museu Afro-Brasil, a pessoa que fazia o guia disse-me a duas visões sobre os gêmeos, uma de que o nascimento deles era de muita prosperidade, outros diziam ser de tristezas, pois essa visão vem de algumas culturas africanas. Mas no Brasil com os sincretismos isto ganha outra conotação, e até extrapola a religião, entre na questão dos gêmeos dos signos. E há muita coisa escrita sobre isto é a muito terreiro de umbanda tratando de muitas outras informações até porque há uma liberdade de cultos e quem determina o caminho é o grupo reunido e não a interferência ou um modelo pré estabelecido de culto. E vale sempre lembrar que cada ser humano nasce e vive com um fundo de experiência e todas as ações da mente são resultados da experiência. E deve haver um princípio que serve de base as todas as diferentes manifestações das religiões, ou cultos religiosos que é melhor compreendido hoje.

    E a uma lógica quando fala-se em religião é que há um negócio no seio do cristianismo, e o importante é a arrecadação de dinheiro por parte dos pastores e não há o hábito da prece de que é mais fácil passar um camelo no buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino do Céu. E o cultivo da prece para os textos humanos e voltados para a paz, na santa humildade, sem falar em dinheiro. Faz com que reafirmamos hoje que a religião fique como o ópio do povo. E há um traficante vendendo a fantasia e quem adquire permanece numa plena desilusão. E com isto muita gente entende que as vezes é preciso fazer essas melancólicas reflexões em torno destas buscas espirituais, que para uma serie de espertalhões é tempo de ganhar dinheiro, de surrupiar, de roubar de maneira descarada o seu próximo.

    Mas em todo o incêndio há sempre alguém pra ser salvo, mas a vida pede que não devemos entregar-nos de uma forma desamparada nas chamas. E sim é preciso prudência. E dia 27 comemore, respeite o seu próximo, e antes de refletir sobre a religião compreenda, mas com todos os elementos antropológicos da existência humana, pois sempre haverá uma história complexa e difícil de entender que vai da Europa a África. Respeitem sempre pois aqui é ponto firmado da diversidade. E estamos conversados.

    Manoel Messias Pereira

    Professor, poeta e cronista

    Membro da Academia de Letras do Brasil – ALB

    Membro da Associação Rio-pretense de Escritores -ARPE

    São José do Rio Preto -SP.

  • O Pandeiro Cigano

    Date: 2020.08.20 | Category: CECMundoRural | Response: 4

    (Pandeiro Cigano. Fonte: Elo 7).

    Bom dia a tod@s! Convidamos a tod@s a ler, refletir e escrever no final do blog de aula, participantes do projeto e/ou público em geral. Mais um “homework” ou dever de casa. Texto escrito por Asséde Paiva para o website Benficanet em 2014*. Abraços, Prof. Fábio Villela.

    O Pandeiro Cigano

    Que os ciganos são extremamente musicais não padece dúvida. Que são exímios violinistas nem se fala! Estivemos analisando nossa iconografia e verificamos que em cada dez, oito são de ciganos empunhando ou tocando violinos; outras no-los apresentam tocando os mais diversos instrumentos sejam eles de percussão, sopro ou de cordas. Assim, vemos ciganos com gusla, violão, guitarra, bandolim/mandolim, violino, contrabaixo, acordeão, sanfona, flauta, tambor, castanholas e pandeiro. Vamos abordar este último.

    Claro que não sabemos se ciganos criaram os primeiros pandeiros; é impossível de se saber, provas conclusivas não há. Temos imensa iconografia mostrando ciganos e pandeiros desde velhos tempos. Garantimos que, no Brasil, os ciganos foram divulgadores do pandeiro, como o foram do violão de sete cordas e das castanholas. Aliás, temos desenho de uma estampa de ciganos tocando “tambores” na Pérsia, por volta de 1519, olhando criteriosamente, notamos que eram pandeiros.

    Comecemos do começo: O que é pandeiro? O dicionário Aurélio, século XXI, assim o define: Pandeiro [Do esp. pandero.] S. m. 1. Instrumento de percussão, composto de um aro circular de madeira, guarnecido de soalhas, e sobre o qual se estica uma pele, que se tange batendo-a com a mão, com os cotovelos, nos joelhos e até nos pés; tambor basco. [Dim. irreg., nesta acepc.: pandeireta. (V. adufe). Adufe é um pequeno pandeiro de formato quadrado, de procedência mourisca. O termo é de origem árabe, ligado a duff, tímpano.

    Parece que a definição de pandeiro é bastante clara. Adicionamos que se bate ou se toca com as pontas dos dedos, riçando os dedos; com os nós dos dedos; com o pulso, com joelhos e até com os pés. E os espertos ainda fazem malabarismos com ele. Compõem um pandeiro: Fuste, aro de madeira ou metal escovado; pele, selecionada de cabra; conjunto do esticador, peças de aço ou latão, cromadas ou niqueladas; platinelas ou soalhas, placas abauladas de metal, sobrepostas; abafador, chapa plana, fina de latão, colocadas entre as platinelas. Então partamos para sua história.

    Quem inventou o pandeiro? Não se pode dizer quem o criou. Na antiguidade já usavam instrumentos parecidos, similares e cremos que foi evolução do tambor, smj. Tambores grandes foram sendo reduzidos até ficarem bem próximos do tamanho do que hoje falamos pandeiro. Depois, foi colocar guizos e mais tarde metais que nos deram os sons atuais. Pandeiro, também conhecido como tamborim, cimbaleto, tamburino, tambour de basque, foi encontrado em variadas formas na Assíria, Egito, China, Índia, Israel, Pérsia, Peru Groenlândia, toda Ásia Central e na pré-história Britânica.

    O site Capoeira do Brasil nos informa que o pandeiro foi introduzido no Brasil pelos portugueses e dá a data e local; 13 de junho de 1549, na procissão de Corpus Christi. Não sabemos em que documento se baseou o autor para informação tão precisa, mas lhe damos crédito, mesmo porque em 16 no livro de Belmont No tempo dos bandeirantes lemos: “há na Vila [referia-se a São Paulo] um homem original: é o soldado Manuel Chaves que possui uma raridade – o único pandeiro que aparece nos inventários…”

    Em La Gitanilla, de Miguel Cervantes Saavedra, lemos que “Preciosa [uma cigana] en Madrid fue un dia de Sant’Ana [...] El aseo de Preciosa era tal, que poco a poco fue enamorando los ojos de cuantos la miraban. De entre el son del tamborin y castañetas y fuga del baile…”. O romance supra foi escrito entre 1547-1616, período de vida de Cervantes.

    Parece que o pandeiro ou seu antecessor foi levado à Espanha pelos muçulmanos, quando invadiram a Península Ibérica, em 711. O pandeiro é retratado em lamentações funerárias, em desfiles alegres, em festas, em mãos de anjos e, nas mais rústicas formas, foi muito popular na Idade Média. Pouco mudou de lá para cá.

    Na Internet, encontramos página referente ao pandeiro na Bíblia. Transcreve-se: “Gênesis 31:27. Why didn’t you tell me, so I could send you away with joy and singing to the music of tambourine and harps?”. Outras citações estão em Salmos 68:25; 81:2; Êxodo 15:20; Isaias 5:12; Samuel 6:5 Juízes 11:34; Jó 21:12; 149:3; 150:4; Isaías 30:32; Ezequiel 29:13; Jeremias 31:4,1; Crônicas.13:8.

    Antes de 1500, em Portugal, entre muitos instrumentos de corda ou de pele já aparecia o pandeiro, o adufe, o atabal ou atabaque, que foram tocados por cristãos, mouros e judeus. Entre 1519-1590, o sultão Mohammad pintou ciganos tocando tambores muito semelhantes a pandeiros. Um olhar atento verá que é pandeiro mesmo. No século dezoito, o pandeiro foi introduzido amplamente em óperas e, no século dezenove, tornou-se mais popular ao ser usado por Igor Stravinsky e por Berlioz.

    Esmeralda, a heroína cigana no livro O corcunda de Notre Dame, escrito em 1831, tocava um pandeiro enfitado. Em 1841, G. Wallis Mills ilustrou a capa de O cigano, de George Borrow, com uma dança cigana, onde a dançarina agitava um pandeiro. Em 1897, João Machado Gomes, o João da Baiana, introduziu o pandeiro no samba. Gustave Doré, em 1872, pintou o quadro Gitanos, com uma cigana segurando o pandeiro. O quadro Moça cigana/espanhola, foi pintado por John Phillip (1817-1867). Sir Richard Francis Burton, quando passou pelo Egito, pintou ciganas ghawazis tocando pandeiro. Isto se deu em 1841. É enorme a iconografia existente sobre ciganos e ciganas tocando pandeiros o que atesta visualmente que eles estão entre os primeiros a usarem tal instrumento.

    Em face destas considerações, é lícito deduzir que ciganos vindos de Portugal, degredados ou de motu proprio, bem como os calons oriundos de Espanha, para o Brasil, trouxeram e/ou divulgaram o uso do pandeiro, que depois foi assumido por negros em batuques, capoeiras e outras manifestações musicais. Vale relembrar que o primeiro cigano que veio para o Brasil foi João Giciano, com mulher e quatorze filhos, em 1568.

    Luís da Câmara Cascudo, em seu excelente Dicionário do folclore brasileiro, 2a edição do I.N.L., Rio de Janeiro, 1962, p.559, nos ensina muita coisa no verbete PANDEIRO. Permitimo-nos transcrever alguns tópicos:

    Instrumento de percussão, ritmador, acompanhador do canto pela marcação do compasso. Foi trazido ao Brasil pelos portugueses, que o tiveram através de romanos e árabes. Os pandeiros mais antigos não tinham pele, e apenas soavam pelo atrito de soalhas presas lateralmente… O pandeiro se brande, tange ou vibra. Em Portugal, de sua popularidade há o registro de Gil Vicente, no Prólogo do triunfo do inverno: Em Portugal, vi eu já / Em cada casa pandeiro! Os árabes conheceram os dois tipos: com pele ou apenas de guizos… Início da Catingueira, que faleceu em 1879, ainda cantava desafio batendo pandeiro enquanto o colega ponteava a viola, também chamada ‘guitarra’. No seu longuíssimo debate com Francisco Romano, em 1870 este diz: — Início, esbarra o pandeiro, / Para afinar a guitarra/. Silvio Romero registrou uma quadrinha pernambucana que dizia: Quando eu pego na viola / Que ao lado tenho o pandeiro/… O pandeiro voltou ao uso intensivo nas orquestras do Rio de Janeiro que deram prestígio aos conjuntos criados por todo o Brasil… O pandeiro é o ‘timpanum’ ou ‘timpanon’, das bacantes e dos sacerdotes de Cibele, ‘thof’ ou ‘top’, da Bíblia, ‘douf’’, árabe, ‘doeuf’, turco; fontes do mourisco ‘adufe’ e pandeiro retangular, tocado em Espanha e Portugal. É o ‘tympanum’, da versão dos Setenta: Summit psalmum et date tympanum: psalterium jucundum cum cithara. (Psalmus, LXXX, 2).

    Pelo que se lê, mestre Cascudo falou, tá falado. É o “magister dixit” do folclore. A seguir, uma poesia retirada da internet de autoria de Lúcia Silva:

    Os ciganos

    O bandolim cor de prata,

    o pandeiro multicor,

    faziam cantar e dançar,

    os ciganos e o amor.

    Ela sorrindo bailava

    com o pandeiro multicor.

    Ele garboso cantava

    uma canção de amor.

    A prata do bandolim,

    refulgia ao luar.

    Espalhando magia e sonho

    e um perfume no ar.

    Em volteios e risadas,

    sob a lua a reinar.

    Eles aos poucos levavam

    meu coração a dançar.

    E dançando seguindo

    com a música embalar.

    Fui despertando e descobrindo

    que estivera a sonhar.

    FINIS

    Referências no texto

    Capoeira do Brasil. Instrumentos. Link: www.capoeiradobrasil.com.br/instrumentos.htm

    Bíblia na Internet. Link: www.timbrelpraise.com/bible.htm

    * O escritor Asséde Paiva publica textos sobre Ciganos no espaço Ciganíada do website Benficanet. O escritor que tem uma verdadeira paixão pela história desse povo. É autor do livro: “Brumas da história: ciganos e escravos no Brasil”, lançado em 2012, onde se coloca em defesa dos ciganos e tenta mostrar com quanta intolerância, exclusão, preconceito, injustiças, vivem os ciganos há mil anos. No Brasil, desde 1568. Apesar da dificuldade de obtenção de fontes primárias, o escritor investigou com riqueza de detalhes, o envolvimento de ciganos no processo escravista no Brasil.

    Ciganíada no Benficanet: http://www.benficanet.com/ciganiada-especial-sobre-ciganos-por-assede-paiva.php).

  • Sara, a Negra: de Escrava a Santa, Protetora dos Povos Tradicionais na Pandemia

    Date: 2020.08.18 | Category: CECMundoRural | Response: 4