• Ritmos Afro-brasileiros

    Date: 2022.03.05 | Category: Sem categoria | Response: 11

    BAILE DO SANTO AMARO 🏡👨🏽‍🦳 ( RUMO AOS 20k ) auf Twitter: "O BAILE ALÉM  DE SER O LAZER DA COMUNIDADE, TBM BENEFICIA O DJ, O AMG DA EQUIPE DE SOM, AS
    Baile do Santo Amaro (@BailedoSA, Tweet, 6 março 2020)

    Pessoal, bom dia!

    Esta é a última atividade do Curso de Difusão de Conhecimento “Música, Dança e Novas Mídias Sociais na Educação de Jovens e Adultos (EJA)”. Leia o texto abaixo do Prof. Manoel Messias Pereira, feito para a aula-espetáculo “A Genesis do Ritmo” (Cf. Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=nMdOLXaSvwo&t=8s) e deixe seu comentário. Bom trabalho!

    ***

    A vida de cada um de nós é feita de ritmos (Manoel Messias Pereira).

    A vida de cada um de nós é feita de ritmos, é feita de compassos, de silêncios, de intervalos, de movimentos e repetições. Vivendo no interior do Estado, via em cada sábados e domingos as pessoas reunindo -se para fazer e apreciar músicas. E nem sempre essas músicas estavam na ordem do dia. Era de uma visão, conhecida como músicas regionais ou caipira.

    O meu primeiro contato com a música foi observando os primeiros sanfoneiros ou acordeonistas apresentarem-se nos bailes de barracas. Geralmente ficavam sobre uma mesa de madeira ou um tablado, onde tocavam os múltiplos ritmos, como os boleros, as valsa, os xaxados, os recortados, rancheiras, baião, pagode sertanejo, o samba, as polcas, os rasqueados, cana verde, ritmos que quase ninguém hoje pronuncia-se.

    Um belo dia eu vi uma bateria na minha casa o meu tio Leonício, que Deus tenha o bem guardado no Reino do Céu, como diria meus parentes. Ele comprou uma bateria e pela história do instrumento, descobri que foi a bateria do Tio Dong, que se apresentava no “Maraquiara”, uma boate bem falada aqui em São Jose do Rio Preto -SP.

    Logo vi pessoas amigos dele chegar e começarem a tocar, pessoas como o Toninho (Índio) que por muito tempo tocou com o “J” (um acordeonista), que foi o pai do músico Vavá, que acompanhou diversos artistas em São José do Rio Preto. E na época fez um Trio entre Vavá, Vadeco e Nestor. Hoje Vadeco e Nestor já estão também com Deus.

    Vi o meu tio esforçando para tocar, aquele maluco só sabia fazer um acorde da música dos Beatles no contrabaixo e fazia esse acorde quase uma hora sem parar. Minha avó dizia “não aguento mais, vou dormir na rua”. E quando ele saia, eu tentava ocupar a bateria com os ritmos na cabeça e ia assim tentando evoluir sozinho na bateria.

    Uma das coisas que observei é que os ritmos todos tem o uso da matemática, e tudo é contagem, portanto fui aprender isto sozinho. Até que ao entrar na escola, tive uma professora Dona Vanda Maia, que falava dos tempos das músicas, falava e apresentava a pauta e o pentagrama. Gostava de hinos cívicos e de músicas folclóricas. Quando eu falava dela e sobre as suas aulas diziam: “coitada é uma solteirona”. Mas deixa pra lá.

    O ritmo é um termo grego “rhytmos” que significa qualquer movimento regular, constante e simétrico. É uma palavra que parece simples, porém guarda aspectos complexos. E o primeiro momento quando se fala em ritmos fala-se de ritmos cardíacos e eu vejo até um certo movimento que o coração é impulsionado pelo sangue através da sístole, quando o coração se contrai. Mas quando penso no coração penso na emoção. E nos ritmos que causam toda a emoção que fizeram e fazem nas pessoas ao ouvir a música, dançar, bailar, e assim dei o nome para essa aula de “Genesis do Ritmo”.

    A palavra Gênesis traduz a criação do mundo. Na criação do ritmo do mundo está a música, o movimento, a arte de encantar, dançar, bailar e namorar. E assim fui apresentado vários ritmos como: o xote, um ritmo muito conhecido por aqui pelo interior do Estado de São Paulo, executado nos forrós, que dizem ser binário ou quaternário. Na prática conta-se 1, 2 e 1, 2, 3 e no quarto tempo volta-se para o primeiro. Um ritmo bom de dançar. Entre as músicas conhecidas destes ritmos temos: “A menina linda”.

    Outro ritmo conhecido por aqui é o rasqueado, a polca e a polca paraguaia, que é um ritmo que se toca muito nos “Bailes de Barracas”. Eu posso testemunhar que fez e faz muito sucesso em todo o interior, assim como em todo Mato Grosso do Sul, onde estive tocando aos 16 anos de idade.

    Outro ritmo apresentado foi o samba sertanejo, que tens alguns aspectos um pouquinho diferente e nasceu mais no campo por aqui, um pouco diferente do samba carioca ou baiano. A contagem é 1, 2 e 3. É um canto violeiro.

    Outro momento que recordo é a música que virou uma febre nos forrós e que foi modificada e gravada por Roberto e Meirinho, dupla nascida próxima de São José do Rio Preto, na cidade de Guapiaçu. A música que fala: “Ôh mais tu tá comendo vidro menino? / Não pai, eu tô chupando é pedra d’água”, foi recriado o ritmo que eles gravaram lá na Fazenda da Matinha, onde tinha o campo de futebol e no sábado tinha o “Baile de Barraca”. E quem fez essa mudança na música original foi o Benedito Natal Barbosa, o Ditão, que é funcionário lá na Câmara Municipal, é o porteiro lá. A testemunha disso é o locutor Marcelo Gonçalves, que foi vereador, deputado e secretário de estado. O Meirinho disse que iria gravar a música do jeito que nós tocávamos. E gravou e foi um sucesso. Essa era a forma como nós tocávamos xote, quase vanerão, bem-humorado.

    Na aula-espetáculo: “A Genesis do Ritmo”, fui narrando trechos dos ritmos, tais como, valsas, valsinhas, arrasta-pés, que sempre inspiraram muito. Antigamente nos bailes, dava sempre vontade de rir, pois via cada ser dançante como um personagem do próprio movimento. É bastante interessante.

    Toquei bateria com vários amigos, tais como o Graciani (falecido), que a última vez que tocamos juntos estávamos eu o falecido Avelino e com uma guitarra na Creche de Livia. Hoje é uma creche da prefeitura, mais na época era uma creche espírita. Toquei com os Irmãos Moreno, o Ditão e com o Euclides Poiana.

    O Euclides Poiana adorava tocar uma “rancheira mazurca”. Um homem simples, muito correto e que gosta de tocar sanfona. Andamos por toda a região, hoje a idade chegou para nós dois. Ele é natural de Potirendaba, mas hoje reside em São José do Rio Preto. E muito dos companheiros todos já faleceram. Por muito tempo apresentávamos todos os domingos no “Clube da Viola” lá no “Asa Delta”.

    Nós que moramos no interior fazemos coisas na música que muitos dos historiadores não conseguem registrar, muita coisa foi apresentada por aqui e foi enterrada, sem que ninguém soubesse. Aqui próximo de São José do Rio Preto havia a Festa de São Sebastião em que se fazia, comidas e doces para todos. A festa saia numa procissão que ia de casa em casa e numa das fazendas fazia a festa que encerrava com o “Baile de Barraca”. Era interessante ver aqueles homens passarem banha de porco no cabelo e ver tudo aquilo encher de poeira. Eu mesmo fiz uma destas festas com o Benedito, que quase rasgava sanfona de tanto abri-la.

    Outros lugares que íamos enfrentávamos desentendimentos e desinteligência, mas tínhamos a elegância de apenas tocar e anunciar a coroação da rainha, enquanto o povo brigava. Mas isto faz parte de um acervo maior do que as memórias. É um Patrimônio Cultural que precisa e deve ser preservado para o bem da história, para o bem do Brasil.

    Manoel Messias Pereira, músico e professor de história.

  • 27 de Setembro: O dia de Èrê

    Date: 2020.09.27 | Category: CECMundoRural | Response: 2

    Bom dia amig@s do mundo rural! tudo bem com vcs?

    A seguir um crônica sobre o dia de Èrê do nosso querido Manuel Messias Pereira. Salve o Èrê!

    ***

    O dia de Èrê

    Todo o dia 27 de setembro na minha casa era dia de Erê, as crianças se preparavam, pois, tinham balas, bolos, guaraná e alegria. Era assim lindo o meu terreiro. Fazia como sempre o rito baru, depois entoavas os cantos dos ibegês, ou dos ibejadas. E a festa era contagiante, espiritual e materialmente.

    Havia um encanto nos toques de tambores, nas buscas da fé, na leitura da vida, e na esperança intelectual da existência. Antropologicamente há com certeza uma história complexa e de difícil interpretação em relação ao espaço geográfico e aos múltiplos elementos culturais, de Europa a África.

    Mas dia 27 de setembro é considerado na Igreja Católica como o dia de São Cosme e Damião, para muitos uma festa de criança. Festa dos santos gêmeos, como dizem na Umbanda o dia dos “dois dois”, dos nabejadas, segundo alguns teóricos da umbanda uma das sete falanges na qual se divide a citada linha.

    Cosme e Damião na sua história religiosa é descendente de árabes e morreram no período do governador Lísias que mandou decapitá-los, mortos no ano de 303. Eles quando morreram eram médicos filhos de Teodata, uma mulher que deu-os uma educação e uma instrução aprimorada sob a orientação de grandes mestres, tendo-os completados os seus estudos na Síria.

    Aproveitando do exercício de sua profissão de médicos, foram considerados curandeiros, com seus nomes difundidos entre os povos pagãos e os cristãos, para quais muitos se converteram. Pelo visto de muitos que nada tinham não aceitavam quaisquer benefícios e em pouco tempo os médicos foram alvos de grande popularidade o que incomodou e muito o imperador de Roma, o sr. Diocleciano que perseguia acerbamente os cristãos por sua religião. Uma vez que para o imperador Deus eram eles e de forma viva. Quando surge a ideia de que Deus é espírito e que ninguém vê, ou seja é uma abstração e não há como lutar fisicamente com isto. E desta forma Cosme e Damião quando exerciam suas atividades no povoado de Agra, na Cilicia, foram por ordem do governo imperial citados perante o tribunal de Lísias. Foram assim condenados como praticantes de curandeirismo, dados a feitiçarias e receberam como pena a decapitação e assim ambos foram mortos e assim passaram como mártir cristão serem reconhecidos e venerados. Na Igreja católica são os santos dos farmacêuticos e das faculdades de medicina.

    Mas na data dos festejos religiosos nos terreiros também festejam outros gêmeos como Crispim e Crispiniano, ou o casal Crisanto e Daria. Célebres nos na igreja da França, vale lembrar que em meados do Século III, partiram de Roma diversos homens apostólicos chefiados por São Quintino, para pregar o evangelho nas Cállas e entre eles estavam Crispim Crispiniano. Chegados a Soíssons, lá fixaram residência e durante o dia eram missionários e durante a noite trabalhavam como sapateiros. Passaram anos até que Maximiano Hercúleo, com ordens imperiais de aplicar medidas restritivas e proibitivas contra a religião cristã. Prenderam- os, julgaram -os e ambos morreram a golpes de espadas. Já o casal Crisanto e Daria eram casados tinham saídos do oriente para Roma, segundo a Igreja católica viviam a abstinência na pureza de coração para servir santamente a Deus. Foram descobertos como cristãos, foram presos julgados e condenados. Crisanto foi cozido num couro de boi e exposto ao sol. E Daria levada a uma casa de perdição, mas saiu ilesa graças a suas orações. E essas informações obviamente foi colhida de livros religiosos católicos que inclusive diz, que o casal religioso foi condenado a morte e enterrados vivos num mesmo texto que fala do cozimento de Crisanto.

    Já na formulação étnica/religiosa dos africanos quando falam de Erê, falam da qualidade de Doú, Abankin, Alabá e Aboku. A expressão Èrê é a vibração infantil pertencente à corrente vibratória do Òrisà. Cabe a outro iniciando o seu Èrê correspondente ao òrisà dono da cabeça que acompanha na iniciação, auxiliando no aprendizado que deve fazer na camarinha, que transmitem exatamente as ordens do Òrisà que não falam. É confundido às vezes com um Òrisà, que seria filho de Sàngó talvez por incompreensão dos donos de terreiros e às vezes também ligados aos gêmeos Béji. Éré siginifica também Jogo, brincadeira.

    Quando falamos em Doú quem tem o nome de Doun no Brasil, seria Idoú, e Alabá o filho nascido após idoú. Já Alabá é o nome de uma criança espírito, considerada amiga de Béji. Alabá, após o nascimento de gêmeo (o próximo nascimento).

    A palavra Èré, não pode ser confundida nos cultos com “Were”, que significa pessoa maluca ou perturbada.

    O Ìbéjì siginifica o princípio da dualidade representado pelos gêmeos na África, sendo este sagrado no Brasil, são considerados òrisà em alguns terreiros, protetores dos gêmeos, parte múltiplos, são sincretizados com São Cosme e Damião, santos gêmeos católicos.

    Muitas vezes como Èré, símbolos duplos com duas cabacinhas e palma com uma pena de metal prateada e também qualquer brinquedo que não possua otá. O dia do culto geralmente é domingo. E a indumentária, vária entre verde, rosa e vermelho, e, capa bordada com linha dourada, um pequeno capacete de metal, talvez inspirada nas vestes de Cosme e Damião. Existe ainda o Bámbám que é leque de Ibeji, encontrados em alguns terreiros no peji deste òrisà e pode ser de metal ou de madeira. a peça de madeira é achatada de um lado e usada para varrer o cha de barro.

    Não se raspa Ere na cabeça de ninguém e, nem se pinta os Beji. São apenas assentados e batizados com água de Òrisà que se está fazendo. Feito com os dois bonecos de cedro, com olhos e boca, e depois lava-se os mesmos no amaci em que lavou o Òrisà, que estava ali. E os bonecos levam contas de Òsalá. Um alguidar grande com áreia de prais apanhada em noite de lua cheia, uma moringa no centro, em volta quarenta e um búzios com nove quartinhas pequenas em volta da moringa e nove pratinhos de barro. E a comida do Òrisà, é sete franguinho, caruru, quiabo, camarão, arroz, epo-pupá, epo, akàsà, abará, aberen, àkaràje, inhame, mel, milho branco, feijão fradinho, amendoim, castanhas, pipocas, ovos, batata doce, água com mel, balas e frutas. Menos as frutas cítricas conservar a quartinha sempre cheia d’água.

    Seguido a linha de minha Mãe Minadã, mãe de sangue e de santo ela usava na Umbanda a presença do preto velho, como auxiliar das crianças. E entoava os pontos pra Osun, Yemanjá, Iãnsã, como mães, próximas das crianças da maternidade. Mostrava em textos que ela escreveu que, a criança é o ser mais puro entre todos os seres humanos. E que no dia de São Cosme Damião é um dia de lembrar os médicos os farmacêuticos, mas também os escritores, os intelectuais.

    Outra coisa é que quando visitei pela segunda vez o Museu Afro-Brasil, a pessoa que fazia o guia disse-me a duas visões sobre os gêmeos, uma de que o nascimento deles era de muita prosperidade, outros diziam ser de tristezas, pois essa visão vem de algumas culturas africanas. Mas no Brasil com os sincretismos isto ganha outra conotação, e até extrapola a religião, entre na questão dos gêmeos dos signos. E há muita coisa escrita sobre isto é a muito terreiro de umbanda tratando de muitas outras informações até porque há uma liberdade de cultos e quem determina o caminho é o grupo reunido e não a interferência ou um modelo pré estabelecido de culto. E vale sempre lembrar que cada ser humano nasce e vive com um fundo de experiência e todas as ações da mente são resultados da experiência. E deve haver um princípio que serve de base as todas as diferentes manifestações das religiões, ou cultos religiosos que é melhor compreendido hoje.

    E a uma lógica quando fala-se em religião é que há um negócio no seio do cristianismo, e o importante é a arrecadação de dinheiro por parte dos pastores e não há o hábito da prece de que é mais fácil passar um camelo no buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino do Céu. E o cultivo da prece para os textos humanos e voltados para a paz, na santa humildade, sem falar em dinheiro. Faz com que reafirmamos hoje que a religião fique como o ópio do povo. E há um traficante vendendo a fantasia e quem adquire permanece numa plena desilusão. E com isto muita gente entende que as vezes é preciso fazer essas melancólicas reflexões em torno destas buscas espirituais, que para uma serie de espertalhões é tempo de ganhar dinheiro, de surrupiar, de roubar de maneira descarada o seu próximo.

    Mas em todo o incêndio há sempre alguém pra ser salvo, mas a vida pede que não devemos entregar-nos de uma forma desamparada nas chamas. E sim é preciso prudência. E dia 27 comemore, respeite o seu próximo, e antes de refletir sobre a religião compreenda, mas com todos os elementos antropológicos da existência humana, pois sempre haverá uma história complexa e difícil de entender que vai da Europa a África. Respeitem sempre pois aqui é ponto firmado da diversidade. E estamos conversados.

    Manoel Messias Pereira

    Professor, poeta e cronista

    Membro da Academia de Letras do Brasil – ALB

    Membro da Associação Rio-pretense de Escritores -ARPE

    São José do Rio Preto -SP.

  • Danças Folclóricas: O Pandeiro Cigano

    Date: 2020.08.20 | Category: CECMundoRural | Response: 16

    Pandeiro Cigano | Elo7

    (Pandeiro Cigano).

    Bom dia a tod@s! Convidamos a tod@s a ler, refletir e escrever no final do blog de aula, participantes do projeto e/ou público em geral. Mais um “homework” ou dever de casa. Texto escrito por Asséde Paiva para o website Benficanet em 2014*. Abraços, Prof. Fábio Villela.

    O Pandeiro Cigano

    Que os ciganos são extremamente musicais não padece dúvida. Que são exímios violinistas nem se fala! Estivemos analisando nossa iconografia e verificamos que em cada dez, oito são de ciganos empunhando ou tocando violinos; outras no-los apresentam tocando os mais diversos instrumentos sejam eles de percussão, sopro ou de cordas. Assim, vemos ciganos com gusla, violão, guitarra, bandolim/mandolim, violino, contrabaixo, acordeão, sanfona, flauta, tambor, castanholas e pandeiro. Vamos abordar este último.

    Claro que não sabemos se ciganos criaram os primeiros pandeiros; é impossível de se saber, provas conclusivas não há. Temos imensa iconografia mostrando ciganos e pandeiros desde velhos tempos. Garantimos que, no Brasil, os ciganos foram divulgadores do pandeiro, como o foram do violão de sete cordas e das castanholas. Aliás, temos desenho de uma estampa de ciganos tocando “tambores” na Pérsia, por volta de 1519, olhando criteriosamente, notamos que eram pandeiros.

    Comecemos do começo: O que é pandeiro? O dicionário Aurélio, século XXI, assim o define: Pandeiro [Do esp. pandero.] S. m. 1. Instrumento de percussão, composto de um aro circular de madeira, guarnecido de soalhas, e sobre o qual se estica uma pele, que se tange batendo-a com a mão, com os cotovelos, nos joelhos e até nos pés; tambor basco. [Dim. irreg., nesta acepc.: pandeireta. (V. adufe). Adufe é um pequeno pandeiro de formato quadrado, de procedência mourisca. O termo é de origem árabe, ligado a duff, tímpano.

    Parece que a definição de pandeiro é bastante clara. Adicionamos que se bate ou se toca com as pontas dos dedos, riçando os dedos; com os nós dos dedos; com o pulso, com joelhos e até com os pés. E os espertos ainda fazem malabarismos com ele. Compõem um pandeiro: Fuste, aro de madeira ou metal escovado; pele, selecionada de cabra; conjunto do esticador, peças de aço ou latão, cromadas ou niqueladas; platinelas ou soalhas, placas abauladas de metal, sobrepostas; abafador, chapa plana, fina de latão, colocadas entre as platinelas. Então partamos para sua história.

    Quem inventou o pandeiro? Não se pode dizer quem o criou. Na antiguidade já usavam instrumentos parecidos, similares e cremos que foi evolução do tambor, smj. Tambores grandes foram sendo reduzidos até ficarem bem próximos do tamanho do que hoje falamos pandeiro. Depois, foi colocar guizos e mais tarde metais que nos deram os sons atuais. Pandeiro, também conhecido como tamborim, cimbaleto, tamburino, tambour de basque, foi encontrado em variadas formas na Assíria, Egito, China, Índia, Israel, Pérsia, Peru Groenlândia, toda Ásia Central e na pré-história Britânica.

    O site Capoeira do Brasil nos informa que o pandeiro foi introduzido no Brasil pelos portugueses e dá a data e local; 13 de junho de 1549, na procissão de Corpus Christi. Não sabemos em que documento se baseou o autor para informação tão precisa, mas lhe damos crédito, mesmo porque em 16 no livro de Belmont No tempo dos bandeirantes lemos: “há na Vila [referia-se a São Paulo] um homem original: é o soldado Manuel Chaves que possui uma raridade – o único pandeiro que aparece nos inventários…”

    Em La Gitanilla, de Miguel Cervantes Saavedra, lemos que “Preciosa [uma cigana] en Madrid fue un dia de Sant’Ana […] El aseo de Preciosa era tal, que poco a poco fue enamorando los ojos de cuantos la miraban. De entre el son del tamborin y castañetas y fuga del baile…”. O romance supra foi escrito entre 1547-1616, período de vida de Cervantes.

    Parece que o pandeiro ou seu antecessor foi levado à Espanha pelos muçulmanos, quando invadiram a Península Ibérica, em 711. O pandeiro é retratado em lamentações funerárias, em desfiles alegres, em festas, em mãos de anjos e, nas mais rústicas formas, foi muito popular na Idade Média. Pouco mudou de lá para cá.

    Na Internet, encontramos página referente ao pandeiro na Bíblia. Transcreve-se: “Gênesis 31:27. Why didn’t you tell me, so I could send you away with joy and singing to the music of tambourine and harps?”. Outras citações estão em Salmos 68:25; 81:2; Êxodo 15:20; Isaias 5:12; Samuel 6:5 Juízes 11:34; Jó 21:12; 149:3; 150:4; Isaías 30:32; Ezequiel 29:13; Jeremias 31:4,1; Crônicas.13:8.

    Antes de 1500, em Portugal, entre muitos instrumentos de corda ou de pele já aparecia o pandeiro, o adufe, o atabal ou atabaque, que foram tocados por cristãos, mouros e judeus. Entre 1519-1590, o sultão Mohammad pintou ciganos tocando tambores muito semelhantes a pandeiros. Um olhar atento verá que é pandeiro mesmo. No século dezoito, o pandeiro foi introduzido amplamente em óperas e, no século dezenove, tornou-se mais popular ao ser usado por Igor Stravinsky e por Berlioz.

    Esmeralda, a heroína cigana no livro O corcunda de Notre Dame, escrito em 1831, tocava um pandeiro enfitado. Em 1841, G. Wallis Mills ilustrou a capa de O cigano, de George Borrow, com uma dança cigana, onde a dançarina agitava um pandeiro. Em 1897, João Machado Gomes, o João da Baiana, introduziu o pandeiro no samba. Gustave Doré, em 1872, pintou o quadro Gitanos, com uma cigana segurando o pandeiro. O quadro Moça cigana/espanhola, foi pintado por John Phillip (1817-1867). Sir Richard Francis Burton, quando passou pelo Egito, pintou ciganas ghawazis tocando pandeiro. Isto se deu em 1841. É enorme a iconografia existente sobre ciganos e ciganas tocando pandeiros o que atesta visualmente que eles estão entre os primeiros a usarem tal instrumento.

    Em face destas considerações, é lícito deduzir que ciganos vindos de Portugal, degredados ou de motu proprio, bem como os calons oriundos de Espanha, para o Brasil, trouxeram e/ou divulgaram o uso do pandeiro, que depois foi assumido por negros em batuques, capoeiras e outras manifestações musicais. Vale relembrar que o primeiro cigano que veio para o Brasil foi João Giciano, com mulher e quatorze filhos, em 1568.

    Luís da Câmara Cascudo, em seu excelente Dicionário do folclore brasileiro, 2a edição do I.N.L., Rio de Janeiro, 1962, p.559, nos ensina muita coisa no verbete PANDEIRO. Permitimo-nos transcrever alguns tópicos:

    Instrumento de percussão, ritmador, acompanhador do canto pela marcação do compasso. Foi trazido ao Brasil pelos portugueses, que o tiveram através de romanos e árabes. Os pandeiros mais antigos não tinham pele, e apenas soavam pelo atrito de soalhas presas lateralmente… O pandeiro se brande, tange ou vibra. Em Portugal, de sua popularidade há o registro de Gil Vicente, no Prólogo do triunfo do inverno: Em Portugal, vi eu já / Em cada casa pandeiro! Os árabes conheceram os dois tipos: com pele ou apenas de guizos… Início da Catingueira, que faleceu em 1879, ainda cantava desafio batendo pandeiro enquanto o colega ponteava a viola, também chamada ‘guitarra’. No seu longuíssimo debate com Francisco Romano, em 1870 este diz: — Início, esbarra o pandeiro, / Para afinar a guitarra/. Silvio Romero registrou uma quadrinha pernambucana que dizia: Quando eu pego na viola / Que ao lado tenho o pandeiro/… O pandeiro voltou ao uso intensivo nas orquestras do Rio de Janeiro que deram prestígio aos conjuntos criados por todo o Brasil… O pandeiro é o ‘timpanum’ ou ‘timpanon’, das bacantes e dos sacerdotes de Cibele, ‘thof’ ou ‘top’, da Bíblia, ‘douf’’, árabe, ‘doeuf’, turco; fontes do mourisco ‘adufe’ e pandeiro retangular, tocado em Espanha e Portugal. É o ‘tympanum’, da versão dos Setenta: Summit psalmum et date tympanum: psalterium jucundum cum cithara. (Psalmus, LXXX, 2).

    Pelo que se lê, mestre Cascudo falou, tá falado. É o “magister dixit” do folclore. A seguir, uma poesia retirada da internet de autoria de Lúcia Silva:

    Os ciganos

    O bandolim cor de prata,

    o pandeiro multicor,

    faziam cantar e dançar,

    os ciganos e o amor.

    Ela sorrindo bailava

    com o pandeiro multicor.

    Ele garboso cantava

    uma canção de amor.

    A prata do bandolim,

    refulgia ao luar.

    Espalhando magia e sonho

    e um perfume no ar.

    Em volteios e risadas,

    sob a lua a reinar.

    Eles aos poucos levavam

    meu coração a dançar.

    E dançando seguindo

    com a música embalar.

    Fui despertando e descobrindo

    que estivera a sonhar.

    FINIS

    Referências no texto

    Capoeira do Brasil. Instrumentos. Link: www.capoeiradobrasil.com.br/instrumentos.htm

    Bíblia na Internet. Link: www.timbrelpraise.com/bible.htm

    * O escritor Asséde Paiva publica textos sobre Ciganos no espaço Ciganíada do website Benficanet. O escritor que tem uma verdadeira paixão pela história desse povo. É autor do livro: “Brumas da história: ciganos e escravos no Brasil”, lançado em 2012, onde se coloca em defesa dos ciganos e tenta mostrar com quanta intolerância, exclusão, preconceito, injustiças, vivem os ciganos há mil anos. No Brasil, desde 1568. Apesar da dificuldade de obtenção de fontes primárias, o escritor investigou com riqueza de detalhes, o envolvimento de ciganos no processo escravista no Brasil.

    Ciganíada no Benficanet: http://www.benficanet.com/ciganiada-especial-sobre-ciganos-por-assede-paiva.php).

  • Sara, a Negra: de Escrava a Santa, Protetora dos Povos Tradicionais na Pandemia

    Date: 2020.08.18 | Category: CECMundoRural | Response: 18

    Os ciganos são reconhecidos no Brasil como um grupo étnico dentre os diversos povos tradicionais, assim como os caboclos, caiçaras, extrativistas, indígenas, jangadeiros, pescadores, quilombolas, ribeirinhos, seringueiros e os caipiras (Cf. Villela, 2016). Os grupos ciganos são múltiplos (Calon, Sinti, Rom) e em número significativo por território brasileiro. Diante da pandemia do novo Covid-19 no Brasil, ativistas e pesquisadores alertam para o racismo contra grupos ciganos (ciganofobia) e cobram por uma ação do Estado para garantir a estas famílias o cumprimento das políticas públicas particulares em suas perspectivas de vida (Cf. Maia e Monteiro, 2020).

    Nesse momento associações ciganas, grupos de pesquisa, ativistas e pesquisadores, vêm denunciando o descaso e a forma racista com que algumas cidades brasileiras estão tratando as comunidades ciganas nômades/itinerantes durante a pandemia do Covid-19. Segundo a Associação Social de Apoio Integral aos Ciganos (ASAIC), diversas cidades expulsaram de seus territórios de pouso, nos últimos meses, grupos de ciganos Calon que vivem de forma itinerante (Cf. Nota Pública em Apoio aos Povos Ciganos).

    O espírito cigano é composto daquele “romantismo revolucionário”, de revolta contra um sistema económico, social e político, considerado como desumano, intolerável, opressor e filistino, carregado de esperanças utópicas, sonhos libertários e surrealistas, explosões de subjetividade, imagens-de-desejo, que são não somente projetadas num futuro possível, uma sociedade emancipada, sem alienação, reificação ou opressão (social ou de gênero), mas também, imediatamente, experimentadas em diferentes formas de prática social que se expressam, por exemplo, no culto a Sara Kali (Cf. Löwy, 2008).

    Santa Sara Kali, é a santa protetora do povo cigano, foi canonizada em 1712 pela igreja Católica, mas até hoje ela omite seu culto. Talvez por falta de dados históricos seguros. Há muita lenda sobre Santa Sara Kali. O termo Kali significa “a negra”, porque sua pele era escura. Seu culto está ligado ao culto das Madonas Negras e os festejos da santa ocorrem no dia 24 de maio com procissão e banhos no mar. A imagem de Santa Sara é vestida de azul, rosa, branco e dourado. São colocados na imagem adorno de flores, joias e lenços coloridos para que ela seja levada para a procissão no mar. Os devotos buscam a obtenção das graças nos olhos da santa, pois nos olhos de Santa Sara tudo está contido: a força de Deus, a força da mãe, a força do amor da irmã e da mulher, a força das mãos, a energia, o sorriso, a magia do toque e a paz. E assim, todos que buscam graças no seu olhar, retornam sempre aos pés de Santa Sara para agradecer (Cf. Arquidiocese de São Paulo, 2020) .

    As lendas identificam Sara como a serva de uma das três mulheres de nome Maria que estavam presentes à crucificação de Jesus. Algumas falam que ela seria serva e parteira auxiliar de Maria, e que Jesus, por esta tê-lo trazido ao mundo, teria uma alta estima por ela. Outras, que era serva de Maria Madalena. Seu centro de culto é a cidade de Saintes-Maries-de-la-Mer, na França, onde ela teria chegado junto com Maria Jacobina, irmã de Maria, mãe de Jesus, Maria Salomé, mãe dos apóstolos Tiago e João, Maria Madalena, Marta, Lázaro e Maxíminio. Eles teriam sido jogados no mar em um barco sem remos nem provisões, e Sara teria rezado e prometido que se chegassem a salvo em algum lugar ela passaria o resto de seus dias com a cabeça coberta por um lenço. Eles depois disso chegaram a Saintes-Maries, onde algumas lendas dizem, foram amparadas por um grupo de ciganos. A imagem de Santa Sara fica na cripta da igreja de Saint Michel, onde estariam depositados seus ossos (Cf. Wiki, 2020).

    Em tempos de Covid-19, a “mística” presente no culto a Sara Kali possibilita aquilo que Löwy (2005) chama de “apropriação da alma encantada”. No texto de Löwy (2005), encontramos uma definição original, portadora de exaltação romântica, de ironia polêmica, contra as interpretações positivistas e/ou cientificistas da significação humana e espiritual de uma nova civilização. Apoiado em Mariátegui, afirma que a força dos romântico-revolucionários não reside na sua ciência e sim na sua fé, na sua paixão, na sua vontade. É uma força religiosa, mística, espiritual. É a força do mito. A emoção revolucionária é uma emoção religiosa. Sara, a Negra, com sua alma encantada, proteja os povos tradicionais durante a Pandemia! Deixe um comentário no nosso blog de aula. Obrigado!

    Referências em ordem de citação no texto

    Fábio Fernandes VILLELA (2016). Comunidades tradicionais e preconceito: subsídios para formação de professores. DOI: https://doi.org/10.14210/contrapontos.v16n1.p78-97

    Cleiton M. MAIA e Edilma do Nascimento J. MONTEIRO (2020). Um panorama sobre os grupos Ciganos e a Covid19 no território brasileiro. Link: http://anpocs.org/index.php/publicacoes-sp-2056165036/boletim-cientistas-sociais/2357-boletim-n-42-cientistas-sociais-e-o-coronavirus

    Nota Pública em apoio aos Povos Ciganos: https://aeecmt.blogspot.com/2020/04/nota-publica-pesquisadores-e-ativistas.html?m=1

    Michel LÖWY (2008). O romantismo revolucionário. Link: https://www.esquerda.net/dossier/o-romantismo-revolucionário

    Michel LÖWY (2005). Mística revolucionária: José Carlos Mariátegui e a religião. DOI: https://doi.org/10.1590/S0103-40142005000300008

    Santa Sara Kali | Arquidiocese de São Paulo: http://www.arquisp.org.br/liturgia/santo-do-dia/santa-sara-kali

    Sara Kali | Wikipédia.

    Música: SANTA SARAH KALÍ Mãe dos Filhos do Vento – Letra: Vaine Darde – Música: Raúl Quiroga: https://www.youtube.com/watch?v=-7LttsqJpZA

  • Pandemia, Terceira Idade, Necropolítica e… Utopias

    Date: 2020.04.18 | Category: CECMundoRural | Response: 19

    PRETO VELHO E PRETA VELHA ( ADOREI AS ALMAS)

    Diante da Pandemia do Coronavírus, uma questão importante que aprendemos ao estudar, cantar e dançar o jongo foi o respeito aos mais velhos, a nossa ancestralidade. Na estrutura do jongo, no ponto, há um código secreto que os senhores dos escravos não conseguiam decifrar. Percebe-se um processo educativo forte, o respeito aos mais velhos e a ancestralidade. O jongo nos dá a possibilidade de fazer uma ação afirmativa de valorizar a cultura afrodescendente. O jongo ensina a respeitar os mais velhos, valorizar a amizade e desperta o espírito solidário, a criatividade, a sabedoria. São processos que são trabalhados desenvolvendo como uma ação afirmativa de valorização da cultura dos negros escravizados. (Confira a matéria “Jongo: Cultura e resistência da história dos negros podem ser resgatadas com aprendizagem da dança” no link abaixo).

    Esse projeto mencionado chama-se “Cultura Ambiental na Educação de Jovens e Adultos (EJA): Trabalhando com Música e Tecnologias, Enfrentando Preconceitos no Território Caipira” e busca compreender as inter-relações entre a sociedade contemporânea e o fenômeno do preconceito, especialmente o racial. Possui como objetivo o enfrentamento ao preconceito racial, através do desenvolvimento de círculos de cultura. Dentre os resultados esperados, temos a possibilidade de formação diferenciada aos participantes do projeto quanto ao enfrentamento do problema social do preconceito, além de difundir conhecimento gerado na universidade junto à comunidade, incentivar o trabalho cooperativo entre os agentes da universidade e os participantes do projeto e por fim, vislumbrar políticas públicas mais eficientes e eficazes para a Educação de Jovens e Adultos (EJA). (Vocês podem ver algumas imagens no Facebook do projeto no link a seguir: https://www.facebook.com/groups/1416331928441197/).

    Com relação a população idosa negra, público-alvo desse projeto, o site Geledés (2020) demonstra preocupação durante a Pandemia do Coronavírus e chama atenção para o risco do extermínio de populações negras, sobretudo as mais pobres, em razão da ausência de um atendimento adequado das mesmas pelos nossos sistemas de saúde. É sabido, que os nossos sistemas de saúde devolvem para a população negra um tratamento não isonômico, ao qual podemos definir como uma das manifestações de “necropolíticas do racismo institucional”. Conforme o site: “podemos definir o racismo institucional como práticas não isonômicas realizadas pelos Estados onde a população negra se faz presente, especialmente na política institucional dos órgãos, entidades e serviços delegados de saúde”.

    Outra questão importante, com relação a população idosa, é a colocada por Heloísa Pait, no texto onde afirma que: “com a expectativa de vida se alargando, muitos idosos mantêm vida ativa muito além dos 60 anos, que é quando o risco de vida começa a subir significativamente para a doença causada pelo coronavírus, e às vezes além dos 70 ou 80 anos. Essa atividade pode se dar na continuidade de seu trabalho, gerando renda e às vezes auxiliando os membros mais jovens da família. Pode ser em serviços diretos a esses membros, como cuidar dos mais jovens ou da casa. Essa é uma ajuda significativa, que não deve ser menosprezada. Além disso, muitos idosos ativos, por terem maior experiência de vida, são também referência moral em suas famílias e comunidades, servindo de fonte de conhecimento e norte em momentos de precisão” (Pait, 2020).

    Diante a Pandemia me vem a lembrança o “Princípio Esperança” de Ernst Bloch com sua necessidade de recuperação da Utopia, em nosso caso, a presente no Jongo, com a valorização do idoso, da ancestralidade, descrita no primeiro parágrafo. Para Bloch, a utopia não é algo fantasioso, simples produto da imaginação, mas possui uma base real, com funções abertas à reestruturação da sociedade, engajado em mudanças concretas, visando à nova sociedade. Assim, a utopia se torna viável à medida que possui o explícito desejo de ser realizada coletivamente. (Confira o Princípio Esperança nos vídeos dos links abaixo). E para vocês, queridos jovens, adultos e idosos, qual a sua utopia nesta Quarentena da Pandemia do Coronavírus? Deixe um comentário no nosso blog de aula.

    Muito obrigado, se cuidem! Prof. Fábio Villela.

    Leituras e vídeos sugeridos

    JONGO: Cultura e resistência da história dos negros podem ser resgatadas com aprendizagem da dança: https://avozdacidade.com/wp/jongo-cultura-e-resistencia-da-historia-dos-negros-podem-ser-resgatadas-com-aprendizagem-da-danca/

    A população negra e o coronavírus:

    https://www.geledes.org.br/a-populacao-negra-e-o-coronavirus/

    A vida dos “velhinhos”, as conexões sociais e as lideranças institucionais:

    https://medium.com/pasmas/a-vida-dos-velhinhos-as-conex%C3%B5es-sociais-e-as-lideran%C3%A7as-institucionais-c89dde99cbcd

    Edson Luís de Souza: A necessidade das utopias:

    https://www.youtube.com/watch?v=wnPxzgBeJ6w

    Michael Löwy: Ernst Bloch e a religião como utopia:

    https://www.youtube.com/watch?v=cPAuCC2f_Js

  • Yorimatã Okê Aruê!

    Date: 2020.03.27 | Category: CECMundoRural | Response: 4

    Nenhuma descrição de foto disponível.

    Bom dia querid@s alun@s! Tudo bem com com vcs?

    No dia 13-11-2019 assistimos ao documentário Yorimatã. Gostaria que vcs deixassem um comentário aqui no blog de aula. Quem ainda não assistiu pode assistir/rever em casa. Relembrando… duas mulheres em meio ao movimento hippie dos anos 70 se unem pelo sonho de liberdade. Luhli e Lucina vivem em seu cotidiano criativo de uma comunidade alternativa a experimentação musical radical e se tornam pioneiras no cenário independente brasileiro. Com cerca de 800 composições, do violão aos tambores artesanais que constroem e tocam, dizem não às gravadoras e mergulham na umbanda e na criação artística. Seu companheiro de um relacionamento em trisal, o fotógrafo Luiz Fernando Borges da Fonseca, registra tudo em filmes super 8mm que, unidos a registros de shows por artistas independentes; e as filmagens atuais, recriam seu universo espírito-musical, num filme sobre a liberdade e a busca das raízes primitivas culturais brasileiras.

    Trailer no Youtube:  https://www.youtube.com/watch?v=DIm66b8nEP0

    Filme completo na Plataforma Videocamp: https://www.videocamp.com/pt/movies/yorimata?fbclid=IwAR3NnwqFpNkpvXfmKI7fYIarSMW45Zh1qYrbx_V1mtBB2UhelDuYZ8WDvXQ

    Letra

    YORIMATÃ OKÊ ARUÊ – (Luli e Lucina)

    © Luli e Lucina – Todos os direitos reservados

    ( Primeiro LP de Luli e Lucina lançado em 1979 /Produção independente /Gravadora: Nós lá em casa /Edição : Patricia Ferraz)

    selvagem o corpo afoga todo o medo

    na primeira lágrima

    água chorada em verde escuro pote

    yorimatã okê aruê

    água chorada por milhões de olhos

    pedaços de solidão

    filha da mata tenho a preparar

    yorimatã okê aruê

    abrir caminho fazer bonita a vida

    vida que virá

    penso no escuro, por onde passar?

    yorimatã okê aruê

    a casa teço folhas para abrigar

    o corpo já desfeito de não ser um só

    e faço fogo okê aruê

    ah e espero a aurora

    eu quase dois eu mulher

    ah eu quase árvore, ah eu mulher

    sou sentinela sou sentinela,

    sentinela do amanhecer

    sou sentinela do amanhecer

    matã okê aruê yorimatã

    sou sentinela e aguardo em paz

    a primeira lágrima

    estou sozinha estive e estarei,

    estou sozinha estou sozinha

    e vou duplicar, vou multiplicar o corpo

    matã aruê yorimatã aruê yorimatã yorimatã

    okê aruê okê aruê yorimatã yorimatã yorimatã…

    Violões, Vozes, Zabumba e Tantan: Luli e Lucinha

    Percussão e Apitos: Nacho e Ciça

    Link da música no Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=u2p_KjJ9jLo

  • Atividade do Curso de Extensão Universitária: Território Caipira: Agroecologia, Agrofloresta e Saúde no Solo

    Date: 2019.12.23 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    A imagem pode conter: texto

    Boa noite querid@s alun@s! Tudo bem?

    Esta é á área para a produção de texto final do curso. Relembrando os conteúdos do curso de extensão, quais sejam, Cultura Ambiental, Saúde no Solo, Agrofloresta, Agricultura Sustentável, o aluno deverá nesta produção de texto final , em no máximo dois parágrafos, traduzir por escrito a compreensão que teve do curso de extensão, mostrando que adquiriu novos conhecimentos na área de educação do campo.

    Bom trabalho! Prof. Fábio Villela.

  • Atividade do Curso de Extensão Universitária: Território Caipira: Agroecologia, Agrofloresta e Saúde no Solo

    Date: 2019.09.17 | Category: Sem categoria | Response: 2

    A imagem pode conter: crepúsculo e comida

    Produção de milho crioulo guarani por família do Assentamento Apolônio De Carvalho.

    Bom dia Amig@s do Curso de Extensão! Tudo bem?

    A atividade proposta é retomar a temática sobre alimentação e ampliar a discussão sobre a produção de alimentos: produção de milho na roça, industrializado; milho transgênico e orgânico.

    Vamos introduzir o tema da produção de milho na roça a partir de duas canções:

    1) “Rocinha de milho” (Tonico e Tinoco), disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=ynYNM8-us_U

    2) “Colheita do milho” (Chitãozinho e Xororó), disponível em: https://www.letras.mus.br/chitaozinho-e-xororo/167437/

    Vamos também introduzir o debate sobre mudanças atuais quanto à produção de milho (industrializado e transgênico x orgânico) a partir das matérias sobre o tema, disponíveis em:

    “Milho transgênico pode fazer mal à saúde”:

    http://www.ihu.unisinos.br/561434-milho-transgenico-pode-fazer-mal-a-saude-dados-sao-revelados-pela-monsanto-apos-acao-judicial

    “Semente de milho orgânico chega ao mercado”, disponível em:

    http://revistagloborural.globo.com/Noticias/Agricultura/Milho/noticia/2014/06/semente-de-milho-organico-chega-ao-mercado.html

    “Milho transgênico pode provocar tumor” https://www.youtube.com/watch?v=3HOjKbdSqvk

    e https://www.facebook.com/BrasilSemMonsanto/posts/1562159240478198:0

    Para finalizar a atividade, vamos desenvolver um texto (1 parágrafo) sobre os aspectos positivos e negativos da atual forma de produção e consumo de alimentos, propondo o resgate de práticas de produção e consumo de alimentos vivenciadas no cotidiano. O parágrafo deve ser postado neste blog (Local: “Deixe uma resposta”).

    Saudações, Prof. Fábio Villela.

  • Curso de Extensão Universitária: Território Caipira: Agroecologia, Agrofloresta e Saúde no Solo

    Date: 2019.06.19 | Category: CECMundoRural | Response: 0

    A imagem pode conter: texto

    Convite a tod@s!

    Curso de Extensão: Território Caipira: Agroecologia, Agrofloresta e Saúde no Solo.

    Vagas: 30 (trinta) vagas, sendo 10 (dez) vagas gratuitas* destinadas a alunos de graduação do Ibilce/Unesp.

    * A gratuidade das vagas não dispensa o pagamento da taxa regulamentar da UNESP vigente à época das inscrições.

    Carga horária: 126 horas/aula.

    Conteúdo:

    1. Educação do Campo e Cultura Ambiental (Equipe Fábio Villela. Aula Teórica no Ibilce/Unesp – S. J. Rio Preto. Data: 14/09/2019 – manhã).

    1.1. Educação do campo.

    1.2. Cultura ambiental e desenvolvimento sustentável.

    1.3. Território caipira: construção social e identidade cultural do noroeste paulista.

    1.4. Elevação de escolaridade associada à qualificação social e profissional.

    1.5. Possibilidades de inclusão produtiva do território caipira.

    1.6. Território caipira: uma civilização do milho.

    2. Educação do Campo e Saúde no Solo I. (Equipe Oliver Naves Blanco. Aula Teórico/Prática na Fazenda São José / Orgânicos da Barra – Neves Paulista – SP. Datas: 12 e 13/10/2019).

    2.1. Educação do campo e cultura ambiental no território caipira.

    2.2. Território, reforma agrária e modelo de agricultura. O biopoder camponês.

    2.3. Os impactos da “agricultura industrial -aAgronegócio.

    2.4. Experiências agroecológicas 7.0: produção de compostos orgânicos fermentados, tipo Bocashi.

    2.5. Microbiologia dos solos: regeneração natural; captura e multiplicação – silo de microrganismos.

    2.6. Cromatografia de Pfeiffer – história e prática completa (os participantes do curso, se agricultores, deverão trazer 2 amostras de solo de 250 g da pior e melhor área da propriedade).

    3. Educação do Campo e Saúde no Solo II. (Equipe Oliver Naves Blanco. Aula Teórico/Prática na Fazenda São José / Orgânicos da Barra – Neves Paulista – SP. Datas: 14 e 15/12/2019).

    3.1. Saúde no solo: as ferramentas do bombeiro agroecológico voluntário – comunicação prática.

    3.2. Água de vidro (Trofobiose – “Eliciadores”); Produção de fósforo.

    3.3. Uso na agricultura dos produtos Ecotech: peletização de sementes; biofertilizantes especiais (super magro e quitosano); Produção e usos do carvão vegetal: Biochar.

    3.4. Fosfitos e sua produção natural; sabão de fosfito e farinhas de rochas.

    3.5. Bioteste: educando para restauração da microbiologia e saúde do solo e da água.

    3.6. Captura de micorrizas e sua importância.

    3.7. Solubilizações de frações húmicas – carbono no solo.

    3.8. Biotecnologia tropical “Terra Preta Indígena”: técnica indígena para iniciar uma agrofloresta.

    3.9. Implantação do campo metagenômica camponês.

    3.10. Minerais do solo, origem e formação. Caldas minerais: sílico-sulfocálcica, bordalesa, viçosa e outras

    4. Educação do Campo e Agrofloresta. (Equipe Flávio Costa. Aula Teórico/Prática na Fazenda Santa Isabel, em Potirendaba/SP. Datas: 09 e 10/11/2019).

    4.1. A importância da regularização ambiental em propriedades rurais.

    4.2. Planejamento socioeconômico e ambiental da propriedade.

    4.3. A recomposição florestal para o incremento da biodiversidade local.

    4.4. Redesenho de Agroecossistemas.

    4.5. Estratégias locais de manejo e conservação do solo.

    4.6. Uso de corredores de vegetação.

    4.7. Recuperação de solo com produção de alimento e adubo verde.

    4.8. Aproveitamento de resíduos locais para uso local.

    4.9. Rotação e manejo de glebas e de culturas.

    4.10. Sistema de produção principal: Agrofloresta (SAF).

    4.11. Estratégias de agregação de valor à matéria-prima.

    5. Educação do Campo e Agricultura Sustentável. (Equipe KunioNagai. Aula Teórico/Prática no Ibilce/Unesp – São José do Rio Preto. Data: 14/09/2019 – tarde).

    5.1. Os problemas da agricultura.

    5.2. Agricultura Sustentável: conceitos.

    5.3. Agricultura orgânica.

    5.4. Melhoramento do solo.

    5.5. Nutrição equilibrada, composição da planta, macros e microelementos.

    5.6. Métodos de cálculos de adubação.

    5.7. Exemplos: morango, tomate, batata, e outras.

    5.8. Declínio do citrus.

    5.9. Bianualidade do café.

    Objetivos: O principal objetivo do curso é oferecer aos alunos do Ibilce/Unesp e a comunidade em geral, a possibilidade de adquirir novos conhecimentos na área de educação do campo. Os objetivos do curso são propiciar meios para analisar as questões teóricas relativas à cultura ambiental, educação do campo, agroecologia e agroflorestas fornecendo aos interessados o instrumental histórico-crítico necessário para a abordagem dos problemas enfrentados neste âmbito disciplinar.

    Docente Coordenador: Prof. Dr. Fabio Fernandes Villela – Departamento de Educação – IBILCE/UNESP.

    Colaboradores: Prof. Dr. Flávio Murilo Pereira da Costa (Engenheiro Agrônomo/Unb);Eng. Oliver Naves Blanco (Engenheiro Agrônomo); Eng. Juliana Roldão (Engenheira Agrônoma) e Kunio Nagai (Engenheiro Agrônomo).

    Público alvo: Comunidade em geral.

    Unidade: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas – IBILCE/UNESP.

    Câmpus: São José do Rio Preto.

    Local e período de realização: Laboratório de Ensino da Pedagogia Ibilce/Unesp, Fazenda São José/Orgânicos da Barra em Neves Paulista/SP e Fazenda Santa Izabel em Potirendaba/SP. Haverá espaço para acampamento dos participantes nas fazendas-parceiras e carona solidária para chegar ao local.

    No período de 14/09/2019 a 15/12/2019.

    Datas e Horários: Nos dias 14/09; 12 e 13/10; 9 e 10/11; 14 e 15/12 das 8h30 às 12h e das 14h30 às 18h30.

    Período de inscrição:

    – Comunidade externa: de 22/07 a 16/08/2019.

    – Comunidade interna: de 19/08 a 30/08/2019.

    Local de inscrição: Seção Técnica de Comunicações do IBILCE/UNESP. Rua Cristóvão Colombo, 2265. Jd. Nazareth. São José do Rio Preto/SP. Dias e horários para inscrição: de 2ª a 6ª feira (exceto feriados), das 09h às 11h e das 14h às 16h.

    Documentos necessários para inscrição:

    – Preenchimento da ficha de inscrição;

    – Xerox do documento de identidade (RG e CPF);

    – Comprovante que ateste ser parte do público alvo (para alunos do Ibilce apresentar o Histórico Escolar);

    – Pagamento das taxas.

    Investimento – Taxa: O valor do curso é de R$ 150,00 (cento e cinquenta reais) sendo R$ 131,00 a taxa do curso e R$ 19,00 a taxa regulamentar da UNESP.

    Informações importantes:

    – Inscrições fora do prazo estabelecido neste Edital não serão aceitas.

    – Os valores relativos às taxas não serão devolvidos, cabendo aos inscritos a atenção quanto aos critérios estabelecidos neste Edital.

    – O valor da taxa regulamentar da UNESP pode ser consultado em: http://www.ibilce.unesp.br/#!/administracao/secao-tecnica-de-financas/taxas-de-recolhimento-no-guiche/.

    – Conforme o Artigo 1º, da Resolução UNESP nº 11/2018, o curso é dirigido ao público externo e, caso não haja inscritos, o curso será cancelado.

    Mais informações: Telefones: (17) 3221-2318 (Coordenador) e 3221-2320 (Departamento de Educação).

  • Curso de Extensão Universitária: Cultura Ambiental no Território Caipira

    Date: 2019.05.09 | Category: CECMundoRural | Response: 6

    A imagem pode conter: planta e natureza

    Convite a tod@s!

    Curso de Extensão Universitária: Cultura Ambiental no Território Caipira

    Vagas: 50 (cinquenta) vagas, sendo 10 (dez) vagas gratuitas  destinadas a alunos de graduação do Ibilce/Unesp.

    A gratuidade das vagas não dispensa o pagamento da taxa regulamentar da UNESP vigente à época das inscrições.

    Carga horária: 20 horas/aula.

    Conteúdo: Aulas Presenciais: 31/05 – 07/06 – 14/06 – 21/06 e 28/06 de 2019; (Laboratório de Ensino da Pedagogia; Horta Mandalla em Ipiguá-SP e Fazenda em Tanabi – SP).

    Objetivos: O principal objetivo do curso é oferecer aos alunos do Ibilce/Unesp e a comunidade em geral, a possibilidade de adquirir novos conhecimentos na área de educação do campo. Os objetivos do curso são propiciar meios para analisar as questões teóricas relativas à cultura ambiental, educação do campo, agroecologia e agroflorestas fornecendo aos interessados o instrumental histórico-crítico necessário para a abordagem dos problemas enfrentados neste âmbito disciplinar.

    Conteúdo Programático

    1. Cultura Ambiental e Educação do Campo

    1.1. Educação do campo.

    1.2. Cultura ambiental e desenvolvimento sustentável.

    1.3. Território caipira: construção social e identidade cultural do noroeste paulista.

    1.4. Elevação de escolaridade associada à qualificação social e profissional.

    1.5. Possibilidades de inclusão produtiva do território caipira.

    1.6. Território caipira: uma civilização do milho.

    1.7. Estudo do meio.

    2. América Latina e Civilização do Milho

    2.1. O centro de origem do milho.

    2.2. .A diversidade da cultura do milho no continente americano.

    2.3. A migração e diversificação do milho na América.

    2.4. Povos, culturas e diversidade do milho na América Latina.

    2.5. Análise e perspectivas do milho no continente americano.

    2.6. Milpa: agroecossistema complexo, manutenção da cultura e cosmovisão.

    3. Agricultura Familiar e Agroecologia

    3.1. Gestão e organização da agricultura familiar.

    3.2. Desenvolvimento sustentável e agricultura familiar.

    3.3. Agricultura familiar no contexto do desenvolvimento rural sustentável.

    3.4. Horta orgânica tipo mandala.

    3.5. Produção de base agroecológica da Horta Mandalla de Ipiguá-SP.

    3.6. Estudo do meio.

    4. Agroecologia e Agrofloresta

    4.1. Técnicas sustentáveis de preparo e manejo do solo.

    4.2. Princípios e práticas de compostagem e biofertilizantes.

    4.3. Técnicas, práticas e benefícios dos fertilizantes orgânicos.

    4.4. Produção de mudas e técnicas preventivas de controle de pragas.

    4.5. Conceitos e práticas do sistema de produção agroflorestal.

    4.6. Colheita, beneficiamentos e comercialização.

    Docente Coordenador: Prof. Dr. Fabio Fernandes Villela – Departamento de Educação IBILCE/UNESP

    Colaboradores: Prof. Dr. Flávio Costa (Eng. Agrônomo); Oliver Naves Blanco (Eng. Agrônomo); Juliana Roldão (Eng. Agrônoma); Martha Alves (Arq. e Urbanista) e Ceci Bonito (Agricultora).

    Público alvo: Comunidade em geral.

    Unidade: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas – IBILCE/UNESP

    Câmpus: São José do Rio Preto

    Local e período de realização: – Laboratório de Ensino da Pedagogia do Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas – IBILCE/UNESP. – Horta Mandalla em Ipiguá/SP; – Fazenda em Tanabi/SP.

    No período de 31/05/2019 a 19/07/2019

    Horário: Nos dias 31/05, 07/06, 14/06, 21/06 e 28/06, das 14h30 às 18h30.

    Período de inscrição: Comunidade externa: de 06/05 a 24/05/2019

    Comunidade interna: de 27/05 a 30/05/2019

    Local de inscrição: Seção Técnica de Comunicações do IBILCE/UNESP. Rua Cristóvão Colombo, 2265. Jd. Nazareth. São José do Rio Preto/SP. Dias e horários para inscrição: de 2 a 6 a feira (exceto feriados), das 09h às 11h e das 14h às 16h.

    Rua Cristóvão Colombo, 2265, Jardim Nazareth, CEP. 15054-000, São José do Rio Preto/SP / website: www.ibilce.unesp.br

    Documentos necessários para inscrição: Preenchimento da ficha de inscrição;

    Xerox do documento de identidade (RG e CPF);

    Comprovante que ateste ser parte do público alvo (para alunos do Ibilce apresentar o Histórico Escolar); – Pagamento das taxas.

    Investimento Taxa: O valor do curso é de R$ 30,00 (trinta reais) sendo R$ 11,00 a taxa do curso e R$ 19,00 a taxa regulamentar da UNESP.

    Informações importantes: Inscrições fora do prazo estabelecido neste Edital não serão aceitas. Os valores relativos às taxas não serão devolvidos, cabendo aos inscritos a atenção quanto aos critérios estabelecidos neste Edital. O valor da taxa regulamentar da UNESP pode ser consultado em: http://www.ibilce.unesp.br/#!/administracao/secao-tecnica-de-financas/taxas-derecolhimento-no-guiche/

    Mais informações: Telefones: (17) 3221-2318 (Coordenador) e 3221-2320 (Departamento de Educação).

    E-mail: fabio@fabiofernandesvillela.pro.br

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